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Europa no vermelho em semana positiva. Ouro recupera

Acompanhe aqui os mercados ao minuto.

O metal amarelo tem brilhado mais do que nunca, numa altura em que os inves    tidores procuram um refúgio para os seus ativos, num contexto de maior risco no plano económico e geopolítico.
Leonhard Foeger/Reuters
David Santiago dsantiago@negocios.pt 28 de Agosto de 2020 às 18:35
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Futuros em alta na Europa e EUA
Os futuros das ações europeias e norte-americanas estão a valorizar esta sexta-feira, com o mercado acionista global a encaminhar-se para a quinta semana consecutiva a acumular ganhos. 

Os futuros do europeu Stoxx50 avançam 0,5% e os futuros do norte-americano S&P500 sobem 0,4%. Também na Ásia predominou o otimismo, com as bolsas de Shanghai (+1,1%) e Hong Kong (+0,7%) em alta.

Já as bolsas japonesas fecharam no vermelho numa altura em que foi já confirmada a demissão do primeiro-ministro japonês Shinzo Abe, o líder de um governo nipónico a permanecer mais tempo em funções.

A contribuir para as subidas dos futuros no velho continente e nos EUA está a evolução menos desfavorável da economia norte-americana do que o previsto. O PIB americano encolheu 31,7% no segundo trimestre deste ano comparativamente com igual período do ano passado, um resultado melhor do que a primeira leitura do Departamento do Comércio que apontavam para uma quebra de 32,9%. 

Bolsas europeias invertem para o vermelho a aliviar de ganhos recentes

Depois da abertura da sessão desta sexta-feira ter sido pontuada por subidas generalizadas das principais praças europeias, poucos minutos depois inverteram para terreno negativo.

Assim, o índice de referência europeu Stoxx600 segue agora a recuar 0,10% para 370,35 pontos no segundo dia consecutivo no vermelho. As quedas dos setores tecnológico e do retalho são as que mais penalizam na Europa, sobrepondo-se assim às subidas da banca e do setor imobiliário.

O setor tecnológico corrige face à tendência de valorização dos últimos dias que, no início desta semana, lhe permitiram escalar para o valor mais alto desde maio de 2001.

Em Lisboa, também o PSI-20 inverteu para seguir nesta altura a perder 0,37% para 4.355,11 pontos, o que coloca o principal índice nacional na cotação mais baixa da última semana. A contribuir decisivamente para a inversão para o vermelho está a Mota-Engil que depois de arrancar a sessão no verde está a cair 4,70% para 1,826 euros, corrigindo assim relativamente á valorização superior a 32% ontem registada.

A segunda descida consecutiva segue-se a um ciclo de subidas do mercado acionista ao nível mundial e que ficou sobretudo a dever-se à expectativa de que a Reserva Federal dos Estados Unidos anunciasse a adoção de políticas monetárias mais expansionistas. Essa toada teve continuidade no discurso que Jerome Powell fez na conferência de Jackson Hole ao abrir via a um período mais longo de juros próximos de zero.

Dólar cai pelo quarto dia apesar de Powell

A moeda norte-americana está a perder valor nos mercados cambiais, estando em queda pela quarta sessão consecutiva contra um cabaz composto pelas principais divisas mundiais.

Esta desvalorização acontece apesar de ontem o dólar ter chegado a reagir positivamente ao discurso feito por Jerome Powell, com o líder da Fed a admitir que as taxas de juro diretoras poderão subir se a Reserva Federal não atingir os objetivos definidos para a inflação.

Já o euro aprecia 0,57% para 1,1889 dólares na primeira valorização contra a divisa norte-americana em três sessões.

Petróleo cai com furacão Laura a perder força

O preço do petróleo volta a estar em queda nos mercados internacionais. O Brent do Mar do Norte, transacionado em Londres e usado como referência para as importações nacionais, recua 0,44% para 44,89 dólares por barril naquela que é a terceira desvalorização consecutiva.


Já em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) perde 0,49% para 42,83 dólares no segundo dia seguido em queda.


Apesar de o furacão Laura ter sido dos mais fortes a atingir o estado do Luisiana, o evento climatérico perdeu força e configura agora menor risco para as plataformas de exploração e refinaria de crude dos Estados Unidos.


Isso faz com que a capacidade de oferta da matéria-prima por parte dos EUA não seja tão negativamente atingida quanto chegou a ser estimado, pelo que o ouro negro segue novamente a recuar.

Ouro sobe com maior flexibilidade da Fed sobre inflação

O valor do metal precioso está a apreciar 1,02% para 1.949,18 dólares por onça numa altura em que os investidores tentam aferir o impacto da mudança ontem anunciada por Jerome Powell relativamente à política monetária do banco central dos Estados Unidos.

O presidente da Reserva Federal revelou que a Fed será mais flexível no que diz respeito à prossecução de uma taxa de inflação de 2%, admitindo que essa meta possa ser superada, ainda que apenas por períodos limitados de tempo.

 

Juros dos periféricos da Zona Euro renovam máximos de julho

As taxas de juro estão outra vez a agravar-se na área do euro, com as "yields" dos países periféricos da área da moeda única a renovaram máximos de julho.


A "yield" correspondente às obrigações soberanas de Portugal com maturidade a 10 anos avança 1,9 pontos base para 0,416%, estando assim em máximos de 15 de julho.


Também as taxas de juro referentes aos títulos da Espanha e da Itália com prazo a 10 anos sobem respetivamente 1,5 e 3 pontos base para 0,397% (máximo de 17 de julho) e 1,048% (máximos de 22 de julho).


