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Ao minuto16.02.2021

Europa à "tona" com investidores de olho na pandemia. Ações globais com maior ciclo de ganhos em 17 anos

Acompanhe aqui os mercados ao minuto.

EPA
David Santiago dsantiago@negocios.pt 16 de Fevereiro de 2021 às 17:29
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16.02.2021

Apetite pelo risco aumenta juros na Europa

Tal como ontem, a dívida soberana dos países do euro está a revelar menos atratividade aos olhos dos investidores, que estão voltados para os ativos de maior risco, como as ações, devido à expectativa de um relançamento económico mundial decorrente dos programas de vacinação contra o coronavírus.

 

Assim, as obrigações seguem em queda e, consequentemente, os juros estão em alta.

 

Os juros da dívida portuguesa a 10 anos agravam-se em 3,7 pontos base para 0,182%, e em Itália, na mesma maturidade, avançam 4,5 pontos base para 0,570%. Já no Reino Unido, os juros das Gilts sobem 5 pontos base para 0,619%. Em França aumentam 4 pontos base para -0,119%.

 

As "yields" das Bunds alemãs a 10 anos, referência para a Europa, seguem a mesma tendência, a somarem 3,4 pontos base base para -0,350%.

16.02.2021

Dólar ganha tração com otimismo na economia

A nota verde segue a negociar em alta, a recuperar dos mínimos de perto de três semanas que chegou a atingir há algumas horas.

 

A moeda norte-americana está a ganhar força com os comentários otimistas do presidente da Fed de St. Louis, James Bullard, que disse numa entrevista à CNBC que a situação financeira dos EUA é "boa, de um modo geral" e que a inflação deverá subir este ano – aspeto que o banco central terá em consideração.

 

O dólar é considerado um bom ativo-refúgio contra as pressões inflacionistas.

 

Além disso, os bons dados da atividade industrial hoje divulgados ajudaram também o movimento de subida da nota verde.

 

O índice do dólar sobe 0,33% para 90,616 pontos, depois de ter chegado a cair para 90,118 pontos, o nível mais baixo desde 26 de janeiro.

 

Por norma, os planos de gastos adicionais – como acontecerá com os estímulos propostos pela Administração Biden – levam os investidores a recearem um aumento da inflação e um consequente efeito negativo sobre o dólar numa economia ainda débil, mas a moeda tem estado também a ser sustentada pela subida dos juros da dívida.

 

A menor aposta na dívida continua a fazer subir a "yield" das obrigações soberanas dos Estados Unidos, com os juros na maturidade a 10 anos a ultrapassarem hoje os 1,27%, superando o nível-chave de 1,25% registado em março do ano passado.

16.02.2021

Ouro recua com subida dos juros da dívida e platina também cede

O metal amarelo está de novo a negociar no vermelho, com os programas de vacinação contra a covid-19 e a expectativa de retoma económica a reduzirem a procura por ativos-refúgio.

 

O ouro a pronto (spot) perde 0,49% para 1.809,66 dólares por onça no mercado londrino. Isto depois de já ter estado a caiur 0,7% para 1.805,88 dólares, o valor mais baixo desde 4 de fevereiro.

 

No mercado nova-iorquino (Comex), os futuros do ouro cedem 072%, para 1.808,50 dólares por onça.

 

"O ouro está a deixar de ser visto como um ativo de cobertura contra a inflação, como aconteceu durante quase todo o ano de 2000, para voltar a ser [‘simplesmente’] um ativo-refúgio", comentou à Reuters o estratega de commodities da TD Securities, Daniel Ghali.

 

"Apesar da fraqueza do dólar, o ouro está a mostrar pouca força e continua numa dança lenta à volta dos 1.820 dólares/onça. Esta falta de energia na recuperação deve-se ao cenário permanente de risk-on que domina as bolsas", explica por seu lado Carlos Alberto de Casa, analista chefe da ActivTrades, na sua análise diária.

 

Como resultado, "o preço não conseguiu recuperar e atacar a primeira resistência significativa nos 1.845-1.850 dólares. Mas só teremos um sinal de baixa com uma queda abaixo da zona de suporte dos 1.790 dólares, que é o mínimo atingida no início deste mês", acrescenta.

