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Ao minuto22.06.2022

Petróleo tomba mais de 3%. Europa recua e juros da dívida aliviam

Acompanhe aqui, minuto a minuto, o desempenho dos mercados durante esta quarta-feira.

Bloomberg
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22.06.2022

Juros aliviam. "Yields" das Bunds com maior queda em seis semanas

Os juros das dívidas a dez anos estão a aliviar na Zona Euro, numa altura em que os investidores se estão a virar para ativos mais seguros como é o caso das obrigações. As Bunds alemãs, que são o "benchmark" de referência para a região, registam a maior queda em seis semanas.

Os juros da dívida do Reino Unido a dez anos registam o segundo maior alívio na Europa e perdem 15,5 pontos para 2,495%, num dia em que foram revelados os dados da inflação no país, mas que foram em linha com o que era esperado.

Na Zona Euro as yields italianas caem 15,1 pontos base para 3,526%. Já os juros da dívida alemã a dez anos subtraem 13,6 pontos para 1,628%.

Na Península Ibérica, a yield da dívida nacional a dez anos alivia 13,4 pontos base para 2,655%. Já os juros da dívida espanhola caem 14,6 pontos base para 2,692%. Assim, o spread entre os juros nacionais e os do país vizinho volta a estreitar-se.

"O mercado está focado, por agora, nos riscos de uma recessão, com o petróleo em queda, os juros mais baixos, com os ativos de risco a saírem prejudicados", adianta Peter McCallum, analista da Mizuho International à Bloomberg.

22.06.2022

Ouro sobe pela primeira vez na semana. Dólar cai face ao euro e iene

O ouro está a registar ganhos nas negociações desta quarta-feira, depois de ter estado a ceder durante os primeiros dois dias da semana, com os investidores ainda concentrados nas políticas dos bancos centrais para conter o aumento da inflação e o impacto dessas ações nos mercados globais.

O presidente da Reserva Federal norte-americana, Jerome Powell, está esta quarta-feira presente no Senado a ser questionado sobre a postura mais agressiva que adotou para travar a inflação e o impacto desta estratégia na economia.

Powell adiantou que a Fed está "fortemente comprometida" a reduzir a inflação, que está em máximos de 40 anos, e explicou que os decisores estão a agir "rapidamente para o fazerem".

 

O ouro valoriza 0,33% para 1.839,04 dólares por onça, à medida que o paládio (0,80%) e a platina (-1,23%) negoceiam em terreno negativo. "É muito provável que o caminho da inflação seja o factor determinante para o ouro", explicou o analista Marcus Garvey, da Macquarie Group à Bloomberg.

 

Já o dólar está a negociar em terreno negativo, o que pode estar a potenciar a subida do ouro, uma vez que este metal é negociado em dólares. O "green cash" desvaloriza 0,46% em relação à moeda única europeia.

O iene está a ganhar terreno face ao dólar (0,36%), depois de uma reunião do Banco do Japão onde alguns membros do conselho mostraram preocupação com o excesso de volatilidade vivido pela moeda japonesa. Ainda assim, os membros da autoridade monetária não mostraram intenções de subir as taxas de juro - o Japão foi dos poucos países que ainda não o fez.

Ainda hoje o rublo renovou máximos de sete anos contra o dólar e euro, impulsionado pelos lucros das empresas russas, através da exportação de matérias-primas, a queda das importações e uma série de medidas de controlo de capital.

22.06.2022

Europa recua com metais e energia a liderar perdas

As praças europeias fecharam no vermelho interrompendo uma série de três sessões positivas. Com a maioria dos setores em queda, as cotadas ligadas aos metais e ao "oil & gas" foram as mais castigadas.

O Stoxx 600, "benchmark" europeu, cedeu 0,70%, para os 405,74 pontos.

A bolsa de Milão liderou as quedas, ao recuar 1,36%, seguida do alemão DAX30 e do IBEX35, com perdas de 1,11% e 1,10%, respetivamente.

Amesterdão, Londres e Paris também perderam mais de 0,8%, enquanto Lisboa foi a praça menos penalizada ao ceder 0,52%.

Entre as maiores quedas no Stoxx 600 surgem empresas ligadas a metais, como a siderúrgica austríaca Voestalpine, que perdeu mais de 13%, a Arcelor-Mittal e a Umicore, que recuaram mais de 8%.

22.06.2022

Petróleo em queda em clima de receio de recessão

Os preços do petróleo seguem a perder esta quarta-feira. No mercado londrino, o barril de Brent recua 3,87%, para 111,21 dólares, e o West Texas Intermediate (WTI) 4,44%, para 104,66 dólares.

O dia foi marcado por perdas acentuadas, com quedas que ultrapassaram os 7,5% no mercado de Nova Iorque e os 6,5% em Londres. Foi a segunda vez em menos de uma semana que o petróleo caíu mais de 6%, num contexto de crescentes preocupações com uma possível recessão global.

