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Apetite dos investidores por obrigações leva juros de Portugal abaixo de 0,5%. Bolsas recuam

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Reuters
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 18 de Junho de 2020 às 16:43
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Número crescente de novos casos de covid-19 pressiona futuros. Ásia em queda
Os futuros do norte-americano S&P 500 e do pan-europeu Stoxx 50 seguem a negociar em queda, apontando para uma abertura de sessão negativa.

Os investidores estão a reagir às notícias sobre os novos casos de covid-19 registados na China, onde se voltaram a encerrar escolas e a cancelar voos, e também à vaga ascendente do número de infetados nos Estados Unidos.

No estado do Texas o número de novos casos de infetados com o novo coronavírus continua a escalar, e o número de hospitalizados subiu 11% de um dia para o outro, naquela que foi a maior subida deste mês. No Brasil, registou-se um número recorde diário de novos infetados (34.918). 

Dessa forma, os futuros do S&P 500 caem 0,8% e os futuros do Stoxx 50, que reúne as 50 maiores cotadas da Europa, recua 0,7%. 

Os estímulos económicos lançados pela Reserva Federal dos Estados Unidos e a nova injeção de capital que a administração do presidente do país, Donald Trump, estaria a planear foram capazes de aguentar os mercados de ações "no verde" durante algumas sessões, mas hoje voltamos a registar uma correção. 

Durante a madrugada em Lisboa, as ações caíram de forma modesta no Japão (-0,5%), na Austrália (-0,6%) e em Hong Kong (0,2%). O índice chinês sediado em Xangai fechou a negociar na linha de água.
Europa perde fulgor com novos casos de covid-19 a afastar investidores
As principais praças europeias abriram a sessão desta quinta-feira em queda, seguindo a tendência do fecho de ontem em Wall Street e a negociação asiática na madrugada de Lisboa. 

Os novos casos de covid-19 nos Estados Unidos, com o Texas a surgir com um recorde no número de hospitalizados, deixou o alerta para os investidores. A juntar a isso, a situação na China parece estar a regressar a um patamar preocupante, com o Governo local a ordenar o encerramento das escolas em Pequim e o cancelamento de milhares de voos em apenas alguns dias. 

Neste clima de preocupação, os investidores afastam-se dos ativos de maior risco, como é o caso das ações. Assim, o Stoxx 600 - índice que reúne as 600 maiores empresas da Europa - está a recuar 0,41% para os 364,52 pontos, depois de dois dias de ganhos consecutivos.

Praticamente todas as praças europeias negoceiam no "vermelho", com exceção para a bolsa nacional, que recuperou após uma entrada em falso. 

Hoje, o foco está também na reunião do Banco de Inglaterra, que pode anunciar um reforço de 100 mil milhões de libras no seu programa de compra de ativos, depois de a inflação em maio ter registado a menor taxa em cerca de quatro anos.
WTI cai após aumento de inventários, mas Brent valoriza
WTI cai após aumento de inventários, mas Brent valoriza
Os preços do petróleo dos Estados Unidos caem pelo segundo dia consecutivo, depois de um aumento maior do que o esperado dos inventários da matéria-prima no país.

O nervosismo voltou para cima da mesa, com a memória da queda histórica para patamares negativos ainda presente. O WTI (West Texas Intermediate) desvaloriza 0,29% para os 37,85 dólares por barril. 

O "stock" de petróleo na maior economia do mundo cresceu mais de 1,2 milhões de barris na semana passada, segundo a Agência de Informação de Energia, sugerindo que a procura não está a recuperar ao nível estimado, mesmo com a produção em níveis historicamente baixos.   

A segunda vaga de contágio na China é outro dos fatores que pressionam a prestação dos preços do "ouro negro", com o cancelamento de milhares de voos a antever uma nova redução na procura por petróleo no país. 

Ainda assim, o internacional Brent - que serve também de referência para Portugal - consegue valorizar 0,10% para os 40,75 dólares por barril.  
 
Euro ganha terreno ao dólar. Libra recua pelo terceiro dia
A moeda única da União Europeia continua na sua maré positiva face ao rival dólar dos Estados Unidos e hoje aprecia 0,03% para os 1,1247 dólares. 

Por oposição, a libra esterlina perde fôlego pelo terceiro dia consecutivo face à divisa norte-americana. Perde por esta altura 0,24% para os 1,2519, naquela que é a terceira sessão a depreciar perante o dólar. 

