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Fecho dos mercados: Bolsas em alta, euro e matérias-primas em queda

As bolsas europeias começaram a semana em "terreno" positivo, animadas por resultados acima do esperado apresentados por algumas empresas. O euro cai pelo terceiro dia, enquanto os receios em torno da China penalizaram as matérias-primas.

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 19 de Outubro de 2015 às 17:20
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Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,08% para 5.392,98 pontos

Stoxx 600 subiu 0,31% para 364,25 pontos

S&P 500 valoriza 0,03% para 2.073,74 pontos

Os juros da dívida portuguesa a 10 anos recua 5,2 pontos base para 2,384%

Euro recua 0,24% para 1,1321 dólares

Petróleo desce 2,89% para 49 dólares por barril em Londres

 

Resultados acima do esperado animam bolsas europeias

As bolsas do Velho Continente iniciaram a semana em alta, animadas por resultados acima do esperado apresentados por algumas empresas. As acções do Deutsche Bank, com um ganho superior a 3% a reflectir o plano de reestruturação, também contribuíram para o sentimento positivo da sessão. O índice europeu de referência, o Stoxx 600, somou 0,31% para os 364,25 pontos.

 

O PSI-20 acompanhou a tendência positiva. Fechou com uma subida ligeira de 0,08% para os 5.392,98 pontos, depois de ter oscilado entre ganhos e perdas nos últimos minutos de negociação. Com este desempenho completou quatro sessões em alta. A impulsionar a praça de Lisboa estiveram sobretudo a Jerónimo Martins que apreciou 1,15% para os 12,725 euros e também os CTT que somaram 1,30% para os 10,14 euros. A maior subida da sessão foi protagonizada pela Altri que avançou 2,74% para os 4,09 euros.

 

Juros em queda pelo segundo dia

Os investidores voltaram a exigir juros mais baixos para apostar na dívida pública portuguesa, em todos os prazos. Esta tendência de queda verificou-se também nos restantes países da periferia da Zona Euro. Na maturidade de referência a 10 anos, a "yield" das obrigações do Tesouro cedeu recua 5,2 pontos base para 2,384%, completando dois dias de quedas. Já os juros da dívida alemã estiveram a valorizar, o que colocou o diferencial da dívida portuguesa face à dívida alemã em 181,8 pontos.  

 

Euribor fixa novo mínimo histórico

As taxas Euribor desceram, esta segunda-feira na generalidade dos prazos, tendo fixado novos mínimos históricos. A taxa a seis meses, a mais utilizada como indexante nos créditos à habitação em Portugal, recuou para 0,019%. Já a Euribor a três meses, que assume valores negativos desde meados de Abril, desceu para -0,054%, também o valor mais baixo de sempre. Já a Euribor a 12 meses recuou para 0,128%.

 

Euro cai pelo terceiro dia com expectativa de mais estímulos

A moeda única voltou a perder terreno face ao dólar. Cai pelo terceiro dia, naquela que é a maior série de perdas deste mês. A penalizar o euro está a especulação de que o Banco Central Europeu (BCE) pode estender o seu programa de compra de activos. Além disso, o dólar está a ser impulsionado pelo crescimento superior ao que era esperado da economia chinesa e que aumenta a expectativa de que a Reserva Federal dos Estados Unidos venha a subir os juros este ano. O euro cede 0,24% para 1,1321 dólares.

 

Petróleo em queda com receios sobre economia chinesa

A economia chinesa cresceu 6,9% no terceiro trimestre deste ano. Um avanço que superou as estimativas do consenso dos analistas, mas que ainda assim representou a menor expansão desta economia desde 2009. Além disso, a produção industrial cresceu menos do que o esperado. Estes indicadores "deprimiram" os preços do petróleo, com os investidores a temerem uma menor procura desta que é a segunda maior economia do mundo, numa altura em que existe um excesso de oferta no mercado. Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) recua 2,22% para os 46,21 dólares por barril, enquanto em Londres, o Brent, deprecia 2,89% para 49 dólares por barril.  

 

China provoca maior queda em três semanas do cobre

O abrandamento da economia chinesa penalizou o desempenho do cobre, que registou a maior queda em três semanas. O cobre para entrega a três meses cede 1,6% para os 5.199 dólares por tonelada métrica. Com o crescimento mais lento da China, o maior consumidor do metal do mundo, o cobre tem vindo a acumular perdas. Esta segunda-feira, foi anunciado que a produção industrial chinesa, em Setembro, subiu 5,7% face ao ano anterior, menos do que os 6,1% que tinha crescido um mês antes e do que os 6% previstos pelos economistas. Este dado levou os investidores a temer uma quebra na procura chinesa pelo cobre.

 

Destaques do dia

BCE gasta mais 14,5 mil milhões com compras de activos. Mario Draghi comprou menos dívida pública, mas também menos "covered bonds". Contudo, o investimento em títulos de dívida titularizada disparou. Superou os mil milhões de euros, o que foi um recorde.

 

Resultados do Morgan Stanley pressionam abertura de Wall Street. As bolsas dos Estados Unidos estão a negociar em queda pela primeira vez em três sessões, depois de o Morgan Stanley ter apresentado uma quebra dos lucros no terceiro trimestre.

 

Arábia Saudita estará a atrasar pagamentos a fornecedores devido à queda do petróleo. O Reino Saudita estará a atrasar o pagamento a fornecedores do Governo. A notícia, que está a ser avançada pela Bloomberg, surge numa altura em que a queda dos preços do petróleo está a empurrar a Arábia Saudita para um défice, algo que não acontecia desde 2009.

 

Costa diz a Passos que não quer integrar um Governo PSD/CDS. Não são lugares num eventual Governo que separam a coligação e o PS. O que está a dificultar um acordo é a "imperiosa necessidade" de "uma reorientação política", que Passos e Portas persistem em não aceitar, diz Costa.

Passos foi informar Cavaco das "diligências" que fez para formar Governo. O presidente do PSD esteve reunido durante 50 minutos com o Presidente da República, para o pôr ao corrente das diligências que fez para criar uma solução de governabilidade.

Santander Totta obtém 750 milhões em obrigações hipotecárias. A emissão de dívida do banco português atrai mais de 60 investidores, permitindo-lhe baixar significativamente a taxa a pagar nesta operação de financiamento.

Irão quer que OPEP corte produção de petróleo. O ministro do Petróleo do Irão, membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), defendeu que o grupo deve reduzir a oferta da matéria-prima, para impulsionar os preços para os 70 a 80 dólares por barril.

Bolsas chinesas caem após dados do PIB. A economia chinesa superou as previsões e cresceu 6,9% no terceiro trimestre. Ainda assim, as acções da segunda maior economia mundial encerraram em queda, numa sessão em que também o yuan está a perder valor.

 

 

O que vai acontecer amanhã

Bank of New York Mellon. Divulga os resultados relativos ao terceiro trimestre.

 

Yahoo!. Divulga os resultados relativos ao terceiro trimestre.

 

Banco de Inglaterra. O governador Mark Carney discursa no Comité do Tesouro.

 

Fed. A presidente Janet Yellen discursa numa cerimónia no Departamento de Trabalho dos EUA.

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