Mercados num minuto Bazuca de Lagarde afunda juros de Itália mas não impulsiona bolsas. Petróleo recua

Bazuca de Lagarde afunda juros de Itália mas não impulsiona bolsas. Petróleo recua

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Bazuca de Lagarde afunda juros de Itália mas não impulsiona bolsas. Petróleo recua
Reuters
Negócios 04 de junho de 2020 às 18:24

04 de junho de 2020 às 17:29
Enxurrada de estímulos não salva bolsas europeias

As principais bolsas europeias alinharam lado a lado no vermelho, num dia em que os investidores refrearam os ânimos apesar de o Banco Central Europeu ter anunciado mais um pacote de estímulos de centenas de milhares de milhões.

Esta quinta-feira, a instituição liderada por Christine Lagarde anunciou a sua decisão de aumentar o Programa de Compra de Emergência Pandémica (PEPP, na sigla em inglês) em mais 600 mil milhões de euros - para os 1.350 mil milhões.  Isto, apenas um dia após a líder da maior economia europeia, Angela Merkel, ter garantido um pacote de estímulos no valor de 130 mil milhões de euros, destinado a ajudar o país a recuperar da crise gerada pela pandemia de covid-19. 

"Tivemos as ações a fazerem uma recuperação miraculosa desde os mínimos de 23 de março e portanto faz sentido que provavelmente não continuemos a ver o rally ao ritmo que se tem verificado até agora", comenta a Invesco, citada pela Bloomberg.

O agregador das 600 maiores cotadas europeias, o Stoxx600, caiu 0,72% para os 366,26 pontos, quebrando o ciclo de três sessões no verde e afastando-se do pico de 6 de março atingido na última sessão. Londres e Madrid acompanharam com perdas acima dos 0,5%, enquanto Frankfurt, Paris e Lisboa mostraram quedas mais modestas.

04 de junho de 2020 às 17:28
Juros de Itália afundam com reforço do PEPP, mas juros alemães sobem

Os juros da Zona Euro negociaram de forma díspar na sessão de hoje. Se por um lado, a taxa de referência dos países da periferia, como Itália ou Grécia, sofreram avolumadas quedas, os da Alemanha registaram subidas. 

O Banco Central Europeu (BCE) anunciou um aumento do seu Programa de Compra de Emergência Pandémica (PEPP, na sigla em inglês) em 600 mil milhões de euros - acima dos 500 mil milhões esperados - e uma extensão das compras de dívida dos países até junho de 2021. 

Isto beneficia principalmente países como Itália, uma vez que Lagarde voltou a frisar a necessidade de não cumprir a chave de capital destinada a cada banco central nacional acionista do BCE. 

Segundo os valores de compra anunciados pelo banco central, no PEPP houve um desvio das chaves de capital. Itália foi o maior beneficiário desta alteração, com a instituição a comprar mais 4,7% do que o suposto. Por oposição, o BCE comprou menos 6,8% de dívida francesa do que o fixado pela chave de capital.

Hoje, os juros transalpinos caíram 13,3 pontos base para os 1,416%, ainda acima dos juros helénicos que fecharam a cair 12,6 pontos base para os 1,342%. 

Os juros de Portugal a dez anos sofreram uma queda de 4,9 pontos base para os 0,517%.

A exceção foi a Alemanha, que viu a sua taxa de referência subir 3 pontos base para os -0,327%.

04 de junho de 2020 às 17:04
Petróleo em queda à espera de rede da OPEP+
Petróleo em queda à espera de rede da OPEP+

As cotações do "ouro negro" seguem a negociar no vermelho, numa altura em que pairam incertezas sobre a data da reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e seus aliados – o chamado grupo OPEP+.

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em julho segue a recuar 2,09% para 36,51 dólares por barril.

Já o contrato de agosto do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, perde 1,41% para 39,23 dólares. Isto depois de ontem ter chegado a negociar acima dos 40 dólares, em máximos desde 6 de março.