Isto porque hoje é esperado que o Banco de Inglaterra anuncie um aumento do seu programa de compra de dívida em, pelo menos, 100 mil milhões de libras.
Juros de Itália caem e contrariam resto da Zona Euro
Juros de Itália caem e contrariam resto da Zona Euro
Os juros da dívida dos países da Zona Euro assumem uma tendência ascendente na grande maioria dos casos, com exceção feita à taxa de referência de Itália.

Por esta altura, os juros transalpinos com maturidade de dez anos caem 1,8 pontos base para os 1,393%, apertando a diferença para os juros da Grécia, que hoje sobem 1 ponto base para os 1,254%. 

Em Portugal e em Espanha a taxa a dez anos sobe também 1 ponto base para os 0,543% e 0,560%, respetivamente.

Na referência para o bloco central, a Alemanha, os juros permanecem praticamente estáveis nos -0,398%.  
Ouro estável perto de máximos
O ouro mantém-se a negociar de forma estável nos 1.727,34 dólares por onça, com os investidores a tentarem perceber qual a dimensão da segunda vaga de contágio da covid-19 antes de definirem um foco.

O metal precioso, considerado um ativo seguro cuja procura tende a aumentar em períodos de turbulência nos mercados de ações, paira perto de máximos de cerca de sete anos atingidos nas últimas semanas.
Wall Street em queda com pedidos de subsídio de desemprego elevados
Wall Street em queda com pedidos de subsídio de desemprego elevados
Os principais índices dos Estados Unidos abriram a sessão a negociar de forma negativa, pelo segundo dia consecutivo, com os pedidos de subsídio de desemprego semanais a permanecerem em níveis elevados. 

Por esta altura, o Dow Jones cai 0,63% para os 25.956,35 pontos e o S&P 500 desvaloriza 0,36% para os 3.100,65 pontos. Já o tecnológico Nasdaq recua 0,02% para os 9.908,60 pontos, mais longe dos máximos históricos atingidos nas recentes semanas, acima dos 10.000 pontos. 

Hoje, o Departamento do Trabalho revelou que os pedidos do subsídio de desemprego nos Estados Unidos foram 1,508 milhões na semana terminada a 13 de junho, acima dos 1,3 milhões antecipados pela Reuters.

Ainda assim, esta á a décima primeira semana em que os pedidos diminuem, situando-se abaixo dos 1,566 milhões da semana anterior. Desde março, contam-se 6,867 milhões de norte-americanos que pediram os apoios de desemprego. 

A pressionar o sentimento dos mercados está também o número de casos crescente de infetados com covid-19 no país. Vários estados como o Texas, Florida e Oklahoma registaram um número grande de novos casos, com os hospitalizados a conhecerem também uma subida expressiva. 

Banco de Inglaterra leva libra a cair. Euro cede face ao dólar
A moeda britânica está a perder terreno perante o dólar e o euro, penalizada pela decisão do Banco de Inglaterra de manter as taxas de juro em 0,1% e reforçar o programa de compra de ativos em 100 mil milhões de libras (cerca de 111 mil milhões de euros).

A libra perdia 1,04% face à divisa norte-americana, cotando em 1,2424 dólares. Já o euro avançava 0,89% perante a moeda britânica, atingindo as 0,9035 libras esterlinas.

A moeda única europeia, contudo, desvalorizava em relação à "nota verde", cotando nos 1,1225 dólares, uma queda de 0,17%, num dia em que os números de novos pedidos de subsídio de desemprego nos EUA registaram uma quebra inferior ao esperado pelos analistas.
Ouro cede ligeiramente após BoE reforçar programa de compra de ativos
O ouro segue em leve queda após o Banco de Inglaterra ter anunciado o reforço em 100 mil milhões de libras do programa de compra de ativos, tornando as obrigações mais apetecíveis.

O metal precioso deslizava 0,35%, para 1.729,60 dólares por onça, isto depois de ter chegado a subir 0,78% até aos 1.749,20 dólares, não muito distante do recente máximo de sete anos nos 1.789 dólares.

