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Petróleo afunda mais de 10% e bolsas sofrem maior queda desde março com regresso do medo

Acompanhe aqui o dia nos mercados, minuto a minuto.

Os novos números da pandemia foram bem recebidos pelos investidores.
Andy Rain/EPA
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Futuros dos EUA e da Europa em queda. Ásia no vermelho
Os futuros dos índices dos Estados Unidos e da Europa seguem a negociar de forma negativa, apontando para uma abertura de sessão europeia no "vermelho", seguindo o cenário vivido no continente asiático, durante a madrugada em Lisboa. 

A pressionar o sentimento dos mercados estão as previsões económicas feitas ontem pelo presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos, Jerome Powell, que reviu em baixa o desempenho económico do país para os próximos anos. Powell apontou para uma contração de 6,5% no PIB (produto interno bruto) da maior economia do mundo este ano, quando em dezembro apontava para um crescimento de 2% no mesmo período. 

Também a causar preocupação junto dos investidores está o número crescente de novos casos em alguns estados do país presidido por Donald Trump, com o medo de uma segunda vaga de propagação forte a conter o apetite pelo risco. 

Agora, o número de casos de infetados superou a barreira dos 2 milhões nos Estados Unidos, com o Texas a gerar particular preocupação, uma vez que voltou a registar um grande número de novos casos. 

Por esta altura, os futuros do S&P 500 caem 1,3%, enquanto que os futuros do Stoxx 50, índice que reúne as 50 maiores cotadas do continente europeu, perde 2,2%. A negociação na Ásia foi também negativa, com o índice MSCI para a Ásia-Pacífico a desvalorizar 1,8%.
Petróleo derrapa com inventários nos EUA em máximos
Os preços do petróleo estão a negociar em queda nesta quinta-feira, pressionados pelo relatório dos Estados Unidos que mostrou uma subida de inventários da matéria-prima, na semana passada. 

De acordo com a Administração de Informações de Energia dos EUA (EIA, na sigla em inglês), o número de "stocks" de petróleo subiu cerca de 5,72 milhões de barris para um total acumulado de 538,1 milhões de barris, o que representa o maior valor desde que a Bloomberg compila estes dados, em 1982.

Ainda assim, a produção caiu pela décima semana consecutiva, permitindo assim aliviar a pressão no armazenamento físico dos barris de petróleo em Cushing, Oklahoma. 

Por esta altura, o Brent - negociado em Londres e que serve de referência para Portugal - perde 3,52% para os 40,26 dólares por barril, enquanto que o WTI (West Texas Intermediate) desvaloriza 4,02% para os 38,01 dólares por barril. 
Europa com maior ciclo de quedas desde março
As principais praças europeias estão a cair na sessão desta quinta-feira, pressionadas pelos receios de uma segunda vaga de infeções da covid-19 e pelo discurso de ontem de Jerome Powell, presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed). 

O Stoxx 600, índice que reúne as 600 maiores cotadas da região, desvaloriza 2,58% para os 358,65 pontos, alargando o ciclo de perdas para quatro sessões seguidas. Isto representa o maior ciclo de perdas desde meados de março deste ano. 

Todos os setores na Europa negoceiam no "vermelho",  com a banca e o setor do turismo entre as maiores quedas.

Ontem, a Fed reviu em baixa as previsões para a maior economia do mundo, antecipando uma quebra de 6,5% no PIB dos Estados Unidos este ano. Em dezembro do ano passado, a Fed estimava um crescimento de 2%.

Contudo, Powell abriu a porta a novos estímulos monetários no futuro mas, para já, decidiu manter as taxas de juro diretoras em mínimos históricos no intervalo entre 0% e 0,25%, indicando que se deverão manter neste patamar até, pelo menos, 2022. 

Para além deste fator, o medo de uma segunda fase de infeções de covid-19 no país está a fazer recuar os investidores dos ativos de maior risco. No Texas o número de casos disparou após o confinamento, o que levantou muitas preocupações nesse sentido.
Euro e libra voltam a perder força para o dólar
As duas maiores divisas da Zona Euro voltaram a perder fôlego para o dólar dos Estados Unidos, após várias sessões em alta. 

O euro perde 0,07% para os 1,1366 dólares, pondo fim a uma sequência de três sessões consecutivas em queda. 

Já a libra esterlina recua 0,52% para os 1,2679 dólares, terminando um dos maiores ciclos vencedores deste século, com dez sessões consecutivas a apreciar face ao dólar.

  
Juros da Zona Euro em queda após encontro da Fed
Juros da Zona Euro em queda após encontro da Fed
Os juros da dívida dos países europeus permanecem em queda na sessão de hoje, depois de a Fed ter mantido as taxas de juro inalteradas e aberto a porta a novos estímulos no futuro. 

