Mercados num minuto Fecho dos mercados: Quebra na indústria penaliza bolsas e petróleo. Ouro brilha

Fecho dos mercados: Quebra na indústria penaliza bolsas e petróleo. Ouro brilha

O nervosismo dos investidores em relação à economia global penalizou as bolsas europeias e o petróleo. Já o ouro está a beneficiar com a instabilidade nas acções.
Fecho dos mercados: Quebra na indústria penaliza bolsas e petróleo. Ouro brilha
Bloomberg
Patrícia Abreu 01 de fevereiro de 2016 às 17:22

Os mercados em números

PSI-20 avançou 0,33% para 5.082,29 pontos

Stoxx 600 cedeu 0,19% para 341,61 pontos

S&P 500 desvaloriza 0,31% para 1934,18 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal caiu 5,3 pontos base para 2,930%

Euro avança 0,49% para 1,0884 dólares

Petróleo cai 5,03% para 31,93 dólares por barril, em Nova Iorque


Indicadores desapontantes arrastam bolsas europeias
As bolsas do Velho Continente encerraram a primeira sessão da semana no vermelho. O europeu Stoxx 600 cedeu 0,19%, com o índice a prolongar as quedas registadas em Janeiro. A penalizar as acções europeias esteve a divulgação de indicadores desapontantes na China e nos EUA. A actividade industrial noa EUA caiu pelo quarto mês consecutivo, isto depois da China já ter reportado que o índice industrial oficial recuou para mínimos de três anos, indicadores que estão a aumentar as preocupações dos investidores em relação à economia global. As empresas ligadas ao sector da energia destacam-se nas descidas, penalizadas pelas fortes desvalorizações do petróleo.

A bolsa lisboeta conseguiu contrariar as quedas. O PSI-20 avançou 0,33%, sustentado pelos ganhos da Jerónimo Martins e da EDP. A retalhista subiu 1,87% para 13,08 euros, enquanto a eléctrica somou 1,55% para 3,267 euros, no dia em que os analistas do BPI emitiram uma nota para a empresa onde destacam o dividendo "interessante" da empresa.

Juros sobem, mas continuam abaixo de 3%

Os juros das obrigações portuguesas estiveram a subir em praticamente todos os prazos, à excepção das linhas com maturidade inferior a 12 meses. As "yields" nacionais acompanharam o movimento de subida registado na Europa, com o juro a 10 anos a subir 5,3 pontos para 2,930%, enquanto as "bunds" alemãs avançaram 2,6 pontos para 0,351%, agravando o "spread" face à dívida nacional para 257,88 pontos.

Euribor a seis e 12 meses renovam mínimos

As taxas Euribor voltaram a fixar novos mínimos históricos. A taxa a seis meses caiu para -0,094%, enquanto o indexante a três meses manteve-se em -0,162%. Nos prazos mais longos, o indexante a 12 meses – o único que continua em terreno positivo – caiu para 0,010%, aproximando-se cada vez mais de valores negativos.

Euro aproxima-se de 1,09 dólares

A moeda única europeia está a ganhar terreno face ao dólar. A divisa europeia soma 0,49% para 1,0884 dólares, face à divisa norte-americana. O dólar está a ser pressionado pela divulgação de indicadores na indústria que desapontaram o mercado, perante a expectativa que um abrandamento na economia atrase o ritmo de subida de juros nos EUA.

Petróleo afunda 5% em Nova Iorque

Os preços do petróleo seguem a negociar em forte queda nos mercados internacionais. O WTI, negociado em Nova Iorque, lidera as quedas, ao baixar 5,03% para 31,93 dólares por barril, arrastado pelos receios em relação à situação na China. A actividade industrial no país ficou abaixo das expectativas dos economistas, com o índice a cair pelo sexto mês consecutivo, um sinal que a economia está a arrefecer. Os receios em relação à China associados a um aumento da produção por parte da OPEP para um novo recorde justificam as fortes quedas da matéria-prima.

Ouro brilha com nervosismo nas bolsas

Os preços do ouro seguem a negociar no valor mais elevado em quase três meses, com o metal precioso a ser suportado pelo ambiente de incerteza nos mercados accionistas. O ouro sobe 0,9% para 1.126,90 dólares por onça, depois de ter chegado a tocar no valor mais elevado desde 3 de Novembro. Os investidores estão a procurar refúgio no metal, perante a incerteza que está a marcar o início de semana nas bolsas mundiais.

Destaques do dia

Cinco temas que vão marcar as contas do BCP. O BCP apresenta os primeiros lucros em cinco anos, que ajudarão a liquidar a ajuda pública. Há factores extraordinários a ajudar e a penalizar as contas. Da Polónia vêm incertezas. Perceba os resultados em cinco temas.

Dívida pública fechou 2015 em queda já com efeito Banif. A dívida pública bruta baixou 200 milhões de euros no mês de Dezembro, sendo que o valor líquido de depósitos aumentou 4,1 mil milhões de euros para recorde, devido sobretudo à resolução do Banif.

Tivoli: A "jóia" hoteleira dos Espírito Santo agora é tailandesa. É o capítulo final de um negócio que levou mais de um ano a fechar. Entre obstáculos e justiça. O acordo com o Hotel Minor Group é anunciado oficialmente a 2 de Fevereiro.

Farmacêutica Abbott compra Alere por 5.300 milhões. O negócio vai permitir à Abbott tornar-se líder mundial no diagnóstico médico em contexto de tratamento, anunciou a empresa. Os títulos da Alere disparam mais de 40% em Nova Iorque depois de conhecida a venda.

Goldman Sachs sobe preço-alvo da Jerónimo Martins para 15 euros. O maior crescimento em termos comparáveis no sector e óptimas perspectivas para os lucros. Esta é a análise do Goldman Sachs à Jerónimo Martins, que considera "um activo de elevada qualidade".

O que vai acontecer amanhã

Anúncio em Espanha. O Rei de Espanha deverá anunciar o candidato a formar governo.

Dados económicos na Zona Euro. O gabinete de estatísticas europeu divulga a taxa de desemprego, em Dezembro.

Divulgação de resultados. O UBS apresenta os resultados do quarto trimestre.




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