Nos Estados Unidos, os investidores mostram-se preocupados com o impacto da subida das taxas de juro, com o presidente da Reserva Federal norte-americana (Fed), Jerome Powell, a alertar, perante o Senado, para os perigos de uma recessão.

O crude continua a cair, com o compromisso da Fed em controlar a inflação a "abalar a confiança dos investidores, que usam o petróleo como um escudo para a inflação", de acordo com Rebecca Babin, uma 'trader' da CIBC Private Wealth Management, citada pela Bloomberg. "A liquidez do mercado é contestada à medida que a volatilidade também se tem feito sentir sobre os investidores, deixando o petróleo sujeito a grandes oscilações", acrescenta.

22.06.2022

Wall Street arranca no vermelho. S&P 500 prestes a fechar pior semestre desde a presidência de Nixon

As acções americanas também tiveram comportamento negativo com o republicano Richard Nixon. Entre 1969 e Agosto de 1974, o índice de referência teve uma queda anualizada de -1,52%, segundo a Schroders.

Wall Street arrancou em terreno negativo, momentos antes do presidente da Reserva Federal norte-americana (Fed), Jerome Powell, intervir no senado dos EUA, uma altura em que os investidores temem o advento de uma recessão, na sequência do endurecimento da política monetária.

 

O industrial Dow Jones cede 1,07% para 30.206,45 pontos, enquanto o S&P 500 cai 0,92% para 3.731,15 pontos. Segundo as contas da Bloomberg, o "benchmark" mundial por excelência está a caminho de encerrar o pior semestre, desde a presidência de Richard Nixon (1969-1974). Desde o início do ano, o índice de referência já caiu 21%.

 

Já o tecnológico Nasdaq Composite derrapa 0,69% para 10.996,18 pontos.

 

O Citigroup acredita que existe 50% de probabilidade da economia global poder atravessar uma recessão, à medida que os bancos centrais endurecem a política monetária para fazer frente à inflação e que a procura diminui.

 

Esta quarta-feira, os investidores vão estar por isso atentos à intervenção de Powell no Senado norte-americano.

O líder do banco central será questionado sobre a postura mais agressiva que adotou para travar a inflação e o impacto desta estratégia na economia. Depois do Senado, o presidente da Fed irá estar presente no Congresso para responder às perguntas dos representantes sobre a condução da política monetária "falcão".

 

22.06.2022

Rublo renova máximos de sete anos face ao dólar e ao euro

O rublo renovou esta quarta-feira máximos de sete anos contra o dólar e contra o euro, estando cada moeda única a valer 55,36 rublos – renovando máximos de maio de 2015 - e cada "nota verde" 53,60 rublos – como não era visto desde junho de 2015.

A moeda russa conseguiu este ano o título de moeda com o melhor desempenho do mundo, impulsionada pelos lucros das empresas russas, justificados pela exportação de matérias-primas, a queda das importações e uma série de medidas de controlo de capital.

 

Para os próximos tempos, os analistas estão confiantes, já que a estes fatores soma-se o facto de na próxima semana ser o período em que as empresas irão pagar os seus impostos e, portanto, em que as empresas exportadoras serão obrigadas a converter euros e dólares em rublos. 

 

"Fatores como uma forte balança comercial e o período fiscal estão atualmente a favorecer o rublo", defende a Otkritie Research, numa nota citada pela Reuters. "Ou seja, não há razões para que o rublo possa enfraquecer", remata.

22.06.2022

Angústia sobre possível recessão invade Europa. Principais praças perdem mais de 1%

Um mar vermelho invadiu a Europa no arranque de sessão desta quarta-feira, com as principais praças europeias a desvalorizarem mais de 1%, interrompendo assim um ciclo de três dias de recuperação.

 

O Stoxx 600, "benchmark" europeu por excelência, segue a perder 1,53% para 402,31 pontos. Dos vinte setores que compõe o índice nenhum negoceia no verde. Mineração e "oil & gás" comandam as perdas, numa altura em que o petróleo tomba mais de 3% no mercado internacional.

 

Nas restantes praças europeias, Frankfurt lidera a onda vermelha, estando a desvalorizar 1,99%, seguida de Milão (-1,90%) e Amesterdão (-1,74%). Paris derrapa 1,71%, Lisboa desvaloriza 1,58% e Londres cai 1,28%.

 

Para os analistas, esta interrupção da recuperação das ações europeias, motivada sobretudo pelos "dip buyers", investidores que apostam em ações com avaliações mais baratas, pode ser explicada pela angústia em torno do advento de uma recessão. "Parece que os mercados não conseguem simplesmente livrar-se do medo sobre a imposição de uma política monetária "falcão" e dos nervos sobre a possibilidade de uma recessão", defendeu Jeffrey Halley, analista da Oanda Corp, em declarações à Bloomberg.

