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Ao minuto13.05.2021

Receios da inflação penalizam bolsas e agravam juros na Europa. Petróleo cai mais de 2%

Acompanhe aqui os desenvolvimentos nos mercados ao longo do dia.

Os investidores que prefiram ficar longe do sobe e desce do mercado podem privilegiar uma abordagem mais defensiva. Os fundos multiactivos podem ser uma boa alternativa para quem pretende obter retornos, mas não quer assumir riscos demasiado elevados.

Os fundos multiactivos ajustam-se a praticamente todos os investidores, uma vez que existem produtos com uma estratégia de investimento mais defensiva, equilibrada e agressiva. Apesar da instabilidade registada nos mercados accionistas nas últimas semanas, são os multiactivos agressivos, com maior exposição ao mercado accionista, que apresentam as melhores rendibilidades. Rendem, em média, 0,9% nos últimos três meses. Já os fundos que privilegiam uma estratégia mais equilibrada somam 0,81%, segundo os dados da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Património (APFIPP).

Ao investirem em diversas classes de activos, estes produtos de poupança reduzem o risco resultante de oscilações bruscas nos mercados financeiros. Ou seja, se as bolsas mundiais registarem quedas acentuadas enquanto está a banhos, a exposição a outros activos, como a dívida ou cambial, vai atenuar o efeito negativo das acções na carteira. No entanto, caso os problemas nos mercados aliviem e as bolsas registem subidas elevadas, esses fundos não irão obter retornos tão expressivos.
Reuters
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13.05.2021

Receios da inflação penalizam bolsas na Europa

As bolsas europeias dividiram-se entre ganhos e perdas na sessão desta quarta-feira, com os investidores a saírem de alguns dos setores com melhor desempenho este ano, devido aos receios de que o aumento da inflação leve a uma retirada antecipada dos estímulos, que pese na recuperação da economia.

O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, desceu 0,14% para 437,32 pontos, depois de ter chegado a desvalorizar um máximo de 1,74% para o nível mais baixo desde 1 de abril.

As perdas foram lideradas pelos setores da mineração e do petróleo e gás, numa altura em que os futuros do minério de ferro estão a cair e em que o petróleo regista perdas em torno de 3% nos mercados internacionais, depois de quatro sessões a subir.

Além deste, destacaram-se nas perdas setores como a banca e o automóvel, e outros setores cíclicos que têm beneficiado este ano da perspectiva de reabertura das economias. Em contraste, as tecnológicas evidenciaram-se nos ganhos, com os juros do Tesouro dos Estados Unidos a descerem pela primeira vez em seis sessões.

"Os mercados na Europa estão em baixa porque as avaliações foram longe demais e agora estão a ajustar-se, pelo que é hora de ser prudente", disse Diego Fernandez, diretor de investimentos da A&G Banca Privada em Madrid. "Por enquanto, pensamos que a inflação não é um risco estrutural, mas temos de continuar a prestar muita atenção aos números nas próximas semanas, caso se torne uma situação estrutural que afete a recuperação da economia".

Por cá, o PSI-20 contrariou o pessimismo e subiu 0,20% para 5.113,04 pontos, impulsionado sobretudo pela valorização de 2,98% da EDP Renováveis.  

13.05.2021

Juros de Portugal em máximos de junho de 2020

Os juros da dívida portuguesa subiram pela terceira sessão consecutiva, acompanhando o agravamento que se estendeu à generalidade dos países do euro, numa altura em que está instalado no mercado o receio de que a subida da inflação leve a uma retirada antecipada dos estímulos à economia por parte dos bancos centrais.

Por cá, a yield a dez anos subiu 1,7 pontos para 0,588%, tendo chegado a tocar, durante a sessão, nos 0,628%, o nível mais alto desde junho de 2020.

Na Alemanha, os juros avançaram 0,4 pontos para -0,122% e em Itália escalaram 3,3 pontos para 1,055%.

13.05.2021

Ouro recupera de maior queda em seis semanas

O ouro está com sinal positivo, recuperando parte das perdas registadas na sessão de ontem, em que registou a maior desvalorização das últimas seis semanas. Isto depois de a Reserva Federal dos Estados Unidos ter acalmado as preocupações em torno da inflação, que atingiu em abril o nível mais alto desde 2009.

Os dados, que alimentaram as preocupações do mercado com uma eventual subida descontrolada dos preços, levando a um aumento dos juros da dívida soberana dos EUA, foram relativizados pelo vice-presidente da Fed, Richard Clarida, que defendeu que a subida da inflação se deverá revelar transitória.

Hoje, porém, foi revelado que os preços no produtor subiram mais do que o esperado em abril, reforçando os sinais de um crescente pressão inflacionista.

Depois da descida de 1,19% registada ontem, o ouro avança 0,57% para 1.826,13 dólares.

13.05.2021

Petróleo cai mais de 2% com crise de covid na Índia e reabertura de oleoduto nos EUA

O "ouro negro" segue a ceder terreno, pressionado pela crise de covid-19 na Índia e pela retoma das operações no oleduto norte-americano que tinha sido alvo de ataque de hackers.

