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Fecho dos mercados: Bolsas e petróleo quebram. Juros descem. Dólar ganha fôlego

As bolsas europeias voltaram às quedas e o PSI-20 acompanhou a tendência, numa sessão marcada pelos receios em torno da época de resultados. O euro interrompeu a sequência de subidas que tem preocupado o mercado, após comentários de um responsável da Fed.

Bloomberg
Rui Barroso ruibarroso@negocios.pt 03 de Maio de 2016 às 17:31
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Os mercados em números

PSI-20 desceu 1,65% para 5.002,52 pontos

Stoxx 600 perdeu 1,66% para 335,56 pontos

S&P 500 desvaloriza 0,98% para 2.061,10 pontos

"Yield" a dez anos de Portugal recua 1,4 pontos base para 3,089%

Euro desce 0,26% para 1,1503 dólares

Petróleo cai 2,61% para 43,61 dólares por barril, em Nova Iorque

Bolsas europeias em quebra com resultados abaixo do esperado

O Stoxx 600 perdeu valor pela terceira sessão consecutiva, cedendo 1,66% esta terça-feira. Nenhum dos 19 índices sectoriais escapou às quedas com as descidas mais agressivas a ocorrerem nas cotadas mineiras, da banca, petrolíferas e do sector automóvel. Algumas das explicações para os maus desempenhos estão relacionadas com resultados trimestrais abaixo das estimativas, a quebra dos preços das matérias-primas e a valorização do euro nas últimas sessões.

Do lado dos resultados, as contas do UBS e do Commerzbank foram mal recebidas pelo mercado, com as acções a tombarem 7,50% e 9,55%, respectivamente. E, no sector automóvel, a BMW também desiludiu os investidores, com receitas abaixo do esperado. A valorização do euro nas últimas sessões também está a deixar o mercado preocupado sobre a evolução das vendas das exportadoras.

"Os resultados fracos e o euro forte foram os principais gatilhos para que o mercado negociasse em baixa. O que os mercados mais precisam neste momento é de ver melhores números dos indicadores económicos na Europa e uma melhor perspectiva para os lucros futuros das empresas", referiu Heinz-Gerd Sonnenschein, estratego do Deutsche Postbank, citado pela Bloomberg.

O PSI-20 acompanhou esta tendência negativa. O índice de referência do mercado nacional perdeu 1,65%, com apenas duas cotadas a fecharem no ver (BPI e Mota-Engil). O BCP regressou aos tombos, com as acções a perderem 5,36%.

Juros de Portugal estáveis

As taxas das obrigações dos países do Sul da Europa ficaram praticamente inalteradas esta terça-feira. No caso dos títulos portugueses, a "yield" teve uma descida de 1,4 pontos base para 3,089%. No entanto, a descida dos juros alemães levou a um aumento de 5,24 pontos base do prémio de risco da dívida nacional para 288,8 pontos base.

A "yield" germânica baixou 6,7 pontos base para 0,20%, a maior descida em seis semanas após a Comissão Europeia ter cortado as expectativas para a inflação. "Quanto menores as expectativas de inflação, maior a probabilidade que o BCE faça mais – tanto do ponto de vista da taxa de juro como do programa de compra de activos. E isso é favorável para as obrigações governamentais europeias", explicou David Schnautz, estratego do Commerzbank, citado pela Bloomberg.

Euribor a três e seis meses em queda

As Euribor baixaram nas maturidades a três e a seis meses. Já no prazo a 12 meses, a taxa ficou inalterada em -0,012%. O indexante a três meses desceu 0,001 pontos para -0,251%, muito perto do mínimo histórico de -0,252%. Também a Euribor a seis meses cedeu 0,001 pontos para -0,142%, valor bastante próximo do mínimo de -0,144%, atingido a 25 de Abril.

