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Fecho dos mercados: Bolsas e petróleo valorizam. Euro e ouro perdem terreno

As praças do Velho Continente regressaram aos ganhos, a recuperarem da maior queda em duas semanas. Já o euro e o ouro estão a corrigir, perante a expectativa que Fed avance com subida de juros ainda em 2015.

Reuters
Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 21 de Setembro de 2015 às 17:09
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Os mercados em números

PSI-20 somou 1,17% para 5.134,58 pontos

Stoxx 600 avançou 0,86% para 357,83 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos subiram 6,6 pontos base para 2,580%

Euro cai 0,9% para 1,1197 dólares

Petróleo em Nova Iorque ganha 3,02% para 46,03 dólares

Bolsas europeias recuperam de pior queda em duas semanas

As bolsas do Velho Continente regressaram aos ganhos, depois de terem marcado a pior sessão em duas semanas, devido aos receios em torno da economia global. O índice europeu Stoxx 600 subiu 0,86%, a recuperar das descidas registadas no final da semana passada, depois do banco central americano ter decidido adiar a subida de juros no país, uma notícia que intensificou a ansiedade em torno da recuperação económica. A impulsionar a negociação nas bolsas do Velho Continente está também a expectativa de estabilidade política na Grécia. O Syriza, o partido liderado por Alexis Tsipras, foi o partido mais votado não tendo, no entanto, obtido uma maioria absoluta. Por isso, anunciou já uma coligação com o partido Gregos Independentes para que assim possa governar e prosseguir a implementação do programa de resgate acordado com Bruxelas.

Apesar dos ganhos, a sessão está a ser marcada pelas fortes quedas no sector automóvel europeu. A Volkswagen admitiu ter sistematicamente cometido fraude nos testes de poluição de ar nos EUA durante anos, uma notícia que afundou as acções. A fabricante automóvel tombou 18,6% para 132,20 euros, arrastando o sector europeu, que perdeu mais de 4%.

Em Lisboa, o PSI-20 valorizou 1,17%, num dia marcado pelas subidas expressivas do sector financeiro, depois da S&P ter melhorado a avaliação para a dívida portuguesa na última sexta-feira, 18 de Setembro, deixando o "rating" do país a um nível do grau de investimento. O BPI destacou-se com uma valorização de 4,62% para 0,951 euros. Já o BCP subiu 0,2% para 0,05 euros, a aliviar parte dos ganhos da sessão (chegou a subir mais de 2%), depois de a Moody’s ter adiantado que a decisão de adiar a venda do Novo Banco pode colocar em causa um negócio a "preço satisfatório". Mas foi a Jerónimo Martins a empresa que mais impulsionou. A retalhista subiu 1,78% para 12,295 euros.

Juros agravam-se apesar de subida de "rating"

A "yield" de Portugal a 10 anos avançou 6,6 pontos base, para 2,580%, depois de ter estado a negociar abaixo de 2,5% no início da sessão. No final da semana passada, a Standard & Poor’s surpreendeu o mercado, quando subiu o "rating" da dívida portuguesa de "BB" para "BB+", uma melhoria que esteve a suportar a dívida nacional no início da manhã. No entanto, os juros nacionais inverteram as quedas, após ter sido divulgado que Portugal vai reembolsar 5.400 milhões ao FMI a 15 de Outubro, um valor que supera, largamente, os 2,2 mil milhões de euros que estavam previstos pagar até ao final do ano. O juro alemão também subiu, mas menos. Avançou 1,9 pontos, para 0,682%, aumentando o "spread" face à dívida portuguesa para 189,2 pontos.

Euribor volta a mínimos históricos

Depois de duas sessões inalteradas em -0,037%, a taxa Euribor regressou a mínimos históricos. O indexante a três meses caiu para -0,038%, um mínimo registado há duas semanas, com a taxa a manter-se em níveis bastante deprimidos, devido à política muito expansionista do Banco Central Europeu (BCE).

Euro cai quase 1% após nota negativa

A moeda única europeia está a desvalorizar perto de 1% face ao dólar. O euro desce 0,90% para 1,1197 euros, depois de o Goldman Sachs antecipar que o euro pode recuar até 10 cêntimos de dólar com a manutenção dos estímulos monetários por parte do Banco Central Europeu (BCE) na região. Além da expectativa da extensão do programa de compras na Zona Euro, a divisa europeia foi ainda penalizada pelas declarações de membros da Fed, que confirmaram a intenção da autoridade monetária americana de subir juros ainda em 2015, depois de deixar as taxas próximas de zero na reunião da última semana.


Petróleo avança 3% em Nova Iorque

Os preços do petróleo seguem a valorizar nos mercados internacionais, perante os sinais que as produtores de crude nos EUA estão a investir menos na exploração da matéria-prima, indicando que a produção no país poderá cair. O WTI, negociado em Nova Iorque, segue a disparar 3,02% para 46,03 dólares por barril, animado pela quebra do investimento na produção no país, que recuou pela sexta semana, perante as baixas cotações da matéria-prima. Além disso, a "commodity" está a ser sustentada pela retirada de apostas negativas na evolução das cotações, depois da OPEP antecipar a subida dos preços para 80 dólares por barril.

Ouro cai à espera de subida dos juros

O metal precioso está a desvalorizar, pressionado pela expectativa que a Fed suba a sua taxa de referência ainda este ano. O ouro cede 0,64% para 1.131,90 dólares, a reagir aos comentários de vários membros do banco central americano. Três membros da Fed fizeram declarações a argumentarem que a entidade vai iniciar o ciclo de normalização da taxa de juro até ao final de 2015, depois da Fed ter decidido adiar esta decisão na semana passada, acrescentando que precisava de mais sinais de estabilização nos mercados financeiros.


Destaques do dia

Portugal reembolsa 5.400 milhões ao FMI a 15 de Outubro. Pedro Passos Coelho anunciou esta segunda-feira que o Governo vai realizar um novo reembolso antecipado ao Fundo Monetário Internacional a 15 de Outubro no valor de 5.400 milhões de euros.

BCE abranda compras de activos. Valor gasto cai 15%. O Banco Central Europeu (BCE) abrandou o ritmo de compra de activos na semana passada. Foram investidos 14.550 mil milhões de euros no âmbito do programa de compra de activos, uma quebra face à semana anterior.

Moody’s diz que adiamento dificulta futura venda do Novo Banco a "preço satisfatório". "Negativo" para o Novo Banco e "negativo" para o sistema financeiro português. A avaliação é feita pela Moody's em relação à decisão do Banco de Portugal de adiar a venda do Novo Banco.

Infografia: "Três grandes" já têm o "rating" de Portugal no último nível de "lixo". A subida do "rating" de Portugal por parte da S&P fez com que as três grandes agências classifiquem agora a dívida soberana do país no nível mais elevado da categoria de "lixo". Veja a infografia com a evolução da notação financeira desde 2010.


Pessimismo em torno da China está "divorciado" dos factos, diz estudo da CBB
. Um estudo da China Beige Book International defende que não houve qualquer "colapso iminente" na sequência da queda do mercado accionista e da desvalorização da moeda chinesa, e que é um "mito" que o abrandamento da China esteja a aumentar.


O que vai acontecer amanhã
Zona Euro. Indicador rápido de confiança dos consumidores, em Setembro [anterior: -6,9 pontos; estimativa: -7,0 pontos].


INE
. Taxas de juro implícitas no crédito à habitação, em Agosto.

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