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Fecho dos mercados: Bolsas, euro e petróleo em queda à espera da Grécia

A incerteza em torno da Grécia dominou a negociação na segunda sessão da semana. Depois de terem iniciado a negociação em alta, as principais praças europeias inverteram essa tendência e acabaram por desvalorizar. Também o euro perdeu terreno face ao dólar e o petróleo recuou em ambos os mercados de referência.

Bloomberg
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Os mercados em números

PSI-20 desceu 2,24% para 5.246,41 pontos

Stoxx 600 caiu 1,57% para 372,74 pontos

S&P500 recua 0,67% para 2056,96 pontos

Yield das obrigações do Tesouro a 10 anos cai 4,3 pontos base para 3,141%

Euro desvaloriza 0,79% para 1,0969 dólares

Petróleo em Londres desce 1,36% para 55,77 dólares por barril

 

Grécia volta a afundar bolsas europeias 

Após terem iniciado a sessão em alta, as principais praças europeias voltaram a fechar em "terreno" negativo esta terça-feira, 7 de Julho. Após ter recuado mais de 1% na primeira sessão da semana, o Stoxx 600 voltou a ultrapassar esse patamar. Encerrou com uma queda de 1,57% para 372,74 pontos, pressionado pelo impasse entre a Grécia e os credores, sem que ainda haja qualquer perspectiva de resolução.

 

A bolsa de Lisboa acompanhou a tendência das principais congéneres do Velho Continente, numa sessão em que todas recuaram mais de 1%. O PSI-20 caiu 2,24% para 5.246,41 pontos, enquanto o francês CAC40 perdeu 2,27% para 4.604,64 pontos e o italiano FTSE MIB, o índice que mais desvalorizou, recuou 2,97% para 20.958,48 pontos.

 

Por cá, o sector da banca voltou a pressionar. As acções do BPI encerraram a sessão com uma queda de 2,88% para 0,945 euros, ao passo que o BCP caiu 2,78% para 7 cêntimos. Já o Banif perdeu 1,64% para 0,61 cêntimos. Na energia, a Galp esteve em destaque, ao afundar 3,00% para 9,792%, logo seguida por EDP e EDP Renováveis que deslizaram, respectivamente, 1,19% para 3,31 euros e 3,12% para 6,081 euros.

 

Juros da dívida sobem, mas só em Portugal 

As taxas de juro da dívida soberana portuguesa voltaram a subir em quase todas as maturidades, com excepção das "yields" a 10, 15 e 30 anos. Após ter iniciado a sessão em queda, a taxa de referência nacional inverteu para tocar num máximo de 3,222%. Mas logo corrigiu antes do encerramento do mercado, para cair 4,3 pontos-base para 3,141%.

 

Mas Portugal esteve isolado nesta tendência. Os juros da dívida de Espanha e Itália a 10 anos recuaram, respectivamente, 11,2 pontos para 2,26% e 11,7 pontos para 2,27%. Já a "yield" alemã na mesma maturidade caiu 12,1 pontos para 0,643%, o que levou o "spread" de Portugal a subir para 249,82 pontos.

 

Novo mínimo nas Euribor 

As taxas Euribor mantiveram-se inalteradas na maioria das maturidades. A excepção foi o prazo a três meses, que fixou um novo mínimo histórico nos -0,018%, tendo recuado face aos -0,016% da sessão anterior. Desde Abril que este que é um dos principais indexantes no crédito à habitação em Portugal está em valores abaixo de zero. A taxa a seis meses manteve-se nos 0,049%, enquanto no prazo de doze meses, voltou fixar-se nos 0,164%.       

 

Euro volta a cair dos 1,10 dólares 

A moeda única voltou a registar uma sessão negativa. Após ter arrancado a semana no "vermelho", o euro volta a cair esta terça-feira, desta feita 0,79% para 1,0969 dólares. A concretizar-se o fecho da sessão neste patamar, será a primeira vez desde 1 de Junho abaixo de 1,10 dólares. O impasse na Grécia continua a pressionar a moeda única. Os ministros das Finanças da Zona Euro reuniram-se, mas de Atenas não chegou qualquer tipo de propostas. Certo ficou que, na quarta-feira, a Grécia irá entre o pedido para um terceiro resgate.

