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Ao minuto07.07.2022

Europa no verde após saída de Johnson. Petróleo avança mais de 5%

Acompanhe aqui, minuto a minuto, o desempenho dos mercados esta quinta-feira.

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07.07.2022

Europa no verde após saída de Johnson

A Europa fechou no verde, com o índice de referência a registar os ganhos mais acentuados em quase duas semanas, impulsionado pela estabilização do petróleo, pelo compromisso da Reserva Federal dos EUA em combater a subida de preços, e pela demissão do primeiro-ministro britânico.

O Stoxx 600, índice de referência europeu, encerrou a valorizar 1,88% para 415,01 pontos, com quase todos os setores, exceto o alimentar, no verde. A liderar os ganhos estão os setores das matérias-primas e automóvel.

As restantes praças europeias apresentam ganhos: o britânico FTSE100 somou 1,14%, o francês CAC-40 acumulou 1,60%, o alemão DAX valorizou 1,97%, o italiano FTSEMIB subiu 3,05%, o espanhol IBEX somou 2,19% e, por cá, o PSI ganhou 1,41%. 

Em particular, no Reino Unido, as ações britânicas com média capitalização bolsista valorizaram, animadas pela demissão de Boris Johnson.

O índice FTSE 250, mais orientado para o mercado doméstico que o FTSE 100, valorizou 1,5% depois do anúncio de Johnson, que veio pôr fim a três tempestuosos anos de um governo repleto de escândalos, e culminaram numa demissão em massa de membros do governo.

"Houve demasiada polémica em torno da liderança de Johnson. A ideia de que um novo primeiro-ministro pode melhorar as relações com a Europa e apoiar mais estímulos fiscais, o que iria forçar o Banco de Inglaterra a compensar com uma postura mais agressiva, são fatores que estão a ser avaliados agora", disse à Bloomberg Ipek Ozkardeskaya, analista da Swissquote.

07.07.2022

Juros agravam-se na Zona Euro mas "spread" italiano longe da linha vermelha do BCE

Os juros agravam-se na Zona Euro, num dia marcado pelo aumento de apetite no mercado de risco, tendo o mercado acionista europeu fechado o dia com ganhos superiores a 1%e 2%.

 

A yield das Bunds alemãs a dez anos – "benchmark" para o mercado europeu – agravam 10,7 pontos base para 1,307%. Desde o passado dia 5 de maio que os juros das obrigações alemãs estão acima de 1%.

 

Por sua vez os juros da dívida grega acrescem 23,4 pontos base para 3,509%, a subida mais expressiva da Zona Euro, enquanto a yield da dívida italiana a dez anos soma 14,7 pontos base para 3,287%.

Apesar deste agravamento expressivo, o "spread" face ao benchmark da dívida romana fica longe dos 250 pontos base, valor apontado por muitos analistas como uma "linha vermelha" do BCE, fixando mais concretamente em 197,2 pontos base.

 

Na Península Ibérica, a yield das obrigações portuguesas a dez anos agrava 13 pontos base para 2,397%, estando assim a negociar acima da fasquia dos 2% alcançada no passado dia 29 de abril.

O "spread" da dívida nacional face à alemã fixa-se em 108 pontos base.

Já a yield das obrigações espanholas com a mesma maturidade sobe 12,7 pontos base para 2,394%.

07.07.2022

Petróleo dispara com receios de redução da oferta

O petróleo segue com fortes ganhos esta quinta-feira, após dois dias consecutivos de quedas acentuadas, num altura em que a possibilidade de uma oferta mais apertada se sobrepõe aos receios de uma possível recessão global.

Em Londres, o Brent do Mar do Norte, que é a referência para as importações europeias, segue a valorizar 4,60% para 105,32 dólares por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, ganha 5,18% para 103,63 dólares por barril.

Os receios quanto ao abastecimento de petróleo estão a ser alimentados pela decisão da Rússia de suspender a exportação para um importante terminal do Cazaquistão, que se esperava que viesse a carregar 1,24 milhões de barris por dia em julho, de acordo com o plano consultado pela Bloomberg.

Além disso, a China anunciou a intenção de lançar um plano de estímulos de 220 mil milhões de dólares, que podem fazer aumentar a procura no país, que é o maior importador mundial de petróleo.

