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Fecho dos mercados: Bolsas e petróleo regressam às descidas. Iene e ouro em alta

As bolsas europeias terminaram a sessão em queda, depois de terem sido divulgados indicadores económicos desapontantes. Já o iene e o ouro preparam-se para fechar com a melhor semana desde Julho.

mercados, Brexit
Reuters
Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 23 de Setembro de 2016 às 17:25
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Os mercados em números

PSI-20 caiu 0,77% para 4.567,23 pontos

Stoxx 600 desceu 0,77% para 345,34 pontos

S&P 500 desvaloriza 0,28% para 2.171,03 pontos

"Yield" 10 anos de Portugal subiu 0,1 pontos base para 3,377%

Euro sobe 0,13% para 1,1223 dólares

Petróleo cai 0,55% para 47,39 dólares por barril em Londres

Preocupações na economia pressionam bolsas

Depois da reacção positiva das bolsas às decisões de política monetária desta semana, os índices europeus regressaram esta sexta-feira, 23 de Setembro, às descidas. O europeu Stoxx 600 cedeu xx%, depois de terem sido divulgados indicadores desapontantes na região que aumentam os receios em torno da recuperação da economia europeia. Além disso, um relatório divulgado pelo Bank of America Merrill Lynch mostra que os investidores tiraram dinheiro dos fundos de acções europeias pela 33ª semana consecutiva.

A bolsa lisboeta seguiu o sentimento negativo que marcou o dia na Europa. O PSI-20 caiu 0,77%, numa sessão em que o BCP tocou num novo mínimo histórico. O banco liderado por Nuno Amado destacou-se com uma queda de 5,19% para 0,0146 euros, num momento em que persistem muitas dúvidas em relação à recapitalização da banca nacional. Já o BPI terminou o dia estável em 1,13 euros, depois do CaixaBank ter concluído uma venda de acções próprias, uma operação que lhe permitiu encaixar 1,322 milhões de euros, para financiar a aquisição do banco português.

Juros praticamente inalterados

Os juros exigidos pelos investidores para comprar dívida portuguesa encerraram praticamente estáveis, face à sessão anterior. A "yield" da taxa de referência a dez anos aumentou uns ligeiros  0,1 pontos base para 3,377%, depois de o Governo ter conseguido fechar o primeiro semestre com um défice abaixo das suas metas. Atingiu os 2,8%, com o Executivo a manter a sua previsão de fechar o ano com um défice inferior a 2,5% do PIB, melhor que o exigido pela União Europeia. Já o prémio de risco face à dívida alemã caiu para 345,85 pontos, numa sessão em que os juros das "bunds" estiveram a agravar-se em 1,2 pontos, para -0,82%.

Euribor em queda

As taxas Euribor desceram hoje a três e nove meses e subiram a seis meses em relação a quinta-feira. A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, desceu para -0,302%, menos 0,001 pontos do que na véspera e depois de ter caído a 08 de Setembro para o actual mínimo de sempre de -0,304%. A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez a 06 de Novembro passado, foi hoje fixada em -0,200%, mais 0,001 pontos e depois de ter descido a 19 de Setembro para -0,202%, actual mínimo de sempre.

Iene regista melhor semana desde Julho

A moeda japonesa prepara-se para fechar a semana com a maior valorização desde Julho. A divisa nipónica segue a avançar 0,3% para 101,03 por dólar, elevando para 1,3% a subida registada nas últimas cinco sessões. A suportar a moeda esteve a decisão do Banco do Japão, que surpreendeu na última quarta-feira, 21 de Setembro, quando manteve a taxa de juro inalterada e adiantou que vai apostar numa maior flexibilização da política monetária, em detrimento do anúncio de mais estímulos.

Petróleo segue quedas nas bolsas

Os preços do petróleo estão a negociar em queda nos mercados internacionais. O Brent, negociado no mercado de Londres, segue a descer 0,55% para 47,39 dólares por barril, enquanto o WTI, em Nova Iorque, cai 0,99% para 45,86 dólares por barril. A matéria-prima está a acompanhar a correcção das bolsas, apesar da Arábia Saudita ter adiantado esta sexta-feira que está disponível para diminuir a sua produção, caso o Irão aceite congelar a exploração nos níveis actuais. Estas declarações estão a aumentar a especulação que os principais produtores de crude poderão chegar, na próxima semana, a alguma espécie de acordo para estabilizar o mercado petrolífero.

Fed puxa o lustro ao ouro

O metal precioso mantém a tendência positiva das últimas sessões, depois de a Fed ter decidido adiar uma subida de juros para o final do ano e ter diminuído as previsões de subida para 2017. O ouro avança 0,14% para 1.338,94 dólares por onça, sendo que no acumulado da semana ganha cerca de 2%, a maior valorização semanal desde o final de Julho. A sustentar o metal tem estado a descida do dólar, mas também o reforço do investimento em ETF que seguem o desempenho do ouro.

Destaques do dia

Twitter pode receber oferta de compra "muito em breve". As acções da tecnológica seguem a disparar quase 18%, após a informação avançada pela CNBC de que a empresa pode receber "muito em breve" uma oferta formal de compra.

Gasóleo sobe pela primeira vez em Setembro. Os preços dos combustíveis têm registado fracas oscilações nas últimas semanas. Segunda-feira o diesel vai subir e gasolina não mexe.

BCP renova mínimo histórico. As acções do banco liderado por Nuno Amado já desceram nesta sessão mais de 7% para negociarem nos 1,42 cêntimos, o valor mais baixo de sempre.

Défice de 2,8% surpreende governo pela positiva. Metas mantêm-se. O défice do primeiro semestre de 2,8% do PIB até ficou abaixo da expectativa do Governo, que mantém previsão de fechar o ano com um défice inferior a 2,5% do PIB, melhor que o exigido pela União Europeia.

CaixaBank encaixa 1.322 milhões com venda de acções e Slim reforça posição. O banco catalão vendeu esta quinta-feira em colocação acelerada 585 milhões de acções próprias, correspondentes a 9,9% do capital social. O valor vai ser usado para financiar a OPA do BPI.

Commerzbank pode cortar 5.000 postos de trabalho. O jornal alemão Boersen-Zeitung avançou que o banco de investimento poderá cortar o equivalente a 10% da sua força de trabalho. As medidas deverão ser apresentadas à administração na próxima semana.

O que vai acontecer na segunda-feira

Avaliação bancária na habitação. O INE divulga o inquérito  à Avaliação Bancária na Habitação, relativo ao mês de Agosto.

Trump contra Hillary. Os dois principais candidatos às eleições norte-americanas enfrentam-se no primeiro debate televisivo.

Draghi discursa no Parlamento. O presidente do BCE, Mario Draghi, vai estar no início da semana na audição trimestral da Comissão de Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu.

Indicadores nos EUA. São conhecidos os números relativos à venda de casas novas, em Agosto.

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