Mercados num minuto Fecho dos mercados: Petróleo alivia de ganhos em dia sem rumo nas bolsas europeias

Fecho dos mercados: Petróleo alivia de ganhos em dia sem rumo nas bolsas europeias

As bolsas europeias fecharam sem uma tendência definida, numa altura em que há várias questões que suscitam dúvidas. O petróleo, que na semana acumula ganhos acentuados, caiu, aliviando parte dessa subida.
Fecho dos mercados: Petróleo alivia de ganhos em dia sem rumo nas bolsas europeias
Reuters
Sara Antunes 11 de janeiro de 2019 às 17:29

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,71% para 4.958,61 pontos

Stoxx 600 ganhou 0,09% para 349,20 pontos

S&P 500 desvaloriza 0,24% para 2.590,41 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal recua 1,1 pontos base para 1,705%

Euro desce 0,17% para 1,1481 dólares

Petróleo cede 1,56% para 60,72 dólares por barril, em Londres

 

Bolsas europeias fecham sem tendência definida

As bolsas europeias fecharam a sessão desta sexta-feira sem uma tendência definida, com alguns índices a subirem e outros a caírem numa altura em que os investidores aguardam por mais informação sobre as negociações comerciais entre os EUA e a China, bem como sobre o Brexit.

O tom e a postura dos responsáveis políticos continua a ser positivo no que às negociações comerciais entre os EUA e a China diz respeito. Ainda na quinta-feira à noite o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, revelou que "é muito provável" que o vice-presidente da China, Liu He, visite os EUA no final deste mês. O responsável adiantou que as reuniões negociais vão prosseguir. Declarações que ajudaram a acalmar os receios em torno do impasse desta questão. Ainda assim, a falta de informação concreta tem pesado no sentimento dos investidores.

 

A contribuir para o verde nas bolsas esteve a postura assumida pela Reserva Federal (Fed) dos EUA, que já deixou claro que pode esperar por desenvolvimentos económicos antes de tomar decisões sobre subidas dos juros. Uma abordagem que foi muito bem recebida pelos investidores e que tem ajudado a animar a negociação dos dois lados do Atlântico.

 

A incerteza sobre o Brexit também tem marcado os dias e deixado os investidores apreensivos.

O Stoxx600, índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, fechou a subir apenas 0,09%, numa sessão em que alguns índices fecharam em queda e outros em alta. A bolsa nacional foi uma das que conseguiu fechar no verde, subindo mesmo 0,71%, animado pelo sector da energia, com a Galp e a EDP Renováveis a ganharem mais de 1%.

 

Juros com quedas ligeiras

As taxas de juro associadas à dívida nacional recuam em todos os prazos, ainda que as descidas sejam muito ligeiras. A "yield" da dívida a 10 anos está a ceder 0,8 pontos base para 1,707%, um desempenho também registado na dívida alemã, com a bund a cair 2 pontos para 0,235%, o que coloca o prémio de risco da dívida nacional nos 147,2 pontos base.

 

Taxa Euribor sobe no prazo a 12 meses

As taxas Euribor estabilizaram nos prazos mais curtos, enquanto a taxa a 12 meses registou uma ligeira subida para -0,117%. A taxa a três meses fixou-se nos -0,308% e a Euribor a seis meses manteve-se nos -0,236%.

 

Libra dispara com perspetiva de adiamento do Brexit

A moeda britânica beneficiou das notícias que revelaram que o governo liderado por Theresa May poderá tentar adiar a data do Brexit, agendado para 29 de março. Apesar de fonte oficial ter negado este cenário, a especulação em torno deste cenário é cada vez maior e está a animar a libra, que sobe mais de 0,5% frente ao euro e ao dólar.

 

Petróleo cai e alivia da maior subida semanal em dois anos

Os preços do petróleo estão em queda esta sexta-feira, a aliviar parte das subidas registadas nos últimos dias. O preço da matéria-prima está a registar a maior subida semanal desde 2016, no mercado norte-americano, seguindo assim a aliviar parte desses ganhos que foram registados depois de a Arábia Saudita ter garantido que os cortes de produção acordados entre a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e os parceiros, como a Rússia, serão implementados ainda este mês. O barril do Brent, negociado em Londres e referência para Portugal, segue a perder 1,56% para 60,72 dólares. 

 

Ouro beneficia das incertezas

As preocupações em torno das negociações comerciais entre os EUA e a China, as incertezas em relação ao Brexit e a expectativa de subidas de juros nos EUA mais moderadas este ano estão a fazer com que os investidores voltem a apostar no ouro, um ativo de refúgio em períodos de maior incerteza. O ouro sobe 0,26% para 1.290,04 dólares por onça. 




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