07.07.2022

Euro abaixo da fasquia dos 1,02 dólares. Nota verde perde força

O dólar está a ganhar força com as políticas da Reserva Federal, já o euro continua a negociar em mínimos de cinco anos face ao “green cash”. Mercado aponta para cenário de paridade.

O euro continua cada vez mais próximo de atingir a paridade com o dólar, tendo nas últimas 24 horas caído abaixo da linha psicológica de 1,02 dólares. A moeda única negoceia na linha d’ água (0,04%) para 1,0180 dólares.

 

Caso a fasquia de 1 dólar seja quebrada, "a volatilidade deve aumentar acentuadamente", alerta o ING numa nota de "research" citada pela Bloomberg.  Atualmente, e segundo os dados recolhidos pela agência de informação, o mercado de opções já aponta para que o euro caia para os 0,9850 dólares a curto prazo.

 

A queda livre da moeda única agravou desde o início da guerra na Ucrânia, altura em que a moeda ainda negociava na faixa dos 1,15 dólares. A invasão russa piorou as perspetivas de crescimento económico para a Zona Euro e elevou os custos das importações da energia, enquanto o aumento das taxas de juro diretoras nos EUA fortaleceu o dólar.

 

Por sua vez, o índice do dólar da Bloomberg – que compara a força do "green cash" contra 10 divisas rivais – cai 0,14% para 106,94 pontos, horas depois de serem divulgadas as atas da última reunião da Reserva Federal norte-americana que dão conta da intenção de o banco central norte-americano continuar a subir as taxas de juro diretoras.

 

Por sua vez a libra soma 0,61% para 1,1996 dólares, depois de Boris Johnson se ter demitido do cargo de primeiro-ministro.

07.07.2022

Ouro corrige após mínimos de nove meses

O ouro está esta quinta-feira a corrigir, um dia após ter atingido mínimos de nove meses, com quedas de quase 4%. Um cenário que se justifica, em parte, com o refúgio dos investidores no dólar, que está em máximos de março de 2020, numa altura em que agravam os receios de uma recessão. 

O metal amarelo sobe 0,30% para 1.744,15 dólares por onça. A valorizar segue também a platina, que soma 2,08% para 877,38 dólares por onça e o paládio cresce 4,26% para 1.989,02 dólares por onça. 

Esta correção, refere a Bloomberg, acontece um dia após a divulgação das atas da última reunião do banco central dos Estados Unidos, esta quarta-feira, que davam conta que os membros do comité de política monetária da Reserva Federal reconheceram que podem ser necessárias taxas de juros mais altas caso o cenário de inflação se mantenha. Os mercados esperam uma nova subida de 75 pontos base em julho.





07.07.2022

Condão de Esperança pinta Wall Street de verde. GameStop escala 7% com "stock split"

Wall Street arrancou a sessão no verde, refletindo o sentimento de alívio dos investidores relativamente ao progresso da inflação e a um maior endurecimento da política monetária.

 

O industrial Dow Jones soma 0,73% para 31.254,94 pontos, enquanto o S&P 500 valoriza 0,85% para 3.878,76 pontos e o tecnológico Nasdaq sobe 1,04% para 11.482,64 pontos.

 

Embora a Reserva Federal norte-americana (Fed) esteja determinada a continuar a subir as taxas, segundo se pode apurar das atas referentes à última reunião do banco central norte-americano, os dados económicos mais recentes apontam para um crescimento mais lento, acalmando os investidores sobre a potencial agressividade do aperto monetário.

 

"Continuam a existir sinais de abrandamento da inflação", defendeu Dennis de Bussechere, fundador da 22V Research numa nota compilada pela Bloomberg.

 

As ações energéticas comandam os ganhos, eliminando assim algumas perdas recentes à medida que os preços do petróleo recuperam. Assim, a Chevron sobe 2,5%, enquanto a Exxon escala mais de 3%.

 

As fabricantes de chips são também as  grandes protagonistas da sessão, com a Micron, AMD e Nvidia a valorizarem cada uma cerca de 2%. Os títulos estão a reagir aos resultados da Samsung que viu o lucro subir 11% no último trimestre, devido à venda de semicondutores.