Este sentimento foi agravado pela divulgação dos dados da inflação no Reino Unido que dão conta de que a taxa voltou a renovar máximos de  40 anos em maio, atingindo os 9,1%.

Já Esty Dwek, diretor de investimentos do Flowbank, antecipa mesmo, citado pela agência norte-americana, que os mercados nos próximos dias "vão permanecer voláteis, reagindo às notícias, sobretudo nestes dias de declarações da Reserva Federal norte-americana (Fed)".

 

O presidente da Reserva Federal dos EUA, Jerome Powell, vai ao Senado norte-americano esta quarta-feira e ao Congresso no dia seguinte. O líder do banco central será questionado sobre a postura mais agressiva que adotou para travar a inflação e o impacto desta estratégia na economia.

 

Esta intervenção surge numa altura em que o mercado de ações começa a incorporar nos preços dos títulos a possibilidade de uma recessão, ainda que leve, de acordo com o estratega do Barclays, Emmanuel Cau, citado pela Bloomberg.

22.06.2022

Ouro perde o brilho antes das declarações de Powell no senado. Dólar ganha força

O banco central, liderado por Jerome Powell, deverá subir a sua taxa diretora pela primeira vez na reunião de março.

O ouro segue a desvalorizar, enquanto os investidores esperam pelas declarações do presidente da Reserva Federal norte-americana (Fed), Jerome Powell (na foto), no senado dos EUA, à procura de pistas sobre o futuro da política monetária "falcão" levada a cabo pelo banco central.

 

O metal amarelo cai 0,43% para 1.825,02 dólares a onça. Prata, paládio e platina seguem esta tendência negativa.

 

"O ouro caiu hoje, antecipando de que Powell pode reiterar a necessidade um aperto monetário ainda mais rápido para controlar a inflação", defendeu Madhavi Mehta, analista Kotak Securities, citado pela Bloomberg.

 

Numa altura em que todos os olhos estão postos nos bancos centrais, o presidente da Reserva Federal dos EUA, Jerome Powell, vai ao Senado norte-americano esta quarta-feira e ao Congresso no dia seguinte. O líder do banco central será questionado sobre a postura mais agressiva que adotou para travar a inflação e o impacto desta estratégia na economia.

 

No mercado cambial, o índice do dólar da Bloomberg – que compara o "green cash" com dez divisas rivais – soma 0,43% para 104,774 pontos, numa altura em que os economistas ouvidos pela Reuters apontam para que a Fed volte a subir a taxa de fundos federais em 75 pontos base em julho, para depois efetuar mais um aumento de 50 pontos base em setembro.

A pesquisa indica que depois não deve haver mais mexidas na taxa de juro diretora até novembro.

 

Por sua vez, o iene continua a renovar mínimos de 24 anos, com cada dólar a valer 136,56 ienes. Por seu lado, o euro desvaloriza 0,35% face à força do dólar para 1,0496 dólares.

22.06.2022

Petróleo recua mais de 3%

O petróleo negociado tanto em Londres como em Nova Iorque tomba mais de 3%, numa altura em que os investidores receiam que a economia mundial possa estar a entrar em recessão.

O mercado está ainda a digerir a propostado presidente dos EUA, Joe Biden, para reduzir a carga fiscal sobre a gasolina, de forma a amortecer o galope dos preços do derivado no bolso dos consumidores.

 

O West Texas Intermediate – referência para as importações norte-americanas - mergulha 3,73% para 105,43 dólares por barril. Já o Brent do Mar do Norte, negociado em Londres, afunda 3,40% para 110,75 dólares por barril.

 

Joe Biden vai propor uma redução dos impostos sobre a gasolina, avança a Bloomberg. A medida deve ser apresentada esta quinta-feira depois do encontro da secretária da Energia, Jennifer Granholm, com as refinarias no país.

 

Apesar desta queda, os analistas continuam otimistas, como é o caso de Warren Patterson. "O mercado ainda permanece construtivo", defende o responsável pelo departamento de estratégia para as "commodities" do ING, citado pela Bloomberg. O especialista antecipa, por isso, a continuação de um aperto na oferta para o resto do ano.

 

 

22.06.2022

Europa aponta para arranque da sessão a vermelho. Ásia fecha mista

Os futuros negociados sobre o "benchmark" apontam para que a Europa arranque a sessão em terreno negativo, refletindo as preocupações dos investidores sobre o impacto da inflação e da política monetária restritiva dos bancos centrais na economia.

 

O Euro Stoxx 50 cai 1,2%, depois de na última sessão o índice de referência europeu ter encerrado a sessão no verde, sinalizando um movimento de recuperação face ao tombo de sexta-feira.

 

Na Ásia, a sessão encerrou de forma mista. Na China, por Hong Kong, o tecnológico Hang Seg desvalorizou 1,2% e Xangai caiu 0,3%.  No Japão, o Nikkei derrapou 0,24% enquanto o Topix cresceu 0,1%. Na Coreia do Sul, o Kospi desvalorizou 2%.

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