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Fecho dos mercados: Bolsas aceleram à boleia do petróleo. Ouro em máximos de dois meses

Os índices europeus encerraram a sessão a valorizar, sustentados pela subida das empresas do sector da energia, num dia em que as cotações do petróleo sobem mais de 3%. Já o ouro subiu para níveis de Novembro.

Bloomberg
Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 26 de Janeiro de 2016 às 17:23
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Os mercados em números

PSI-20 subiu 1,56% para 4.923,10 pontos

Stoxx 600 avançou 0,87% para 339,20 pontos

S&P 500 valoriza 0,75% para 1892,65 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal cedeu 5,2 pontos base para 2,986%

Euro cede 0,03% para 1,0846 dólares

Petróleo sobe 3,51% para 31,57 dólares por barril, em Londres

Bolsas invertem e fecham com subida de 1%

As bolsas do Velho Continente encerraram a valorizar perto de 1%, apesar de terem passado grande parte da sessão em queda acentuada. O índice europeu Stoxx 600, que chegou a cair 2%, fechou a valorizar 0,87%, sustentado pelos ganhos do sector das matérias-primas. Além das subidas das mineiras e das petrolíferas, a negociação foi ainda animada pela divulgação de resultados acima das expectativas. Empresas como a Philips e a Siemens dispararam 6,1% e 8,6%, após divulgarem as contas anuais.

Em Lisboa, o PSI-20 somou 1,56%. A Jerónimo Martins foi a estrela da sessão. A retalhista subiu 4,70% para 12,25 euros, com a empresa a beneficiar da definição do imposto sobre o sector na Polónia que, dizem os analistas, "podia ter sido muito pior". Uma nota positiva ainda para o sector da energia, com a EDP Renováveis a escalar 2,52% para 7,044 euros, enquanto a Galp ganhou 2,20% para 10,12 euros.

Juros abaixo de 3%

Os juros da dívida portuguesa estiveram a recuar na maioria dos prazos, com a dívida nacional a diminuir o prémio de risco face à Alemanha. O juro a 10 anos caiu 5,2 pontos base para 2,986%, enquanto a taxa alemã baixou 2,5 pontos para 0,446%, reduzindo o "spread" entre a dívida portuguesa e o "core" alemão para 253,99 pontos. Esta descida decorre, porém, no dia em que a Fitch ameaçou descer o "rating" de Portugal se António Costa falhar redução do défice.

Euribor fixam novos mínimos

À semelhança do que aconteceu na última sessão, as taxas Euribor voltaram a renovar mínimos históricos em todos os prazos. No prazo a seis meses, a taxa recuou para -0,082%, enquanto o indexante a três meses baixou para -0,158%. Nos indexantes mais longos, a Euribor a nove meses caiu para -0,032%, enquanto a taxa a 12 meses negociou pela primeira vez em 0,025%.

Subida das matérias-primas sustenta real brasileiro

A moeda brasileira acompanhou a recuperação das moedas de outros países emergentes, num dia marcado pela subida dos preços das matérias-primas. O real avança 0,2% para 4,0835 por dólar, depois de ter chegado a cair 0,8%. A sustentar a divisa brasileira está o menor pessimismo em relação aos emergentes e a subida das cotações do petróleo, uma evolução que é favorável para a economia brasileira.

Petróleo dispara mais de 3%

Os preços do petróleo estão a valorizar mais de 3% nos mercados internacionais, perante os sinais de que alguns produtores da matéria-prima poderão estar dispostos a reconsiderar a sua estratégia de produção. O Brent, negociado no mercado londrino, lidera os ganhos, ao subir 3,51% para 31,57 dólares por barril. A impulsionar as cotações estão as declarações do ministro do petróleo do Iraque, que adiantou que a Arábia Saudita e a Rússia estão mais flexíveis para cooperar num corte da produção de crude. O excesso de petróleo no mercado é o principal factor de pressão sobre os preços.

Ouro em máximos de dois meses

O metal precioso continua a ganhar valor, com os investidores mundiais a procuraram activos de refúgio face ao clima de volatilidade nos mercados. O ouro sobe 1,1% para 1.117,60 dólares por onça, mas já chegou a negociar em 1.119,60 dólares, o valor mais elevado desde Novembro. O ouro continua a beneficiar com a instabilidade, devido à situação na China e à medida que diminuem as expectativas em relação à subida de juros nos EUA.

Destaques do dia

Jerónimo Martins "brilha" em bolsa com fim de incerteza na Polónia
. As acções da retalhista portuguesa estão a disparar quase 4%, impulsionadas pelo fim da incerteza na Polónia. O modelo escolhido para a taxa permitirá passar o custo para os clientes, pelo que não deverá prejudicar a Jerónimo Martins.

Fitch ameaça descer "rating" de Portugal se Costa falhar redução do défice. A agência de "rating" considera que o Orçamento socialista assenta em pressupostos de crescimento "irrealistas" que elevam o risco de falhar a redução do défice para 2,6%. Diz ainda que há contas que estão por explicar.

Banco Mundial corta estimativa de preço do petróleo para 37 dólares em 2016. O Banco Mundial justifica a revisão em baixa - de 51 para 37 dólares - com o crescimento da oferta e com a deterioração das perspectivas para a procura, especialmente nos mercados emergentes.

Queda do crude tira 250 mil milhões ao valor em bolsa das petrolíferas europeias. A portuguesa Galp perdeu quase três mil milhões de valor em bolsa num ano e meio. Na Europa, a espanhola Repsol foi a petrolífera mais penalizada, tendo a sua capitalização bolsista caído para metade.

Bank of America: Economia chinesa é grande, mas abrandamento terá impacto limitado. Os abalos vindos da China deverão ser bem absorvidos pelo mercado. A perspectiva é do Bank of America, que admite a grande dimensão da economia asiática. Mas a dimensão do choque não é significativa.


JP Morgan paga mais 1,3 mil milhões de euros para resolver diferendo sobre Lehman Brothers
. A JP Morgan Chase vai pagar mais de 1,31 mil milhões de euros para solucionar uma parte de um processo em que era acusada de retirar um montante de liquidez considerado crítico nos últimos dias do Lehman Brothers.

O que vai acontecer amanhã

Resultados nos EUA. O Facebook, o eBay e a Boeing divulgam os resultados relativos ao último trimestre de 2015.

Lucros em Portugal. O BPI dá o pontapé de saída na divulgação de resultados anuais no mercado português.

Reunião da Fed. Termina a reunião de política monetária do banco central norte-americano.

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