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Ao minuto08.06.2020

Europa recua com alertas de Lagarde e Banco Mundial. Petróleo cai mais de 3%

Acompanhe o dia nos mercados.

Reuters
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 08 de Junho de 2020 às 17:22
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08.06.2020

Juros aliviam na Europa

As obrigações soberanas da Europa registaram mais uma sessão positiva, anulando o movimento registado na sexta-feira, sessão em que os investidores saíram dos ativos menos arriscados para apostar nas ações. A taxa dos títulos portugueses a dez anos desce 1,4 pontos base para 0,514%, continuando abaixo de Espanha (-1 ponto base para 0,545%). Nas obrigações alemãs a descida foi mais pronunciada (-4,2 pontos base para -0,321%), num dia em que o país revelou que a produção industrial registou uma queda recorde em abril.

08.06.2020

Lagarde vê "riscos severos" e Europa recolhe-se no vermelho

As bolsas mundiais viveram um dos piores trimestres da sua história, arrastadas pelo surto do novo coronavírus.

As principais praças europeias fecharam em terreno negativo, com o sentimento a deteriorar-se depois de a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, ter justificado o volume dos últimos apoios com os "riscos severos" que antevê para a economia europeia. 

Paralelamente, o Banco Mundial avançou com um estudo que diz que a economia mundial vai sofrer, devido à pandemia de covid-19, a maior recessão em oito décadas. "Esta seria a recessão mundial mais profunda desde a II Guerra Mundial, e quase três vezes tão acentuada como a recessão global de 2009", caso as projeções se confirmem, pode ler-se no documento hoje conhecido, que aponta para uma queda de quase 8% num cenário mais adverso, e superior a 3% num mais otimista.

O agregador das 600 maiores cotadas, o Stoxx600, desceu 0,32% para os 374,12 pontos, afastando-se assim do máximo de 6 de março que tocou na última sexta-feira. Os setores da tecnologia e do imobiliário foram os que mais perderam.

As principais praças desceram modestamente, mostrando, na sua grande maioria, quebras abaixo de 1%.

O português PSI-20 recuou 0,24%paraos 4.597,93 pontos, pressionado sobretudo pelo grupo EDP e pela Jerónimo Martins.

08.06.2020

Ouro sobe à espera de reunião da Fed

O metal amarelo segue em terreno positivo, a capitalizar o seu estatuto de valor-refúgio, numa altura em que os investidores procuram segurança enquanto esperam pela decisão de política monetária da Reserva Federal norte-americana, que se reúne nos dias 9 e 10 de junho.

A expectativa é de que a Fed mantenha políticas suaves (‘dovish’ – a pomba, por oposição ao falcão [‘hawkish’]) e que continue a pressionar em baixa as taxas de juro reais, e esse tem sido o maior motor para as compras de ouro nos últimos meses", comentou à Reuters um estratega de matérias-primas na TD Securities, Daniel Ghali.

Esta subida do ouro é também de natureza técnica, referiu por seu lado o analista Ole Hansen do Saxo Bank.

"O facto de ter negociado abaixo da fasquia de 1.700 dólares por onça na sexta-feira está uma vez mais a atrair alguma procura por parte dos investidores que se mantiveram à margem, à espera de uma correcção", acrescentou Hansen.

Na passada sexta-feira, o metal precioso caiu 2,4% para 1.670,14 dólares por onça, o seu nível mais baixo em mais de um mês, depois de um inesperado aumento de empregos nos Estados Unidos – o que alimentou a esperança de uma retoma rápida no país.

Os participantes de mercado esperam agora pela reunião da Fed, mas já deixaram de contar com a possibilidade de o banco central dos EUA se decidir por juros negativos – isto depois do bom relatório do mercado laboral na sexta-feira.

O metal amarelo tende a ganhar terreno quando os juros estão baixos, além de que é visto como uma boa uma cobertura contra a inflação.

O ouro a pronto (spot) segue a somar 0,4% para 1.692,49 dólares por onça em Londres, ao passo que os futuros negociados no mercado nova-iorquino (Comex) avançam 0,9% para 1.698,20 dólares.

08.06.2020

Petróleo esmorece com fim dos cortes voluntários adicionais de Riade

As cotações do "ouro negro" estão a negociar em baixa nos principais mercados internacionais, sobretudo devido à notícia de que a Arábia Saudita vai pôr fim aos cortes voluntários adicionais da sua produção.

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em julho segue a ceder 3,44% para 38,19 dólares por barril.

Já o contrato de agosto do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, recua 3,10% para 40,99 dólares.

As cotações do crude abriram a semana em alta, a capitalizarem o acordo alcançado no sábado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e seus aliados – o chamado grupo OPEP+ – no sentido de prolongar o atual nível de corte da produção durante o mês de julho.

Desde 1 de maio que está em vigor um corte de produção de 9,7 milhões de barris por dia (correspondendo a 10% da produção mundial), delineado em abril pela OPEP+ para ser implementado em maio e junho.