Na Alemanha, que serve de referência para o bloco, os juros com maturidade a dez anos caem 4,5 pontos base para os -0,379%, o que representa um mínimo de uma semana. 

Na chamada periferia europeia, a tendência é semelhante, apesar de as perdas serem menores. A taxa de referência em Itália perde 2 pontos base para os 1,526%, enquanto que em Espanha cai 1,7 pontos base para os 0,654%. 

Em Portugal, a taxa de juro a dez anos recua 1,9 pontos base para os 0,613%, mantendo-se assim a um nível inferior aos do país vizinho. 

A única exceção na Zona Euro vai para a Grécia, com os juros helénicos a subirem 0,8 pontos base para os 1,354%. Ainda assim, apresentam um risco inferior aos juros transalpinos. 
Ouro desvaloriza com taxas de juro em mínimos
O ouro está a desvalorizar na sessão de hoje, pressionado com o facto de Jerome Powell, líder da Reserva federal dos Estados Unidos, ter mantido as taxas de juro diretoras em mínimos históricos (num intervalo de entre 0% e 0,25%), após o encontro de dois dias do banco central.

Contudo, as previsões macroeconómicas pessimistas do líder da Fed estão a travar maiores ganhos e a encorajar alguns investidores a apostarem no metal precioso. 

O ouro cai então 0,24% para os 1.734,45 dólares por onça.
Medo de segunda vaga trava abertura de Wall Street
Os três principais índices de Wall Street abriram a sessão desta quinta-feira em queda, com os investidores a temerem uma forte segunda vaga de contágios, à medida que os casos voltam a aumentar em algumas regiões dos Estados Unidos. 

Por esta altura, o Dow Jones perde 2,90% para os 26.208,91 pontos e o S&P 500 cai 2,48% para os 3.111,41 pontos. O tecnológico Nasdaq recua dos máximos históricos atingidos ontem e desvaloriza 2,48% para os 9.809,19 pontos. 

Entre os setores, o da aviação e o dos casinos são os que mais caem no país, com os novos casos de infetados com a covid-19 a fazerem recear um novo confinamento.

A United Airlines, American Airlines, Norwegian Cruise Line, Royal Caribbean Cruises e Wynn Resorts perdem entre 9% a 13%. 

A volatilidade voltou a subir para níveis elevados. O índice do medo, que mede o pulso a quão voláteis os mercados estão, subiu 30 pontos pela primeira vez, desde 1 de junho.  

O relatório do Departamento do Trabalho mostrou que cerca de 1,54 milhões de pessoas pediram o subsídio de desemprego nos Estados Unidos, na semana passada, em linha com o previsto pelos analistas.

Euro ganha ao dólar pela 12.ª sessão em 13
Euro ganha ao dólar pela 12.ª sessão em 13

O dólar retomou a tendência negativa das últimas sessões e volta a perder terreno face à moeda europeia. O euro valoriza 0,16% para 1,1392 dólares, registando a quarta sessão consecutiva de ganhos e a 12.ª em 13 sessões.  

Esta subida do euro face ao dólar surge apesar da sessão estar a ser marcada pela aversão ao risco por parte dos investidores, o que habitualmente favorece a moeda norte-americana. Ontem a Reserva Federal indicou que não prevê subir os juros até ao final de 2022 e avançou com estimativas sombrias para a economia norte-americana (recessão de 6,5% este ano).

Juros das obrigações em forte queda com fuga das ações

A queda violenta nos mercados de ações está a beneficiar os títulos de dívida soberana, com os investidores a procurarem refúgio nas obrigações. A tendência é de queda nos juros em todas as principais geográficas, incluindo no sul da Europa, que inverte o movimento de subida da última sessão.

A taxa genérica das obrigações a 10 anos de Portugal desce 5,9 pontos base para 0,573%, enquanto na dívida espanhola o alívio é de 6,5 pontos base para 0,605%.

Nas obrigações soberanas alemãs as descidas são ainda mais intensas, com a "yield" das bunds a 10 anos a ceder 8,7 pontos base para -0,422%. A taxa das obrigações norte-americanas com a mesma maturidade desce 6,4 pontos base para 0,66%.

A descida dos juros das obrigações surge depois da Fed ter assinalado que não deverá aumentar as taxas de juro até final de 2022 e ter avançado com perspetivas negativas para a economia norte-americana. O banco central estima que o PIB dos EUA deverá recuar 6,5% este ano.   

