Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas e petróleo regressam às quedas. Ouro e euro servem de refúgio

Fecho dos mercados: Bolsas e petróleo regressam às quedas. Ouro e euro servem de refúgio

As bolsas do Velho Continente voltaram às quedas, arrastadas pela descida das empresas ligadas ao sector da energia, num dia em que as cotações do petróleo estão a afundar mais de 4%. Já os activos de refúgio subiram.
Fecho dos mercados: Bolsas e petróleo regressam às quedas. Ouro e euro servem de refúgio
Bloomberg
Patrícia Abreu 25 de janeiro de 2016 às 17:31

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,28% para 4.847,37 pontos

Stoxx 600 caiu 0,62% para 336,27 pontos

S&P 500 desvaloriza 0,75% para 1892,65 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal cedeu 0,3 pontos base para 3,038%

Euro avança 0,34% para 1,0833 dólares

Petróleo sobe 7,42% para 31,42 dólares por barril, em Nova Iorque


Bolsas regressam às quedas

As bolsas do Velho Continente interromperam a correcção registada nas duas últimas sessões. O índice europeu Stoxx 600 cedeu 0,62%, numa sessão em que esteve a ser pressionado pelas descidas das empresas do sector da energia e pelo sector financeiro, com os bancos italianos a liderarem as quedas. À semelhança do que tem acontecido nas últimas semanas, a tendência negativa do petróleo está mais uma vez a condicionar os mercados accionistas e a sobrepor-se ao optimismo que dominou o final da semana passada, após o presidente do BCE ter aberto a porta a mais estímulos na Zona Euro.

Por cá, o PSI-20 contrariou a tendência negativa e encerrou o dia a somar 0,28%, animado pela forte subida dos títulos da Jerónimo Martins. A retalhista subiu 3,22% para 11,70 euros, depois de ter sido anunciado que o imposto para o sector do retalho na Polónia será inferior ao que os analistas antecipavam, o que deverá ter um impacto menos gravoso para a polaca Biedronka. Ainda a sustentar a negociação em Lisboa esteve a Galp Energia. A petrolífera, que divulgou esta segunda-feira, 25 de Janeiro, que aumentou em 4,2% as matérias-primas processadas no quarto trimestre de 2015, subiu 0,41% para 9,902 euros.

Juros sobem e agravam "spread"

Os juros portugueses estiveram a contrariar a tendência de queda das "yields" nos restantes países da Europa, com a dívida portuguesa a agravar o prémio de risco. A "yield" a 10 anos de Portugal aumentou 0,3 pontos base para 3,038%, enquanto o juro alemão desceu 1,3 pontos para 0,471% com os investidores a reforçarem a aposta em activos mais seguros. Após este agravamento, o "spread" da dívida nacional face à alemã aumentou para 256,66 pontos.

Euribor renovam mínimos

As taxas Euribor renovaram esta sessão novos mínimos em todos os prazos. A Euribor a seis meses, a mais utilizada pelos portugueses nos seus créditos à habitação, baixaram para uns inéditos -0,077%, enquanto o indexante a três meses negociou pela primeira vez -0,155%. Já nos prazos a nove e doze meses, as taxas recuaram para -0,027% e 0,028%, respectivamente.

Euro em alta pela primeira vez em quatro dias

A moeda única europeia está a ganhar terreno pela primeira vez em quatro sessões, com a correcção nos mercados accionistas a aumentar o apetite por activos de refúgio. O euro avança 0,34% para 1,0833 dólares, com a divisa europeia a voltar aos ganhos após três dias consecutivos de quedas, depois do BCE ter-se mostrado disponível para aumentar os estímulos monetários na região.

Petróleo afunda 4% em Nova Iorque

Os preços do petróleo estão a negociar em forte queda esta segunda-feira, 25 de Janeiro, com a matéria-prima a tombar mais de 4% no mercado nova-iorquino. Os preços estão a corrigir da forte subida registada na semana passada, altura em que tanto o Brent como o WTI subiram cerca 10%. O WTI desce 4,26% ara 30,82 dólares por barril. A penalizar as cotações está o facto da Arábia Saudita, o maior produtor de petróleo do mundo, ter adiantado que os preços baixos do crude não vão reduzir o investimento em projectos de energia, e do consumo de diesel na China ter caído pelo quarto mês consecutivo, sinais que a oferta vai permanecer elevada e a procura continua pressionada.

Reforço de especuladores sustenta ouro

Os preços do ouro estão a valorizar, impulsionados pela expectativa que o clima de instabilidade nos mercados continue a favorecer a aposta em activos de menor risco, como o metal precioso. O ouro valoriza 1% para 1.107,10 dólares por onça, com o metal a subir pela primeira vez em três dias. Os fundos e outros gestores mais que duplicaram as apostas na subida do ouro na última semana, perante a maior procura por activos de refúgio como protecção contra a volatilidade nos mercados.

Destaques do dia

Montepio quer vender 1.365 milhões em imóveis e créditos vencidos. Para se capitalizar, o Montepio recebeu 200 milhões da Mutualista, alterou condições de dívida e também vai actuar na área da alienação de imóveis, ainda que o programa dependa das condições de mercado. 

Apollo negoceia Açoreana em exclusivo. A gestora de "private equity" que tem a Tranquilidade está a negociar em exclusivo a compra da Açoreana. Os norte-americanos têm uma semana para analisarem contas da antiga seguradora do Banif e tentarem fechar um acordo.

Natixis: "Papel do presidente pode ser crucial para estabilizar situação política". O banco de investimento considera que o Presidente da República poderá ter um papel fundamental nos próximos meses.

Goldman: China vai manter emergentes sob pressão até 2020. O processo de ajustamento da economia chinesa vai continuar a penalizar a economia dos mercados emergentes nos próximos cinco anos.

Moody’s: Taxa financeira na Polónia pode reduzir entre 20% e 30% lucros do Millennium. O banco detido maioritariamente pelo BCP seria o quarto mais afectado numa lista de dez instituições, segundo a agência de "rating". A nova taxa é aplicada aos activos e não aos resultados das instituições financeiras.

O que vai acontecer amanhã

Resultados da Apple. A dona do iPhone divulga os resultados relativos ao último trimestre de 2015.

Indicadores nos EUA. É divulgado o Índice S&P/Case-Shiller de preços na habitação, relativo a Novembro.

Confiança nos EUA. O indicador de confiança nos EUA face à economia, relativo a Janeiro, deverá ter estabilizado face ao mês anterior, em 96,5 pontos.

Dados nos EUA. A maior economia do mundo apresenta o índice de gestores de compras (PMI) compósito da Markit, relativo a Janeiro.




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