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Fecho dos mercados: Investidores dão tréguas à banca europeia e à dívida portuguesa

Após um início de semana turbulento, as bolsas europeias viveram uma sessão mais tranquila. As acções da banca europeia recuperaram e a taxa das obrigações portuguesas interrompeu a sequência de subidas.

Reuters
Rui Barroso ruibarroso@negocios.pt 28 de Setembro de 2016 às 17:21
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Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,92% para 4.562,33 pontos

Stoxx 600 ganhou 0,70% para 342,57 pontos

S&P 500 desce 0,22% para 2.155,16 pontos

"Yield" 10 anos de Portugal desceu 8,1 pontos base para 3,329%

Euro desce 0,17% para 1,1196 dólares

Petróleo ganha 1,26% para 46,55 dólares por barril em Londres

 

Bolsas europeias sobem pela segunda sessão

O índice que mede a pulsação às bolsas europeias subiu pela segunda sessão. O Stoxx 600 ganhou 0,70% para 342,57 pontos, beneficiando ainda de dados económicos positivos divulgados nos EUA na passada terça-feira. Dos 19 sectores que integram o índice, 18 encerraram o dia no verde. E até a banca, que tem estado sob pressão, conseguiu valorizar. O índice do sector avançou 0,57% apesar da notícia, desmentida por Berlim, de que o governo alemão estaria a preparar um plano de contingência para apoiar o Deutsche Bank. Apesar dessa informação, as acções do banco alemão recuperaram mais de 2%.

Apesar da subida na Europa, no outro lado do Atlântico o S&P 500 segue a deslizar 0,22%, pressionado pelo sector da energia e com os investidores a digerirem as últimas indicações dadas por Janet Yellen. A presidente da Fed defendeu que os dados do emprego estão sólidos e que antecipa uma subida gradual das taxas de juro.

Na bolsa nacional o PSI-20 acompanhou os ganhos na Europa. O índice nacional interrompeu uma série de três quedas consecutivas e valorizou esta quarta-feira 0,92% para 4.562,33 pontos. A Galp e a EDP deram força ao índice, com valorizações acima de 1%.

Taxa a dez anos alivia

Os juros implícitos das obrigações portuguesas interromperam uma sequência de três subidas. A taxa a dez anos baixou desceu 8,1 pontos base para 3,329%. A queda foi de maior dimensão do que as registadas nas obrigações espanholas e italianas. A taxa de Espanha a dez anos baixou 0,1 pontos base para 0,897%, enquanto a "yield" italiana caiu 2,6 pontos base para 1,183%.

Também a taxa das obrigações germânicas a dez anos baixou. Desceu 0,6 pontos base para -0,145%. No entanto como a descida foi de menor dimensão do que a da "yield" portuguesa isso permitiu uma redução de 7,5 pontos base do prémio de risco para 347,8 pontos base.

 

Euribor em queda

As taxas Euribor desceram esta quarta-feira, com o indexante a seis meses a igualar o valor mais baixo de sempre. Neste prazo a taxa desceu 0,1 pontos base para -0,202%, igualando o mínimo atingido pela primeira vez a 19 de Setembro, segundo dados da Lusa. A Euribor a três meses também baixou 0,1 pontos base para -0,304%. Na maturidade mais longa, a 12 meses, o indexante caiu também 0,1 pontos base para -0,061%.

Libra incapaz de estancar as perdas

A libra perde esta quarta-feira 0,20% face à divisa norte-americana para 1,2997 dólares. Perde 2,33% desde o início de Julho e encaminha-se para a quinta desvalorização trimestral consecutiva, a pior sequência desde 1984, segundo dados da Bloomberg. A divisa não consegue estancar a tendência de quebra que tem vivido por causa do Brexit e da resposta de mais estímulos monetários por parte do Banco de Inglaterra para mitigar o impacto da saída da União Europeia na economia.

Petróleo valoriza após queda nas reservas

O preço do petróleo sobe, após a Administração de Informação de Energia ter divulgado que as reservas nos EUA desceram em 1,88 milhões de barris na semana passada. Os analistas sondados pela Bloomberg apontavam para uma subida das reservas. Apesar de este factor ser positivo para o preço da matéria-prima, a expectativa de que as discussões entre os membros da OPEP não resultem num acordo para congelar a produção travaram maiores ganhos. O Brent avança1,26% para 46,55 dólares. Já o West Texas Intermediate, negociado em Nova Iorque, ganha 1,05% para 45,14 dólares.

Ouro perde pela segunda sessão

Boas notícias para a economia dos EUA são más notícias para o preço do ouro. O metal precioso perde valor pela segunda sessão consecutiva, depois de esta terça-feira os dados sobre a confiança dos consumidores americanos ter subido para o valor mais alto desde 2007. Um indicador que aumenta a probabilidade de uma subida das taxas de juro por parte da Reserva Federal dos EUA, o que é encarado como negativo para o valor do ouro. O preço da onça de ouro desce esta quarta-feira 0,47% para 1.321,11 dólares. 

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