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Fecho dos mercados: Bolsas seguem subida da praça chinesa. Petróleo e euro acompanham ganhos

As bolsas europeias estiveram a valorizar pelo segundo dia, animadas pela expectativa que a correcção das acções chinesas esteja próxima do fim. Já o petróleo segue a disparar 3% em Londres, enquanto o euro ganha terreno.

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European Stocks Gain for a Second Day
Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 08 de Setembro de 2015 às 17:22
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Os mercados em números
PSI-20 subiu 0,81% para 5.070,95 pontos

Stoxx 600 ganhou 1,18% para 359,00 pontos
S&P 500 valoriza 1,59% para 1.951,85 pontos 

"Yield" 10 anos de Portugal desceu 8,2 pontos base para 2,499%

Euro avança 0,16%, para 1,1188 dólares

Petróleo sobe 3,49% para 49,29 dólares por barril, em Londres

Maior optimismo na China suporta bolsas europeias

As bolsas europeias estiveram a valorizar pela segunda sessão, com os investidores confiantes que as medidas tomadas pelas autoridades chinesas consigam estancar as perdas nas bolsas chinesas, no dia em que o país disse que vai avançar com um mecanismo que interrompe a negociação quando o índice de referência variar 5% e determina a suspensão até à sessão seguinte caso a flutuação seja de 7%. O índice europeu Stoxx 600 subiu 1,18%, num dia em que a bolsa de Xangai valorizou perto de 3%, com os investidores mais optimistas para o país. As fabricantes automóveis e as empresas do sector das matérias-primas destacaram-se nos ganhos, perante a expectativa que a crise na China – um dos principais mercados para onde estas empresas exportam – seja controlada pelas medidas de estímulo avançadas pelo governo.

Por cá, o PSI-20 acompanhou os ganhos na Europa. Avançou 0,81%, animada pelos ganhos da energia e da Jerónimo Martins. A EDP subiu 1,83%, para 3,114 euros, depois do UBS ter divulgado no início da semana um relatório para o sector onde inclui a eléctrica portuguesa na sua lista de acções preferidas. Já a petrolífera Galp subiu 0,49% para 9,048 euros, a beneficiar com a recuperação dos preços do petróleo. A animar a negociação esteve ainda a Jerónimo Martins. A retalhista somou 1,43% para 12,05 euros.

Juros mantêm tendência de queda

Os juros das obrigações portuguesas voltaram a corrigir esta sessão. A "yield" a 10 anos caiu 8,2 pontos base para 2,499%, depois do BCE ter anunciado na semana passada que está disponível para alargar o seu plano de compras, caso seja necessário. De acordo com os cálculos do Negócios, o BCE aumentou o leque de obrigações portuguesas elegíveis para as compras de activos em seis mil milhões de euros. Já o juro alemão a 10 anos avançou 0,1 pontos base para 0,676%, colocando o "spread" face à dívida portuguesa em 182,3 pontos.

Euribor renova mínimos históricos

A Euribor a três meses fixou esta terça-feira um novo mínimo histórico. O indexante negociou pela primeira vez em -0,035%, com a taxa a continuar a ser pressionada pela política monetária na Zona Euro, depois do BCE ter mantido a sua taxa directora na última semana em mínimos (0,05%). Desde que se estreou em terreno negativo no passado mês de Abril, a Euribor a três meses tem vindo a renovar novos mínimos abaixo de zero.

Dados económicos sustentam euro

A moeda única está a ganhar terreno face ao dólar. O euro avança 0,16%, para 1,1188 dólares, a reagir à divulgação de indicadores económicos acima das expectativas na região. A economia da Zona Euro cresceu 0,4% no segundo trimestre, uma subida sustentada pelo aumento das exportações e pelo consumo. Este número  surge depois do BCE ter adiantado que a economia do euro deverá continuar a recuperar, ainda que a um ritmo mais lento, num momento em que as economias emergentes enfrentam um abrandamento económico.

Brent recupera de mínimos de uma semana

Os preços do petróleo estão a disparar no mercado londrino. Enquanto o WTI, negociado em Nova Iorque, segue praticamente inalterado em 45,97 dólares por barril, o Brent segue a valorizar mais de 3%, a recuperar de mínimos de uma semana. A matéria-prima, negociada em Londres, avança 3,49% para 49,29 dólares por barril, sustentado pelo maior optimismo em relação à bolsa chinesa, depois de Xangai ter terminado a sessão em alta, com os investidores a manifestarem-se mais confiantes em relação à China e ao crescimento da economia global. Este optimismo surge depois do governador do banco central chinês ter argumentado que a correcção na bolsa da China estava próxima do fim.

Cobre com maior subida em dois anos

Os preços do cobre estão a disparar mais de 5%, naquela que é a maior subida do metal industrial em dois anos, impulsionados pela expectativa de retoma da procura pela matéria-prima. O cobre sob 5,1% para 2,429 dólares por libra peso, depois da China ter adiantado que as importações do metal aumentaram 19% em Agosto, face a Julho.

Destaques do dia
China gastou 200 mil milhões de euros para estabilizar a bolsa, diz Goldman Sachs.
O Goldman Sachs calcula que o Governo chinês gastou 1,5 biliões de yuans (211 mil milhões de euros) na compra de acções para estabilizar o mercado, revela uma nota de investidores publicada esta segunda-feira.

Fosun desmente interesse no BBVA Portugal. O grupo chinês que está, neste momento, em negociações exclusivas com o Banco de Portugal para a compra do Novo Banco não tem disposição em avaliar a aquisição do BBVA Portugal, admite fonte oficial.

Banca aumenta financiamento junto do BCE pela primeira vez em quatro meses. A banca portuguesa tem vindo a reduzir a dependência do banco central, tendo interrompido esta tendência em Agosto, mês em que se verificou o primeiro aumento em quatro meses, de acordo com os dados divulgados pelo Banco de Portugal.

Bancos emprestam mais dinheiro às empresas e às famílias. O mês de Julho ficou marcado por um aumento das novas operações de crédito quer às famílias quer às empresas. No total, as instituições financeiras emprestaram mais de quatro mil milhões de euros, o valor mais elevado desde Dezembro.

O que vai acontecer quarta-feira
Reino Unido. Produção industrial, em Julho.

EUA. Relatório da Agência de Informação de Energia dos EUA sobre produtos petrolíferos.

EUA. Evento da Apple, em São Francisco.

Eurofi. Eurofi Fórum Financeiro 2015, em Luxemburgo.

INE. Índice de Volume de Negócios, Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas na Indústria, em Julho.

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