Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas e matérias-primas regressam às quedas. Juros sobem

Fecho dos mercados: Bolsas e matérias-primas regressam às quedas. Juros sobem

A inacção do Banco do Japão e a cautela antes da reunião da Fed levaram a um regresso da aversão ao risco. As bolsas europeias tombaram mais de 1%, pressionadas também pela fraqueza das matérias-primas.
Fecho dos mercados: Bolsas e matérias-primas regressam às quedas. Juros sobem
Bloomberg
Rui Barroso 15 de março de 2016 às 17:13

Os mercados em números

PSI-20 perdeu 1,53% para 5.003,19 pontos

Stoxx 600 desvalorizou 1,10% para 340,86 pontos

S&P 500 cede 0,50% para 2.009,50 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal sobe 4,9 pontos base para 2,977%

Euro com descida ligeira de 0,05% para 1,1098 dólares

Brent cai 2,86% para 38,40 dólares por barril, em Londres

 

Sector mineiro arrasta bolsas europeias

Após o alívio das últimas sessões, as bolsas europeias regressaram às quedas. As descidas dos preços das matérias-primas arrastaram o sector mineiro, com o índice que agrega as empresas europeias dessa indústria a ceder quase 5%. O Stoxx 600 perdeu 1,10% e nenhum dos 19 sectores que o compõem conseguiu terminar a sessão no verde. Além das mineiras, os piores comportamentos pertenceram à banca e às petrolíferas.

A maior aversão ao risco foi explicada por alguns analistas com a expectativa de que o Banco do Japão poderia sinalizar mais estímulos, após as medidas anunciadas pelo BCE na semana passada. Mas a autoridade monetária nipónica optou por deixar tudo na mesma, depois de ter entrado recentemente no clube dos bancos centrais com taxas negativas. Além disso, os investidores estão ainda na expectativa para perceber os sinais que serão dados esta quarta-feira pela Reserva Federal dos EUA.

O PSI-20 não escapou às quedas e cedeu 1,53%. O BCP interrompeu o ciclo de subidas expressivas que conseguiu desde o anúncio do BCE e cedeu mais de 6%. A EDP Renováveis e a Nos perderam mais de 2%. A impedir uma maior queda do índice estiveram os ganhos ligeiros conseguidos pela EDP e pela REN.

Taxa a dez anos com primeira subida desde reunião do BCE

As taxas das obrigações portuguesas a dez anos registam a primeira subida desde a reunião do BCE da passada quinta-feira, em que Mario Draghi anunciou um reforço das compras mensais de 60 mil milhões para 80 mil milhões de euros. A "yield" a dez anos subiu 4,9 pontos base para 2,977%. O prémio de risco face à Alemanha teve uma subida ligeira de 1,3 pontos base para 266,2 pontos base.

As "yields" espanhola e italiana também subiram na sessão, marcada por uma maior aversão ao risco por parte dos investidores. A taxa das obrigações espanholas a dez anos subiu 4,6 pontos base para 1,514%. Já nos títulos italianos a "yield" subiu 6,2 pontos base para 1,367%.

Euribor desce a três meses e sobe a seis e 12 meses

As taxas Euribor desceram esta terça-feira no prazo a três meses. Mas subiram nas maturidades a seis e 12 meses. O indexante a três meses baixou 0,001 pontos para -0,227%. A seis meses, a taxa aumentou 0,001 pontos, subindo para -0,130%. Já a Euribor a 12 meses subiu 0,002 pontos para -0,006%. Apesar de ter anunciado mais medidas de estímulo e de ter cortado todas as taxas de referência, Mario Draghi indicou na semana passada de que, dadas as condições actuais, não antevia a necessidades de fazer novos cortes nos juros.

Iene com maior subida do mês face ao dólar

A divisa nipónica sobe 0,79% para 0,00886 dólares, a maior subida diária em Março, e tem um dos melhores desempenhos do ano entre as moedas das maiores economias. Apesar de se ter juntado ao clube das taxas negativas no mês passado, o Banco de Japão não anunciou novas medidas na reunião desta terça-feira, o que alimentou os ganhos do iene. Já o euro negoceia praticamente inalterado face ao dólar. Tem uma descida ligeira de 0,05% para 1,1098 dólares.

Irão pressiona petróleo

O aumento das exportações petrolíferas do Irão e a falta de vontade de Teerão em entrar no acordo para congelar a produção penalizam os preços do ouro negro. A própria Rússia, que está a negociar um entendimento com alguns países da OPEP, considerou que os argumentos do Irão são válidos. O Brent cede 2,86% para 38,40 dólares. Já o West Texas Intermediate, negociado em Nova Iorque, desvaloriza 3,04% para 36,05 dólares por barril.

Alumínio ressente-se com expansão da maior empresa do sector

O preço do alumínio cai 1,22% para 1.542,50 dólares, depois da maior empresa do sector ter anunciado novos projectos de expansão. A China Hongqiao Group anunciou que iria aumentar a sua capacidade em 16% este ano, o que faz aumentar os receios de que venha a haver excesso de oferta no mercado. A empresa chinesa ultrapassou recentemente a russa Rusal como a maior produtora de alumínio do mundo.

 

Destaques do dia

Portugal entre os países que mais criaram emprego. No último trimestre do ano passado, o emprego aumentou 0,7% em Portugal, em comparação com o trimestre anterior, um valor acima da média da Zona Euro (0,3%) e da União Europeia onde o emprego praticamente estagnou.

Galp mantém política de dividendos e sobe remuneração em 20% até 2017. A petrolífera vai distribuir aos seus accionistas 0,41 euros por acção, relativos aos resultados do ano passado, anunciou ao regulador do mercado.

Jerónimo Martins avisa que Colômbia não terá rentabilidade positiva antes de 2018. Só em 2018 é que poderá estimar-se um EBITDA positivo na operação daquele mercado. A Jerónimo Martins está com um plano de expansão de cerca de 100 milhões de euros por ano.

Brisa paga pouco mais de 2% para emitir 300 milhões em dívida. A concessionária aproveitou o contexto positivo para a dívida das empresas europeias para se financiar no mercado. Obteve 300 milhões de euros numa operação que vai permitir baixar o custo da dívida da empresa.

Banco do Japão mantém taxas de juro negativas. O Banco do Japão manteve as taxas de juros inalteradas, em valores negativos. A taxa de depósitos está em -0,1%. E o programa de compras de activos vai continuar.

O que vai acontecer amanhã

Portugal

O INE divulga os dados da actividade turística, referentes a Janeiro.

O INE publica os índices de preços na produção industrial, relativos a Fevereiro.

EUA

Conclusão da reunião de política monetária da Reserva Federal dos EUA, após a qual serão conhecidas as decisões de política monetária.

Divulgação do índice de preços no consumidor, relativo a Fevereiro.

São conhecidos os dados da produção industrial, referentes a Fevereiro.

Reino Unido

O secretário do Tesouro do Reino Unido apresenta o orçamento anual à Câmara dos Comuns, bem como novas previsões de défice e de crescimento .




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