 

As vacinas contra o coronavírus e a expectativa de mais estímulos económicos nos EUA e de uma retoma global retiraram alguma incerteza aos mercados, com os investidores a revelarem um maior apetite pelo risco e a preferirem as ações em vez de tradicionais valores-refúgio (como o ouro, dólar e obrigações soberanas).

 

A menor aposta na dívida continua a fazer subir a "yield" das obrigações soberanas dos Estados Unidos, com os juros na maturidade a 10 anos a ultrapassarem hoje os 1,27%, superando o nível-chave de 1,25% registado em março do ano passado.

 

Ainda nos metais preciosos, também a platina está hoje a ceder terreno, depois de ter já estado a negociar em máximos de seis anos e meio.

 

A platina está assim a aliviar do forte rally das últimas sessões, após ter tocado ainda hoje no valor mais alto de setembro de 2014, nos 1.281,80 dólares por onça.

 

Segundo Daniel Ghali, esta queda da platina atribui-se à tomada de mais-valias depois das fortes subidas alimentadas pela especulação em torno do potencial aumento da procura por este metal precioso devido às tecnologias mais verdes.

 

A platina, que é usada nos conversores catalíticos dos carros para limitar as emissões de gases de escape, já valorizou mais de 20% este ano devido à expectativa de que uma potencial retoma no mercado automóvel e a maior consciencialização para energias mais limpas irão aumentar a procura pelo metal.

16.02.2021

Europa na linha de água atenta ao desenvolvimento da pandemia

O índice Stoxx 600, que serve de referência para a Europa, terminou o dia praticamente inalterado, num dia em que os investidores passaram a olhar para setores mais ciclicos, e menos para os setores mais defensivos, graças ao otimismo em torno do aligeirar de restrições à circulação na região.

O índice ganhou 0,1% no fecho desta terça-feira, com os setores das empresas de extração de minério e dos bancos a ganharem mais de 1%, enquanto que as ações das "utilities" e das operadores de telecomunicação caíram.

O setor de energia ganhou um impulso com a disrupção de energia no estado do Texas, nos Estados Unidos, devido ao mau tempo.

Hoje, o setor relacionado com o turismo foi também um dos vencedores do dia, com a diminuição das taxas de contágio e os planos de vacinação contra a covid a animarem os investidores. 



16.02.2021

Mau tempo nos EUA impulsiona petróleo norte-americano

Os preços do crude em níveis inviáveis para o custo do “fracking”, os cortes de “rating”, o elevado endividamento e o crescimento das energias mais limpas pressionaram o setor do petróleo de xisto.

O petróleo segue a ganhar terreno no mercado nova-iorquino, impulsionado pelo facto de o tempo frio nos Estados Unidos ter levado à suspensão das operações nos poços e refinarias do Texas. 

Mas não só no Texas. Os nevões que assolam outros importantes estados produtores de crude nos EUA, como o Novo México e Oklahoma, já levaram a um corte de mais de dois milhões de barris por dia na produção, segundo as estimativas do setor.

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em março avança 0,50% para 59,77 dólares por barril.

 

Já o contrato de março do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, cede 0,38% para 63,06 dólares.

 

Apesar de o Brent estar a corrigir, depois de quatro semanas consecutivas de valorização, continua em patamares que não se viam há 13 meses.

 

A contribuir para este movimento de subida que se tem vindo a observar no mercado petrolífero estão os programas de vacinação contra a covid-19 que se multiplicam um pouco por todo o mundo, renovando a expectativa de uma retoma da procura por combustível à medida que forem sendo levantadas as restrições dos confinamentos decorrentes da pandemia.

 

A sustentar o "ouro negro" estão também os cortes da oferta por parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (OPEP+), que desta vez têm estado a ser cumpridos.

 

Além disso, cresce a expectativas de novos estímulos à economia dos EUA, no âmbito de um pacote de 1,9 biliões de dólares de ajudas pandémicas proposto pela Administração Biden, o que deverá fazer aumentar a procura por esta matéria-prima.

16.02.2021

Wall Street regressa em alta à negociação

Depois do interregno na negociação em Wall Street nesta segunda-feira devido à comemoração de um feriado nacional nos Estados Unidos, as principais praças norte-americanas abriram a sessão desta terça-feira a negociar em alta.

O Dow Jones sobe 0,36% para 31.577,45 pontos, o Nasdaq avança 0,48% para 14.163,78 pontos e o S&P500 soma 0,27% para 3.946,62 pontos.