Depois, entre julho e dezembro a redução já seria de apenas 7,7 milhões de barris diários, sendo adicionalmente cortada para 5,8 milhões de barris/dia entre janeiro de 2021 e abril de 2022, de acordo com o plano inicial.

Agora, com este acordo, o volume de retirada de 9,7 milhões de barris por dia vai manter-se durante o mês de julho.

Acontece que a Arábia Saudita tem vindo, desde finais do ano passado, a implementar um corte superior ao definido na sua quota. Essa redução voluntária adicional visou reforçar este esforço de retirada de crude do mercado no sentido de fazer subir as cotações, mas Riade já veio hoje dizer que a partir de julho porá fim a este corte complementar e passará a cingir-se à sua quota de produção delineada no acordo OPEP+.

Além dos sauditas, também o o Koweit e os Emirados Árabes Unidos se comprometeram com reduções adicionais à sua quota para o mês de junho, com o total dos três cortes voluntários a ascender a 1,18 milhões de barris por dia.

08.06.2020

Wall Street abre em alta com esperanças em recuperação célere

Os principais índices de Wall Street abriram a sessão desta segunda-feira em alta, com os investidores a antecipar uma recuperação mais rápida do que o previsto inicialmente. 

Por esta altura, o S&P 500 avança 0,35% para os 3.205,24 pontos e o Dow Jones ganha 0,80% para os 27.326,66 pontos. O tecnológico Nasdaq avança 0,10% para os 9.823,82 pontos. 

Os investidores estão ainda a digerir os dados referentes ao emprego na maior economia do mundo, divulgados na passada sexta-feira. 

Os números saíram acima do esperado pelos analistas, dando alguma esperança de uma recuperação mais rápida do que o previsto no país com maior número de casos de covid-19. A taxa de desemprego no país foi de 13,3% em maio, consideravelmente abaixo dos 19% esperados.

O índice S&P 500 está agora muito próximo de virar para positivo no acumular do ano e encontrar o tecnológico Nasdaq nesse patamar. 

Entre os melhores desempenhos estão as cotadas do setor petrolífero, com a Occidental Petroleum e a Carnival a dispararem mais de 7%, em resposta à extensão por mais um mês dos cortes de produção decretada pela OPEP+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e os aliados, liderados pela Rússia), de forma a controlar a balança dos preços no mercado.

Já as cotadas do setor tecnológico seguem agora a negociar de forma estável, com os investidores a focarem-se em empresas que registaram maiores quedas nas últimas semanas. 

O foco desta semana estará da reunião da Reserva Federal dos Estados Unidos, na próxima quinta-feira, em que se espera que Jerome Powell, presidente da instituição mantenha as taxas de juros diretoras inalteradas no intervalo de entre 0% e 0,25%. 

08.06.2020

Euro e libra voltam a perder força para o dólar

Apesar de o bom início de sessão, as duas divisas europeias começaram a inverter para o rival dólar dos Estados Unidos, à medida que os investidores começaram a digerir os maus dados industriais da Alemanha, e os números menos pessimistas do emprego dos Estados Unidos, divulgados na sexta-feira. 

Nesse sentido, o euro perde 0,13% para os 1,1276 dólares, caindo frente à moeda norte-americana pela segunda sessão consecutiva. 

Também a libra esterlina, que levava um ciclo de oito dias seguidos a ganhar peso - incluindo com a boa prestação inicial de hoje -, segue agora a recuar 0,09% para os 1,2657 dólares. 

A partir de hoje, os viajantes que cheguem ao Reino Unido terão de completar uma quarentena obrigatória de 14 dias, uma medida imposta pelo Executivo de Boris Johnson para tentar evitar uma segunda vaga de infeções por covid-19.

A decisão, porém, está a ser alvo de fortes críticas das companhias aéreas, que a descrevem como "injusta" e "desproporcional", já que ameaça afastar os viajantes numa altura em que as empresas já enfrentam sérias dificuldades económicas.

08.06.2020

Ouro corrige dos mínimos de 1 mês

O ouro consegue respirar na sessão inicial desta semana, após ter tocado em mínimos de um mês no final da semana anterior, com os investidores a olharem para ativos mais arriscados. 

O metal precioso avança 0,64% para os 1.695,83 dólares por onça, num dia em que quem investe aproveitou os seus preços mais baixos para voltar a colocar dinheiro neste ativo.

08.06.2020

Juros da periferia sobem, enquanto que juros da Alemanha caem

Os juros da Zona Euro assumem tendência díspares na sessão desta segunda-feira, com a taxa de referência para os países da dita periferia europeia a subir, corrigindo assim das fortes perdas da semana anterior. 

Por oposição, os juros a dez anos da Alemanha - a referência para o bloco - assumem uma queda ligeira, após terem registado subidas no final da semana passada, após a bazuca do Banco Central Europeu (BCE).

Assim, os juros de Itália sobem 1,9 pontos base para os 1,426%, enquanto que os da Grécia avança 1 ponto base para os 1,327%, ainda com menos risco atribuído face os juros transalpinos. 

