Mercados num minuto Fecho dos mercados: Stoxx600 com a pior sessão desde o Brexit. Petróleo afunda à espera da OPEP

Fecho dos mercados: Stoxx600 com a pior sessão desde o Brexit. Petróleo afunda à espera da OPEP

As bolsas europeias registaram fortes quedas, com a Alemanha a entrar mesmo em "bear market". O petróleo está a afundar, à espera da decisão da OPEP, enquanto os juros da Alemanha e dos EUA estão a descer, com os investidores à procura de activos mais seguros.
Fecho dos mercados: Stoxx600 com a pior sessão desde o Brexit. Petróleo afunda à espera da OPEP
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 desceu 2,1% para 4.817,69 pontos

Stoxx 600 caiu 3,09% para 343,31 pontos

S&P 500 desvaloriza 2,28% para 2.638,44 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal sobe 1,7 pontos base para 1,812%

Euro avança 0,28% para 1,1376 dólares

Petróleo deprecia 2,6% para 59,96 dólares por barril 

 

Stoxx600 com a pior sessão desde o Brexit. Ursos chegam à Alemanha

As bolsas europeias fecharam com queda acentuadas, em alguns casos superiores a 3%. O Stoxx600, índice europeu que reúne as 600 maiores cotadas europeias, afundou 3,09%, naquela que é a pior sessão bolsista desde o Brexit (Junho de 2016). O índice recuou para mínimos de Dezembro de 2016. E não foi o único. Várias praças bolsistas na Europa negociaram em mínimos, num dia marcado por mais um sell-off nos mercados bolsistas.

O índice alemão, que desceu quase 3,5%, entrou mesmo em "bear market", o que significa que já perdeu 20% desde o pico, atingido em Janeiro.

 

Os receios em torno da guerra comercial foram espoletados pelas notícias que revelaram a detenção da CFO da Huawei, Wanzhou Meng, que também é filha do fundador da tecnológica chinesa. A responsável foi detida no Canadá por suspeitas de violação das sanções impostas pelos Estados Unidos ao Irão.

 

A pesar na negociação está ainda o petróleo, cujos preços estão a deslizar mais de 2,5%, mas que já chegaram a deslizar 5%, depois da Arábia Saudita ter defendido um "corte moderado" na produção, não existindo ainda acordo sobre a dimensão dos cortes.

 

Além destas questões, a inversão da curva de rendimentos também está a pressionar. A queda dos juros nos EUA tem sido mais pronunciada nos prazos mais longos, o que resultou numa inversão da curva das yields no arranque desta semana, aumentando os receios de que a próxima recessão já esteja à espreita.

 

Juros da Alemanha e EUA deslizam

Os investidores estão à procura de refúgio, numa altura em que a incerteza em torno do mercado bolsista é elevada. Assim, os títulos de dívida soberana de países como a Alemanha e os EUA servem de porto seguro, o que está a pressionar as taxas de juro implícitas. A taxa a 10 anos associada à dívida da Alemanha está a descer 5,2 pontos para 0,225%, um mínimo de Maio, altura em que a crise política em Itália fez soar os alarmes na Europa. Já a taxa dos EUA está a perder mais de 8 pontos para 2,832%, com as taxas de mais curto prazo a continuarem a registar quedas mais pronunciadas, à semelhança dos últimos dias.

 

Taxas Euribor sobem a três, nove e 12 meses

As taxas Euribor subiram em todos os prazos à excepção da taxa a seis meses, que se manteve nos -0,246%. Esta é a taxa mais usada no crédito à habitação em Portugal. A Euribor a três meses subiu hoje para -0,315%, depois de ter estado inalterada durante 20 sessões. Já a taxa a nove meses aumentou para -0,194% e a Euribor a 12 meses avançou para -0,140%. As taxas Euribor, apesar de negativas, têm subido progressivamente, negociando em máximos de seis meses.

 

Dólar em queda com redução de expectativa de subida de juros nos EUA

O dólar está sob pressão, a reflectir a diminuição de expectativas em relação à subida de juros nos EUA. Em causa está a queda acentuada do mercado bolsista, conjugado com os dados do mercado laboral. Os EUA revelaram que a economia norte-americana criou 179 mil empregos no sector privado em Novembro, o que corresponde a um abrandamento.

 

Petróleo desliza mais de 3,5%

Os preços do petróleo estão a deslizar mais de 3,5%, numa sessão marcada por quedas acentuadas nesta matéria-prima. Isto depois de a reunião da OPEP, em Viena, ter terminado sem um acordo sobre a dimensão do corte na produção a implementar pelos membros do cartel, que esperam pelo encontro de amanhã com os produtores externos ao grupo, que incluem a Rússia (OPEP+), para tomar a decisão final. A expectativa do mercado é que seja anunciado um corte conjunto de cerca de 1,3 milhões de barris por dia. 


Turbulência nos mercados puxa investidores para o ouro

O ouro atingiu nesta sessão máximos de Julho deste ano, beneficiando da queda dos mercados accionistas internacionais que aumentou a aversão ao risco. O metal precioso caminha assim para a primeira semana positiva em um mês. O ouro valoriza 0,24% para 1.240,20 dólares por onça.

 

Na sessão de ontem, o paládio - um metal usado nas próteses dentárias e nos dispositivos que reduzem as emissões dos veículos - superou a valorização do ouro pela primeira vez nos últimos 16 anos. 

 




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