 

Petróleo em queda pelo quarto dia 

Os preços do petróleo seguem a negociar em queda em ambos os mercados de referência, prolongando a tendência das três sessões anteriores. A penalizar a matéria-prima estão os receios dos investidores em relação à estabilidade das economias europeia e chinesa, isto numa altura em que o prazo para um acordo nuclear com o Irão foi alargado até sexta-feira. Em Nova Iorque, o crude cede 2,38% para os 51,28 dólares por barril, enquanto em Londres, o Brent, que serve de referência às importações europeias, deprecia 1,36% para os 55,77 dólares por barril.

 

Cobre em mínimos de seis anos 

O cobre desceu para o nível mais baixo em seis anos, penalizados pelos receios dos investidores de que a forte queda das acções chinesas acabe por se reflectir num abrandamento da procura por parte deste país, que é o maior consumidor mundial deste metal. Os contratos de cobre para entrega em Setembro cedem 5,63% para os 2,395 dólares por libra-peso, depois de terem chegado a recuar quase 6% para 2,388 dólares por libra-peso, o valor mais baixo desde Julho de 2009.

 

Destaques do dia

 

Partidos gregos unem-se em torno de acordo "justo" que inclua discussão sobre a dívida. Os líderes políticos gregos uniram-se, após o referendo de domingo, em defesa de um acordo "socialmente justo" e "economicamente viável" entre a Grécia e os credores internacionais. A posição dos principais partidos gregos está expressa numa carta enviada esta terça-feira pelo Presidente da República, Prokopis Pavlopoulos, ao presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk.

 

Passos Coelho defende que "reformas estruturais são um processo contínuo". Nas jornadas parlamentares da coligação PSD/CDS, o primeiro-ministro sustentou que Portugal conseguiu realizar uma "transformação estrutural da economia". E nota que para permanecer com contas equilibradas as reformas estruturais têm de ser "um processo contínuo".

 

BCE avisa que linha de liquidez de emergência não pode ter condições "excessivamente generosas". A autoridade monetária alertou esta terça-feira que o mecanismo de cedência de liquidez de emergência a bancos da Zona Euro não pode criar um incentivo perverso para os bancos acederem a fundos do BCE.

 

PT Portugal confirma nomeação de Paulo Neves para presidente executivo. A PT Portugal confirmou esta terça-feira que Paulo Neves foi nomeado presidente executivo da operadora que foi comprada em Junho pela Altice. Guy Pacheco, João Sousa, Helena Féria e Marta Neves são outros dos nomes da nova comissão executiva da dona do Meo.

 

Possibilidade de pagar dívidas à Segurança Social em 150 prestações entra em vigor esta quarta-feira. O alargamento do número de prestações de 120 para 150 para pessoas colectivas, aprovado em Conselho de Ministros a 28 de Maio, foi hoje publicado em Diário da República e entrará esta quarta-feira, 8 de Julho, em vigor.  

 

Juncker: "Grexit deve ser evitado". Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, expressou no Parlamento europeu a vontade de chegar a acordo com a Grécia. Garante trabalhar para isso e quer a Grécia na Zona Euro, falando dos países que aberta ou de forma menos aberta querem ver o país sem a moeda única. Juncker disse ainda estar a trocar mensagens com Tsipras.

 

O que vai acontecer amanhã

 

Banco de Portugal. Relatório de acompanhamento dos Mercados Bancários de Retalho.

 

INE. Índice de Volume de Negócios, Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas na Indústria, em Maio. 11:00 

 

Fed. Publicação das minutas da reunião de 16 e 17 de Junho do Comité Federal do Mercado Aberto da Reserva Federal dos EUA.

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