Petróleo afunda com aumento de stocks nos EUA e projeções desanimadoras da Fed
Petróleo afunda com aumento de stocks nos EUA e projeções desanimadoras da Fed

As cotações do "ouro negro" seguem em terreno negativo nos principais mercados internacionais, pressionadas pelo aumento das reservas norte-americanas de crude e pelo facto de a Reserva Federal ter estimado que a economia dos EUA pode encolher 6,5% este ano.

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em julho segue a perder 7,30% para 36,71 dólares por barril, a sua maior queda diária desde 27 de abril.

Já o contrato de agosto do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, recua 6,54% para 39 dólares, naquela que é a maior desvalorização desde 21 de abril.

O Brent já esteve hoje a afundar 7,40% para 38,64 dólares. Isto depois de no dia 8 ter superado os 43 dólares.

Os inventários de crude nos EUA aumentaram inesperadamente em 5,7 milhões de barris na semana terminada a 5 de junho, para 538,1 milhões de barris – um recorde –, numa altura em que as importações do país subiram com o impulso do crude comprado pelas refinarias quando a Arábia Saudita inundou o mercado em março e abril, anunciou esta quinta-feira o Departamento norte-americano da Energia.

Também os stocks de gasolina cresceram mais do que o previsto, para 258,7 milhões de barris.

A agravar esta pressão nos preços da matéria-prima está o facto de a Fed prever um longo caminho para a recuperação económica dos Estados Unidos – antecipando uma contração de 6,5% este ano.

A Reserva Federal sublinhou que o desemprego nos EUA deverá estar atingir 9,3% no final de 2020 – e que demorará anos a diminuir.

O banco central liderado por Jerome Powell referiu igualmente que as taxas de juro deverão manter-se em torno de zero durante pelo menos o próximo ano.

Perspetivas sombrias da Fed dão mais brilho ao ouro

O metal amarelo continua a negociar em alta, a capitalizar o seu estatuto de valor-refúgio, depois de uma projeção sombria da Fed para a economia dos EUA, e isto numa altura em que as bolsas também estão a perder terreno com os receios de uma segunda vaga de infecções por covid-19.

A Reserva Federal norte-americana apresentou uma projeção sombria para a retoma do país, prevendo que a economia registe uma contração de 6,5% este ano e que o desemprego atinja os 9,3%.

Estas estimativas da Fed e os receios em torno da pandemia estão a diminuir o apetite dos investidores pelo risco, que preferem virar as suas atenções para ativos considerados mais seguros, como é o caso do ouro.

O ouro a pronto (spot) segue a somar 0,3% para 1.740,97 dólares por onça em Londres [depois de já ter atingido hoje máximos de 2 de junho, nos 1.742,71 dólares], ao passo que os futuros negociados no mercado nova-iorquino (Comex) avançam 1,8% para 1.751,20 dólares.

PSI-20 cai quase 3% na sexta sessão em queda

A bolsa portuguesa fechou em terreno negativo pela sexta sessão consecutiva, o que representa o ciclo de quedas mais prolongado desde o início de março, numa sessão marcada por quedas violentas nas principais bolsas mundiais, devido às previsões pessimistas da Reserva Federal e receios de uma segunda vaga de covid-19 em alguns estados dos Estados Unidos.

O PSI-20 desceu 2,84% para 4.356,08 pontos, sofrendo a queda mais acentuada desde 14 de maio que colocou o índice português em mínimos de 29 de maio.

Nas bolsas europeias as descidas foram ainda mais acentuadas, com o Stoxx600 a descer perto de 4% na queda mais acentuada desde 23 de março. Em Wall Street os principais índices também registam quedas acentuadas.

Na bolsa portuguesa, que em seis dias de correção perdeu mais de 6%, o sell off apanhou quase todas as cotadas, sendo que no PSI-20 só a Jerónimo Martins conseguiu fechar em terreno positivo.

A retalhista subiu 0,36% para 15,345 euros, sendo que a sua rival no retalho em Portugal registou a segunda queda mais acentuada do índice. As ações da Sonae desceram 6,11% para 0,63 euros, um desempenho negativo só superado pela Sonae Capital (-6,53% para 0,544 euros).

Seguiu-se o BCP, que é das cotadas portuguesas que mais de perto segue o movimento dos mercados globais e nas últimas sessões tinha recuperado com força dos mínimos de março. As ações do banco liderado por Miguel Maya cederam 5,86% para 11,25 cêntimos.

A Galp Energia foi das cotadas que mais pressionou o PSI-20 (-4,44% para 10,75 euros) num dia em que o petróleo também está a afundar, com o Brent em Londres abaixo dos 40 dólares em Londres.

