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Ao minuto28.07.2020

Europa em alta de olho na Fed e na temporada de resultados. Ouro continua a subir e petróleo desce

Acompanhe os mercados ao longo da sessão desta terça-feira.

As bolsas registaram uma recuperação acentuada em abril. O índice PSI-20 subiu mais de 5%, o melhor mês em mais de um ano.
Justin Lane/EPA
David Santiago dsantiago@negocios.pt 28 de Julho de 2020 às 17:26
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28.07.2020

Europa em alta de olho na Fed e na temporada de resultados

As principais praças europeias terminaram o dia de hoje em alta, com os investidores atentos à reunião de política monetária da Reserva Federal dos Estados Unidos e à temporada de resultados empresariais que vai a meio. 

Assim, o índice de referência europeus Stoxx 600 ganhou 0,46% para os 367,68 pontos, com os setores do imobiliário e do petróleo a registarem os ganhos mais expressivos.

No primeiro dia de reunião, a Fed anunciou que ia estender os seus programas de apoio às empresas, que incorpora desde  empréstimos às companhias de pequena dimensão até à compra de "junk bonds", de 30 de setembro até ao dia 31 de dezembro deste ano.

Entre hoje e amanhã, o banco central está reunido, mas não se esperam grandes reforços aos estímulos já lançados. Os analistas apontam para que Jerome Powell, líder da instituição, abra antes a porta a novas renovações a partir de setembro e opte por alargar os prazos dos programas, como já está a aocntecer.


Espera-se ainda que amanhã, o Senado norte-americano deverá revelar amanhã o seu plano de 1 bilião de dólares de resposta à crise sanitária, que inclui a extensão dos benefícios de desemprego, um programa de proteção salarial e mais de 100 mil milhões de dólares para seguros de responsabilidade para as escolas. 

A animar os investidores continua a temporada de resultados, com várias empresas a superarem as expectativas. Hoje, o resultado operacional do grupo PSA, que comercializa as marcas Peugeot, Citroën, Opel, Vauxhall e DS, nos primeiros seis meses do ano caiu 81,6%, para 376 milhões de euros. Ainda assim, foi um número em linha com o esperado e fez subir as ações em cerca de 4%.

28.07.2020

Euro trava rally de sete sessões

A moeda única europeia esteve imparável nas últimas sete sessões, ao longo das quais exibiu subidas ininterruptas. Contudo, esta terça-feira, chegou o primeiro dia de quebras: o euro está a cair 0,27% face ao dólar. Desta forma, a divisa do bloco afasta-se também dos máximos de setembro de 2018 que atingiu na sessão anterior.

"O rally rápido levou a que muitas taxas de câmbio sobrevalorizadas, aumentando assim o risco da recolha de mais valias", explicam analistas da Unicredit, citados pela Bloomberg.

28.07.2020

Petróleo cai com perspetiva de negociações duras para estímulos dos EUA

As cotações do "ouro negro" seguem a negociar em baixa nos principais mercados internacionais.

 

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em setembro cede 1,35% para 41,04 dólares por barril.

 

Já o contrato de setembro do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, recua 0,44% para 43,22 dólares.

 

Os preços da matéria-prima estão a ser pressionados pela perspetiva de conversações difíceis nos EUA relativamente a um novo pacote de estímulos à economia.

 

Os republicanos do Senado apresentaram ontem uma proposta para um pacote de apoio à economia no valor de 1 bilião de dólares – que inclui a extensão dos subsídios de desemprego, um programa de proteção salarial e mais de 100 mil milhões de dólares para seguros de responsabilidade para as escolas –, que terá agora de ser negociada com os democratas antes de as novas ajudas ao desemprego (já aprovadas no período da pandemia) expirarem na próxima sexta-feira.

 

As conversações entre republicanos e democratas começam já hoje.

 

A pesar no sentimento dos investidores continuam a estar também os receios em torno do aumento dos casos de covid-19 a nível mundial.

