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Juros em mínimos com inflação ainda mais negativa na Alemanha. Ações descem e petróleo afunda

Acompanhe aqui o dia dos mercados.

As bolsas mundiais viveram semanas frenéticas, com os investidores a venderem as suas ações face à incerteza em torno da covid-19.
Amanda Perobelli/Reuters
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 29 de Setembro de 2020 às 14:40
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Rally abranda com pandemia a acelerar e estímulos em suspenso

As bolsas na Ásia arrefeceram depois da pujança da sessão anterior, mas, mais a ocidente, os sinais da pré-abertura ainda são positivos. A fazer tremer os ânimos estão os números da pandemia, que crescem, e os números dos novos estímulos, que teimam em não aparecer.

Os democratas norte-americanos recuaram nas suas ambições e apresentaram uma proposta de estímulos de 2,2 biliões de dólares, para abrir espaço ao acordo com os republicanos. Representantes de ambos os partidos estiveram ontem reunidos e voltam a encontrar-se esta terça-feira. Este dia fica também marcado pelo primeiro debate presidencial, que vai acontecer entre Joe Biden e Donald Trump.

No Japão, o Topix caiu, tal como o índice de Hong Kong. Na China continental os ganhos foram modestos, ao mesmo tempo que na Coreia do Sul o dia foi de subidas. Nos Estados Unidos os futuros apontam para cima.

"Definitivamente precisamos aqui de outra ronda de estímulos, não apenas para aumentar a confiança entre o público americano e os trabalhadores, mas também para os mercados", defende a Portia Capital Management, citada pela Bloomberg.

Petróleo encolhe-se à espera de más notícias

O petróleo recua para perto dos 40 dólares numa altura em que se esperam números pouco animadores acerca das reservas dos Estados Unidos, ao mesmo tempo que a pandemia de covid-19 continua a agravar.

O barril de Brent, negociado em Londres e referência para a Europa, desce 0,49% para os 42,22 dólares. Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate resvala 0,67% para os 40,33 euros.

A expectativa é a de que os inventários de petróleo tenham aumentado em um milhão na semana passada, o que representa a primeira expansão em três semanas. Os números oficiais serão conhecidos esta quarta-feira, sendo que esta estimativa resulta de um inquérito avançado pela Bloomberg. Em contrapartida, as reservas de gasolina e diesel deverão voltar a cair.

Ouro sobe pela segunda sessão

O ouro marca ganhos ligeiros naquela que é já a segunda sessão de variações positivas, com o metal precioso a tirar partido da correção do dólar. No mercado à vista em Londres o ouro valoriza 0,05% para 1.882,46 dólares, depois de ontem ter fechado a sessão a valorizar mais de 1%.

PSI-20 de volta às quedas
A bolsa nacional abriu em queda, com o principal índice, o PSI-20, a ceder 0,57% para os 4.065,38 pontos.

Lá fora, os investidores voltam ao registo negativo, numa altura em que a barreira do um milhão de mortes por covid-19 a nível global foi quebrada, relembrando a dimensão da pandemia. Nos Estados Unidos, pesa o impasse em relação ao pacote de estímulos. Os democratas já avançaram com uma proposta, mais humilde do que o veiculado inicialmente, mas falta o acordo com os republicanos.

Por cá, o BCP e a Galp são os pesos pesados em destaque no vermelho. O banco desce 1,33% para os 8,14 cêntimos e a petrolífera recua 1,06% para os 8,03 euros. 

Na última sessão, tanto o BCP como a Galp terminaram a subir mais de 4%, afastando-se, no caso do banco, dos mínimos históricos atingidos, depois de o CEO, Miguel Maya, ter revelado que não está a analisar qualquer operação conjunta com o banco Montepio, contrariando a notícia avançada pelo semanário Expresso, no fim de semana.

Já a energética liderada por Carlos Gomes da Silva resvala em sintonia com o petróleo, numa altura em que as perspetivas quanto à evolução das reservas nos Estados Unidos não são as melhores - espera-se o primeiro aumento em três semanas. 