 

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em junho cai 2,54% para 64,40 dólares por barril.

 

Já o contrato de julho do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, recua 2,50% para 67,59 dólares.

 

A Colonial Pipeline, que opera a maior rede de oleodutos dos Estados Unidos – e que fornece praticamente metade da costa leste do país – já reabriu o oleoduto que tinha sido alvo de um ciberataque, o que está a pressionar os preços depois do rally que colocou as cotações em máximos de oito semanas.

 

A pesar está também a situação crítica na Índia – terceiro maior importador mundial de petróleo – devido ao coronavírus.

13.05.2021

Dólar alivia de maior ganho em duas semanas

O índice que mede o desempenho do dólar face às principais congéneres está pouco alterado esta quinta-feira, depois de ter registado ontem a maior subida das últimas duas semanas.

Depois da valorização de 0,63% de ontem, este índice está a descer 0,07%, num dia marcado por uma forte volatilidade: o índice que mede a volatilidade implícita a três meses escalou para o nível mais alto desde 8 de abril.

"Espero que a volatilidade suba ainda mais ou, pelo menos, se mantenha nos altos níveis atuais", disse Mingze Wu, corretor de câmbio do StoneX Group em Singapura, citado pela Bloomberg. "As taxas de juro nos EUA estão a começar a subir e isso está a causar stress em muitos outros mercados".

Já o euro sobe 0,12% para 1,2085 dólares.

13.05.2021

Wall Street recupera após descida dos subsídios de desemprego

Depois da forte queda de quarta-feira, que foi uma das mais fortes do ano, Wall Street está a recuperar, com os investidores animados com os sinais económicos positivos, apesar de persistir o alarme sobre a alta da inflação.

 

O Dow Jones sobe 0,59% para 33.784,5 pontos e o Nasdaq avança 1,17% para 13.184,17 pontos.

 

Os novos pedidos de subsídios de desemprego ficaram abaixo dos 500 mil pela terceira semana seguida, confirmando que a maior economia do mundo está a recuperar de forma célere.

 

Ontem os principais índices norte-americanos tinham sofrido quedas em redor de 2%, depois do Departamento do Trabalho ter revelado que a inflação nos EUA deu em abril o maior salto desde 2009. Os dados revelados ontem confirmam a tendência de alta da inflação, uma vez que o índice de preços no produtor subiu 0,6% no mês passado. O aumento foi superior ao esperado e surge depois de um salto de 1% em março.

 

Os investidores temem que a subida acelerada dos preços obrigue a Reserva Federal a elevar as taxas de juro num futuro mais próximo do que antes previsto, mas hoje estão a dar mais relevo ao sinal positivo no mercado de trabalho.

 

As tecnológicas foram as mais castigadas na sessões de ontem, sendo que hoje são as que mais recuperam. A Apple valoriza 2,07% e a Microsoft avança 1,59%.

 

Na Europa os índices persistem em terreno negativo, com os resultados abaixo do esperado do BT Group e da Burberry. Ainda assim as quedas são bem mais ténues do que na abertura da sessão.   

13.05.2021

Yield da dívida portuguesa acima de 0,6% pela primeira vez em 11 meses

As taxas de juro das obrigações  continuam a escalar a nível global, à medida que crescem também os receios com uma alta acentuada da inflação que obrigue os bancos centrais a colocar um travão na sua atual política monetária acomodatícia.

Em Portugal a yield das obrigações do Tesouro a 10 anos agrava-se 3,6 pontos base para 0,607%, naquela que é já a terceira sessão seguida de agravamento. É a primeira vez desde 12 de junho de 2020 que a taxa de juro da dívida de referência portuguesa está acima de 0,6%. Esta tendência de alta já se refletiu de forma considerável no leilão de dívida realizado ontem pelo IGCP, que pagou a taxa mais elevada em 11 meses para colocar dívida a 10 anos.

Mas esta tendência de subida das yields no mercado secundário é global, tendo-se acentuado desde que ontem os Estados Unidos anunciaram que a inflação no país, em abril, deu o maior salto desde 2009. Este aumento materializou os receios dos investidores com a escalada da inflação, embora a Fed já tenha vindo dizer que esta pressão inflacionista deverá ser temporária.

O vice-presidente da Reserva Federal dos EUA, Richard Clarida, disse que está mais preocupado com a saúde do mercado de trabalho do que com a inflação elevada. "O outlook de curto prazo para o mercado de trabalho parece ser mais incerto do que o outlook da atividade", disse Clarida.

Ainda assim a taxa de juro das obrigações soberanas dos EUA a 10 anos deu ontem um salto de 7 pontos base para 1,69%, um máximo de cinco semanas.

Na Alemanha, mercado de referência na Europa, a yield dos títulos a 10 anos sobe 1,9 pontos base para -0,107%, o nível mais elevado desde maio de 2019.   

13.05.2021

Dólar alivia de ganhos

A moeda norte-americana está a corrigir parte dos ganhos da véspera, sessão em que tirou partido da aceleração da inflação, que coloca pressão na Fed para subir as taxas de juro de forma mais célere do que o mercado estava a descontar.

