Mercados num minuto Fecho dos mercados: Petróleo em máximos de mais de um mês e euro com melhor semana desde Janeiro

Fecho dos mercados: Petróleo em máximos de mais de um mês e euro com melhor semana desde Janeiro

As principais praças europeias fecharam com sinal positivo impulsionadas pelo sector das matérias-primas. Nos mercados do petróleo os ganhos já ultrapassaram os 2%. No que toca às moedas, é o euro a ganhar, com o melhor resultado semanal desde Janeiro.
Fecho dos mercados: Petróleo em máximos de mais de um mês e euro com melhor semana desde Janeiro
Bloomberg
Ana Batalha Oliveira 24 de agosto de 2018 às 17:36

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,12% para 5.497,20 pontos

Stoxx 600 apreciou 0,05% para os 383,56 pontos

S&P 500 valoriza 0,59% para 2.873,77 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal agrava 2,4 pontos base para os 1,823%

Euro avança 0,75% para 1,1628 dólares

Petróleo sobe 1,95% para os 76,19 dólares por barril em Londres

 

Europa com optimismo generalizado

As principais praças europeias seguem em alta, animadas pelas palavras do presidente da Fed, Jerome Powell, que veio reforçar as boas perspectivas para a economia americana. O Stoxx 600, o principal agregador europeu, subiu uns ligeiros 0,05% para os 383,56 pontos. A impulsionar o desempenho deste índice esteve sobretudo o sector das matérias primas, que valorizou 1,49%, num dia de fortes ganhos para o petróleo. 

Lisboa não foi excepção e terminou a última sessão da semana a somar 0,12% para 5.497,20 pontos. Pharol e Jerónimo Martins foram cotadas  que mais contribuíram para a subida do PSI-20, com ganhos de mais de 6% para 21,85 cêntimos e de 1,9% para 13,40 euros, respectivamente.

 

Trump diz que compra dívida. Juros italianos sobem 

Numa altura em que se assiste já a um movimento de alienação de dívida pública transalpina por parte de investidores estrangeiros, Donald Trump ofereceu ajuda ao governo italiano colocando-se à disposição para comprar títulos soberanos do país no próximo ano. No mesmo dia, os juros das obrigações italianas já subiram 6,4 pontos base para os 3,152%.

 

Por cá e na Alemanha a tendência é semelhante, com a taxa de juro das obrigações a agravar 2,4 pontos base para os 1,823% em Lisboa e a subir 0,5 pontos base para os 0,345% em Berlim. O prémio da dívida portuguesa face à germânica coloca-se assim nos 147,8 pontos base.

  

Euribor a seis meses mantém-se pela décima sessão

As taxas Euribor subiram no prazo a 12 meses para o valor mais baixo da semana, enquanto as restantes maturidades se mantiveram, com destaque para a de três meses, que continua inalterada há 20 sessões. A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez em 6 de Novembro de 2015, manteve-se em -0,266% pela décima sessão consecutiva e contra o actual mínimo de sempre, de -0,279%, registado pela primeira vez em 31 de Janeiro de 2018. 

 

Dólar afunda após discurso de Powell

Jerome Powell estreou-se esta sexta-feira na conferência de Jackson Hole como presidente da Reserva Federal norte-americana. No discurso deixou as mensagens de que "há bons motivos para se prever que o crescimento forte da economia vai continuar" e neste sentido "o processo gradual de normalização mantém-se adequado". Contudo, estas indicações não parecem ter transmitido confiança suficiente aos investidores, que alimentavam altas expectativas em relação ao discurso de Powell. O dólar está a cair 0,75% e já desceu a um mínimo de 0,8592 euros, valor que não se verificava desde dia 2 de Agosto.

 

A contrastar está o euro, que arrecada esta semana os maiores ganhos acumulados desde Janeiro, com uma subida de 1,65%. Esta sexta-feira soma 0,75% para 1,1628 dólares.

 

Petróleo em máximos de mais de um mês

O barril de Brent, referência para a Europa, segue a somar 1,95% para os 76,19 dólares, tendo já tocado um máximo de 76,42 dólares – com uma subida de 2,26% - durante a sessão, o valor mais alto desde 11 de Julho. A impulsionar o sentimento positivo estão as notícias de reduções na produção oriunda do Mar do Norte e do Médio Oriente. A norte, as previsões de quebras são justificadas por greves na Total SA. No oriente, é a aplicação das sanções dos EUA ao Irão que ameaça as reservas.  

 

O barril nos EUA vive a mesma tendência e encaminha-se assim para os primeiros ganhos semanais em dois meses, superando o maior ciclo de quedas semanais desde 2015.

 

Zinco com melhor semana em seis meses

O zinco avança 1,8% para os 2.512,50 dólares por tonelada. A subida ajuda ao balanço positivo da semana, que acumula ganhos de 4,3%, a maior subida desde meados de Fevereiro. Isto acontece numa altura em que as reservas têm vindo a diminuir e que os contractos a concretizar-se no imediato (o chamado "mercado à vista") estão a diminuir.




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