Mercados num minuto Fecho dos mercados: Tensão EUA/China dá terceira sessão de perdas à Europa. Petróleo sobe mais de 2,5%

Fecho dos mercados: Tensão EUA/China dá terceira sessão de perdas à Europa. Petróleo sobe mais de 2,5%

As bolsas europeias completaram a terceira sessão consecutiva de perdas, penalizadas por um novo foco de tensão entre os Estados Unidos e a China. O petróleo está em forte alta, devido ao aumento das reservas inferior ao esperado.
Fecho dos mercados: Tensão EUA/China dá terceira sessão de perdas à Europa. Petróleo sobe mais de 2,5%
Reuters
Rita Faria 20 de novembro de 2019 às 17:25

Os mercados em números

PSI-20 desceu 0,77% para 5.219,58 pontos

Stoxx 600 perdeu 0,41% para 403,82 pontos

S&P500 cai 0,19% para 3.114,39 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos avançaram 1,6 pontos base para 0,380%

Euro desvaloriza 0,13% para 1,1064 dólares

Petróleo em Londres ganha 2,56% para 62,47 dólares por barril

Bolsas europeias desvalorizam pela terceira sessão

As bolsas europeias encerraram com sinal vermelho esta quarta-feira, 20 de novembro, penalizadas pelo aumento da tensão entre os Estados Unidos e a China, numa altura em que os dois países ainda não formalizaram qualquer entendimento no âmbito das negociações comerciais.

Isto porque o Senado norte-americano aprovou uma legislação em defesa dos manifestantes de Hong Kong, que apoia a autonomia daquela região em relação a Pequim, e que ameaça deteriorar ainda mais as relações com a China.

Este novo foco de tensão levou os investidores a fugirem para ativos de refúgio, como o dólar, e a saírem das ações, o que ditou perdas na Europa e também nos Estados Unidos. Depois dos novos máximos alcançados na segunda-feira, os principais índices norte-americanos seguem todos em queda, com o S&P500 a descer 0,19% para 3.114,39 pontos.

"O mercado pode estar um pouco preocupado com a possibilidade de a China retaliar, e de isso prejudicar as perspetivas positivas ao nível do comércio", afirma Leslie Falconio, estratega do UBS Global Wealth, citada pela Bloomberg.

Na Europa, o índice de referência Stoxx600 deslizou 0,41% para 403,82 pontos. Por cá, o PSI-20 caiu pela sexta sessão consecutiva – a maior série de perdas desde julho – com uma descida de 0,77% para 5.219,58 pontos. A penalizar estiveram sobretudo o BCP, a descer 1,21% para 20,47 cêntimos, e a Jerónimo Martins a desvalorizar 1,28% para14,685 euros.

Juros de Portugal sobem e contrariam tendência

Os juros da dívida portuguesa subiram esta quarta-feira, contrariando a tendência de alívio registada pelos parceiros do euro. A yield associada às obrigações a dez anos subiu 1,6 pontos para 0,38%, enquanto os juros da dívida espanhola, no mesmo prazo, recuaram 0,5 pontos para 0,417%. Em Itália, os juros recuaram 4,3 pontos para 1,198% e na Alemanha caíram 0,7 pontos para 0,350%.

Fuga ao risco anima dólar

O índice que media evolução do dólar face às principais congéneres mundiais está a subir pela segunda sessão consecutiva, a beneficiar da fuga dos investidores dos ativos de maior risco e do reforço da aposta nos valores-refúgio. Mesmo com os Estados Unidos no centro das preocupações dos mercados, a moeda norte-americana é procurada em alturas de maior tensão e incerteza, como acontece agora, com a ameaça de uma deterioração das relações com Pequim.

Neste contexto, a nota verde sobe 0,12% face às grandes congéneres, enquanto o euro desvaloriza 0,13% para 1,1064 dólares.

Os investidores aguardam ainda a divulgação das minutas da última reunião da Fed, ainda que não se espere um grande impacto, já que nesse encontro, em outubro, o banco central deixou claro que não deverá voltar a descer os juros este ano.
 

Petróleo sobe mais de 2,5% após dados das reservas

O petróleo está a subir mais de 2% nos mercados internacionais, animado pelos dados sobre as reservas de crude norte-americanas, que subiram menos do que era esperado pelo mercado.

De acordo com os números da Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos, as reservas aumentaram em 1,38 milhões de barris na semana passada, quando as estimativas apontavam para acréscimos na ordem dos 1,5 milhões, segundo a Bloomberg.

Nesta altura, o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, avança 3,21% para 56,98 dólares, enquanto o Brent, transacionado em Londres, valoriza 2,56% para 62,47 dólares.

Níquel em bear market

Apesar de ser uma das commodities com melhor desempenho este ano, o níquel completou esta quarta-feira a sétima sessão consecutiva de perdas, estando agora em bear maket, com uma desvalorização superior a 20% desde o pico alcançado em setembro.

Os preços deste metal industrial estavam a beneficiar dos receios em torno da oferta, que já aliviaram, estando agora a refletir, pelo contrário, alguma deterioração da procura nos principais centros siderúrgicos.

O níquel desceu 1,04% para 14.690 dólares.




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