 

Por sua vez, a GameStop dispara 7,43%, depois de a empresa ter anunciado um "stock split". A proporção da operação é de quatro ações por cada título.

07.07.2022

Europa a recuperar em terreno positivo

As principais praças europeias arrancaram o dia em terreno positivo, continuando a recuperar da acentuada queda de terça-feira. O Stoxx 600, índice de referência europeu, cresce 1,45% para 413,25 pontos, com o setor automóvel, a banca e o petróleo a liderar os ganhos.

Nas restantes praças europeias, o britânico FTSE100 soma 1,14% para 7189 pontos, o francês CAC-40 cresce 1,32% para 5990,23 pontos, o alemão DAX valoriza 1,77% para 12.817,45 pontos e o italiano FTSEMIB soma 2,36% para 21415,42 pontos. Por cá, a tendência também é positiva, com a bolsa de Lisboa a subir 0,99% para 5942,57 pontos e o IBEX espanhol 1,87% para 8097,40 pontos.

As bolsas europeias já reagem ao anúncio de que Boris Johnson deverá apresentar a demissão do cargo de primeiro-ministro do Reino Unido ainda esta quinta-feira. 

07.07.2022

Juros agravam com minutas da Fed

Christine Lagarde, do BCE, e Jerome Powell, da Fed, têm reforçado os balanços dos respetivos bancos centrais.

Os juros das dívidas soberanas de países da Zona Euro estão a agravar, possivelmente influenciados pela divulgação das minutas da reunião da Fed norte-americana que adiantou que a taxa de juro de referência poderá continuar a subir se a inflação persistir, mesmo que isso provoque uma desaceleração na economia.

O analista Jens Peter Sorensen do Danske Bank, explica à Reuters que as atas divulgadas "mostram uma Fed agressiva, onde a necessidade de reduzir a inflação é o foco principal dado que as minutas se focaram muito mais na inflação do que no risco de uma recessão".

"Na Europa, o mercado dos juros não seguiu os movimentos nos Estados Unidos. Por isso, esperamos que as 'yields' europeias se ajustem relativamente rápido esta manhã", adiantou ainda.

A yield das Bunds alemãs a dez anos – "benchmark" para os países da região – agrava 5,5 pontos base para 1,254%. Desde o passado dia 5 de maio que os juros da dívida germânica estão acima de 1%.

Por sua vez a yield das obrigações italianas a dez anos somam 6,9 pontos base para 3,208%, enquanto os juros da dívida francesa com a mesma maturidade agravam 5,7 pontos base para 1,814%.

Na Península Ibérica, a yield da dívida espanhola a dez anos é uma das que mais agrava na Zona Euro e soma 7,4 pontos base para 2,341%. Já os juros da dívida nacional a dez anos sobem 6,1 pontos base para 2,328%. Desde o passado dia 29 de abril que os juros das obrigações portuguesas com esta maturidade estão a ser negociadas acima dos 2%.

07.07.2022

Euro desvaloriza face ao dólar e aproxima-se da paridade

Com todos os sinais a apontar para uma recessão na Europa, os analistas estão cada vez mais convencidos de que o euro vai cair para mínimos de 20 anos, ficando abaixo da paridade com o dólar. A Bloomberg dá como 50% provável a hipótese de o euro atingir a paridade ainda em agosto.

O dólar cresce 0,24% face ao euro e 0,42% face à libra. Contudo, o mercado do câmbio já está a reagir à crise política no Reino Unido, com a libra a valorizar após as notícias de que Boris Johnson deverá resignar ao cargo de primeiro-ministro ainda esta quinta-feira. 

O índice do dólar da Bloomberg – que compara a força da moeda norte-americana com 10 divisas rivais – sobe 0,26% para 106.823 pontos.  

Os investidores estão às voltas com a possibilidade de a Rússia cortar o fornecimento de gás à Europa, mergulhando a região numa recessão. O choque económico dificultaria o endurecimento da política monetária por parte do Banco Central Europeu.

Vasileios Gkionakis, chefe da estratégia cambial para a Europa no Citigroup, disse, em declarações à Bloomberg, estar "realmente preocupado" com os recentes discursos por parte do Banco Central Europeu [BCE]. "Se o BCE quer conter a inflação e apoiar as taxas de câmbio, então precisa de fazer duas coisas: subir as taxas de juro e de um mecanismo anti-fragmentação eficiente", reiterou.