Estas subidas acontecem numa altura em que cresce o otimismo dos investidores quanto a uma retoma económica mais rápida e robusta graças à vacinação que está a ser levada a cabo nos países mais desenvolvidos.

Esta convicção está a levar os investidores a reduzirem o apetite por ativos mais seguros como obrigações soberanas e a apostarem no mais volátil mercado acionista.

A Reuters escreve que a perspetiva de recuperação e de adoção, nos EUA, de um novo pacote de estímulos económicos contribuem decisivamente para os fortes ganhos registados em Wall Street.

O setor financeiro norte-americano segue em alta depois de as obrigações soberanas a 10 anos dos EUA terem hoje atingido o valor mais alto desde março do ano passado.

Também as principais petrolíferas americanas registam ganhos expressivos depois de o West Texas Intermediate (WTI) ter renovado máximos de 13 meses devido ao impacto do frio ártico que atinge o território americano e que provocou o encerramento temporário de algumas das maiores refinarias do país.

O otimismo também sentido nas bolsas europeias e já hoje registado nas principais praças asiáticas assume uma dimensão global e permite ao índice MSCI (o índice de referência para as economias desenvolvidas e emergentes) atingiu esta terça-feira um máximo de sempre e se fechar a sessão de hoje com saldo positivo irá elevar para 12 o número de dias consecutivos a acumular valor, o que a confirmar-se será a mais longa série de ganhos desde janeiro de 2004.

16.02.2021

Ações mundiais com maior ciclo de ganhos em 17 anos

O otimismo com a recuperação da economia global em 2021 está a gerar uma onda de ganhos nas ações mundiais como não se via há mais de uma década. O índice MSCI que agrupa ações dos mercados desenvolvidos e emergentes está hoje a subir pela 12.ª sessão consecutiva, o que de acordo com a Bloomberg representa o ciclo de ganhos mais prolongado dos últimos 17 anos.

 

Este momento positivo nos mercados está sobretudo relacionado com as expetativas mais favoráveis para a recuperação da economia global depois da recessão profunda de 2020 devido à pandemia. Com os planos de vacinação a avançarem agora a bom ritmo e o número de infeções por covid-19 a baixar, é de esperar alívios nas restrições que marcaram o arranque de ano na Europa e outras regiões.

 

Além disso, os novos planos de estímulos em vários pontos do globo estão prestes a chegar ao terreno, levando os investidores a reforçar a aposta no efeito da reflação (período de crescimento económico e subida da inflação).

 

São sobretudo as cotadas cíclicas e mais expostas ao andamento da economia que estão a tirar partido deste movimento, mas a tendência de valorização é generalizada a quase todos os setores. E não só às ações, com as matérias-primas também em forte alta.

 

Nas bolsas europeias o dia está a ser de ganhos modestos, mas em Wall Street os índices devem atingir novos recordes depois de ontem terem estado encerrados. No mercado asiático destaca-se o Japão, onde o Nikkei superou pela primeira vez a barreira dos 30.000 pontos e já ganha mais de 10% este ano.

 

"A continuação dos estímulos monetários e o impulso dos apoios orçamentais mantêm a atratividade dos ativos de risco", diz à Bloomberg Seema Shah, chief strategist da Principal Global Investors.

16.02.2021

Bolsas sobem pelo quarto dia

As bolsas europeias estão a valorizar pela quarta sessão consecutiva, impulsionadas pelo crescente otimismo dos investidores com as perspetivas para a recuperação global.

O mercado está mais confiante que os programas de vacinação em curso, juntamente com os estímulos monetários e orçamentais deverão propiciar o fim da pandemia da covid-19 e uma recuperação sólida da economia global.

O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, avança 0,17% para 420,16 pontos, impulsionado sobretudo pelo setor do petróleo e gás e pelas matérias-primas. Isto numa altura em que metais como o sobre e a platina seguem em máximos de mais de seis e oito anos, respetivamente, apoiados na melhoria das estimativas para a recuperação da indústria, e consequentemente para a procura destas matérias-primas.

Por cá, o PSI-20 valoriza 1,59% para 4.890,99 pontos, impulsionado principalmente pelos ganhos de mais de 2% da Galp Energia e da EDP Renováveis.

16.02.2021

Dólar perde terreno face às congéneres mundiais

Com os investidores mais confiantes na recuperação económica, o sentimento de risco é predominante nos mercados, pelo que os ativos de refúgio, como o dólar dos Estados Unidos perdem atratividade.