No setor da pasta e papel as quedas também foram acentuadas, numa altura em que o dólar continua a perder terreno para o euro, o que penaliza as receitas destas empresas. A Navigator caiu 4,85% para 2,16 euros, a Semapa cedeu 5,65% para 8,35 euros e a Altri desvalorizou 3,43% para 4,06 euros.

Stoxx600 sofre maior queda desde março
Stoxx600 sofre maior queda desde março

As previsões pessimistas da Fed e os receios com uma segunda vaga de covid-29 levaram os investidores a "descer à terra" face aos efeitos da pandemia, o que está a provocar uma correção acelerada face ao rally a que se assistiu nas últimas semanas nos mercados acionistas globais, que chegaram a recuperar quase todas as perdas provocadas pela covid-19.

O regresso do medo levou o Stoxx600 a descer 4,10% para 353,07 pontos, o que representa a queda mais acentuada desde 23 de março para o índice europeu. O movimento fortemente negativo registou-se em quase todas as praças europeias, com o espanhol IBEX a cair mais de 5%, enquanto o francês CAC e o alemão DAX desceram mais de 4%.

O setor da banca (-6,91%), automóvel (-7,27%) e oil & gas (-6,19%) lideraram as perdas na sessão de hoje, corrigindo da recuperação registada nas últimas semanas.

Em Wall Street os principais índices também registam quedas acentuadas, com o Dow Jones a deslizar já perto de 5%, enquanto Nasdaq e S&P500 caem mais de 3%.

Este sell off nos mercados acionistas surge depois de nas últimas semanas se ter assistido a um dos rally mais fortes da história, com as ações a disparem de forma acelerada das perdas históricas registadas em março, mês marcado pela propagação da pandemia um pouco por todo o mundo. Ainda esta semana o S&P500 chegou a transacionar em terreno positivo no ano e o tecnológico Nasdaq atingiu máximos históricos acima dos 10.000 pontos.

Ontem a OCDE avançou com previsões negras para a evolução da economia mundial e no final do dia a Reserva Federal também traçou um cenário pessimista, apontando para uma recessão de 6,5% na maior economia do mundo.

Estas previsões representaram um balde de água fria para os investidores que estavam a apostar forte nos mercados acionistas devido à expectativa de recuperação rápida na economia global. Os receios de uma nova vaga de covid-19, também referidos pela OCDE, acentuaram o movimento de venda nos mercados acionistas globais, o que explica o sell off a que se assiste hoje e que faz lembrar várias das sessões negras vividas em março, quando o medo dos efeitos da pandemia estava nos picos.

Petróleo afunda mais de 10% nos EUA

O preço do petróleo segue a aprofundar o movimento de queda, pressionado pelo aumento das reservas norte-americanas de crude e pelo facto de a Reserva Federal ter estimado que a economia dos EUA pode encolher 6,5% este ano.

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em julho mergulha 9,62% para 35,79 dólares por barril, a sua maior queda diária desde 27 de abril (quando afundou 28%), e já esteve a afundar mais de 10%.

Já o contrato de agosto do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, recua 8,32% para 38,26 dólares, naquela que é a maior desvalorização desde 21 de abril. Isto depois de no dia 8 ter superado os 43 dólares.

Os inventários de crude nos EUA aumentaram inesperadamente em 5,7 milhões de barris na semana terminada a 5 de junho, para 538,1 milhões de barris – um recorde –, numa altura em que as importações do país subiram com o impulso do crude comprado pelas refinarias quando a Arábia Saudita inundou o mercado em março e abril, anunciou esta quinta-feira o Departamento norte-americano da Energia.

Também os stocks de gasolina cresceram mais do que o previsto, para 258,7 milhões de barris.

Os cortes de oferta de petróleo a nível mundial e a flexibilização das medidas de confinamento nalguns países levaram os preços a subir nas últimas três semanas, isto depois de o WTI ter negociado a 20 de abril em valores negativos, algo que nunca tinha acontecido – altura em que o Brent transacionou em mínimos de 21 anos, abaixo dos 20 dólares.

No entanto, a retoma da procura de combustível é ainda desigual na Ásia e existe muito petróleo armazenado em terra e no mar (nos superpetroleiros).

A agravar esta pressão nos preços da matéria-prima está o facto de a Fed prever um longo caminho para a recuperação económica dos Estados Unidos – antecipando uma contração de 6,5% este ano.

A Reserva Federal sublinhou que o desemprego nos EUA deverá estar atingir 9,3% no final de 2020 – e que demorará anos a diminuir.

O banco central liderado por Jerome Powell referiu igualmente que as taxas de juro deverão manter-se em torno de zero durante pelo menos o próximo ano.

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