A OPEP+ tinha agendada uma reunião para os dias 9 e 10 de junho, para avaliar o atual nível dos cortes de produção. Por proposta da Argélia, que está com a presidência rotativa da OPEP, esta foi antecipada para 4 de junho, mas o certo é que acabou por não se realizar hoje devido à desconfiança de que há membros, como a Nigéria e o Iraque, que não estão a cumprir as suas quotas de produção.

Ontem falava-se na possibilidade de a reunião ainda poder decorrer esta semana, hipótese que hoje foi novamente avançada pela Reuters. Citando fontes do cartel, a agência noticiosa diz ser possível um encontro ainda esta semana se o Iraque e outros membros "prevaricadores" prometerem reforçar os seus cortes de produção.

Desde 1 de maio que está em vigor um corte de produção de 9,7 milhões de barris por dia (correspondendo a 10% da produção mundial), delineado em abril pela OPEP+ para ser implementado em maio e junho. Há grandes expectativas de que este volume de redução seja prolongado – e ontem chegou mesmo a ser referido um corte maior.

Segundo a Reuters, a OPEP terá proposto um corte adicional de 1,5 milhões de barris por dia, além dos 9,7 milhões já em vigor, mas a Rússia mostrou resistência. Ainda assim, não está posta de lado a possibilidade de manterem os atuais níveis de redução pelo menos por mais um mês ou até ao início de setembro.

O atual volume do corte conjunto de produção foi delineado para os meses de maio e junho. Depois, entre julho e dezembro a redução já seria de apenas 7,7 milhões de barris diários, sendo adicionalmente cortada para 5,8 milhões de barris/dia entre janeiro de 2021 e abril de 2022, de acordo com o plano inicial.

04 de junho de 2020 às 16:53
Euro em máximos de março após bazuca do BCE

O euro terminou pela oitava sessão consecutiva a apreciar face ao dólar, fixando-se num máximo desde 12 de março acima do patamar dos 1,13 dólares. 

Isto depois de Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu (BCE) anunciar a sua decisão de aumentar o 
Programa de Compra de Emergência Pandémica (PEPP, na sigla em inglês) em mais 600 mil milhões de euros - para os 1.350 mil milhões. Até lá, a moeda única da União Europeia estava a perder fôlego para o dólar. 

Assim, o euro ganha 0,74% para os 1,1316 dólares. 

04 de junho de 2020 às 14:37
Wall Street recua apesar de abrandamento nos pedidos de subsídio de desemprego

A bolsa nova-iorquina abriu em queda, numa altura em que a diminuição dos novos pedidos de subsídio de desemprego nos Estados Unidos e os largos estímulos do Banco Central Europeu não são suficientes para prolongar o rally, que procura agora mais argumentos para continuar.

O generalista S&P500 desce 0,37% para os 3.111,36 pontos e o industrial Dow Jones cede 0,26% para os 26.200,58 pontos. O tecnológico Nasdaq, depois de na última sessão ter ultrapassado o valor recorde de fecho, cai agora 0,17% para os 9.666,91 pontos.

Os investidores retraem-se perante a possibilidade de terem "exagerado" o recente otimismo, que se tem apoiado nas notícias de novos estímulos e recuperação económica quando, do outro lado da moeda, se encontram ainda riscos relevantes como as tensões entre os Estados Unidos e China e o estado crítico da economia norte-americana.

Esta quinta-feira, o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos anunciou que os novos pedidos de subsídio de desemprego registados na última semana, que terminou a 30 de maio, totalizaram 1,88 milhões, a primeira vez desde o início da pandemia que estes pedidos descem da marca dos 2 milhões. A média das estimativas dos analistas consultados pela Bloomberg apontava para os 1,83 milhões de pedidos. O número total de americanos a requererem este apoio aumentou para os 21,5 milhões até 23 de maio, quando os analistas esperavam uma redução. 

Paralelamente, esta quinta-feira foi revelado que o comércio de bens e serviços nos Estados Unidos afundou em abril para mínimos de quase uma década.

Na Europa os investidores também não acompanham com ânimo a chegada de estímulos, depois de o banco central ter avançado um pacote de 600 mil milhões de euros de apoios, acima dos 500 mil milhões que eram esperados.