Na Península Ibérica, os juros de Portugal e Espanha estão com posturas semelhantes e avançam 0,5 pontos base. A taxa nacional negoceia assim nos 0,533%, enquanto que os juros espanhóis nos 0,556%.

A Alemanha, por contrapartida, vê os seus juros com maturidade a uma década a caírem 0,5 pontos base para os -0,285%. 

08.06.2020

Euro volta a ganhar fôlego face ao dólar

A moeda única da União Europeia voltou a apreciar face ao dólar norte-americano, depois de ter perdido força na sessão da passada sexta-feira. Hoje, o euro avança 0,07% para os 1,1300 dólares. 

Os dados do emprego nos Estados Unidos, divulgados no final da semana passada, saíram acima do esperado pelos analistas, dando alguma esperança de uma recuperação mais rápida do que o previsto na maior economia do mundo. A taxa de desemprego no país foi de 13,3% em maio, consideravelmente abaixo dos 19% esperados.

Tendo em conta o caráter de refúgio da divisa norte-americana, cuja procura tende a aumentar em alturas de maior turbulência nos mercados de ações, a sua procura diminuiu após o otimismo gerado pelos dados do emprego.

Ainda no mercado cambial, a libra esterlina avança 0,08% para os 1,2678, alargando o ciclo de ganhos face ao dólar para oito sessões consecutivas.

08.06.2020

Europa em queda após contração da indústria alemã

As principais praças europeias seguem todas em queda, num dia em que a Alemanha anunciou que a sua produção industrial derrapou quase 18% em abril, numa das maiores quedas de sempre para este segmento no país. 

A juntar aos dados que espelham uma saúde débil da indústria germânica no mês em que o país confinou e decretou o encerramento de lojas e fábricas, está também uma correção técnica associada, após os ganhos da semana passada no pan-europeu Stoxx 600.

O índice que reúne as 600 maiores cotadas da região segue hoje a desvalorizar 0,45% para os 373,60 pontos, com os setores do retalho (-1,3%) e da indústria (-0,8%) entre os piores desempenhos setoriais. No lado oposto, a banca europeia (+1,6%) e o setor automóvel (+1,2%) atenuam as quedas gerais. 

Durante a madrugada na Europa, os mercados asiátiocos registaram ganhos ligeiros, mesmo depois de as maiores economias terem registado contrações. O Japão, por exemplo, anunciou uma queda de 2,2% no PIB (produto interno bruto) nipónico, em termos homólogos, no primeiro trimestre deste ano. 

Na China, foram divulgados os dados relativos à balança comercial. As exportações na segunda maior economia do mundo registaram uma queda homóloga de 3,3% em maio - após uma subida inesperada em abril. Contudo, a queda foi mais suave do que o previsto pelos analistas, que apontavam para uma contração de 6,5%. 



 

08.06.2020

Brent toca nos 43 dólares após extensão do corte da OPEP+

Os preços do petróleo abriram a semana em alta, após os membros da OPEP+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e os aliados, liderados pela Rússia) ter decidido prolongar os cortes de produção por mais um mês, de forma a controlar a balança dos preços no mercado.

Assim, o preço do Brent - negociado em Londres e que serve de referência para Portugal - sobe 1,4% para os 42,87 dólares por barril, enquanto que o norte-americano WTI (West Texas Intermediate) avança 1% para os 39,93 dólares por barril. 

Na semana passada, o Brent registou o sexto ganho semanal consecutivo, o que representa o maior ciclo de ganhos desde maio de 2018. 

A OPEP acordou o prolongamento do atual nível de cortes da produção até ao final de julho, mantendo a atual redução de 9,7 milhões de barris diários até final do próximo mês, em vez de reduzir o corte para 7,7 milhões de barris a partir de 1 de julho, como inicialmente previsto.

08.06.2020

Futuros dos EUA em leve alta. Europa na retranca

Os futuros do Stoxx 50, índice que reúne as 50 maiores cotadas do "velho continente", caem 0,7%, apontando para uma abertura em queda, numa altura em que a Alemanha reportou uma contração referentes à sua produção industrial.

Em abril, a produção das indústrias germânicas afundou 17,9%, devido ao encerramento de fábricas e lojas, com a indústria transformadora a ser particularmente afetada, segundo o instituto de estatística do país. 

Enquanto na Europa se verifica um sentimento mais negativo, os futuros dos Estados Unidos vão ganhando força, ainda com os dados do emprego, com menos perdas de trabalho do que o previsto, a dar alento à pré-abertura. Os futuros do S&P 500 sobem 0,2%. 

Foi também esse fator que deu força à negociação asiática, durante a madrugada em Lisboa, com o índice MSCI Ásia-Pacífico a valorizar 0,7%. 

Ainda assim, as exportações da China registaram uma queda homóloga de 3,3% em maio - após uma subida inesperada em abril. Contudo, a queda foi mais suave do que o previsto pelos analistas, que apontavam para uma contração de 6,5%. 

O Japão anunciou uma contração económica de 2,2% em termos homólogos no primeiro trimestre deste ano. 

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