Mercados num minuto Fecho dos mercados: Petróleo regista o maior ciclo de quedas desde 2014. Bolsas sobem mais de 1%

Fecho dos mercados: Petróleo regista o maior ciclo de quedas desde 2014. Bolsas sobem mais de 1%

As bolsas europeias fecharam com ganhos superiores a 1%, no rescaldo das eleições dos EUA. Já o petróleo regressou às quedas, com a matéria-prima a viver o maior ciclo de quedas desde 2014.
Fecho dos mercados: Petróleo regista o maior ciclo de quedas desde 2014. Bolsas sobem mais de 1%
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,76% para 5.015,34 pontos

Stoxx 600 subiu 1,06% para 366,39 pontos

S&P 500 valoriza 1,29% para 2.790,91 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal sobe 2,9 pontos base para 1,928%

Euro avança 0,4% para 1,1473 dólares

Petróleo desce 0,39% para 71,85 dólares por barril, em Londres

 

Bolsas europeias sobem mais de 1%

As bolsas europeias encerraram em alta esta quarta-feira, 7 de Novembro, animadas pelos resultados das eleições intercalares nos Estados Unidos, em que os democratas recuperaram a maioria na Câmara dos Representantes e os republicanos reforçaram o seu controlo do Senado.

 

O resultado, que já era esperado, foi bem recebido pelos mercados accionistas, não só porque não constituiu nenhuma surpresa negativa, como também porque não deverá implicar alterações nas políticas de estímulo orçamental já implementadas, apesar de dificultar a introdução de novas medidas, como cortes adicionais nos impostos. Também isso é visto, de certa forma, como positivo, na medida em que mais estímulos poderiam levar a um agravamento das yields.

 

Os principais índices europeus subiram mais de 1%, com excepção do português PSI-20 e do alemão DAX. O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, somou 1,06% para 366,39 pontos, animado principalmente pelas cotadas do retalho e ‘utilities’.

 

Em Lisboa, o PSI-20 ganhou 0,76% para 5.015,34 pontos, impulsionado sobretudo pelo BCP, Jerónimo Martins e Nos. O banco liderado por Miguel Maya somou 1,59% para 24,85 cêntimos, enquanto a Jerónimo Martins valorizou 1,31% para 10,815 euros, depois de ter chegado a perder 2,58% para 10,40 euros durante a sessão, o valor mãos baixo desde Março de 2015.

 

A Nos, por seu lado, avançou 1,37% para 5,19 euros.

 

Juros dos EUA descem após eleições

As taxas de juro implícitas na dívida dos EUA estão a descer, depois de os resultados das eleições dos EUA diminuírem a expectativa de que a administração Trump implemente mais cortes de impostos. A "yield" a 10 anos está a descer mais de 4 pontos base para 3,188%.

 

Já na Europa, o cenário é oposto. A taxa de juro implícita na dívida a 10 anos de Portugal está a aumentar 2,9 pontos base para 1,928%, enquanto a bund está a avançar 1,2 pontos para 0,445%.

 

Taxas Euribor estabilizam

As taxas Euribor estabilizaram-se em todos os prazos, esta quarta-feira. A taxa a três meses manteve-se nos -0,317%, a Euribor a seis meses fixou-se nos -0,258%, enquanto a taxa a nove meses manteve-se nos -0,197%. Já a Euribor a nove meses ficou nos -0,149%.                         

 

Dólar cai após eleições

A moeda única europeia está a subir contra o dólar pelo terceiro dia seguido, o maior ciclo desde Setembro. Na verdade trata-se de uma desvalorização do dólar, que está a reflectir os resultados das eleições dos EUA, uma vez que Donald Trump terá agora uma margem de manobra menor para implementar medidas fiscais. Isto porque apesar de os republicanos terem reforçado a maioria no Senado, perderam a Câmara dos Representantes para os democratas.


O euro está a subir 0,4% para 1,1473 dólares.

 

Petróleo em queda há oito sessões nos EUA

O petróleo chegou a subir mais de 1,5%, depois de ter sido noticiado que a OPEP está a preparar-se para implementar cortes na produção, algo que surgiu como inesperado. Contudo, a perspectiva de que os EUA registem uma produção de petróleo recorde este ano está a sobrepor-se no sentimento dos investidores. O barril do Brent está a desvalorizar 0,39% para 71,85 dólares, negociando próximo de mínimos de Agosto.

 

Já o West Texas Intermadiate (WTI), negociado em Nova Iorque, está a cair para 61,52 dólares por barril, elevando para quase 9% a descida em oito dias. Este é, também, o maior ciclo de quedas do WTI desde 2014, segundo a Bloomberg.


Ouro estável

O metal precioso está estável nos 1.227,20 dólares por onça, numa altura de acalmia nos mercados. Os resultados das eleições dos EUA surgiram sem surpresa e os investidores aguardam por desenvolvimentos em torno da discussão entre EUA e a China sobre a guerra comercial, estando agendada uma reunião para esta sexta-feira.




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