Euro interrompe sequência de ganhos

A moeda única apagou os ganhos do início da sessão e interrompeu o ciclo de seis subidas consecutivas face ao dólar norte-americano. A "nota verde", que chegou a negociar em mínimos de um ano face a um cabaz com as principais divisas mundiais e no valor mais baixo desde Agosto do ano passado durante a sessão, ganhou fôlego após os comentários de Dennis Lockhart. O presidente da Fed de Atlanta disse que uma subida da taxa de juro na reunião de Junho era uma "opção real". A expectativa do mercado de que a Reserva Federal dos EUA seja lento a subir as taxas era um dos factores que estava a penalizar o valor do dólar. O euro segue a desvalorizar 0,26% para 1,1503 dólares, depois de ter estado a ganhar 0,71% para 1,1616 dólares durante a manhã.

Petróleo desce pela terceira sessão consecutiva

O preço do petróleo desce pela terceira sessão consecutiva, corrigindo dos máximos dos últimos cinco meses atingidos na passada quinta-feira. O Brent, negociado em Londres, desvaloriza 1,88% para 44,97 dólares. Já o West Texas Intermediate, transaccionado em Nova Iorque, cede 2,61% para 43,61 dólares. A queda dos preços ocorre na véspera de se conhecerem os dados semanais dos "stocks" nos EUA. Os analistas sondados pela Bloomberg estimam que os inventários tenham aumentado em 750 mil barris na semana passada, permanecendo nos níveis mais elevados das últimas oito décadas.

 

Minério de ferro perde força

O preço do minério de ferro corrigiu, com os dados dos "stocks" chineses a interromperem a valorização que esta mercadoria tem vindo a registar nos últimos meses. O preço por tonelada métrica desceu 4,27% esta terça-feira para 63,41 dólares por tonelada métrica. Xia Junyan, analista da Everbright Futures, explicou numa nota de investimento citada pela Bloomberg que "Maio marca o período em que a procura tipicamente começa a abrandar" e que os "stocks" chineses "indicam que a oferta é relativamente abundante".

Destaques do dia

Bruxelas: Aumento de impostos trava crescimento da economia portuguesa. A Comissão Europeia reviu em baixa as suas previsões para o andamento da economia portuguesa e continua a identificar "riscos significativos". Prevê menos crescimento e mais défice do que o governo, embora coloque agora esta último indicador abaixo do limite de 3% do PIB.

Governo desvaloriza previsões de Bruxelas. A trajectória mais pessimista traçada pela Comissão Europeia para a evolução da economia e das finanças públicas "não justifica qualquer alteração aos objectivos definidos", afirma o governo, segundo o qual está garantida a saída do país do procedimento dos défices excessivos.

CaixaBI antecipa aumento de 1% dos lucros da EDP. O banco de investimento da Caixa Geral de Depósitos estima que a EDP obtenha um aumento de 1% dos lucros no primeiro trimestre deste ano face ao período homólogo. O CaixaBI decidiu manter o preço-alvo da EDP nos 3,65 euros.

EDP Brasil vai realizar aumento de capital de 375 milhões de euros. A EDP Brasil, detida em 51% pela EDP, vai realizar um aumento de capital, no montante de 375 milhões de euros através da emissão de acções ordinárias. Operação visa nomeadamente "fortalecer estrutura de capital".

Accionistas querem Millennium Atlântico em bolsa em África e na Europa. O banco que resulta da fusão entre o Millennium bcp e o angolano Privado Atlântico poderá chegar ao mercado de capitais no prazo de três anos, sustenta Nuno Amado. É o que os accionistas querem, mas tudo dependerá das condições.

O que vai acontecer amanhã

Portugal

Banco de Portugal divulga o Boletim Económico.

EDP Renováveis divulga os resultados relativos ao primeiro trimestre

EDP apresenta os resultados referentes ao primeiro trimestre

Sonae Indústria divulga resultados do primeiro trimestre

EUA

Tesla apresenta os resultados referentes ao primeiro trimestre

São conhecidos os dados da balança comercial, referentes a Abril

Reino Unido

Royal Dutch Shell apresenta os resultados do primeiro trimestre

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