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Fecho dos Mercados: Bolsa descem na Europa mas recuperam nos EUA. Juros continuam a subir

As bolsas europeias e as taxas de juro dos países do euro continuam a ressentir-se da inacção do BCE na reunião da passada quinta-feira. No outro lado do Atlântico, as bolsas abandonaram o terreno negativo, pouco tempo antes de um discurso de uma das responsáveis da Fed.

Bloomberg
Rui Barroso ruibarroso@negocios.pt 12 de Setembro de 2016 às 17:33
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Os mercados em números

PSI-20 perdeu 1,39% para 4.632,44 pontos

Stoxx 600 desceu 0,95% para 342,23 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal subiu 3,2 pontos base para 3,193%

Euro desliza 0,04% para 1,1228 dólares

Petróleo ganha 0,77% para 48,38 dólares por barril em Londres

Bolsas descem pela terceira sessão

Desde a reunião do BCE na passada quinta-feira que o índice que mede o desempenho das bolsas europeias ainda não subiu. Esta segunda-feira o Stoxx 600 cedeu mais 0,95% para 342,23 pontos, com os 19 sectores que o compõem no vermelho.

Os investidores estão a jogar à defesa em relação aos próximos passos dos bancos centrais, depois de Mario Draghi ter mantido tudo na mesma. Além disso, o Morgan Stanley avisou os clientes que as quedas das últimas sessões podem ser o início de uma descida mais significativa. No entanto, nos EUA, após um início de sessão negativo, as bolsas conseguiram passar para terreno positivo. O S&P 500 segue a valorizar 0,61%. Isto pouco tempo antes do discurso de Lael Brainard. Os investidores estarão atentos às palavras desta responsável da Fed para terem pistas sobre o que o banco central fará na reunião da próxima semana. 

Já o PSI-20 acompanhou a tendência de quedas das restantes bolsas europeias. Desceu 1,39% para 4.632,44 pontos. A Navigator, a Mota-Engil e o BPI tiveram as maiores descidas da sessão, perdendo mais de 3%. A Corticeira Amorim, a Sonae Capital, e a Sonae perderam mais de 2%. Apenas duas cotadas fecharam o dia na verde: a Pharol avançou 0,43% e a Semapa ganhou 0,13%.

Juros continuam a agravar na ressaca do BCE

As taxas das obrigações dos países da Zona Euro sobem pela terceira sessão consecutiva, após o BCE ter optado por não anunciar na reunião da passada quinta-feira uma extensão do programa de compras. E a dívida portuguesa não é excepção. A taxa das obrigações nacionais a dez anos aumenta 3,2 pontos base para 3,193%. Isto numa semana em que o Tesouro agendou um duplo leilão de títulos a sete e a 31 anos para obter entre 750 milhões e 1.000 milhões de euros.

Nas obrigações espanholas e italianas também se registaram subidas esta segunda-feira. No caso da "yield" de Espanha a dez anos, a subida foi de 0,1 pontos base para 1,083%. Em Itália, a taxa a dez anos aumenta 2,9 pontos base para 1,277%. Também a "yield" germânica se ressentiu com a inacção do BCE e aumentou 2,7 pontos base para 0,038%.

Euribor a três meses desce

A Euribor a três meses desceu para -0,303%, menos 0,2 pontos base do que no final da semana passada, segundo dados da Lusa. E aproximou-se do mínimo histórico de -0,304% atingido a 8 de Setembro. Apesar da descida do indexante neste prazo, a seis e a 12 meses as Euribor ficaram inalterada. A taxa a seis meses continua em -0,198%, enquanto o indexante a 12 meses permaneceu em -0,057%.

Iene sobe na procura por refúgio

Numa sessão negativa para os activos de maior risco, no mercado cambial um dos maiores vencedores foi o iene. A divisa nipónica tende a ser vista como um refúgio e a aversão ao risco levou a uma subida de 0,71% da moeda face à nota verde. Cada dólar vale 101,978 ienes. No foco dos investidores estará também o discurso que uma das responsáveis da Fed, Lael Brainard, agendado para o final desta tarde. Em relação à subida do iene, Viraj Patel, estratego cambial do ING referiu, citado pela Bloomberg, que "estamos a assistir a um típico efeito de fuga para a segurança".