 

 

28.07.2020

Ouro soma há oito sessões com 2.000 dólares na mira

O metal amarelo mantém uma trajetória ascendente há oito sessões consecutivas e segue agora a subir 0,52% para os 1.952,41 dólares por onça, depois de já ter disparado 2,01% para os 1.981,27 dólares durante a sessão. Este valor constituiu um novo máximo de sempre.

O ouro brilha com cada vez mais intensidade numa altura em que os analistas puxam o lustro às respetivas projeções. O Goldman Sachs reviu em alta o preço-alvo do metal amarelo para os próximos 12 meses, de 2.000 dólares para os 2.300. O clima de incerteza em relação à duração e aos efeitos da pandemia, e numa altura em que se suspeita que vão ser necessários mais estímulos, têm contribuído para a escalada ininterrupta do metal.  


28.07.2020

Juros da dívida dos periféricos sobem

As taxas de juro da dívida soberana a 10 anos dos países do sul da Europa, conhecidos como periféricos, subiam esta terça-feira, sendo Grécia a exceção.

Os juros da dívida italiana voltaram a superar a fasquia de 1%, após na véspera terem recuado para mínimos desde 3 de março. Hoje, as taxas de juro avançam 2,4 pontos base, para os 1,009%.

Os investidores continuam a ver menor risco na dívida espanhola face à portuguesa, com a "yield" do país vizinho a subir 1,5 pontos base, para 0,350%, enquanto a dívida de Portugal com maturidade a 10 anos registou um incremento de 1,6 pontos base na taxa de juro, para 0,356%.

A Grécia destoou dos restantes países periféricos e viu os juros baixarem 0,3 pontos base, para 1,059%.

Já as "bunds" alemãs, referência do mercado, mantiveram-se perto do nível de -0,5%, tendo hoje descido 1,9 pontos base, para -0,514%.

28.07.2020

Wall Street escorrega antes de anúncio da Fed

Os três principais índices dos Estados Unidos abriram em queda, numa semana marcada pela temporada de resultados e reunião da Reserva Federal norte-americana.

Por esta altura, o Dow Jones perde 026% para os 26.515,13 pontos e o S&P 500 desvaloriza 0,14% para os 3.234,74 pontos. O tecnológico Nasdaq Composite cai 0,33% para os 10.501,36 pontos.

Os republicanos do Senado anunciaram ontem um pacote de apoio à economia no valor de 1 bilião de dólares, que inclui a extensão dos benefícios de desemprego, um programa de proteção salarial e mais de 100 mil milhões de dólares para seguros de responsabilidade para as escolas. 

Isto passados quatro dias de milhões de norte-americanos terem perdido os subsídios de desemprego. Ainda assim, o pacote anunciado sofreu várias críticas do Partido Democrata, bem como de alguns republicanos.

As esperanças de mais estímulos vindos do governo deram força na sessão de ontem aos três maiores índices de Wall Street, com os investidores a acompanharem também as previsões dos resultados empresariais e os progressos no desenvolvimento de uma vacina anti covid-19.

Hoje, a McDonald's segue a cair mais de 2%, depois de registar uma queda maior do que o esperado nas vendas globais e ter registado um lucro abaixo do esperado, devido ao encerramento dos restaurantes no confinamento. 

Já a Pfizer avança mais de 3%, numa altura em que melhorou a sua previsão para o resto do ano, graças à forte procura por medicamentos.

Cerca de 80% das 130 empresas do S&P 500 que já relataram resultados superaram as previsões de lucro significativamente mais baixas, de acordo com os dados do Refinitiv.

Ainda assim, o foco principal desta semana está nos resultados das gigantes tecnológicas de Wall Street, a Apple, a Amazon.com, a Alphabet.com e o Facebook.

Entre hoje e amanhã, a Reserva Federal dos Estados Unidos está reunida, mas não se esperam grandes alterações aos estímulos já lançados. Os analistas apontam para que Jerome Powell, líder do banco central, abra a porta a novas renovações a partir de setembro.

28.07.2020

Bolsa nacional cai mais de 1% com Nos e Galp a pressionar

O índice PSI-20 agravou as perdas no decorrer desta manhã e desvaloriza agora 1,26% para os 4.396,46 pontos, com a NOS e a Galp a caírem cerca de 4%.

