Mercados num minuto Fecho dos mercados: Lisboa em contraciclo com resto da Europa em dia de recuperação do dólar

Fecho dos mercados: Lisboa em contraciclo com resto da Europa em dia de recuperação do dólar

A praça nacional encerrou em terreno negativo, contrariamente ao resto da Europa, penalizada sobretudo pela EDP Renováveis e pela Galp. Os sectores automóvel e dos serviços financeiros deram gás ao Velho Continente, bem como as boas perspectivas para uma nova ronda de negociações comerciais entre os EUA e a China. O dólar está a recuperar, enquanto o petróleo cede.
Fecho dos mercados: Lisboa em contraciclo com resto da Europa em dia de recuperação do dólar
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 cedeu 0,56% para 5.285,32 pontos

Stoxx 600 avançou 0,42% para 378,10 pontos

S&P 500 ganha 0,07% para 2.906,30 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal recua 0,8 pontos base para 1,856%

Euro desvaloriza 0,27% para 1,1659 dólares

Petróleo 0,65% para 77,67 dólares por barril em Londres

 

Alívio das tensões comerciais anima bolsas nos EUA e Europa

As bolsas do outro lado do Atlântico abriram em alta, impulsionadas pela expectativa de uma nova ronda de negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China. O alívio dos receios em torno de uma guerra comercial também contagiou positivamente a Europa. As principais praças do Velho Continente encerraram a sessão com ganhos, com o Stoxx 600 a registar uma subida de perto de 0,40%.

Por cá, Lisboa contrariou a tendência europeia, caindo 0,60% para 5.283,33 pontos. O PSI-20 foi pressionado pela queda de mais de 1% do BCP, mas também pelas perdas da Galp Energia e da EDP Renováveis. A petrolífera cedeu 0,72%, enquanto a empresa de energias limpas caiu 2,06%.

 

Spread dos juros da dívida lusa em mínimos de um mês face às Bunds
Os juros a 10 anos da dívida portuguesa está a ceder, depois de abrir a sessão em ligeira alta. O mercado aguarda com expectativa a decisão da Standard & Poor's sobre o rating da República.

A "yield" das obrigações portuguesas a 10 anos cede 0,8 pontos base para os 1,856%, ao passo que na Alemanha os juros das Bunds sobem 2,6 pontos base para 0,449% - o que reduz o prémio de risco da dívida nacional para mínimos de um mês, nos 140 pontos.

 

Euribor mantém-se em todos os prazos

A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, manteve-se hoje em -0,319%, contra o actual mínimo de sempre, de -0,332%. Já a taxa a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez a 6 de Novembro de 2015, permaneceu em -0,266%.    

A nove meses, a Euribor manteve-se em -0,207%, contra o actual mínimo de sempre, de -0,224%, registado pela primeira vez a 27 de Outubro do ano passado. No prazo a 12 meses, a taxa Euribor, que desceu para valores abaixo de zero pela primeira vez a 5 de Fevereiro de 2015, fixou-se de novo em -0,168%.

 

Dólar recupera mas cai no conjunto da semana

A nota verde segue a recuperar face às principais congéneres na sessão de hoje. No entanto, no acumulado entre segunda e sexta-feira, o índice da Bloomberg para o dólar cai 1%, naquela que é a pior semana da moeda norte-americana dos últimos sete meses.

A moeda única europeia segue a ceder, neste final de tarde, 0,27% para 1,1659 dólares.

 

Valorização do dólar pressiona petróleo

O "ouro negro" segue em baixa, penalizado sobretudo pela valorização do dólar, moeda na qual esta matéria-prima é denominada. No entanto, no cômputo semanal, os preços do petróleo estão positivos, a marcarem a terceira semana consecutiva de ganhos.

O contrato de Outubro do West Texas Intermediate (WTI), transaccionado no mercado nova-iorquino, segue a ceder 0,32% para 68,37 dólares por barril. Já as cotações do contrato de futuros do Brent do Mar do Norte – que é negociado em Londres e serve de referência às importações portuguesas – para entrega em Outubro seguem a recuar 0,65% para 77,67 dólares por barril.

 

Ouro a caminho de ganho semanal

O preço do ouro está a negociar em terreno positivo, ainda ajudado pelas recentes depreciações da nota verde – já que um dólar mais fraco torna mais atractivos os activos denominados nesta moeda, como é o caso do metal amarelo. Apesar de o dólar estar hoje a subir, o metal precioso mantém-se em alta e segue a caminho do primeiro ganho semanal depois de duas semanas com saldo negativo.

O metal amarelo segue a somar 0,40% para 1.206 dólares por onça em Londres e na semana a subida é de 0,80%.

 




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