O índice que mede a evolução do dólar contra o cabaz das principais moedas está a ceder 0,1% e o euro aproveita para subir 0,16% para 1,2091 dólares, depois de na quarta-feira ter cedido 0,63%.

De acordo com os mercado de futuros nos EUA, as expetativas dos investidores para a inflação na maior economia do mundo estão em máximos de 5 anos. Se esta tendência persistir, o dólar será beneficiado já que a perspetiva de aperto da política monetária é favorável para a moeda norte-americana.    

13.05.2021

Ouro em leve alta com medo da inflação a levar investidores para o refúgio

O ouro, que costuma servir de ativo de refúgio para os investidores, está a negociar em leve alta na sessão desta quarta.

O metal precioso, cujo preço tende a negociar de forma contrária ao das ações, está a ganhar 0,3% para os 1.820,56 dólares por onça. 

13.05.2021

Europa abre em queda com investidores de olho na inflação

As principais bolsas europeias abriram a sessão desta quinta-feira a negociar em queda, acompanhando a tendência que foi registada ontem, em Wall Street, depois de os números relativos à inflação terem assustado os investidores. 

O Stoxx 600 - índice que reúne as 600 maiores cotadas da região - cai 1%, num dia em que algumas praças europeias estão encerradas como na Suíça, Noruega, Dinamarca e Suécia. 

Entre as empresas, o BT Group derrapa 5% depois de ter falhado as estimativas de lucro e a Burberry afunda 9%, também devido a resultados abaixo do esperado. 

Esta semana tem sido de extremos para o índice de referência na Europa. Depois de ter atingido máximos históricos na segunda-feira, registou a maior queda diária do ano, depois de os valores da inflação nos EUA terem assustado os investidores. 

No ano como um todo, o Stoxx 600 acumula um ganho de 9%.

13.05.2021

Petróleo cai mais de 1% após regresso ao ativo da Colonial Pipeline

Os preços do petróleo estão a cair pela primeira vez nas últimas quatro sessões, depois de a empresa vítima de um ciberataque nos EUA ver voltado a produzir e de a China se ter mostrado preocupada com a subida dos preços das "commodities".

Por esta altura, o Brent - negociado em Londres e que serve de referência para Portugal - cai 1,2% para os 68,49 dólares por barril e o norte-americano WTI (West Texas Intermediate) recua 1,3% para os 65,24 dólares.

Colonial Pipeline, uma empresa chave para a produção da gasolina na costa Este dos EUA, voltou ao serviço depois de ter sofrido um ciberataque na sexta-feira passada, que provocou uma escassez do combustível na região. 

O primeiro-ministro da China, Li Keqiang, disse que o país teria de saber lidar com a subida de preços que se estava a fazer sentir nas "commodities" e o impacto que isso poderá ter na economia.

13.05.2021

Medo da inflação continua a pressionar bolsas

As bolsas asiáticas fecharam no vermelho e as bolsas europeias devem abrir em terreno negativo, seguindo a tendência de Wall Street que ontem sofreu a maior queda desde fevereiro devido às preocupações dos investidores com a alta da inflação.


Os principais índices das bolsas asiáticas marcaram perdas acima de 1% e os futuros sobre o Eurostoxx 50 caem 0,8%, apontando assim para uma abertura negativa na Europa. No fecho de ontem em Wall Street Dow Jones marcava uma queda de 1,99%, o Standard & Poor’s 500 cedeu 2,14% e o tecnológico Nasdaq Composite desvalorizou 2,67%.

 

Os números da inflação de abril no país ficaram acima do estimado (4,2%, contra 3,6% projetados pelos economistas), o que assustou ainda mais os intervenientes de mercado, que receiam que a Fed possa decidir-se a subir os juros diretores mais cedo do que o esperado para travar este ímpeto nos preços.

 

Os investidores temem que a alta da inflação represente uma ameaça ao crescimento da economia. Apesar do aumento dos preços em abril ter sido o mais pronunciado desde 2009 nos Estados Unidos, o vice-presidente da Fed, Richard Clarida, assinalou ontem que a subida acelerada da inflação deverá ser apenas transitória.

 

Declarações que não foram suficientes para acalmar os investidores, embora os índices acionistas na Europa e nos Estados Unidos estejam também a corrigir dos máximos históricos que atingiram no início desta semana.

 

Três dos sete indicadores do sentimento de mercado que o índice CNN Business Fear & Greed Index [índice do medo e ganância]  rastreia estão em níveis de "medo extremo": a procura pela segurança das obrigações e também das opções de venda (put options), bem como o índice VIX – que mede a volatilidade do mercado e que disparou 20% na sessão de hoje.

"A história principal é que (…) por causa da subida da inflação, os bancos centrais vão começar a restringir", refere Anna Stupnytska, economista global da Fidelity International, citada pela Dow Jones. A analista pensa que a inflação vai manter-se no próximo ano e que a Fed não vai aumentar as taxas até meados de 2023. Ainda assim, fundos multiativos da Fidelity International compraram Treasurys indexados à inflação, ouro e metais industriais como proteção contra a subida da inflação.

 

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