Petróleo apaga perdas

O petróleo recuperou das perdas que registou durante grande parte da sessão e na passada sexta-feira. O Brent segue a valorizar 0,77% para 48,38 dólares, enquanto o West Texas Intermediate avança 0,94% para 46,31 dólares. Isto depois de o ouro negro ter chegado a perder esta segunda-feira mais de 2%, após a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) ter revisto em alta as previsões para a produção de países que não fazem parte desta entidade. No entanto, durante a tarde, o recuo no valor do dólar e a inversão para ganhos das bolsas dos EUA ajudaram à recuperação do preço petróleo. 
 

Alumínio desce em sessão negativa para os metais

A maior probabilidade atribuída pelos investidores a uma subida das taxas de juro nos EUA está a penalizar o valor dos metais industriais. Uma das maiores descidas é protagonizada pelo alumínio. O preço desce 0,75% para 1.578,50 dólares por tonelada métrica, o valor mais baixo desde meados de Junho. Além da perspectiva da subida dos juros, os investidores estão ainda cautelosos com a evolução do consumo na China.

Destaques do dia

CNBC: Centeno diz que fará tudo para evitar segundo resgate. Em entrevista à estação de televisão, o ministro das Finanças insiste que está comprometido com a Comissão Europeia no cumprimento das metas orçamentais e sublinha os esforços do país para "estabilizar o sector financeiro".

Montepio vê "leituras positivas" nos últimos indicadores económicos. O Montepio aponta para um crescimento entre 0,2 e 0,4% no PIB do terceiro trimestre, com a procura interna e as exportações a suportarem a economia portuguesa.

Juros sobem para máximos de Junho. Dívida portuguesa é a pior da Europa em 2016. Os títulos da dívida pública portuguesa apresentam a pior prestação na Europa este ano. Esta segunda-feira a tendência de agravamento das "yields" é transversal a todos os países.

Inflação em Portugal sobe para 0,7% em Agosto. A inflação homóloga acelerou em Agosto face a Julho puxada por uma queda menor dos preços dos transportes e por um aumento de 4,1% nos preços dos bens alimentares não processados, como frutas e legumes.

ARC mais perto de colocar "rating" de Portugal no "lixo". A agência de notação financeira baixou a perspectiva de Portugal para "negativa", devido ao fraco crescimento da economia num contexto de dívida elevada. Se o crescimento ficar abaixo de 1% e o défice acima de 3%, o rating descerá para "lixo".

Finanças: Riscos para o rating "têm vindo a ser ultrapassados com sucesso". Em reacção ao corte de "outlook" efectuada pela ARC, o Ministério das Finanças assinala que o Orçamento do Estado para 2017 "favorece o crescimento económico" e que são "já visíveis sinais de aceleração" no segundo semestre.

Accionistas do Lloyds querem plano para sucessão de Horta Osório. Accionistas pedem ao "chairman" do banco para elaborar uma lista de sucessores para o dia em que o banqueiro português sair do Lloyds.

Abortado negócio para criar maior empresa mundial de gás industrial. A fusão entre a Linde e a Praxair já não vai avançar. A operação estava avaliada em 60 mil milhões de dólares.

Galaxy Note 7 leva acções da Samsung a afundarem 11%. A marca perdeu 22 mil milhões de dólares do seu valor em apenas duas sessões devido às baterias explosivas.

Petróleo afunda depois de novos dados da OPEP. Os preços do petróleo caem mais de 2% nos mercados internacionais depois de a OPEP ter alterado as suas previsões relativamente ao abastecimento no próximo ano dos países fora do cartel.

O que vai acontecer amanhã

Portugal

Banco de Portugal divulga as Estatísticas de instituições financeiras monetárias

INE publica dados sobre as obras licenciadas e concluídas no sector da construção, no segundo trimestre de 2016

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