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Fecho dos mercados: Bolsas europeias oscilam, euro sobe e petróleo cai  

As principais bolsas europeias oscilaram entre ganhos e perdas ligeiras, esta quarta-feira. O euro está a valorizar, após o BCE afastar mais estímulos no imediato. O Brent está a recuar, após ter passado a fasquia dos 50 dólares.

Investidores reagem com alguma apreensão ao resultados das eleições na Grécia no início da sessão
Reuters
Negócios 23 de Setembro de 2015 às 17:31
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Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,39% para 5.030,45 pontos

Stoxx 600 subiu 0,09% para 346,97 pontos

S&P 500 desvaloriza 0,35% para 1935,85 pontos

"Yield" 10 anos de Portugal recua 0,9 pontos base para 2,593%

Euro avança 0,40% para 1,1164 dólares

Petróleo cai 1,12% para 48,53 dólares por barril, em Londres

 

Bolsas europeias oscilam

As principais bolsas europeias oscilaram esta quarta-feira entre ganhos e perdas ligeiras. O Stoxx 600, que reúne as 600 maiores cotadas na Europa, avançou 0,09% para 346,97, depois da pior sessão do último mês. A divulgação do relatório da Markit Economics, que prevê que a economia da Zona Euro deverá manter a taxa de crescimento de 0,4% no terceiro trimestre, a recuperação das acções no sector automóvel e os ganhos nas matérias-primas impulsionaram o índice. O Stoxx 600 abrandou, contudo, os ganhos, após Mario Draghi afirmar que o BCE precisa de mais tempo para avaliar a necessidade de reforçar o programa de estímulos. O Footsie foi o índice que registou a maior subida, ao apreciar 1,62% para 6032,24 pontos. No pólo oposto, a Grécia destacou-se ao recuar 1,48% para 195,48 pontos.

 

Em Lisboa, o PSI-20 subiu 0,39% para 5.030,45 pontos, com 11 cotadas no "verde", cinco em queda e duas inalteradas. A EDP e a Semapa foram as empresas que mais impulsionaram o índice de referência nacional. A eléctrica liderada por António Mexia subiu 1,02% para 3,06 euros, enquanto a Semapa valorizou 3,22% para 11,535 euros.

Juros e prémio de risco recuam

Os juros da dívida portuguesa recuaram no mercado secundário, numa sessão de tendência mista na Europa. A "yield" das obrigações a 10 anos – a maturidade de referência – caiu 0,9 pontos base para 2,593%. Os juros na Alemanha avançaram 0,7 pontos base para 0,597%, fazendo cair o prémio de risco que os investidores pagam para apostar na dívida portuguesa em detrimento das "bunds" alemãs para 199,5 pontos.

 

Taxas Euribor em mínimos históricos

As taxas Euribor a seis, nove e 12 meses fixaram um novo mínimo histórico, pela segunda sessão consecutiva, esta quarta-feira. A taxa Euribor a três meses ficou inalterada em -0,039%, o actual mínimo histórico fixado pela primeira vez na sessão anterior. A Euribor a seis meses caiu para 0,033%, a nove meses recuou para 0,083% e a doze meses caiu para 0,147%.

 

Euro sobe após declarações do BCE

O euro avança 0,40% para 1,1164 dólares, após três dias a desvalorizar. As declarações dos membros do Banco Central Europeu, esta quarta-feira, que afastaram o alargamento do programa de estímulos monetários, no imediato, estão a impulsionar a moeda única. Mario Draghi afirmou no Parlamento Europeu que, apesar de estar preparado para actuar caso seja necessário, ainda é cedo para determinar a necessidade de reforçar o programa de alívio quantitativo devido ao impacto do abrandamento do crescimento da economia mundial nos objectivos do BCE para a inflação. Ewald Nowotny, membro do conselho de governadores do Banco Central Europeu (BCE), admitiu estar "cauteloso" em relação à possibilidade de a autoridade monetária aumentar os estímulos à economia nos próximos tempos.

  

Petróleo inverte, após passar os 50 dólares

O petróleo está a recuar mais de 1%, depois de ter chegado a subir mais de 2% e ultrapassar a fasquia dos 50 dólares durante a sessão. A Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos revelou que a produção de matéria-prima nos EUA aumentou, apesar das reservas terem diminuído. A previsão de queda nos inventários estava a impulsionar os preços, levando o Brent, negociado em Londres a subir um máximo de 2,38% para 50,25 dólares. A revelação de um aumento da produção pressionou os preços, levando o Brent a cair 1,12% para 48,53 dólares. O West Texas Intermediate (WTI) negociado em Nova Iorque está a recuar 2,16% para 45,36 dólares.

 

Paládio dispara impulsionado pela China

O paládio está a avançar 6,3% para 649,45 dólares por onça. A China anunciou que pretende reduzir a poluição atmosférica, incentivando a utilização de carros eléctricos, levando os preços a subir para máximos de mais dois meses. A indústria automóvel representa cerca de 75% do consumo de paládio.

Destaques do dia

Défice acima do esperado, poupança a cair e consumo e investimento a crescer. O INE revelou esta quarta-feira uma bateria de dados sobre a economia portuguesa no primeiro semestre. Veja como evoluiu o défice público, o saldo externo, o consumo, o investimento, a poupança e o PIB.

 

Défice de 2014 atinge os 7,2% do PIB por causa do Novo Banco. O INE confirma a inclusão da recapitalização de 4,9 mil milhões de euros do Novo Banco no défice de 2014, atirando o desequilíbrio das contas públicas para 7,2% do PIB.

 

Draghi: BCE precisa de tempo para avaliar necessidade de mais estímulos. Mario Draghi declarou que o Banco Central Europeu não hesitará em agir se for necessário, mas precisa de mais tempo para avaliar o impacto do abrandamento da economia mundial nas projecções para a inflação na Zona Euro.

 

O que vai acontecer amanhã

INE. Índice de Preços da Habitação, no segundo trimestre

Alemanha. Índice Ifo que mede a confiança dos empresários, em Setembro [anterior 108,3 pontos, estimativa: 107,9 pontos]

EUA. Venda de novas casas, em Agosto [anterior 5,4%; estimativa: 1,6%]

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