Mercados num minuto Fecho dos mercados: Euro em mínimos e ouro em alta graças à política monetária

Fecho dos mercados: Euro em mínimos e ouro em alta graças à política monetária

As principais praças europeias encerraram com uma tendência mista esta quinta-feira. No entanto, o foco está no euro que, depois de o BCE não ter avançado com mais estímulos, mantém-se em mínimos de quatro meses. Já o ouro está a beneficiar da procura por refúgio espoletada pelo Banco do Japão.
Fecho dos mercados: Euro em mínimos e ouro em alta graças à política monetária
André Tanque Jesus 21 de julho de 2016 às 17:27
Os mercados em números

PSI-20 avançou 0,47% para 4.626,13 pontos

Stoxx 600 caiu 0,07% para 340,58 pontos

S&P 500 perde 0,25% para 2.167,60 pontos

"Yield" 10 anos de Portugal caiu 2,0 pontos base para 3,053%

Euro segue nos 1,1015 dólares

Petróleo desliza 1,53% para 46,44 dólares por barril em Londres

Bolsas europeias oscilam na "linha de água"

As principais praças europeias registaram uma sessão de desempenhos mistos. Após a valorização na quarta-feira, o Stoxx 600 voltou a cair, desta feita 0,07% para 340,58 pontos. Mas a liderar as quedas estiveram o britânico FTSE e o grego FTASE. Ambos recuaram 0,43%, sendo que o primeiro fechou nos 6.699,89 pontos e o segundo nos 1.526,95 pontos. A contrastar estiveram os ganhos das praças italiana, espanhola e alemã.

Mas a liderar a sessão esteve a bolsa de Lisboa. O PSI-20 encerrou a valorizar 0,47% para 4.626,13 pontos, impulsionado pelo BCP. As acções do banco liderado por Nuno Amado subiram 3,61% para os 0,0201 euros. Mas também a Navigator e a Nos ajudaram à tendência, tendo valorizado, respectivamente, 3,13% para 2,772 euros e 2,41% para 5,737 euros.

 

Juros da dívida recuam pela terceira sessão

Os juros da dívida soberana portuguesa voltaram a cair esta quinta-feira. Foi a terceira sessão consecutiva, com a taxa das obrigações a dez anos a deslizar 2,0 pontos base para 3,053%. Isto numa sessão em que também os juros de Espanha e Itália encerraram com uma tendência positiva. Também em queda encerraram os juros da Alemanha, com a "yield" a dez anos a cair 0,6 pontos para -0,017%. Um desempenho que levou o prémio de risco de Portugal a recuar para 307 pontos.

 

Taxas Euribor sobem a seis e 12 meses

Apesar dos desempenhos distintos, as taxas Euribor mantêm-se próximas de mínimos históricos. A taxa a três meses estabilizou esta quinta-feira, naquele que é o valor mais baixo de sempre: -0,297%. Já a Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal como indexante ao crédito à habitação, subiu de -0,189% para -0,188%, ficando próxima do mínimo histórico de -0,191%. Desempenho semelhante teve a taxa a 12 meses. Subiu de -0,056% para -0,054%, ainda próxima do mínimo de -0,063%.

 

Euro mantém-se em mínimo de quatro meses

Após duas sessões consecutivas em queda, o euro está num sobe e desce esta quinta-feira. Antes da reunião do BCE, a moeda única caiu um máximo de 0,32%, depois de ter encerrado na quarta-feira num mínimo de quatro meses. Recuperou para valorizar um máximo de 0,41% e, agora, o euro está inalterado nos 1,1015 euros. Isto depois de o BCE não ter avançado com mais medidas de estímulo, com Mario Draghi a dizer que o banco central aguarda para ver os efeitos reais do Brexit na economia.

 

Petróleo em queda com elevadas reservas nos EUA

O petróleo está a desvalorizar nesta sessão. O Brent, negociado em Londres, perde 1,53% para 46,44 dólares por barril, ao passo que o West Texas Intermediate, em Nova Iorque, cai 1,79% para 44,93 dólares. A pressionar a matéria-prima estão os dados da Administração de Informação Energética, que apontam para as ainda elevadas reservas de crude nos EUA. Segundo a Bloomberg, há pelo menos uma década que a época alta de condução nos EUA não contava com reservas tão elevadas.

 

Ouro recupera de mínimos de olho no Japão

O ouro está a negociar em alta esta quinta-feira, recuperando de mínimos de três semanas. O metal precioso valoriza 0,98% para 1.328,95 dólares por onça, numa sessão em que já chegou a subir um máximo de 1,08%. Isto depois de a BBC divulgar uma entrevista a Haruhiko Kuroda, na qual o governador do Banco do Japão rejeita a ideia de apostar no financiamento monetário, ao estilo do helicóptero do dinheiro. Declarações que levaram à queda das bolsas mundiais e à procura por activos de refúgio. Isto apesar de, mais tarde, a BBC ter esclarecido que a entrevista foi realizada antes do Brexit.

 

Destaques do dia

 

Bancos atribuem valor de 20% às obrigações da PT/Oi. No leilão da Associação Internacional de Swaps e Derivados (ISDA) o valor dos títulos da antiga PT foi fixado em 20% do valor nominal, o que indica que os investidores podem vir a assumir perdas de 80%.

 

Deutsche Bank paga produto da PT com perdas até 80%. O Deutsche Bank vai reembolsar antecipadamente a 3 de Agosto um produto estruturado com dívida da antiga PT. Segundo as regras deste instrumento, os investidores receberão o equivalente ao valor de mercado dos títulos. Arriscam perdas de 80%.

 

Draghi: Bancos portugueses e italianos têm de conseguir vender malparado em mercado. O presidente do BCE considerou os elevados níveis de malparado "um problema", mas também propôs a solução, e ela implica apoio público. Declarações de Draghi levaram acções da banca a subir.

 

BCE recomenda aos bancos que aumentem comissões. Num contexto de baixas taxas de juro, os bancos europeus continuam a ter dificuldades em melhorar a sua rentabilidade.

 

Banco do Japão descarta usar helicóptero do dinheiro. Haruhiko Kuroda, governador do Banco do Japão, disse que não há nem a necessidade nem a possibilidade de adoptar o helicóptero do dinheiro.

 

Santander sobe recomendação da Nos para "comprar". Os analistas do banco espanhol defendem que após o desempenho fraco das acções, os valores actuais são um "bom ponto de entrada". As acções avançam 2,64%.

 

Cenário de liquidação pressiona venda do Novo Banco. Ao colocar em cima da mesa a liquidação do Novo Banco - hipótese limite prevista na lei - o Governo coloca pressão sobre a operação de venda. Banco de Portugal tenta concluir processo este ano.

 

O que vai acontecer amanhã

 

Dados do crédito – O INE divulga as taxas de Juro Implícitas no crédito à habitação, relativas a Junho.

Actividade na Zona Euro – É conhecido o índice de gestores de compras para os serviços, relativo a Julho [anterior: 52,8 pontos ; estimativa: 52,3 pontos].

Revisões de "rating" – A Standard&Poor’s tem agendada uma possível revisão à notação financeira atribuída à Grécia. Já a Moody’s poderá pronunciar-se sobre a Dinamarca.




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