Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas caem e prémio de risco sobe para 300 pontos

Fecho dos mercados: Bolsas caem e prémio de risco sobe para 300 pontos

As acções europeias recuaram, pressionadas pelo sector automóvel, numa sessão em que Lisboa contrariou a tendência negativa. Os juros portugueses, contudo, agravaram-se e elevaram o prémio de risco para os 300 pontos.
Fecho dos mercados: Bolsas caem e prémio de risco sobe para 300 pontos
Bloomberg
Vera Ramalhete 22 de abril de 2016 às 17:13

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,27% para 5.097,48 pontos

Stoxx 600 caiu 0,32% para 348,46 pontos

S&P 500 desvaloriza 0,33% para 2.084,58 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal sobe 9,7 pontos base para 3,294%

Euro recua 0,42% para 1,1240 dólares

Petróleo sobe 2,34% para 45,57 dólares por barril, em Londres

 

Sector automóvel pressiona acções europeias

As principais bolsas europeias encerraram maioritariamente no "vermelho" na última sessão da semana. O Stoxx 600 caiu 0,32% para 348,46 pontos, afastando-se de máximos de três meses alcançados esta semana. As fabricantes de automóveis lideraram as perdas, arrastadas pela queda de mais de 5% da Daimler, após apresentar resultados. Entre as principais praças europeias, o Footsie londrino liderou as perdas ao cair 1,11%.

As praças ibéricas contrariaram e encerraram com ganhos. O PSI-20 avançou 0,27% para 5.097,48 pontos, impulsionado principalmente pelos ganhos do BCP. O banco subiu 3,59% para 4,04 cêntimos por acção, após a aprovação da fusão de acções em assembleia-geral de accionistas. 

"Spread" acima dos 300 pontos

Os juros da dívida portuguesa avançaram, agravando o prémio de risco pago pelos investidores. A "yield" a 10 anos, que é considerada a maturidade de referência, subiu 9,7 pontos base para 3,294%. Pelo contrário, os juros das "bunds" alemãs recuaram 0,8 pontos para 0,231%. O que levou o prémio de risco a subir para os 306,27 pontos.

 

Euribor a nove meses recua

As Euribor ficaram inalteradas face aos valores da sessão anterior, com excepção da taxa de nove meses que caiu. A Euribor a três meses ficou inalterada em -0,249%, acima do actual mínimo histórico de -0,251%. A taxa a seis meses, o mais comum indexante no crédito à habitação em Portugal, também ficou inalterada em -0,143%, o valor mais baixo de sempre.  No prazo a nove meses, a taxa recuou de -0,075% para -0,076%. A 12 meses, a Euribor permaneceu em -0,011%.

 

Libra avança pela sexta sessão

A libra aprecia 0,89% para 1,2802 euros, avançando face à moeda única pela sexta sessão consecutiva. A completar a sessão no "verde" esta será a série de valorizações mais longa desde Junho de 2015. Chegou a tocar nos 78,09 pences por euro, o valor mais elevado desde 21 de Março. As sondagens mais recentes revelaram uma queda na intenção de voto a favor da saída da União Europeia no referendo de 23 de Junho, que está a impulsionar a divisa britânica.

Petróleo sobe mais de 2%

O petróleo está a avançar mais de 2% nos mercados internacionais, com o aumento da aposta num reequilíbrio do mercado, após ser revelada nova queda na produção da matéria-prima nos EUA. Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) sobe 2,29% para 44,17 dólares por barril. Assim, eleva o ganho semanal para 9,39%, apesar da queda no início da semana, após o falhanço das negociações dos maiores produtores mundiais em Doha. O Brent também avança 5,58% pela terceira semana, ao ganhar 2,22% para 45,52 dólares, esta sexta-feira.

 

Prata supera ouro

A prata está a subir 0,08% para 17,0123 dólares por onça. Encaminha-se para encerrar a semana, com um ganho de 4,81%, o maior desde Maio – na semana em que entrou em mercado "touro". Sobe 22,09% este ano, tornando-se o metal com melhor desempenho. O ouro pelo contrário está a cair 1,02% para 1.235,27 dólares por onça.

Destaques do dia

 

Fusão de menor dimensão nas acções no BCP agrada a grandes e pequenos. Os especialistas realçam que o novo rácio da fusão de acções – de 75 títulos em vez de 193 – ajuda o banco a manter o interesse junto dos investidores particulares, ao mesmo tempo que vai ficar no radar de institucionais.

 

Calendário: Saiba quando as cotadas portuguesas vão pagar dividendos. Arranca já na próxima semana a época de pagamento de dividendos das cotadas portuguesas. O Negócios preparou um calendário para não perder nenhuma data.

Calculadora: Saiba com quantas acções do BCP vai ficar. O BCP vai fundir as suas acções, mas com um rácio diferente do que estava previsto. É uma operação sem impacto financeiro, mas que vai ditar mudanças na sua carteira de títulos. Utilize a calculadora para saber com quantas acções ficará

 

CaixaBI estima prejuízos de três milhões para a Impresa no primeiro trimestre. A dona da SIC deverá apresentar as contas do primeiro trimestre na próxima quinta-feira, 28 de Abril, após o fecho do mercado.

 

Dividendo da Portucel será pago em duas datas diferentes. O dividendo regular será colocado à disposição dos accionistas a partir de 4 de Maio, enquanto o que diz respeito à distribuição de reservas só será pago um mês depois de registada a redução de capital.

 

Taxa de juro dos créditos à habitação em queda há 20 meses. Desde Agosto de 2014 que a taxa de juro implícita do total de créditos à habitação está em queda. E, nos empréstimos recentes, depois da ligeira subida registada em Fevereiro, a taxa voltou a cair em Março.

 

O que vai acontecer na segunda-feira

Clima empresarial na Alemanha. Será conhecido o índice Ifo para o clima empresarial, relativo a Abril. Os economistas consultados pela Bloomberg estimam uma subida ligeira de 106,7 pontos para 107,0 pontos.

Crise política em Espanha. O Rei Filipe VI realiza a última ronda de contactos com os partidos, de modo a tentar alcançar o acordo de coligação e, assim, evitar eleições antecipadas.

Impeachment no Brasil. O Senado forma o comité especial par aconselhar os deputados a aceitar ou rejeitar o processo de "impeachment"




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