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Fecho dos mercados: Bolsas e euro recuperam com potencial acordo Deutsche Bank-EUA

Perante a expectativa de um acordo entre o Deutsche Bank e a Justiça norte-americana para a redução da multa de 14 mil milhões de dólares, o sector financeiro aliviou e as bolsas também. O banco alemão, que chegou hoje a fixar um novo mínimo histórico, fechou a disparar perto de 7%.

Bloomberg
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 30 de Setembro de 2016 às 17:25
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Os mercados em números

PSI-20 desceu 0,18% para 4.597,29 pontos

Stoxx 600 ganhou 0,10% para 343,05 pontos

S&P 500 avança 0,86% para 2.169,69 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal subiu 1,6 pontos base para 3,32%

Euro soma 0,15% para 1,1239 dólares

Petróleo recua 0,73% para 48,88 dólares por barril em Londres



Expectativa de acordo entre Deutsche Bank e EUA trava quedas na Europa

As principais bolsas do Velho Continente fecharam mistas, com as que encerraram em queda a reduzirem contudo as fortes descidas prévias, na expectativa de que o Deutsche Bank possa conseguir um acordo com o departamento norte-americano da Justiça no sentido de pagar uma multa menos avultada do que aquilo que foi inicialmente avançado. O banco alemão é acusado de ter vendido a investidores, antes de estoirar a crise financeira de 2007-2008, créditos imobiliários convertidos em produtos financeiros complexos, apesar de saber que eram 'tóxicos', isto é, que não tinham qualidade – o que levou a Justiça dos EUA a dizer que vai aplicar-lhe uma multa de 14 mil milhões de dólares. O Deutsche conseguiu inverter para terreno positivo, depois de ter chegado a atingir hoje novos mínimos históricos. Acabou por fechar a somar 6,39% para 11,57 euros. Em termos trimestrais, as praças europeias registaram o melhor trimestre do ano.


A praça lisboeta encerrou em terreno ligeiramente negativo, com o PSI-20 a recuar 0,18% para 4.597,29 pontos. A Nos e a Navigator foram as cotadas que mais pressionaram o índice de referência nacional, a caírem 1,51% para 6,057 euros e 1,95% para 2,56 euros, respectivamente. No sector da banca, tanto o BCP como o BPI terminaram no verde, sustentados pelo facto de o sector financeiro começar a revelar algum alívio na Europa perante a diminuição de receios em torno do Deutsche Bank.

 

Juros só caem a 3 e 12 meses

Os investidores exigiram, esta sexta-feira, juros mais altos para apostar na dívida pública portuguesa. A tendência de subida registou-se em todas as maturidades, excepto nos vencimentos a 3 e 12 meses. No prazo de referência, a 10 anos, a "yield" da dívida nacional subiu 1,6 pontos base para os 3,32%. Já os juros das Bunds [obrigações alemãs] a 10 anos caíram 0,8 pontos base, para -0,124%.

 

Euribor a seis meses em novo mínimo histórico

As Euribor voltaram a registar um movimento misto nos diferentes prazos. As taxas que têm mais peso como indexantes do crédito à habitação em Portugal, a três e a seis meses, foram díspares. A Euribor a três meses, que está em valores negativos desde Abril de 2015, manteve-se em -0,301%. Já a taxa a seis meses caiu para um novo mínimo histórico de -0,201%. A taxa a nove meses desceu para -0,131%. Já a Euribor de mais longo prazo, a 12 meses, que desceu para valores abaixo de zero pela primeira vez a 5 de Fevereiro passado, voltou hoje a ser fixada em -0,064%, actual mínimo de sempre verificado pela primeira vez em 29 de Setembro.

 

Euro inverte para a alta com confiança em redução da multa ao Deutsche

A moeda única europeia chegou, esta sexta-feira, a estar perder terreno face à nota verde, mas a expectativa de um acordo para o Deutsche Bank pagar uma multa mais baixa nos EUA acabou por impulsionar o euro, que segue a somar 0,15% para 1,1239 dólares. "O câmbio do euro face ao dólar tem estado a mover-se em linha com o desempenho das acções do Deutsche Bank", comentou à Bloomberg um estratega do Jefferies Group, Brad Bechtel.

 

Brent volátil à espera de mais dados da OPEP

O acordo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo para cortar a quota de produção do cartel surpreendeu o mercado e fez disparar as cotações do crude na quarta-feira. Mas as subidas começaram a perder fôlego devido aos receios de que a OPEP não consiga cumprir com o acordado. Os investidores aguardam agora por mais pormenores relativamente à nova quota de produção de cada país membro da organização. Nos EUA, o West Texas Intermediate segue a ganhar 0,46% para 47,96 dólares por barril e em Londres o Brent do Mar do Norte, que serve de referência às importações portuguesas, está a ceder 0,75% para 48,88 dólares. Apesar desta volatilidade recente, no cômputo de Setembro os preços do "ouro negro" avançaram. Em Nova Iorque, a subida mensal é neste momento de 7,3%, sendo a primeira vez desde 2010 que o WTI fecha Setembro com um saldo positivo. Em Londres, o Brent ganha 4% este mês.

 

Ouro intensifica estatuto de valor-refúgio

Os dissabores do Deutsche Bank estão a fortalecer o ouro, que volta a ser mais procurado como investimento alternativo, reforçando o seu estatuto de valor-refúgio. O metal amarelo segue a valorizar 0,5% para 1.326,34 dólares por onça no mercado londrino, naquele que é o primeiro ganho em quatro sessões. No cômputo semanal, o saldo é ainda negativo (0,90%) devido sobretudo ao facto de o aumento da confiança dos consumidores nos EUA ter renovado a especulação de uma subida dos juros por parte da Reserva Federal norte-americana ainda este ano. No entanto, com os dados menos animadores divulgados esta sexta-feira (ligeira descida dos gastos dos consumidores), as expectativas em relação ao timing da Fed para mexer nos juros directores estão agora menos focalizadas no curto prazo.

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