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Ao minuto22.02.2021

Juros recuam de máximos após garantias de Lagarde. Petróleo sobe e bolsas caem

Acompanhe aqui o dia nos mercados.

#3 - Christine Lagarde
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 22 de Fevereiro de 2021 às 17:14
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22.02.2021

Tecnologia atira bolsas europeias para o vermelho

As principais praças bolsistas do velho continente regressaram esta segunda-feira a terreno negativo, com o setor tecnológico europeu a liderar as quedas na Europa.

Também o setor do retalho pressionou o sentimento dos investidores, enquanto os setores das viagens e petrolífero impediram perdas mais pronunciadas. A valorização das cotadas ligadas ao turismo foi impulsionada pela apresentação de um plano de desconfinamento por parte do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson.

As quedas nos mercados acionistas acontecem numa altura em que investidores e analistas coincidem na consideração de que os títulos negociados em bolsa estarão sobrevalorizados.

Já a subida de matérias-primeiras como o petróleo foi apoiada pela perspetiva de que o crescimento económico pós-pandemia será mais forte do que era antecipado e de que a taxa de inflação irá retomar uma trajetória de crescimento mais rapidamente do que apontavam as projeções.

Nota ainda nos mercados internacionais para a brasileira Petrobras que afunda mais de 10% depois de o presidente brasileiro Jair Bolsonaro ter, este domingo, anunciado que será um general a liderar a petrolífera estatal numa fase de acentuada subida dos preços dos combustíveis no Brasil.

De regresso ao plano europeu, o índice de referência Stoxx600 perdeu 0,44% para 413,06 pontos, enquanto o índice lisboeta PSI-20 caiu 0,91% para 4.774,28 pontos. Tal como nas principais congéneres europeas, também a bolsa nacional foi em especial penalizada pelo setor da energia, com a Galp a desvalorizar 1,12% para 9,388 euros e a EDP Renováveis a cair 3,13% para 19,22 euros.

22.02.2021

Ouro sobe mais de 1% com receios de inflação

O metal amarelo regressou aos ganhos, depois de ter aberto em baixa (na sétima sessão consecutiva no vermelho).

 

O ouro a pronto (spot) segue a somar 1,57% para 1.810,26 dólares por onça no mercado londrino.

 

No mercado nova-iorquino (Comex), os futuros do ouro avançam 1,80%, para 1.807,80 dólares por onça.

 

A ajudar à tendência de subida está a perspetiva de mais estímulos à esconomia norte-americana (e não só), o que poderá contribuir para pressões inflacionistas, estimulando assim a procura por ouro, considerado um valor-refúgio e uma boa cobertura contra a inflação.

 

"A subida dos juros das obrigações do Tesouro nos EUA a possibilidade de um dólar mais forte nos próximos meses afetaram o preço do ouro nas últimas sessões. Nesta segunda-feira, o filme já é diferente, com o ouro a tentar recuperar dos mínimos de sete meses atingidos na semana passada. Esta recuperação pode ser explicada pela correlação com os índices de ações na linha vermelha", sublinha Carlos Alberto de Casa, analista chefe da ActivTrades, na sua análise diária.


"Do ponto de vista técnico, a tendência de baixa dos últimos dias está a perder força, mas uma inversão adequada exige um sólido regresso ao patamar dos 1.800 dólares. Neste caso, podemos ver as próximas resistências posicionadas nos 1.820 e 1.850 dólares. Por outro lado, uma nova queda abaixo de 1.770 dólares pode deteriorar ainda mais o cenário técnico", acrescenta.

22.02.2021

Juros das dívidas tombam após garantias de Lagarde

Os juros relativos às dívidas públicas dos países da Zona Euro registam descidas expressivas depois de uma manhã em que se agravaram para atingirem máximos de alguns meses, uma queda pronunciada causada pelas declarações feitas pela presidente do Banco Central Europeu.

Christine Lagarde assegurou esta segunda-feira que o BCE está a acompanhar a evolução das rendibilidades referentes aos títulos de longo prazo e garantiu que o apoio conferido a todos os setores económicos de modo a garantir condições favoráveis de financiamento é para manter. Esta declaração traduziu-se na imediata descida das "yields" e da decorrente valorização das obrigações soberanas no bloco da moeda única.

Assim, a "yield" associada à dívida soberana de Portugal com maturidade a 10 anos cai 3,7 pontos base para 0,209%, aliviando assim do máximo de 2 de outubro atingido esta manhã.

Também as taxas de juro referentes à dívida espanhola e alemã no prazo a 10 anos seguem respetivamente a recuar 3,3 e 3,9 pontos base para 0,318% e para -0,348%. A contrapartida exigida no mercado secundário pelos investidores para adquirirem dívida espanhola e germânica tinha hoje ascendido a máximos de setembro e de junho de 2020, respetivamente.