04 de junho de 2020 às 13:32
Decisão do BCE impulsiona euro. Sobe há 8 sessões consecutivas

Depois de Christine Lagarde anunciar a sua decisão de aumentar o Programa de Compra de Emergência Pandémica (PEPP, na sigla em inglês) em mais 600 mil milhões de euros - para os 1.350 mil milhões - o euro reverteu e segue agora a apreciar face ao dólar. 

Assim, a moeda única da Zona Euro disparou 0,33% para os 1,1274 dólares - um máximo desde 12 de março. Contudo, o ganho esmoreceu e está agora a negociar nos 1,1242 dólares. 


04 de junho de 2020 às 13:06
Juros da Zona Euro revertem após bazuca de Lagarde. Juros de Itália afundam

Os juros da Zona Euro reverteram das subidas sentidas antes da decisão do Banco Central Europeu (BCE), que anunciou um aumento do seu Programa de Compra de Emergência Pandémica (PEPP, na sigla em inglês) em 600 mil milhões de euros - acima dos 500 mil milhões esperados - e uma extensão das compras de dívida dos países até junho de 2021. 

Depois desta decisão os juros transalpinos afundaram 15,5 pontos base para os 1,393%, ainda acima dos congéneres gregos, que sofreram uma queda de 11,5 pontos base para os 1,354%, após a divulgação de Christine Lagarde, presidente do BCE. 

Mais contidas foram as quedas da Alemanha, que serve de referência para o bloco, com a taxa de referência do país a cair 1,7 pontos base para os 0,373%.

Em Portugal, os juros da dívida tombaram 3,3 pontos base para os 0,538%, ainda abaixo dos pares espanhóis, a negociar nos 0,557% (-4,8 pontos base).

04 de junho de 2020 às 09:23
Ouro beneficia da cautela dos investidores

Com os investidores cautelosos, a fugirem dos ativos de maior risco, o ouro está a beneficiar do seu estatuto de ativo de refúgio, seguindo a valorizar para mais de 1.700 dólares.

Além da expectativa em torno da decisão do BCE, está a pesar no sentimento dos investidores a crescente tensão entre os Estados Unidos e a China.

Depois de na semana passada ter sido noticiado que a China vai suspender a compra de alguns bens agrícolas dos Estados Unidos, agora foi a vez de a Casa Branca anunciar que as companhias aéreas chinesas não vão poder voar para os Estados Unidos a partir de meio de junho.

Nesta altura, o ouro soma 0,19% para 1.702,94 dólares.

04 de junho de 2020 às 09:14
Juros de Portugal sobem pelo segundo dia

Os juros das dívidas públicas dos países da área do euro voltam esta quinta-feira a apresentar uma tendência de agravamento.

No caso da taxa de juro associada às obrigações soberanas de Portugal com maturidade a 10 anos, regista-se uma subida de 1,7 pontos base para 0,583%. O mesmo para a "yield" espanhola com o mesmo prazo, que avança 1,9 pontos base para 0,623%. Ambas as "yields" sobem pela segunda sessão, contudo a taxa de juro lusa permanece abaixo da congénere espanhola.

Também a taxa de juro correspondente à dívida italiana a 10 anos sobe 0,7 pontos base para 1,557%, porém no caso transalpino trata-se da quinta subida consecutiva.

Em sentido contrário, a "yield" associada às "bunds" alemãs a 10 anos cede 0,6 pontos base para -0,362%.

04 de junho de 2020 às 09:13
Divergências na OPEP e inventários dos EUA penalizam petróleo

O petróleo está a negociar em queda nos mercados internacionais, depois de a OPEP+ ter adiado a reunião desta quinta-feira, em que se esperava que o cartel estendesse para lá do junho os atuais cortes de produção.

O adiamento prende-se com a desconfiança de que há membros que não estão a cumprir as suas quotas, como a Nigéria e o Iraque, o que motivou discórdia no grupo, levando ao adiamento deste encontro.

Nesta altura, o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, desliza 2,12% para 36,50 dólares, enquanto o Brent, transacionado em Londres, perde 1,68% para 39,12 dólares.

