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Fecho dos mercados: Bolsas sobem mas juros da dívida interrompem quedas

As bolsas europeias valorizaram pela quarta sessão consecutiva, com o PSI-20 a acompanhar os ganhos. A taxa da dívida portuguesa a dez anos voltou a superar 3%, numa sessão marcada pela indefinição nos preços do petróleo.

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Os mercados em números

PSI-20 subiu 1,32% para 4.830,26 pontos

Stoxx 600 subiu 1,44% para 338,72 pontos

S&P 500 valoriza 1,74% para 1.965,61 pontos

"Yield" 10 anos de Portugal sobe 2,3 pontos base para 3,012%

Euro recua 0,27% para 1,0843 dólares

Petróleo sobe 2,37% para 34,55 dólares por barril em Nova Iorque

Bolsas europeias em alta pela quarta sessão

As bolsas europeias encerraram a sessão a valorizar, naquele que foi o quarto dia consecutivo de ganhos nas acções do Velho Continente. Trata-se da maior série de ganhos desde Outubro. O índice europeu Stoxx 600 subiu 1,44%, impulsionado pelas fortes valorizações do sector automóvel e pelos movimentos de fusões e aquisições. Empresas como a BMW e a Daimler ganharam 4,20% e 2,52%, respectivamente, depois da divulgação de resultados sólidos e perante a expectativa de um forte crescimento da actividade na Europa e na China. A animar a negociação está ainda a especulação em torno de movimentos de concentração, depois da ICE e do CME Group terem adiantado que estão a estudar ofertas concorrentes às da Deutsche Boerse pela London Stock Exchange.

A bolsa nacional acompanhou os ganhos europeus. O PSI-20 somou 1,32%, com apenas quatro cotadas a encerrarem no vermelho. A Pharol perdeu mais de 8%. Já a REN, o BCP e a Semapa tiveram quedas ligeiras. O destaque da sessão foi a Mota-Engil, que disparou mais de 8%. No sector, a Teixeira Duarte também recuperou, com uma subida de 2,91%. A Jerónimo Martins valorizou 2,69%, enquanto a Galp e a EDP ganharam 1,88% e 0,74%.

Taxa a dez anos volta a superar 3%

A taxa das obrigações portuguesas a dez anos interrompeu o ciclo de descidas. Subiu 2,3 pontos base para 3,012%. Isto numa sessão em que as "yields" exigidas pelos investidores para deterem obrigações espanholas e italianas voltaram a descer. A taxa das obrigações espanholas a dez anos desceu 4,2 pontos base para 1,488%, o sétimo dia consecutivo de quedas. Já na dívida italiana, a "yield" baixou 4,1 pontos base para 1,381%, a quarta sessão seguida de descidas. O prémio de risco da dívida portuguesa também aumentou ligeiramente. Os investidores exigem mais 286,6 pontos base para deter obrigações nacionais em vez de alemãs.  

Mais um dia de novos mínimos das Euribor

As taxas Euribor renovaram novos mínimos esta terça-feira. Euribor a três meses, em valores negativos desde Abril de 2015, desceu para um novo mínimo de -0,207%, menos 0,002 pontos do que na sessão anterior. O indexante a seis meses, que entrou para terreno negativo em Novembro do ano passado, caiu para -0,135%, novo mínimo de sempre e menos 0,001 pontos do que na segunda-feira. Já a Euribor a 12 meses caiu para -0,026%, menos 0,002 pontos do que na segunda-feira.

Dólar canadiano em máximos de três meses

O dólar canadiano teve, entre as maiores divisas, o melhor desempenho da sessão. Ganhou 1,15% ao euro e tem mostrado uma tendência positiva, que o permitiu abandonar o mínimo de 13 anos atingido em Janeiro, provocado pela descida dos preços do petróleo. Além da estabilização do valor da matéria-prima, a divisa foi ainda beneficiada pelo crescimento económico acima do esperado. O Canadá cresceu 0,8% no último trimestre de 2015 e os analistas esperam que continue a recuperar dado o programa de investimentos anunciado pelo governo. Já o iene, que tem estado em alta apesar da actuação do Banco de Japão, corrigiu esta terça-feira, com uma queda de 0,88% face ao euro.