Nota ainda para a "yield" correspondente aos títulos soberanos de Itália com maturidade a 10 anos que desce 3 pontos base para 0,591%.

22.02.2021

Petróleo ganha terreno com lenta retoma do shale nos EUA

Os preços do petróleo seguem em alta, sustentados pelo lento regresso à normalidade nos estados produtores do sul dos Estados Unidos depois dos fortes nevões da semana passada.

 

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em março avança 3,04% para 61,04 dólares por barril.

 

Já o contrato de março do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, soma 2,56% para 64,52 dólares.

 

Na semana passada, "ouro negro" foi especialmente sustentado pelos nevões em importantes estados produtores do sul dos Estados Unidos, como o Texas, Novo México e Oklahoma, que levaram à suspensão das operações nos poços e refinarias.

 

Os investidores estiveram a comprar em força, devido aos receios de que os nevões – especialmente no Texas, o maior produtor do país – pudessem perturbar a produção do petróleo de xisto (shale) nos EUA durante dias ou mesmo semanas.

 

No pico do mau tempo foi encerrrado o equivalente a cerca de quatro milhões de barris de produção de crude (a redução média, durante todo este período anormalmente frio, foi de mais de dois milhões de barris diários), a par com 21 mil milhões de pés cúbicos de gás natural, segundo as estimativas dos analistas.

 

Entretanto, o tempo começou a melhorar e as empresas de energia do Texas iniciaram na sexta-feira os preparativos para reabrirem os seus campos de petróleo e gás. Mas não será rápido, o que está a sustentar o preço da matéria-prima.

 

Os produtores de shale da região poderão demorar pelo menos duas semanas até retomarem os mais de dois milhões de barris por dia que foram cortados, comunicaram fontes do setor à Reuters. Isto porque os oleodutos congelados e as interrupções de fornecimento de eletricidade atrasam esse restabelecimento.

 

Além disso, na próxima semana – a 4 de março – os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (OPEP+) vão reunir-se e espera-se que mantenham a sua política de redução da oferta.

22.02.2021

Euro valoriza pelo terceiro dia contra o dólar

A moeda única europeia aprecia 0,24% para 1,2148 dólares na terceira valorização consecutiva face à divisa norte-americana que, por seu turno, segue a depreciar pelo terceiro dia para mínimos de 22 de janeiro no índice que mede o desempenho do dólar face a um cabaz composto por 10 moedas de economias desenvolvidas e emergentes.

A subida do euro acontece sobretudo pela pressão descendente que se faz sentir sobre o dólar, em especial pela expetativa de que o presidente do banco central dos Estados Unidos, Jerome Poweel, enfrentará enorme pressão dos congressistas democratas para que o líder da Reserva Federal apoie a adoção de um pacote robusto de estímulos à maior economia mundial.

22.02.2021

Peso da inflação pressiona abertura em Wall Street

Os três maiores índices dos Estados Unidos estão a negociar em queda nesta abertura de sessão, com os investidores atentos a uma possível subida em flecha da inflação, à medida que o plano de vacinação contra a covid-19 vai em curso e que o plano de estímulos de Joe Biden estará prestes a ter avanços.

Por esta altura, o Dow Jones perde 0,44% para os 31.354,45 pontos, enquanto que o S&P 500 desliza 0,65% para os 3.881,89 pontos. Já o tecnológico Nasdaq Composite cai 0,32% para os 13.696,95 pontos. 

O setor da tecnologia, que é também o mais prejudicado na sessão europeia, é o que lidera as quedas em Wall Street, com as gigantes Apple, Microdoft, Facebook, Alphabet, Tesla, Netflix e Amazon a caírem entre 1% e 3%.

O mercado está à espera que o plano de estímulos orçamentais avaliado em 1,9 biliões de dólares seja apresentado em março, pelo presidente Joe Biden. Os investidores estão também de olho em Jerome Powell, presidente da Fed, que estará no Congresso a falar sobre a política monetária futura do banco central. 

Com o medo da inflação alta a bater à porta, é provável que os bancos centrais comecem a dar sinais de que querem abrandar com a velocidade dos programas de compras de ativos. 

O S&P 500 conseguiu valorizar durante três semanas consecutivas neste mês, enquanto que o Dow Jones terminou a semana anterior quase inalterado. 

22.02.2021

Euro perde força para o dólar

As duas maiores divisas da Europa estão a negociar de forma pouco volátil nesta segunda-feira face ao rival dólar dos Estados Unidos.

O euro perde 0,07% para os 1,2110 dólares, enquanto que a libra se mantém estável nos 1,4010 dólares. 

22.02.2021

Juros da Zona Euro sobem com medo de atuação dos bancos centrais

Os juros da dívida soberana dos países da Zona Euro estão novamente a subir, numa altura em que os investidores estão com algum receio da atuação que se seguirá por parte dos bancos centrais, para responder a uma possível subida da inflação.