A empresa de telecomunicações está a perder 3,61% para os 3,844 euros por ação, corrigindo assim do disparo dado no final da semana passada, após os resultados acima do esperado. 

Já a Galp desvaloriza 4,12% para os 9,708 euros por ação, o que representa um mínimo desde o dia 15 de maio, um dia depois de a empresa ter divulgado os resultados relativos ao segundo trimestre deste ano e o consequente cancelamento do dividendo interino. 

Lá fora, o sentimento também se inverteu. Se a manhã começou sorridente para a Europa, agora o Stoxx 600 - que reúne as 600 maiores cotadas da região - perde 0,04% para os 366,01 pontos.

28.07.2020

Ouro cai após registar novo máximo histórico

O metal precioso está a recuar depois de ontem ter acumulado a sétima sessão seguida a valorizar.

O metal dourado perde 0,37% para 1.935,32 dólares por onça, contudo no arranque da sessão chegou a valorizar para estabelecer um novo máximo histórico nos 1.981,27 dólares por onça. Antes ainda de começar a negociar, os futuros do ouro tocaram pela primeira vez nos 2 mil dólares por onça.

O ouro está assim a ajustar face aos fortes ganhos dos últimos dias, sendo que esta descida acontece devido à valorização do dólar, que hoje inverteu face à tendência de quedas que levou a divisa a acumular sete dias consecutivos a perder valor.

Nota ainda para a prata, que apesar de estar a cair quase 4% para 23,628 dólares por onça hoje já marcou um novo valor máximo de abril de 2013.

A agência Bloomberg explica que as quedas do ouro e da prata acontecem numa altura em que os investidores tentam perceber se, apesar da incerteza decorrente da pandemia potenciar os ativos considerados mais seguros, estes metais não terão valorizado demasiado rapidamente nos últimos dias.

28.07.2020

Juros agravam-se no bloco do euro

Os juros das dívidas públicas agravam-se nesta terça-feira, um movimento que surge após um longo ciclo de quedas que, na semana passada, colocou os custos de financiamento dos países periféricos da Zona Euro em mínimos de março (pré-pandemia).

A taxa de juro correspondente à dívida de Portugal com prazo a 10 anos sobe 1,6 pontos base para 0,356%, valor ainda ligeiramente acima dos 0,344% exigidos pelos investidores para compararem obrigações espanholas com a mesma maturidade, cuja "yield" avança 1 ponto base.

Já a "yield" associada aos títulos italianos a 10 anos sobe 0,8 pontos base para 0,993%, mantendo-se ainda assim abaixo do patamar dos 1%, enquanto a taxa de juro referente às obrigações alemãs (bunds) com a mesma maturidade cresce ligeiros 0,2 pontos base para -0,493%.

28.07.2020

Bolsas europeias em alta, Lisboa a contrariar

As principais bolsas do velho continente estão a negociar em terreno positivo na sessão desta terça-feira, 28 de julho, com o índice de referência Stoxx600 a somar 0,46% para 367,82 pontos.

Com todos os setores europeus em alta, o imobiliário e o petrolífero registam os ganhos mais expressivos.

O índice alemão DAX lidera as subidas na Europa ao avançar 0,65%, enquanto o lisboeta PSI-20 recua 0,10% para contrariar a tendência europeia de ganhos.

O sentimento nas praças europeias está a ser animado pela expectativa de que o banco central dos Estados Unidos (Fed) mantenha a taxa de juro diretora próxima de zero como forma de apoiar a retoma.

Além de que o Senado norte-americano deverá revelar amanhã o seu plano de 1 bilião de dólares de resposta à crise sanitária.

Também a justificar o otimismo nas bolsas europeias está a subida da Peugeot que soma perto de 4% depois de ter registado resultados em linha com as estimativas.

28.07.2020

Petróleo valoriza pela terceira sessão

O preço do crude está a ser transacionado em alta pelo terceiro dia consecutivo nos mercados internacionais.

