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Fecho dos mercados: Bolsas europeias e juros recuam, petróleo e euro sobem

As principais bolsas europeias recuaram na última sessão da semana, com excepção de Lisboa. O petróleo recupera de mínimos e o euro valoriza, após as quedas provocadas pela Fed. Os juros da dívida nacional recuam.

Bloomberg
Vera Ramalhete veraramalhete@negocios.pt 18 de Dezembro de 2015 às 17:23
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Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,62% para 5.310,66 pontos

Stoxx 600 caiu 1,01% para 361,23 pontos

S&P 500 desvaloriza 0,88% para 2023,83 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal recua 3,9 pontos base para 2,488%

Euro avança 0,20% para 1,0847 dólares

Petróleo sobe 1,08% para 37,46 dólares por barril, em Londres

 

Bolsas europeias recuam, Lisboa em contraciclo

As principais bolsas europeias encerraram a última sessão no "vermelho". O Stoxx 600 recuou 1,01% para 361,23 pontos. Ainda assim, o índice que reúne as 600 maiores cotadas na Europa avançou 1,5% na semana marcada pela subida dos juros pela Reserva Federal dos EUA, após duas semanas negativas. O espanhol Ibex 35 destacou-se nas quedas, ao recuar 1,63% para 9.717,10 pontos, na última sessão antes das eleições legislativas no domingo. Das 34 empresas do índice de referência espanhol, 29 encerraram a descer.

 

Pelo contrário, a bolsa de Lisboa avançou 0,62% para 5.310,66 pontos, pela quarta sessão consecutiva. A Galp Energia e o BCP impulsionaram o índice de referência nacional. A petrolífera foi a cotada que mais contribuiu para a prestação positiva da bolsa nacional, ao ganhar 3,63% para 10,41 euros. Já o BCP avançou 2,61% para 0,0511 euros.

 

Juros recuam, prémio de risco aumenta

Os juros da dívida portuguesa recuaram pela segunda sessão, tal como na maioria dos países da Zona Euro. A "yield" das obrigações nacionais a 10 anos, considerada a maturidade de referência, caiu 3,9 pontos base para 2,488%. Os juros das obrigações a 10 anos em Espanha também caíram 4,7 pontos para 1,693%, na última sessão antes das eleições legislativas, que decorrem este domingo. Os juros das "bunds" caíram 5,1 pontos para 0,548%, fazendo subir o prémio de risco para 194,1 pontos.

  

Euribor a três meses afasta-se do mínimo histórico

A Euribor a três meses subiu de -0,133%, o actual mínimo histórico, para -0,131%. A taxa a seis meses manteve-se inalterada em -0,041%. A Euribor a nove meses subiu para 0,004% e a taxa a 12 meses caiu para 0,058%.

 

Euro sobe após três sessões em queda

O euro está a valorizar 0,20% para 1,0847 dólares, após três sessões a recuar devido à decisão da Reserva Federal. O anúncio realizado por Janet Yellen, na quarta-feira, da subida dos juros, impulsionou o dólar e pressionou a moeda única. Por esse motivo, o euro recua 1,27% esta semana, após duas semanas a avançar.

 

Petróleo sobe em sessão volátil

O petróleo está a valorizar nos mercados internacionais, após ter renovado mínimos de 2009 durante a sessão, pressionado pelo excesso de matéria-prima. O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, está a subir 1,32% para os 35,41 dólares, após ter recuado 1,60%, para 34,39 dólares por barril, um mínimo de Fevereiro de 2009. A valorização está a ocorrer após a Câmara dos Representantes ter aprovado um pacote legislativo que inclui o levantamento do embargo às exportações de petróleo no país, o que permite aos produtores norte-americanos alargar o seu mercado, impulsionando os preços.

 

O Brent do Mar do Norte, negociado em Londres e que serve de referência para a Europa, avança 1,08% para 37,46 dólares. Chegou a desvalorizar 1,75% para 36,41 dólares por barril durante a sessão.

 

Açúcar sobe com redução da produção

O açúcar está a valorizar 2,93% para 15,13 dólares por libra-peso, após a União Europeia cortar as estimativas de produção para 2015 e 2016, reforçando a preocupação em torno de uma oferta deficitária a nível global. Com esta subida, avança 3,7% na semana, alcançando o maior ganho semanal desde Novembro.

 

Destaques do dia

 

EUA aprova fim do bloqueio às exportações de petróleo. Cotações sobem. O preço do crude já esteve esta sexta-feira a negociar em mínimos de quase sete anos, mas entretanto inverteu e está a subir mais de 1% nos principais mercados internacionais.

Brexit: Cameron optimista sobre acordo com União Europeia. Cameron está confiante de que um acordo pode ser alcançado com a União Europeia em Fevereiro de 2016, o que abre caminho para a realização do referendo sobre a permanência do Reino Unido na UE em Junho do próximo ano.

Banif: Primeiro-ministro espera que surjam hoje propostas que dispensem OE rectificativo. O primeiro-ministro, António Costa, disse esta sexta-feira que tem "esperança" de que, ainda hoje, surjam propostas para o Banif que dispensem a necessidade de um Orçamento do Estado rectificativo para 2015.

 

Actividade económica cai pelo segundo mês consecutivo. Os indicadores de actividade económica e clima económico em Portugal caíram pelo segundo mês consecutivo, segundo os dados divulgados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística.

 

Portugueses investiram mais de 300 milhões nos fundos em Novembro. Os investidores portugueses aceleraram as aplicações em fundos de investimento, no penúltimo mês do ano. Os fundos mais conservadores continuam a liderar as apostas dos aforradores.

 

O que vai acontecer na segunda-feira

 

Confiança dos consumidores na Zona Euro. O Eurostat publica uma estimativa rápida do índice de confiança dos consumidores da Zona Euro, na segunda-feira. Em Novembro, o índice deverá manter-se inalterado em -5,9 pontos, antecipam os economistas consultados pela Bloomberg.

INE publica taxas de juro na habitação. O Instituto Nacional de Estatística divulga as taxas de juro implícitas no crédito à habitação em Dezembro. Em Outubro, a taxa caiu para 1,225%, pelo décimo quinto mês consecutivo.

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