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Fecho dos mercados: Bolsas e dólar sobem antes de discurso de Yellen. Petróleo cai

As bolsas do Velho Continente fecharam a valorizar, marcando a melhor semana desde Fevereiro, com os investidores confiantes que a economia está preparada para acomodar uma subida de juros. As matérias-primas perderam terreno.

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Bloomberg
Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 27 de Maio de 2016 às 17:20
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Os mercados em números

PSI-20 cedeu 0,06% para 4.961,16 pontos

Stoxx 600 ganhou 0,21% para 349,64 pontos

S&P 500 avança 0,29% para 2.096,26 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal subiu 2,5 pontos para 3,046%

Euro cai 0,54% para 1,1134 dólares

Petróleo desce 0,79% para 49,20 dólares por barril, em Londres 

Bolsas marcam melhor semana desde Fevereiro

As principais bolsas europeias terminaram a sessão desta sexta-feira, 27 de Maio, a valorizar, num dia em que os investidores aguardam o discurso de Janet Yellen, nos Estados Unidos. O índice europeu Stoxx 600 avançou 0,21%, elevando para 3,4% o ganho no acumulado da semana. Trata-se da maior subida semanal desde Fevereiro, com os investidores confiantes que a robustez da economia permita acomodar uma subida de juros nos Estados Unidos em Junho. A presidente da Fed deverá, porém, deixar indicações se isso irá ou não acontecer no seu discurso desta tarde, isto depois de terem sido divulgados os números do PIB no país.

Já a bolsa lisboeta terminou no vermelho. O PSI-20 cedeu 0,06%, arrastada pela queda das acções do BCP e da Jerónimo Martins. O banco liderado por Nuno Amado cedeu 0,93% para 0,032 euros, enquanto o BPI caiu 0,17% para 1,155 euros, numa sessão dominada pelas preocupações em torno do sector financeiro, na sequência dos problemas divulgados no Popular. Já a Jerónimo Martins desvalorizou 0,89% para 14,40 euros, contribuindo para a perda da bolsa lisboeta.

Juros voltam a agravar-se

Depois de ter voltado a superar a barreira dos 3%, o juro a dez anos de Portugal voltou a agravar-se. A "yield" portuguesa aumentou 2,5 pontos base para 3,046%, com a crise no espanhol Popular a aumentar as preocupações em torno da saúde do sector financeiro no Sul da Europa. Ao contrário da taxa de referência nacional, a "yield" a dez anos da Alemanha corrigiu para 0,138%, aumentando o "spread" face à dívida nacional para 290,84 pontos.

Euribor regressam a mínimos

A Euribor a três meses voltou a negociar em mínimos históricos. O indexante fixou-se em -0,260%, igualando o mínimo de sempre verificado a 10 de Maio. A Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez a 6 de Novembro passado, desceu para -0,149%, fixando-se no nível mais baixo de sempre.

Euro em queda antes de discurso de Yellen

A moeda europeia está a perder terreno face ao dólar, pressionada pela expectativa de que a presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos confirme no seu discurso desta tarde que o banco central norte-americano está preparado para avançar com um novo aumento dos juros na próxima reunião. Esta expectativa aumentou depois de terem sido divulgados bons dados económicos no país, em particular as vendas de casas novas em Abril, que aumentaram para máximos de oito anos, e o crescimento da economia no primeiro trimestre a um ritmo mais rápido do que o esperado. O euro segue a recuar 0,54% para 1,1134 dólares.

Petróleo afasta-se dos 50 dólares

Os preços do petróleo estão a desvalorizar nos mercados internacionais esta sexta-feira, penalizados pelo regresso da produção da matéria-prima no Canadá. O petróleo, que superou na última sessão a fasquia dos 50 dólares, algo que não acontecia desde Novembro do ano passado, está novamente a negociar abaixo desta fasquia. Cai 0,79% para 49,20 dólares por barril no mercado de Londres, a reflectir a expectativa de maior produção, à medida que as produtoras canadianas retomam a produção, após os graves incêndios testemunhados pelo país.

Fed tira o brilho ao ouro

O ouro mantém a sua trajectória descendente dos últimos dias. O metal precioso, que tem sido um dos investimentos mais rentáveis em 2016, segue a desvalorizar 0,6% para 1.215,60 dólares por onça, arrastado pela subida do dólar e pela especulação de um aumento dos juros nos Estados Unidos já no próximo mês. Com mais esta descida, o metal desce já 5,8% desde o início do mês, a maior queda mensal do ouro desde Novembro.

Destaques do dia

Popular está a "abrir agências e a contratar" em Portugal. O Banco Popular Portugal "está a abrir novas agências bem como a contratar colaboradores". É esta a resposta da instituição quando questionado sobre as consequências do plano de reestruturação da casa-mãe espanhola na operação portuguesa.

Electricidade e gás em Portugal são os mais caros da Zona Euro. Os dados do Eurostat mostram que as famílias portuguesas são as que suportam a maior factura com a electricidade e o gás. Na electricidade metade dos custos são impostos ou taxas.

Gestora mais bem paga da bolsa é dos CTT. As mulheres estão subrepresentadas nos conselhos de administração do índice de referência da bolsa nacional. Há poucas, e as que ocupam cargos ganham menos que os homens. A chave para a remuneração é pertencer à comissão executiva das cotadas.

Costa: "Má execução deste ano é uma ficção que não se confirma". A execução das diversas rubricas orçamentais está em linha com o que foi definido no Orçamento do Estado para este ano, garantiu Costa. Por isso, as eventuais sanções não podem ser justificadas com base na evolução das contas deste ano.

Novo Banco com prejuízos de 249,4 milhões no primeiro trimestre. O valor compara com 117,8 milhões de euros de resultado negativo um ano antes, comunicou esta sexta-feira o banco à CMVM.

FMI defende mais fusões no sector bancário. José Viñals alerta que 30% dos activos bancários da Zona Euro, cerca de 10 biliões de euros, estão em bancos com processos de "ajustamento pendentes".

O que vai acontecer na segunda-feira

Números do emprego. O INE divulga as estimativas mensais de emprego e desemprego, relativas a Abril.

Dados do INE. O instituto reporta inquéritos de conjuntura às empresas e aos consumidores, relativos a Maio.

Produção na indústria. O INE apresenta índices de produção industrial, relativos a Abril

Confiança na Zona Euro. É divulgado o indicador de clima empresarial, relativo a Maio [anterior: 0,13 pontos ; estimativa: 0,17 pontos].

Indicadores na Alemanha. É conhecido o índice de preços no consumidor, relativo a Maio [anterior (homólogo): -0,1% ; estimativa: 0,1%].

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