Mercados num minuto Fecho dos mercados: Recuo de Trump impulsiona bolsas e BCE ajuda euro

Fecho dos mercados: Recuo de Trump impulsiona bolsas e BCE ajuda euro

A animar o sentimento nas praças europeias esteve em especial o sector automóvel, devido à expectativa de que o presidente dos Estados Unidos deixe cair a ameaça de aplicar uma taxa aduaneira de 20% sobre os veículos ligeiros importados de países-membros da União Europeia.
Fecho dos mercados: Recuo de Trump impulsiona bolsas e BCE ajuda euro
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,98% para 5.569,36 pontos

Stoxx 600 ganhou 0,41% para 381,59 pontos

S&P 500 avança 0,47% para 2725,90 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal aumenta 4,4 pontos base para 1,798%

Euro ganha 0,33% para 1,1696 dólares

Petróleo desce 0,05% para 78,20 dólares por barril em Londres 

 

Europa anima com eventual recuo de Donald Trump nas tarifas

As principais praças europeias negociaram em terreno positivo na sessão desta quinta-feira, 5 de Julho, com o índice de referência europeu Stoxx 600 a somar 0,41% para 381,59 pontos, tendo tocado no valor mais alto desde 25 de Junho no terceiro dia consecutivo de ganhos.

 

Já o luso PSI-20 apreciou 0,98% para 5.569,36 pontos na segunda sessão seguida de ganhos em Lisboa, numa sessão em que o destaque coube à EDP Renováveis (+2% para 9,17 euros), com a empresa liderada por Manso Neto a estabelecer num novo máximo de sempre.

 

A animar o sentimento nas praças europeias esteve em especial o sector automóvel do Velho Continente, por sua vez animado pela expectativa de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixe cair a ameaça de aplicar uma taxa aduaneira de 20% sobre os veículos ligeiros importados de países-membros da União Europeia.

 

Euro iguala máximo de 14 de Junho contra o dólar

A moeda única europeia está a transaccionar em alta nos mercados cambiais face ao dólar, estando nesta altura a apreciar 0,33% para 1,1696 dólares. O euro já igualou mesmo um máximo de 14 de Junho face à divisa norte-americana ao negociar nos 1,1720 dólares.

 

A apoiar a subida da moeda europeia está a expectativa de que o Banco Central Europeu (BCE) possa aumentar os juros em vigor na Zona Euro – que continuam em mínimos históricos – antes da data até aqui prevista. Segundo fontes da autoridade monetária, citadas pela Bloomberg, a instituição liderada por Mario Draghi pode decretar um aumento dos juros em Setembro do próximo ano e não em Dezembro de 2019 como previsto.

 

Também a contribuir para a apreciação do euro esteve a divulgação de números robustos das encomendas realizadas, em Junho, ao sector industrial alemão.

 

Juros de Portugal avançam
A notícia da Bloomberg relacionada com a correcção de expectativas sobre o aumento de juros por parte do BCE também influenciou o mercado de dívida soberana na Europa. Os juros das obrigações do Tesouro a 10 anos sobem 4,4 pontos base para 1,798%, com o spread face à Alemanha a agravar-se para 150 pontos base, já que a "yield" das bunds segue estável nos 0,303%. 

 

Taxas Euribor mantêm-se 

A Euribor a três meses manteve-se hoje pela quinta sessão consecutiva em -0,321%, um máximo desde Abril do ano passado. A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação, voltou hoje a ser fixada em -0,269%, contra o actual mínimo de sempre, de -0,279%. Nos prazos a nove e 12 meses as taxas também ficaram estáveis.

 

Subida surpresa nas reservas pressiona petróleo

Os preços do petróleo negoceiam em terreno negativo, pressionados pelo anúncio de que os stocks de crude nos Estados Unidos aumentaram em 1,25 milhões de barris na semana passada, contrariando as estimativas dos analistas que apontavam para uma redução de 5 milhões. Trata-se da primeira queda em quatro semanas e que trava os receios sobre a escassez de oferta no mercado. O WTI em Nova Iorque chegou a descer mais de 1% e é agora transaccionado nos 73,52 dólares. O Brent em Londres desce 0,05% para 78,20 dólares.

 

Minério de ferro cai para mínimo de sete meses

O minério de ferro recuou para mínimo de sete meses esta quinta-feira, reagindo às estimativas de aumento da oferta e também de diminuição da procura devido aos efeitos da guerra comercial, sobretudo entre os Estados Unidos e a China. A matéria-prima desceu para 62,50 dólares por tonelada, o que segundo a Bloomberg corresponde ao nível mais baixo desde Novembro.




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