07.07.2022

Petróleo com ganhos ligeiros, mas a caminho de forte queda semanal

Os “stocks” norte-americanos de crude caíram e um importante terminal de exportação de petróleo no Mar Negro está com disrupções.

O petróleo está a valorizar ligeiramente esta quinta-feira, com os preços do crude a caminho de uma queda semanal substancial, à medida que os investidores pesam receios de que uma potencial desaceleração económica possa reduzir a procura desta matéria-prima.

Em Londres, o Brent do Mar do Norte, que é a referência para as importações europeias, segue a valorizar 0,19% para 100,88 dólares por barril, depois de terça-feira ter afundado 10,93%.

Já o West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, ganha 0,22% para 98,75 dólares por barril.

Com a desvalorização verificada no início da semana, o "ouro negro" está assim a perder os ganhos verificados na sequência do início da guerra na Ucrânia, que tinha levantado o crude norte-americano para os 130 dólares por barril.

"Não há muita avaliação racional", explica à Bloomberg a analista Vandana Hari, da Vanda Insights. "Os receios podem não acabar, mas podem ser colocados de lado quando os problemas de fornecimento regressarem para primeiro plano.".

07.07.2022

Ouro segue em mínimos de nove meses

O ouro está a negociar com ganhos, mas continua em mínimos de nove meses, depois de ter perdido quase 4% nas últimas sessões de negociação, à medida que receios de uma recessão aumentam. O metal precioso está assim a caminho da quarta semana consecutiva de perdas.

A contribuir para a desvalorização do euro está a subida do dólar, já que este metal é denominado na nota verde, que registou valores máximos de março de 2020.

O metal amarelo ganha 0,25% para 1.743,15 dólares por onça, abaixo dos mínimos de outubro de 2021, quando atingiu os 1.751,58 dólares. A valorizar segue também a platina, que sobe 0,47% para 863,57 dólares por onça. O paládio, por sua vez, sobe 1% para 1.926,98 dólares por onça.

"Desde a quebra dos 1.780 dólares por onça, a imagem do ouro tem-se deteriorado rapidamente, e é claro que se mantém à mercê da direção do dólar norte-americano", indica o Vivek Dhar, analista do Commonwealth Bank of Australia à Bloomberg.

07.07.2022

Europa mantém recuperação do início da semana e aponta para o verde

Na Europa as principais praças estão a apontar para um início de sessão em terreno positivo, ainda em recuperação do forte tombo sentido esta terça-feira. No continente asiático, o fim da sessão foi positivo, com os investidores a avaliarem uma possível recuperação nos preços do petróleo e as atas da mais recente reunião de política monetária, divulgadas pela Reserva Federal norte-americana.

Os futuros sobre o Euro Stoxx 50 sobem 1,2%, à espera do início da época de resultados, que deverá mostrar como é que as empresas estão a lidar com novas dificuldades, tais como a guerra na Ucrânia e taxas de juro mais elevadas por parte dos bancos centrais.

As minutas da reunião da Fed mostraram que os membros da autoridade monetária estão dispostos a uma subida das taxas de juro em 50 ou 75 pontos base já na reunião de julho e que estas subidas devem continuar, com o objetivo de impedir a manutenção da inflação elevada, mesmo que isso signifique uma desaceleração na economia norte-americana.

Em relação ao petróleo, a analista Jessica Amir, da Saxo Capital Markets, explica à Bloomberg que o otimismo por parte dos investidores na redução do preço do petróleo deve-se à possibilidade de que uma redução nos preço dos combustíveis pode levar a mais gastos no setor do retalho.

Na Ásia, pela China, o tecnológico Hang Seng recuou 0,5% e Xangai ganhou 0,2%, depois de ter registado o maior número de casos de covid-19 desde o final de maio. Na Coreia do Sul, o Kospi subiu 1,8%, enquanto pelo Japão o Topix somou 0,6% e o Nikkei valorizou 0,7%.

Nos principais movimentos de mercado estiveram os fabricantes de chips que registaram uma subida generalizada, depois da Samsung ter anunciado uma receita 21% acima do esperado e registado, posteriormente, uma subida de 3,37%.

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