O verde é apenas alcançado pela Ibersol e pela Novabase, que avançam a passos largos. Esta última soma 3,58% para os 3,47 euros e a Ibersol lidera com uma subida de 4,38% para os 5,24 euros. A empresa que explora espaços de restauração de marcas como a KFC, Burger King ou Pizza Hut divulga esta terça-feira, após o fecho da bolsa, os resultados de janeiro a julho. Os prejuízos do primeiro trimestre mais do que quadruplicaram, passando de 1,99 milhões de euros para 9 milhões, fortemente penalizada pela pandemia.
Dólar recolhe-se antes do debate

A divisa norte-americana está a perder contra a maioria dos pares do G10, o cabaz que reúne as principais moedas globais. Os investidores estão a ajustar os respetivos portefólios enquanto esperam o primeiro debate entre o atual presidente norte-americano, Donald Trump, e o rival que o irá defrontar nas eleições de novembro, Joe Biden. Paralelamente, a perspetiva de novos estímulos também está no radar, apesar de envolta em incerteza. Esta terça-feira seguem as discussões entre democratas e republicanos.

A moeda única europeia segue assim a valorizar 0,10% para os 1,1678 dólares.

Juros descem pela terceira sessão para perto de mínimos

As taxas das obrigações soberanas da zona euro prosseguem a tendência descendente, situando-se muito perto dos mínimos de fevereiro atingidos na semana passada. A "yield" dos títulos de Portugal a 10 anos descem pela terceira sessão, com uma descida de 1,1 pontos base para 0,243%. Em Espanha a quebra é semelhante, de 1,2 pontos base para 0,231%, enquanto a taxa das bunds alemãs recua 0,9 pontos base para -0,538%.

 

A presidente do Banco Central Europeu (BCE) afirmou ontem que a atividade económica na zona euro registou "uma certa retoma" após o confinamento, mas tem sido "fraca" e afetada pelas "incertezas" relacionadas com a pandemia de covid-19. Christine Lagarde repetiu a análise que já tem vindo a fazer desde a última reunião de decisões monetárias, quando foram atualizadas as projeções económicas dos peritos do BCE, não avançando qualquer pista sobre novas medidas de política monetária.

"A crise sanitária vai pesar na atividade económica", reconheceu, sinalizando riscos descendentes e lembrando a projeção de uma recessão de 8% para a zona euro, este ano, bem como a necessidade de esperar até ao final de 2022 para recuperar os níveis de atividade pré-crise.

Europa perde as forças entre debates
As principais praças europeias alinham-se em terreno negativo, derrotadas por mais uma barreira quebrada pela covid-19: a pandemia já provocou mais de um milhão de mortes em todo o mundo. 

O agravamento da situação de pandemia preocupa os investidores, estes que continuam a aguardar notícias acerca do anunciado pacote de estímulos que está a ser discutido nos Estados Unidos. Enquanto estas discussões decorre nos bastidores, vêm ao palco os dois candidatos a presidente no próximo mandato, Donald Trump e Joe Biden, que têm o primeiro debate esta terça-feira.

O índice que agrega as 600 maiores cotadas d Europa, o Stoxx600, desliza 0,53% para os 361,47 pontos, uma quebra sensivelmente da mesma ordem daquelas que se verificam em Madrid, Lisboa, Paris e Amesterdão. 

Olhando aos setores, a banca corrige dos largos ganhos da última sessão, que superaram os 4%, para descer agora mais de 1%. Acima desta fasquia estão também as perdas das cotadas do imobiliário que fazem parte do Stoxx600.
Wall Street vacila com agravamento da pandemia e ausência de estímulos

A bolsa em Nova Iorque abranda os ganhos da última sessão, numa altura em que o número de mortes por covid-19 aumenta e os prometidos estímulos à economia tardam.

Em Wall Street, o tecnológico nasdaq avança 0,11% ara os 11.130,53 pontos, o generalista S&P500 avança 0,036% para os 3.352,79 e o industrial Dow Jones fica mesmo em terreno negativo, com uma quebra de 0,11% para os 27.553,04 pontos.

O sentimento é negativo num dia em que o número de mortes por covid-19 ultrapassou um milhão a nível global, sinalizando o agravar da pandemia. Nos Estados Unidos, o impasse quanto a um novo pacote de estímulos também abala a confiança dos investidores. Os democratas já avançaram com uma proposta, até mais modesta do que a inicialmente anunciada, mas falta o acordo com os republicanos.

As negociações prolongam-se ao mesmo tempo que um outro debate capta as atenções: o primeiro a acontecer entre os dois candidatos a presidente dos Estados Unidos, Donald Trump e Joe Biden.