A matéria-prima recua assim de máximos do início de março, pressionada também pelos números que mostram que a recuperação da economia norte-americana pode não estar a ser tão robusta como o esperado. Segundo os dados da Administração de Informação de Energia dos EUA, a procura por diesel caiu para um mínimo de 21 anos na semana passada, ao mesmo tempo que as reservas de gasolina aumentaram.

Os números sugerem que o consumo de combustível no país que é o maior consumidor de petróleo do mundo não está a recuperar ao ritmo que estava previsto.

04 de junho de 2020 às 09:04
Euro desvaloriza pela primeira vez em oito sessões

Depois de um ciclo de sete sessões consecutivas a valorizar contra o dólar, a moeda única europeia segue esta manhã a depreciar 0,23% para 1,1207 dólares, estando assim a recuar do máximo de 12 de março face à divisa norte-americana ontem atingido.

Em sentido inverso, o dólar está a apreciar nos mercados cambiais, sendo que valoriza pela primeira vez em seis dias no índice da Bloomberg que mede o desempenho da moeda dos Estados Unidos contra um cabaz composto pelas principais moedas mundiais. O dólar recupera assim do mínimo de 12 de março verificado nesta quarta-feira.

O euro cai numa altura em que se espera com grande expectativa a decisão do BCE, que deverá incrementar o apoio sobretudo relevante para as economias mais endividadas do euro.

No entanto, o impacto positivo desta medida ou da proposta feita por Bruxelas para o fundo de recuperação da União Europeia já vem sendo incorporado há vários dias pelos mercados, o que ajuda a justificar a desvalorização de hoje do euro, assim como a queda das bolsas do velho continente.

04 de junho de 2020 às 08:57
Bolsas recuam à espera de ouvir Lagarde

As bolsas europeias iniciaram a sessão desta quinta-feira, 4 de junho, a transacionar em queda, o que acontece pela primeira vez nesta semana.

Os investidores aguardam com expectativa a decisão que será hoje anunciada pelo Banco Central Europeu. A convicção generalizada é de que a instituição liderada por Christine Lagarde vai reforçar em 500 mil milhões de euros, para 1,25 biliões de euros, o programa de compra de ativos lançado para apoiar o combate dos países da Zona Euro aos efeitos da crise da covid-19.

Apesar da queda registada nesta manhã na generalidade das praças europeias, prevalecem os dados positivos, uma vez que o governo alemão chegou a acordo para um novo pacote de estímulos económicos no valor de 130 mil milhões de euros.

O índice de Stoxx600 recua 0,48% para 367,16 pontos depois de três sessões consecutivas em alta, estando a ser sobretudo pressionado pelas quedas dos setores automóvel, da banca e turístico.

Também o lisboeta PSI-20 segue em queda após três dias em alta, estando nesta altura a perder 0,82% para 4.598,17 pontos, em especial pressionado pelo BCP que recua 2,41% para 11,32 cêntimos.

04 de junho de 2020 às 07:51
Futuros cedem na Europa e EUA. Ásia negociou mista

Os futuros do europeu Stoxx50 (índice que agrega as 50 maiores cotadas do velho continente) recuam 0,3% e os do norte-americano S&P 500 cedem 0,2% na pré-abertura das respetivas sessões bolsistas desta quinta-feira, 4 de junho.

A tendência de subidas relacionada com o otimismo decorrente das medidas de reabertura da economia e dos estímulos económicos que vêm sendo conhecidos está assim interrompida, pelo menos na antecâmara da sessão de hoje.

Na Ásia o sentimento repartiu-se entre ganhos e quedas ligeiras, com a praça de Shanghai (-0,2%) no vermelho e as praças da Coreia do Sul (+0,1%), Japão (Topix, que ganhou 0,3%) e Austrália (+0,7%) no verde.

Não está assim muito definido qual o registo da negociação desta quinta-feira, dia em que se espera que o Banco Central Europeu anuncie um reforço do programa de compra de ativos contra a pandemia num valor de 500 mil milhões de euros.

Aguarda-se também a confirmação de indicadores negativos relativamente ao mercado laboral norte-americano. Na sexta-feira, o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos divulga um relatório que deverá confirmar uma subida de 19,5% da taxa de desemprego durante o mês de maio, o maior aumento desde 1930.




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