Mercados num minuto Fecho dos mercados: Retalho trava bolsas europeias antes da Páscoa. Petróleo desce

Fecho dos mercados: Retalho trava bolsas europeias antes da Páscoa. Petróleo desce

As bolsas europeias, que se preparam para fazer uma pausa de quatro dias para celebrar a Páscoa, apenas voltando a negociar na próxima terça-feira, fecharam a cair mais de 1%. O petróleo prolongou as quedas da última sessão.
Fecho dos mercados: Retalho trava bolsas europeias antes da Páscoa. Petróleo desce
Bloomberg
Patrícia Abreu 24 de março de 2016 às 17:26

Os mercados em números

PSI-20 caiu 1,08% para 5.098,14 pontos

Stoxx 600 deslizou 1,46% para 335,10 pontos

S&P 500 perde 0,50% para 2.026,45 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal avançou 3,5 pontos base para 2,963%

Euro desvaloriza 0,09% para 1,1171 dólares

Petróleo recua 1,39% para 40,26 dólares por barril, em Londres

Bolsas descem pelo quarto dia

As praças do Velho Continente estiveram a desvalorizar pela quarta sessão consecutiva, antes da pausa da Páscoa. O índice europeu Stoxx 600 cedeu 1,46%, numa sessão em que as bolsas da região caíram mais de 1%, com o francês CAC-40 a ter uma desvalorização mais expressiva, ao perder mais de 2%. A pressionar a negociação dos índices europeus estiveram as retalhistas, penalizadas pelo receio de uma quebra das vendas. A Next liderou as descidas do sector do retalho. Afundou 15%, depois de cortar as suas estimativas de vendas anuais. Já a Marks & Spencer e a Associated British Foods registaram quedas em torno de 5%.

Em Lisboa, o PSI-20 caiu 1,08%, arrastado pela banca e pela Jerónimo Martins. O BCP tombou 3,6% para 0,0428 euros, com o banco a corrigir após a forte valorização registada nas últimas semanas. Já o BPI cedeu 0,69% para 1,291 euros, num momento em que continuam as negociações entre a Santoro e o CaixaBank. A acompanhar as quedas do sector a nível europeu esteve a Jerónimo Martins. A empresa de distribuição portuguesa perdeu 1,3% para 14,005 euros.

Portugal agrava "spread"

A taxa de referência de Portugal esteve a aumentar esta sessão, com o país a pagar um prémio mais elevado face à dívida alemã, no dia em que foram divulgados os dados mais recentes do défice. As "yields" a dez anos subiram 3,5 pontos base para 2,963%, depois de ter sido revelado que o défice situou-se em 4,4% do PIB no final de 2015. Já as "bunds" alemãs desceram 1,4 pontos base para 0,180%, aumentando o diferencial face à dívida nacional para 278,3 pontos.

Euribor fixa novos mínimos

À semelhança do que aconteceu na última sessão, as taxas Euribor voltaram a cair em todos os prazos. No prazo a três meses, o indexante baixou para -0,242%, um novo mínimo histórico. Já a taxa a seis meses, a mais utilizada pelos portugueses nos seus créditos à habitação, desceu para -0,134%, mantendo-se acima do actual mínimo histórico (-0,141%).

Libra sobe de mínimos de 15 meses

A moeda britânica está a recuperar do valor mais baixo em mais de um ano face ao euro. A libra segue a avançar 0,4% para 78,93 pence de libra por euro, depois de já ter tocado em mínimos de Dezembro de 2014, nos 79,47 pence. No acumulado da semana, a moeda cai 2,4%. Na origem da queda continua a expectativa que o "sim" possa ganhar o referendo do próximo mês de Junho - os britânicos vão ser chamados a votar a permanência do Reino Unido na União Europeia - algo que teria especial impacto na economia e no sector financeiro do País.

Aumento das reservas pressiona petróleo

Os preços do petróleo seguem a desvalorizar mais de 1% nos mercados internacionais, com a matéria-prima a preparar-se para fechar com o primeiro saldo semanal negativo desde meados de Fevereiro, depois das reservas de crude terem voltado a aumentar nos EUA.

O Brent, em Londres, perde 1,39% para 40,26 dólares por barril, elevando para perto de 3,5% a queda registada na semana. A pressionar as cotações estão os dados divulgados nos EUA na quarta-feira relativos às reservas de crude. Os inventários subiram três vezes mais do que os analistas questionados pela Bloomberg antecipavam, segundo os números reportados esta quarta-feira, 23 de Março.

Café marca maior queda semanal em dois meses

Os preços do café estiveram a descer esta semana. A matéria-prima cai 1,3% para 1,2945 dólares por libra peso, elevando para 3,6% a desvalorização registada nas últimas cinco sessões. Trata-se da maior queda semanal desde Janeiro, perante a expectativa de que a oferta por parte do Brasil aumente 28% para um recorde de 45,75 milhões de sacos entre 2016 e 2017. Segundo os especialistas, o mercado brasileiro deverá ter oferta suficiente para satisfazer a procura.

Destaques do dia

Vice-Presidente brasileiro cancela vinda a Portugal. Michel Temer devia estar presente no Seminário Luso-Brasileiro de Direito, que na próxima semana reuniria vários opositores de Dilma Rousseff em Lisboa, numa altura em que se discute a destituição da Presidente. Somam-se as ausências.

INE e banco central não se entendem sobre registo de Banif na dívida. Depois de alguma especulação nas últimas horas sobre o que levou ao adiamento da notificação do PDE pelo INE, o Banco de Portugal admite haver um "problema metodológico" entre as duas instituições, que está a ser resolvido.

Défice público de 2015 fica em 4,4% do PIB. O INE adiou notificação referente ao Procedimentos dos Défices Excessivos para Bruxelas, mas avançou detalhes que incluem uma estimativa provisória de défice de 2015: 4,4% do PIB, 3% sem Banif, que custou mais que o previsto.

Swaps: Tribunal aceita recurso das empresas nacionais mas obriga a pagar 4,9 milhões. O tribunal de Londres aceitou o recurso das empresas públicas de transportes sobre a validade dos contratos de "swap" feitos com o Santander. Mas o juiz alertou que a probabilidade de ganhar é diminuta.

Goldman diz à Fed para deixar de preocupar-se com a valorização do dólar. O Goldman Sachs defende que um dólar forte deverá ter pouco impacto nos preços no consumo nos EUA, num momento em que vários oficiais da Fed argumentam que uma nova subida dos juros pode acontecer já em Abril.

O que vai acontecer segunda-feira

Bolsas encerradas. As principais praças europeias estão encerradas na segunda-feira de Páscoa, regressando à negociação apenas na terça-feira.

Resultados em Lisboa. A Mota-Engil apresenta os seus resultados de 2015.

Dados económicos nos EUA. São divulgados os rendimentos e gastos pessoais, em Fevereiro.

 




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