O Brent, negociado em Londres e utilizado como referência para as importações nacionais, ganha 0,60% para 43,67 dólares por barril, e o West Texas Intermediate (WTI), transacionado em Nova Iorque, cresce 0,14% para 41.66 dólares.

O petróleo já relativizou os ganhos face ao início da sessão de hoje em que se aproximou de máximos de quatro meses.

A justificar esta menor subida está a convicção dos analistas de que a Reserva Federal mantenha os juros diretores próximos de zero para uma melhor resposta aos efeitos recessivos da crise pandémica.

Por outro lado, cresce também a ideia de que o mercado petrolífero estará a entrar numa fase de excesso de oferta.

Além de o crescimento de novos casos de covid-19 em países como a Alemanha e os Estados Unidos aponte no sentido da redução da procura pelo ouro negro, os países exportadores de petróleo (OPEP) e seus aliados (OPEP+), escreve a Bloomberg, estão a programa aumentar os respetivos níveis de produção já no próximo mês.

28.07.2020

Euro cai pela primeira vez em oito sessões e recua de máximos

A moeda da Zona Euro está a depreciar 0,20% para 1,1728 dólares, estando assim a perder valor contra o dólar pela primeira vez em oito sessões.

O euro recua assim do máximo de 22 meses ontem registado. Em sentido inverso, o dólar segue a valorizar no índice que avalia o desempenho da moeda norte-americana face a um cabaz composto pelas principais divisas mundiais, uma subida que se segue a sete sessões seguidas a desvalorizar.

28.07.2020

BCP e EDP pressionam PSI20

O PSI-20 abriu a cair 0,03% para 4.451,22 pontos, com 10 cotadas em alta, cinco em queda e três sem variação.

O índice português está a ser pressionado pelas desvalorizações das ações do BCP e do Grupo EDP, enquanto a Jerónimo Martins e a Galp Energia travam as perdas.

As ações do BCP caem 0,5% para 10,04 cêntimos no dia em que o banco vai anunciar os resultados do segundo trimestre. O lucro do banco liderado por Miguel Maya vai registar uma subida homóloga de 93% para os 31 milhões de euros, no segundo trimestre deste ano, face aos 15,9 milhões de euros anunciados no mesmo período do ano anterior, de acordo com as estimativas do CaixaBank/BPI.

As ações da EDP contribuem para o desempenho negativo do PSI-20 com uma queda de 0,61% para 4,392 euros, com os direitos de subscrição do aumento de capital a cederem 6,19% para 9,1 cêntimos. As ações continuam "baratas" face aos direitos, com a sua cotação a apontar para o valor teórico do direito de 9,3 cêntimos. As ações da EDP Renováveis descem 0,57% para 13,94 euros.

A travar a queda do índice português estão as ações da Jerónimo Martins (0,45% para 14,435 euros) e da Galp Energia.

28.07.2020

Futuros negoceiam sem rumo definido à espera da Fed

Os futuros negociados em bolsa transacionaram sem tendência definida, sendo que tanto os futuros do Stoxx50 como os do S&P 500 estão praticamente inalterados.

Isto depois de no continente asiático as bolsas terem também encerrado sem rumo. Se o Topix de Tóquio caiu 0,6%, o índice chinês Shanghai Composite ganhou 0,2%.

Esta terça-feira nos mercados está ainda a ser marcada pela recuperação do dólar depois de ter recuado para mínimos de 22 meses. A subida da divisa norte-americana estancou o crescimento do ouro que ontem atingiu novos máximos de sempre.

Nesta fase os investidores aguardam pela decisão que a Reserva Federal vai adotar no final do encontro marcado para esta semana, sendo que os analistas acreditam que o líder da Fed, Jerome Powell, tendo em conta o contexto de reação aos efeitos da crise pandémica dê garantias de que os juros diretores da maior economia mundial vão continuar em níveis próximos de zero durante mais tempo.

Por outro lado, os investidores pesam ainda as mais recentes notícias quanto à evolução da pandemia, isto depois de o crescimento de novos casos em países como a China, Alemanha ou Espanha terem causado renovada apreensão.


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