Petróleo com ganhos numa sessão volátil

O valor do West Texas Intermediate, negociado em Nova Iorque, oscilou entre ganhos e perdas durante a sessão. Seguia a negociar em 34,55 dólares, uma subida de 2,37%. Isto após já ter registado descidas de 1,13% na sessão. Os investidores mostram-se divididos sobre se a recuperação dos preços é ou não sustentável, devido ao excesso de oferta no mercado. E estão de olhos postos para a divulgação, esta quarta-feira, da evolução das reservas petrolíferas na maior economia do mundo.

Café com sequência de perdas

Os preços do café caíram pela sexta sessão consecutiva, a sequência mais amarga para a cotação desde Julho do ano passado. O valor por libra-peso da matéria-prima desceu esta terça-feira 0,87% para 114,05 dólares. A provocar a queda dos preços está a pressão vendedora dos produtores brasileiros, motivados pela desvalorização do real. Também a oferta do Vietname é vista como elevada por analistas de mercado, citados pela Bloomberg.

 

Destaques do dia

Governo reforça depósitos com dívida pública em Janeiro. A dívida pública aumentou em mais de três mil milhões de euros em Janeiro, dinheiro que serviu para reforçar os depósitos do Estado, avança o Banco de Portugal.

Portugal entre o sucesso das exportações e a ameaça do investimento. Os economistas que contribuem para o Massa Monetária analisaram o crescimento de 2015. O investimento soçobrou e as exportações resistiram, o que aumenta a complexidade das previsões para 2016. A meta do Governo está ameaçada.

Barclays corta avaliação da Galp para 14 euros. A unidade de investimento do Barclays cortou o preço-alvo da Galp Energia para 14,00 euros por acção, após actualizar as estimativas para o petróleo este ano. A recomendação foi mantida em "overweight".

Moody’s junta-se à Fitch e à S&P e corta "rating" da Oi. Primeiro foram a Fitch e a S&P, agora foi a Moody's. A agência de notação financeira cortou o "rating" da Oi em vários níveis devido à "estrutura de capital insustentável".

BCE prepara multa diária ao BPI por impasse em Angola. O BCE está a preparar-se para aplicar uma multa ao BPI, se o banco não resolver o problema de Angola até 10 de Abril. O supervisor europeu já avisou as autoridades nacionais desta intenção. BPI arrisca pagar 5% do volume de negócios diário.

Novas regras na energia vão "tirar" 120 milhões à EDP. O regulador vai reforçar a transparência e a supervisão no mercado. As poupanças para os consumidores devem chegar aos 120 milhões até 2020, com as receitas da EDP nas centrais remuneradas a serem afectadas.

Lucros do Barclays no quarto trimestre caem para menos de metade. O banco britânico, que registou lucros de 247 milhões de libras no último trimestre de 2015, anunciou um corte do dividendo para 2016 e um plano de reestruturação que inclui a redução das suas operações em África.

Lucros da Nos sobem 10,7% em 2015. A Nos fechou 2015 com um aumento dos lucros de 10,7%, para 82,7 milhões de euros, tendo crescido em todos os segmentos de negócio. Os pacotes de serviços continuam a impulsionar a base de clientes da Nos, tendo aumentado 54%.

 

O que vai acontecer amanhã

Portugal

Jerónimo Martins apresenta os resultados de 2015.

Zona Euro

Divulgação do índice de preços no produtor em Janeiro.

EUA

É publicado o relatório da ADP sobre o emprego em Fevereiro.

A Reserva Federal divulga o Livro Bege.

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