Euro avança para máximo de uma semana contra o dólar

A divisa da Zona Euro está a apreciar 0,63% para 1,1740 dólares na segunda sessão seguida a ganhar valor contra a moeda norte-americana. Com esta subida, o euro transaciona em máximos de 22 de setembro face ao dólar.

Já o dólar deprecia pelo segundo dia consecutivo face a um cabaz composto pelas principais moedas mundiais, estando também a divisa norte-americana a negociar no valor mais baixo da última semana.

A justificar esta apreciação do euro está o facto de a taxa de inflação na Alemanha, o motor da Zona Euro, ter recuado para -0,4% em setembro, o pior registo em mais de cinco anos. Os investidores acreditam que esta evolução dos preços no consumidor poderá levar o Banco Central Europeu a adotar ainda maiores estímulos económicos para uma resposta mais robusta aos efeitos recessivos da covid-19.

A desvalorização do dólar acontece numa altura em que os investidores aguardam novas indicações quanto à proposta apresentada pelo Partido Democrata relativa a um pacote de estímulos à economia no valor de 2,2 biliões de dólares.

Juros em mínimos na Zona Euro com quebra da inflação na Alemanha

A queda de preços registada na Alemanha em setembro, a quebra mais acentuada da taxa de inflação em mais de cinco anos, poderá pressionar o BCE a adotar medidas mais fortes de resposta à crise, cenário que está a ser recebido com otimismo nos mercados.

Como tal, os juros das dívidas públicas seguem em forte queda para transacionarem em mínimos na área do euro. A "yield" associada às obrigações de Portugal com prazo a 10 anos cai 2,6 pontos para 0,229%, a terceira queda seguida que a coloca em mínimos de 24 de fevereiro.

A mesma tendência para as taxas de juro correspondentes aos títulos a 10 anos de Espanha e de Itália, que caem respetivamente 2,5 e 3,8 pontos base para 0,217% e 0,838%. A "yield" espanhola está em mínimos de 9 de março e a transalpina no valor mais baixo desde 4 de outubro de 2019.

Nota ainda para o juro referente às obrigações da Alemanha (bunds) com maturidade a 10 anos, que alivia 1,5 pontos base para -0,544% (mínimo de 4 de agosto).

Europa cai sem acordo para estímulos nos EUA
Os principais índices da Europa terminaram o dia em queda, pressionados pela sucessiva falta de acordo no Congresso dos Estados Unidos, para o anúncio de novos estímulos orçamentais. 

O índice de referência para o continente, o Stoxx 600, perdeu 0,5%, com os setores da banca e da energia a liderarem as quedas.

Entre as empresas do setor petrolífero, a Total e a BP foram particularmente prejudicadas pela nova ameaça à procura pela matéria-prima, devido à contínua propagação do coronavírus.

Apenas cinco dos 20 setores no Stoxx 600 conseguiram subir, com o setor dos "recursos básicos" a apresentar o maior volume do dia, com uma subida de 158% face à média dos últimos 30 dias. 

Os investidores estão atentos ao primeiro debate presidencial entre os dois candidatos, Donald Trump e Joe Biden.
Ouro aproxima-se dos 1.900 dólares

Com as ações e o dólar em queda, o ouro subiu esta terça-feira pela segunda sessão consecutiva, beneficiando do seu estatuto de ativo de refúgio, numa semana marcada pelo primeiro debate entre Donald Trump e Joe Biden, durante a madrugada de hoje, em Lisboa, e pelos dados do emprego nos Estados Unidos, na sexta-feira.

O ouro avança, nesta altura, 0,59% para 1.892,62 dólares.

Petróleo afunda com receios de menor procura
Petróleo afunda com receios de menor procura

As cotações do petróleo seguem a perder terreno nos principais mercados internacionais.

 

Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) para entrega em novembro mergulha 5,02% para 38,56 dólares por barril.

 

No mercado londrino, o Brent do Mar do Norte, crude de referência para as importações europeias, recua 4,36% para 40,58 dólares.

 

O crude continua a ser penalizado pelos receios em torno do ritmo da retoma económica face ao impacto da covid-19 – que também está a levar a novas restrições, podendo voltar a penalizar a procura por combustível.

 

Assim, o aumento das infeções por covid-19, os novos confinamentos, o abrandamento da recuperação económica e o impasse na atribuição de novos estímulos orçamentais nos EUA são fatores que estão a colocar um travão na já frágil retoma da procura por combustível.

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