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Fecho dos mercados: Bolsas, juros e euro recuam

As principais praças europeias encerraram esta sessão em queda, pressionadas pelos resultados da Apple, que ficaram aquém do previsto. Um desempenho seguido pela moeda única, ao passo que os juros da dívida soberana aliviaram na periferia, mas também no centro da Europa.

Reuters
André Tanque Jesus andrejesus@negocios.pt 22 de Julho de 2015 às 17:16
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Os mercados em números

PSI-20 caiu 0,27% para 5.813,10 pontos

Stoxx 600 recuou 0,59% para 400,28 pontos

S&P 500 desvaloriza 0,36% para 2.113,80 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal desceu 3,0 pontos base para 2,614%

Euro perde 0,56% para 1,0874 dólares

Petróleo desliza 0,88% para 56,53 dólares por barril, em Londres

 

Fracos resultados da Apple penalizam bolsas europeias

A maioria das principais praças europeias encerrou esta quarta-feira em queda. A penalizar estão os resultados da gigante Apple, que ficaram aquém das estimativas dos analistas. A bolsa de Londres foi a que pior reagiu aos dados, com o índice Footsie a recuar 1,50% para 6.667,34 pontos. Um desempenho seguido pelo alemão DAX e pelo francês CAC40 que desvalorizaram, respectivamente, 0,72% para 11.520,67 pontos e 0,47% para 5.082,57 pontos. A excepção às quedas foi o espanhol IBEX. No entanto, subiu apenas 0,2% para 11.484,30 pontos.

Por cá, o PSI-20 encerrou a cair 0,27% para 5.813,10 pontos, com nove cotadas em queda, oito em alta e uma inalterada. A penalizar esteve a queda das acções da Galp Energia, que perderam 3,14% para 10,625 euros, num dia em que o preço do petróleo voltou a negociar abaixo dos 50 dólares por barril no mercado norte-americano. Mas também as cotadas do sector do papel registaram desempenhos negativos, com a Portucel a perder 1,80% para 3,703 euros e a  Semapa a cair 1,85% para 12,465 euros. 

Juros de Portugal lideram quedas na periferia

Os juros da dívida soberana regressaram às quedas esta quarta-feira. A taxa das obrigações portuguesas a 10 anos caiu 3,0 pontos para 2,614%, numa sessão em que apenas a dívida a oito anos registou uma subida dos juros. Também esta quarta-feira o IGCP realizou um duplo-leilão de obrigações do Tesouro a cinco e 22 anos, tendo angariado 1,5 mil milhões de euros. Já as "yields" de Espanha e Itália recuaram, respectivamente, 2,1 pontos para 1,988% e 2,8 pontos para 1,938%. Mas também a taxa da Alemanha a 10 anos recuou nesta sessão, desta feita 3,4 pontos para 0,747%. Um desempenho que levou a que o "spread" de Portugal subisse para 186,7 pontos.

Euribor estáveis nos prazos mais curtos

As Euribor mantiveram-se inalteradas a três e seis meses. A taxa a três meses continua em "terreno" negativo, continuando nos -0,019%, o actual mínimo de sempre, enquanto a taxa a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação, foi fixada pela 14.ª sessão consecutiva em 0,049%. No prazo mais longo, a 12 meses, a Euribor avançou. Foi fixada em 0,171%, mais 0,001 pontos que na sessão anterior. 

Euro corrige. Volta abaixo dos 1,09 dólares

O euro regressou às quedas contra a divisa norte-americana. No dia em que está a ser votado o segundo conjunto de reformas que é uma condição essencial para que o Governo grego e os credores prossigam com as negociações para o terceiro resgate, a moeda única perde 0,56%, estando novamente a cotar abaixo de 1,09 dólares. Seguia nos 1,0874 dólares, corrigindo também da subida de mais de 1% registada na sessão anterior.

Mais petróleo nos EUA: WTI nos 50 dólares

O petróleo mantém a tendência negativa das últimas sessões, tendo chegado a cotar novamente abaixo da fasquia dos 50 dólares nos EUA. A pressionar as cotações da matéria-prima está a divulgação por parte do Departamento de Informação de Energia de que as reservas norte-americanas aumentaram em 2,47 milhões de barris na última semana, acima dos 2,2 milhões estimados pelos analistas contactados pela Bloomberg. O aumento de oferta levou o WTI a cotar nos 49,67 dólares, seguindo a perder 1,61% para 50,04 dólares. Em Londres, o Brent estava a perder 0,88% para 56,53 dólares.

Ouro baixa fasquia dos 1.100 dólares

O ouro regressou às quedas. Depois da ligeira valorização na sessão anterior, o metal precioso perdeu mais 0,65%, baixando da fasquia dos 1.100 dólares. Seguia a cotar nos 1.094 dólares por onça, com os investidores a anteciparem que a Fed irá aumentar os juros nos EUA, afastando assim os investidores deste que é considerado um activo que funciona como protecção para a inflação. Com juros mais altos, há um travão aos preços. Esta descida do ouro para mínimos desde 2010 poderá, no entanto, acentuar-se. O Goldman Sachs antecipa que a cotação do metal possa descer ainda mais, para menos de 1.000 dólares, o que seria a primeira vez desde 2009.

 

Destaques do dia

 

BCE volta a aumentar linha de liquidez à banca grega em mais de 900 milhões de euros. O Banco Central Europeu (BCE) decidiu voltar a aumentar a linha de liquidez de emergência à banca grega. Fontes próximas do processo revelam que o aumento foi de 900 milhões de euros.

 

As medidas que vão hoje a votação no Parlamento grego. O Parlamento grego vota, esta quarta-feira, o segundo conjunto de reformas que é uma condição essencial para que o Governo grego e os credores prossigam com as negociações para o terceiro resgate. O objectivo é que estejam concluídas a 20 de Agosto.

 

Portugal coloca 1,5 mil milhões em dívida de médio e longo prazo. O instituto responsável pela dívida nacional fez um duplo-leilão de obrigações do Tesouro. Em causa estão títulos a cinco e 22 anos, tendo Portugal alcançado uma taxa de juro semelhante à registada no mercado secundário.

 

Portugal em risco em novo critério do FMI para a dívida. O indicador que o FMI utilizou como argumento para defender a reestruturação da dívida pública grega deixa Portugal em pior situação no curto prazo. Com elevadas necessidades de financiamento, Lisboa também está na zona de risco do Fundo.

Alívio na tragédia grega traz Portugal para o palco dos leilões. A presidente do IGCP reconhece que Portugal vai beneficiar do fim dos receios com a Grécia. Já os analistas acreditam que o acordo foi essencial para a data do leilão. E a opção por dívida de ultra-longo prazo é um reflexo da confiança em Portugal.

 

O que vai acontecer amanhã

 

Credit Suisse. Divulga os resultados relativos ao segundo trimestre.

Visa. 
Divulga os resultados relativos ao segundo trimestre.

  1. Amazon. Divulga os resultados relativos ao segundo trimestre.


AT&T.
 Divulga os resultados relativos ao segundo trimestre.


General Motors.
 Divulga os resultados relativos ao segundo trimestre.


Confiança na Zona Euro.
Publicado do índice de confiança dos consumidores, em Julho [anterior: -5,6 pontos ; estimativa: -5,8 pontos].


Actividade económica nos EUA.
É divulgado o índice da actividade económica elaborado pela Fed de Chicago, em Junho [anterior: -0,17 pontos].


Desemprego nos EUA.
São publicados os novos pedidos de subsídio de desemprego nos EUA, bem como os pedidos continuados. 

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