Já a prata e a platina sofriam quedas mais pesadas, com a primeira a recuar 1,38%, para 17,53 dólares por onça, e a segunda a ceder 1,74%, cotando nos 809,14 dólares por onça.
Apetite dos investidores por obrigações leva juros de Portugal abaixo de 0,5%
Apetite dos investidores por obrigações leva juros de Portugal abaixo de 0,5%

As obrigações soberanas dos países do sul da Europa negoceiam em alta acentuada esta quinta-feira, numa altura em que os investidores continuam a apostar nos títulos de dívida, apesar das taxas de rendibilidade mais baixas.

O interesse dos investidores está bem patente no resultado do leilão de obrigações a 10 anos realizado esta quinta-feira por Espanha, que atraiu a procura mais robusta em quatro anos. Os investidores deram ordem para comprar 4 mil milhões de euros, para uma oferta de apenas mil milhões de euros.

O mercado de obrigações europeu tem sido fortemente suportado pelo programa de compra de ativos do Banco Central Europeu, o que dá conforto aos investidores para apostar nestes títulos, sobretudo nas sessões de maior volatilidade nas bolsas devido à incerteza com a propagação da covid-19, como é a de hoje.

Em reação ao leilão, a "yield" das obrigações espanholas a 10 anos está a descer 4,6 pontos base para 0,504%. Em Portugal a taxa dos títulos com a mesma maturidade cede 4,8 pontos base para 0,485%. A taxa das obrigações do tesouro está assim de novo abaixo de 0,5% e, tal como as espanholas, perto de mínimos do início de março.

Na Alemanha a taxa das bunds a 10 anos desce 1,4 pontos base para 0,41%.   

 

 

Petróleo estabiliza em terreno positivo
Petróleo estabiliza em terreno positivo

O "ouro negro" negoceia em alta nos principais mercados internacionais, depois das entradas e saídas de território positivo ao longo da sessão.

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em julho (cujo contrato expira na próxima segunda-feira, 22 de junho) avança 1,77% para 38,63 dólares por barril.

Já o contrato de agosto do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, valoriza 1,55% para 41,34 dólares.

A matéria-prima tem estado a oscilar entre ganhos e perdas, com os investidores otimistas a focarem-se na redução de stocks dos produtos petrolíferos, como gasolina e destilados (ao contrário dos inventários de crude, que aumentaram), e os pessimistas a concentrarem-se no incremento das reservas de petróleo e nos novos casos de infeção por covid-19.

Os receios de uma nova queda na procura de combustível intensificaram-se com o aumento dos casos de coronavírus na China, o que levouPequim a cancelar voos e a encerrar escolas.

Nos EUA, vários estados – nomeadamente o Texas, Florida e Califórnia – reportaram também fortes aumentos de novos contágios.

Os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e os seus aliados – o chamado grupo OPEP+ – estão a realizar uma reunião online para debaterem o futuro do acordo do corte de produção.

Os atuais cortes são da ordem dos 9,7 milhões de barris por dia e vão prolongar-se pelo mês de julho.

Segundo fontes da OPEP+ à Reuters, não se espera que da reunião de hoje saia a recomendação de manter em Agosto esta dimensão do corte de produção. O cumprimento das atuais quotas por parte dos membros do cartel e dos seus aliados foi de 87% em maio.

Europa volta a vergar-se aos novos casos e ao desemprego

As principais praças europeias alinharam-se em terreno negativo, num dia que fica marcado por números desapontantes do emprego nos Estados Unidos, ao mesmo tempo que o número de novos casos de covid-19 aumenta em várias localizações, da América à China.

O agregador das 600 maiores cotadas europeias, o Stoxx600, perdeu 0,59% para os 363,86 pontos. Frankfurt, Londres, Paris e Amesterdão mostraram quebras equivalentes, tal como Lisboa, onde o PSI-20 caiu 0,50% para os 4.428,24 pontos.  

Os pedidos de subsídio de desemprego nos Estados Unidos vieram, hoje, dececionar os investidores. Apesar de mostrarem uma quebra pela décima primeira semana consecutiva, estes pedidos desiludiram face à expetativa. Foram registados 1,508 milhões na semana terminada a 13 de junho, acima dos 1,3 milhões antecipados pela Reuters.

"Os mercados agora estão frágeis e penso que os investidores veem quão rápida foi a recuperação – a dos mercados acionistas em particular", assinala a TIAA Bank, em declarações à Bloomberg, para depois acrescentar: "rodos estão a começar a sentir que talvez nos tenhamos precipitado".  

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