Neste sentido, o índice que mede o desempenho do dólar face às principais congéneres europeias está a descer 0,24%, enquanto a moeda única europeia sobe 0,19% para 1,2151 dólares.

16.02.2021

Juros em queda ligeira na Zona Euro

À semelhança das ações, também as obrigações soberanas dos países do euro estão em alta esta terça-feira e, consequentemente, os juros em queda. Em Portugal, os juros associados às obrigações a dez anos deslizam 0,3 pontos para 0,142%, enquanto em Espanha, no mesmo prazo, a descida é de 0,3 pontos para 0,253%.

Na Alemanha, a referência para o bloco, os juros das obrigações soberanas a dez anos recuam 0,9 pontos para -0,393%.

16.02.2021

Cobre e platina em máximos com melhoria das perspetivas económicas

O cobre e a platina estão a negociar em máximos de mais de oito e seis anos, respetivamente, a beneficiar do otimismo em torno da recuperação da economia global.

O cobre sobe 0,5% para 8.437 dólares por tonelada métrica - o valor mais alto desde 2012 – acompanhando a valorização das ações globais com os investidores a apostarem que a distribuição das vacinas e as medidas de estímulo, incluindo gastos em iniciativas verdes, aumentarão a procura.

Já a platina avança 2,6% para 1.339,73 dólares por onça, um máximo de 2014, elevando para 23% os ganhos deste ano, superiores ao do paládio, ouro e prata.

O BHP Group, a maior empresa de mineração do mundo, aumentou as suas perspetivas para a economia global esta terça-feira, dizendo que a vacinação nas principais economias eliminou uma quantidade significativa de riscos negativos.

O uso de platina em catalisadores para veículos automóveis deve aumentar este ano, impulsionado por cargas mais pesadas em veículos pesados chineses, disse Johnson Matthey num relatório na semana passada. A oferta está apertada e o metal está a beneficiar do otimismo económico devido ao seu caráter altamente industrial, de acordo com o Commerzbank.


16.02.2021

Impacto do clima nos EUA mantém crude em máximos de 13 meses

O frio ártico que se faz sentir nos Estados Unidos, e em particular no estado do Texas, mantém esta terça-feira o preço do petróleo em torno das cotações mais elevadas em 13 meses.

Em Londres, o Brent do Mar do Norte, que é usado como valor de referência para as importações nacionais, sobe 0,24% para 63,54 dólares por barril, estando assim no limiar de superar o máximos de janeiro de 2020 ontem registado.

Já o West Texas Intermediate (WTI), que é transacionado em Nova Iorque, sobe 1,03% para 60,08 dólares, estando assim em máximos do início de janeiro do ano passado.

As condições climatéricas nos EUA estão assim novamente a impulsionar o preço do chamado ouro negro. O frio gélido obrigou já ao encerramento de algumas das maiores refinarias norte-americanas, o que se repercute na redução da capacidade produtiva americana e numa diminuição da oferta global prevista para a matéria-prima.

O frio ártico retirou já cerca de 1,7 milhões de barris por dia à capacidade habitual de produção dos EUA.

16.02.2021

Futuros voltam a subir na Europa e nos EUA

Os futuros acionistas voltam a negociar em alta esta terça-feira, dando continuidade aos ganhos registados na segunda-feira e novamente apoiados pela perspetiva de que os processos de vacinação em curso permitirão uma retoma económica mais célere.

Os futuros do Stoxx 50 sobem 0,1% e os do S&P 500 ganham 0,6%, sendo que, na Ásia, o índice nipónico Topix apreciou 0,6% e o Hang Seng de Hong Kong cresceu 2%.

Apesar do sentimento ser positivo neste início de manhã na Europa, os ganhos observados na negociação bolsista moderaram-se depois de um relatório indicar que a China está a considerar limitar a exportação de minerais raros para a indústria de Defesa dos Estados Unidos.

Destaque ainda nos mercados internacionais para o preço do petróleo, que está novamente a subir numa altura em que se agrava a crise energética nos Estados Unidos devido ao frio ártico que se faz sentir, em especial no estado do Texas onde está posta em causa a capacidade produtiva. O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, continua em torno de máximos de 13 meses.

Nota também para o cobre que transaciona esta terça-feira em máximos de 2012.

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