É provável que, tanto o banco central dos Estados Unidos, como o Banco Central Europeu, possam começar a colocar a hipótese de um abrandamento dos seus programa de estímulos monetários, para fazer face a uma subida em flecha dos preços do consumidor.

Como tal, o juros da Alemanha sobem 1,5 pontos base para os -0,284% e os juros de Itália ganham 2,1 pontos base para os 0,641%. 

Na Península Ibérica, os juros de Portugal e Espanha sobem 1,8 e 1,3 pontos base, respetivamente.

22.02.2021

Cobre em máximo de nove anos com "outlook" para a procura a sorrir. Ouro sobe

Os metais preciosos estão a valorizar na sessão desta segunda-feira, à medida que os investidores transferem o risco do mercado de ações para a maior segurança destes ativos que servem, por norma, de refúgio para os investidores. 

E numa altura em que a previsão para a procura aumenta, à medida que a recuperação económica se começa a avistar, os preços sobem para máximos.

É o caso do cobre que está no preço mais alto dos últimos nove anos, nos 8.909 dólares. Também o ouro sobe hoje 0,72% para os 1.797,05 dólares por onça.

22.02.2021

Petróleo continua a subir após Goldman prever escalada para 70 dólares

Os preços do crude em níveis inviáveis para o custo do “fracking”, os cortes de “rating”, o elevado endividamento e o crescimento das energias mais limpas pressionaram o setor do petróleo de xisto.

Os preços do petróleo regressam às subidas no mercado, apesar de o mau tempo no Texas, EUA, estar a abrandar.

Face a estas previsões, o preço do Brent - que serve de referência para Portugal - sobe 0,68% para os 63,35 dólares por barril, enquanto que o preço do norte-americano WTI (West Texas Intermediate) avança 0,49% para os 59,53 dólares por barril.

A impulsionar os preços está uma previsão risonha do Goldman Sachs, que aponta para uma subida até aos 70 dólares dos preços da matéria-prima, nos próximos meses.

A recuperação da covid-19, com o número de novos casos a abrandar em praticamente todo o mundo, é um dos principais motivos para a recuperação da procura pela matéria-prima. 

22.02.2021

Europa em queda com subida de preços no horizonte

Os principais índices na Europa abriram a sessão desta segunda-feira em queda, seguindo a tendência negativa na sessão asiática, numa altura em que os investidores estão de pé atrás, devido a uma possível subida em flecha da inflação. 

Por esta altura, o Stoxx 600 - índice que agrupa as 600 maiores cotadas da Europa - cai 1,14% para os 410,09 pontos, com o setor da tecnologia a liderar as más prestações no "velho continente" e a registar um declínio superior aos 2%.

Com a propagação da covid-19 a acalmar em todo o mundo, graças a todas as restrições impostas, a recuperação económica começa novamente a ecoar na cabeça dos investidores.

Mas esta recuperação - estimulada com vários pacotes orçamentais - pode fazer-se acompanhar de uma subida repentina dos preços do consumidor que, por sua vez, pode levar a um apertar de cinto por parte dos bancos centrais. 

Nos Estados Unidos, espera-se que comece a haver progressos sobre o programa de apoio orçamental de 1,9 biliões de dólares e que Joe Biden, presidente do país, o apresente em março. 

22.02.2021

Futuros em queda com medo da inflação a fazer-se sentir

Os futuros das ações europeias e norte-americanas estão a negociar em queda na pré-abertura desta segunda-feira, com os receios de uma subida espontânea da inflação a afastar os investidores dos ativos de maior risco. 

Por esta altura, os futuros do Euro Stoxx 50 - índice que agrupa as 50 maiores empresas na Europa - perdem 0,4%, enquanto que o norte-americano S&P 500 perde 0,2%, ao mesmo tempo que o "sell-off" no mercado secundário de dívida continua. 

Em todo o mundo, as taxas de juro da dívida soberana dos países estão a subir, desde a Nova Zelândia e Austrália até aos Estados Unidos, onde a "yield" do Tesouro a dez anos está no seu nível mais alto em cerca de um ano. 

Durante a madrugada em Lisboa, a sessão asiática pintou-se maioritariamente de "vermelho", eliminando alguns ganhos iniciais à boleia de uma subida nos preços dos metais, como o cobre, que está a cotar em máximos de mais de nove anos. China (-0,3%) e Hong Kong (-0,2%) perderam força, enquanto que o Japão conseguiu registar ganhos (0,6%).

Nos Estados Unidos, espera-se que comece a haver progressos sobre o programa de apoio orçamental de 1,9 biliões de dólares e que Joe Biden, presidente do país, o apresente em março.

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