Nota ainda para a quinta sessão seguida de agravamento do custo de financiamento da Alemanha no mercado secundário de dívida. A "yield" associada às obrigações germânicas (bunds) a 10 anos avança 2,1 pontos base para -0,388%, um máximo de 11 de junho.

Novo caminho da Fed deixa Wall Street seguir no verde

A bolsa de Nova Iorque abriu em alta, animada ainda pela política anunciada pela Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed) esta quinta-feira.

A Reserva Federal dos EUA adiantou que irá colocar de lado a prática que segue há mais de três décadas, aponta a agência Dow Jones, de subir as taxas de juro de forma preventiva para evitar um disparo da inflação. Ou seja, as taxas de juro devem manter-se em níveis historicamente baixos por mais tempo.

Neste contexto, o generalista S&P500 avança 0,16% para os 3.490,02 pontos, o industrial Dow Jones sobe 0,17% para os 28.538,43 pontos e o tecnológico Nasdaq ascende 0,52% para os 11,685.81 pontos.

No mundo empresarial, no dia em que foi noticiado que as propostas para a compra da TikTok já foram avançadas, e que o negócio deverá ficar fechado dentro de uma semana, as empresas que até agora se sabe que estão interessadas na compra seguem a valorizar. A Walmart aprecia 1,50% para os 138,70 dólares, a Microsoft avança 1,48% para os 229,94 dólares e a Oracle sobe 0,70% para os 57,58 dólares.

Euro e libra terminam dia em alta face ao dólar na melhor semana do mês
Euro e libra terminam dia em alta face ao dólar na melhor semana do mês
As duas moedas mais importantes da Europa terminaram o dia, novamente, a valorizar face ao rival norte-americano dólar, encaminhando-se para a melhor semana desde o final de julho.

Hoje, o euro ganhou 0,65% para os 1,1899 dólares, enquanto que a libra avançou 1,01% para os 1,3334 dólares, dando assim continuidade ao "rally" face ao enfraquecido dólar.

Na semana, o euro acumula um ganho de cerca de 0,9%. Já a libra ganha quase 2% frente ao dólar, nesta semana. Em ambos os casos, estas são as valorizações mais expressivas nas últimas quatro semanas. 
Ouro interrompe ciclo de quedas semanais com ganho superior a 1%
O ouro voltou a valorizar esta semana, depois de duas semanas consecutivas a perder valor, voltando a aproximar-se dos máximos históricos acima dos 2.000 dólares.

O metal precioso ganha 1,73% para os 1.962,79 dólares por onça na sessão de hoje e consuma uma valorização de 1,14% na semana.

Este ativo voltou a beneficiar com o dólar mais fraco e com as alterações no mandato da Reserva Federal dos Estados Unidos, que conta agora em prolongar este ambiente de taxas de juro em mínimos por mais tempo.

Tempestade Laura deu força aos preços do petróleo que valorizam na semana
Tempestade Laura deu força aos preços do petróleo que valorizam na semana
Os preços do petróleo estão a recuar na sessão desta sexta-feira, mas encaminham-se para um ganho superior a 1% numa semana marcada pelos estragos causados pela tempestade Laura na costa do Golfo dos Estados Unidos. 

A produção de petróleo sofreu uma queda, como consequência do rastilho deixado pela tempestade tropical, levando a um aumento de preços tanto no crude dos Estados Unidos, como no Brent.

Hoje, o Brent - que serve de referência para Portugal - desvaloriza 0,24% para os 44,98 dólares por barril, mas ganha 1,42% na semana.

O WTI (West Texas Intermediate), dos Estados Unidos, cai 0,42% para os 42,85 dólares por barril. Contudo, acumula um ganho de 1,18% nesta semana. 
Europa com maior subida mensal desde abril no horizonte

As bolsas europeias terminaram a semana alinhadas no vermelho, apesar do entusiasmo que a Fed levantou do outro lado do oceano.
 

O índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias desceu 0,52% para os 368,80 pontos esta sexta-feira, contabilizando três sessões no vermelho desde segunda-feira. Ainda assim, este índice acabou por terminar os últimos cinco dias com um balanço positivo de 1,02%.

 

Por outro lado, olhando ao saldo do mês de agosto, que termina na próxima segunda-feira, o acumulado é para já positivo em 1,04%, colocando agosto na calha para ser o melhor mês do Stoxx600 desde abril.

 

Este desempenho contrasta com o de Wall Street, onde os principais índices seguem a somar no rescaldo das novidades trazidas pelo presidente da Fed, Jerome Powell, esta quinta-feira. O banco central norte-americano decidiu abandonar a política regular de aumentar as taxas de juro de forma a controlar a inflação, mantendo os juros em níveis próximos de zero.

Juros de Itália vão a máximos de um mês, contrariando resto da Europa
Os juros da dívida de Itália a dez anos escalaram 2,4 pontos base para os 1,041%, o que representa um máximo desde o passado dia 21 de julho, alargando o "spread" para os juros germânicos com a mesma maturidade. 

Isto porque hoje, a taxa de referência da Alemanha encolhe 0,2 pontos base para os -0,411%. No entanto, no acumular da semana registaram um ganho de 9,9 pontos base, liderando as subidas na região.

Por cá, os juros portugueses estão a cair 0,5 pontos base para os 0,393% e os de Espanha perdem 0,9 pontos base para os 0,376%. Na semana, ambas as taxas subiram 7 e 8,1 pontos base, respetivamente. 
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