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Ao minuto05.10.2020

Melhoras de Trump abrem apetite pelo risco. Bolsas e petróleo ganham, juros sobem e dólar cede

Acompanhe aqui o dia nos mercados.

Bloomberg
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 05 de Outubro de 2020 às 17:12
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05.10.2020

Bolsas europeias sobem à boleia da recuperação de Trump

Esta segunda-feira foi um dia de ganhos para as bolsas europeias, que arrancaram a semana a tirar partido do maior otimismo dos investidores tendo em conta os avanços quanto a um novo pacote de estímulos económicos nos Estados Unidos assim como das melhoras registadas no estado de saúde de Donald Trump.

No primeiro caso, democratas e republicanos parecem mais próximos de um acordo para novo pacote de apoio à retoma da maior economia mundial. No segundo, a equipa médica de Trump garante que o presidente norte-americano, que testou positivo à covid-19 na sexta-feira passada, deverá sair do hospital ainda esta segunda-feira.

No plano nacional, o PSI-20 somou 1,20% para 4.135,98 pontos, apoiando-se sobretudo nas subidas da Galp e da Mota-Engil. A petrolífera somou 5,5% para a casa dos 8 euros e 23 cêntimos por ação, enquanto a construtora ganhou 3,5% para fechar ligeiramente acima de 1 euros 12 cêntimos.

Já o índice de referência europeu Stoxx600 somou 0,81% para 365,63 pontos, valorizando assim pelo terceiro dia para a cotação mais alta desde 21 de setembro. O Stoxx600 beneficiou sobretudo das subidas expressivas dos setores das viagens, telecomunicações, automóvel e petrolífero.

05.10.2020

BCP, Galp e Jerónimo dão gás à bolsa nacional

A praça lisboeta encerrou em terreno positivo, com o índice de referência nacional a somar 1,20% para 4.13598 pontos, tendo sido das que mais valorizou no Velho Continente.

 

No resto da Europa, a tendência foi igualmente de subida, com as melhoras do presidente norte-americano, Donald Trump, a darem novo fôlego.

 

Os médicos do chefe da Casa Branca indicaram que Trump poderá ter alta ainda hoje, o que animou os investidores depois do abalo de sexta-feira – quando se soube que Trump tinha testado positivo à covid-19, tendo sido internado por precaução, suscitando incertezas quanto às eleições presidenciais dos EUA a 3 de novembro.

 

Por cá, das 18 cotadas que compõem o PSI-20, apenas a Ibersol, EDP e Pharol fecharam no vermelho. A REN e a Novabase ficaram inalteradas face ao fecho de sexta-feira.

 

A Galp Energia foi a que mais valorizou, ao escalar 5,56% para 8,24 euros num dia em que também as cotações do petróleo registam fortes subidas.

 

Também o BCP contribuiu para impulsionar o índice de referência nacional, a subir 1,28 para 8,24 cêntimos por ação. Isto depois de na sexta-feira o banco liderado por Miguel Maya ter marcado um novo mínimo histórico, nos 7,9 cêntimos, ao perder perto de 4%. 

 

O setor do retalho esteve igualmente entre os melhores desempenhos, com a Jerónimo Martins a somar 1,24% para 14,26 euros e a Sonae a avançar 1,59% para 0,58 euros.

05.10.2020

Dólar perde tração face às principais moedas

Ainda resta muita vida ao dólar, apesar da recente desvalorização da moeda norte-americana.

A moeda única europeia segue a ganhar terreno face à nota verde, com o dólar a ser penalizado pelo facto de moedas de mais risco – o dólar, iene e franco suíço são tidos como ativos-refúgio – estarem a gerar apetite junto dos investidores no dia em que se espera que Donald Trump tenha alta do hospital.

 

O presidente norte-americano disse na sexta-feira de madrugada que tinha testado positivo para a covid-19 e foi ao final do dia internado por precaução – o que abalou as bolsas, já que a situação suscitou grande incerteza quanto às eleições presidenciais nos EUA de 3 de novembro.

 

Mas entretanto ontem os médicos de Trump disseram que o chefe da Casa Branca poderia ter alta hoje e já à noite o presidente deu um curto passeio numa comitiva de carros junto ao hospital, o que ajudou a melhorar o apetite pelo risco, deixando de lado ativos como o dólar.

 

O índice do dólar está a perder 0,2% para 93,658 pontos. Já o euro é uma das moedas a ganhar terreno face à nota verde, a subir 0,3% para 1,1755 dólares.

 

05.10.2020

Juros das dívidas sobem na Zona Euro e afastam-se de mínimos

Os juros das dívidas públicas estão a agravar-se na Zona Euro, que assim invertem face à tendência de alívio observada durante o início da manhã, afastando-se dos mínimos já hoje registados.

A taxa de juro associada às obrigações soberanas de Portugal com maturidade a 10 anos avança 2,4 pontos base para 0,239%, isto depois de esta manhã ter transacionado em mínimos de 4 de março.

A "yield" portuguesa a 10 anos mantém-se assim novamente abaixo da taxa de juro exigida pelos investidores para adquirirem, no mercado secundário, dívida espanhola com o mesmo prazo. A "yield" espanhola sobe 3,8 pontos base para 0,255%, uma subida expressiva que reflete o maior receio dos investidores quanto à evolução da crise pandémica na Espanha, isto numa altura em que a capital espanhola, Madrid, está novamente em confinamento.

Também as taxas de juro correspondentes aos títulos soberanos da Itália e da Alemanha estão a subir no prazo a 10 anos, com a "yield" transalpina a crescer 0,9 pontos base para 0,791% (esta manhã chegou a recuar para mínimos de setembro de 2019) e a "yield" alemã a subir 2,9 pontos base para -0,509%.

05.10.2020

Ouro ganha com quebra do dólar

O metal amarelo tem brilhado mais do que nunca, numa altura em que os inves    tidores procuram um refúgio para os seus ativos, num contexto de maior risco no plano económico e geopolítico.

O metal amarelo segue em alta nos principais mercados, sustentado sobretudo pela depreciação da nota verde.

 

O ouro a pronto (spot) segue a ganhar 0,68% para 1.911,56 dólares por onça no mercado londrino.

 

No mercado nova-iorquino (Comex), os futuros do ouro somam 0,50% para 1.909,70 dólares por onça.

 

Num dia em que se espera que Donald Trump possa ter alta do hospital, onde está internado desde sexta-feira, por precaução, depois de ter testado positivo à covid-19, os investidores estão a privilegiar ativos de maior risco, como as ações e o petróleo, não estando o dólar tão atrativo.

 

A desvalorização do dólar acaba assim por estar a ajudar o metal precioso, uma vez que é denominado na moeda norte-americana e fica mais atrativo como investimento alternativo.

05.10.2020

Petróleo dispara 5% com perspetiva de recuperação de Trump

O preço do petróleo segue a registar subidas expressivas tanto em Londres como em Nova Iorque, estando ao início da tarde desta segunda-feira a apreciar em torno de 5% nas duas cidades.

No caso da capital inglesa, o Brent do Mar do Nortem que é usado como valor de referência para as importações nacionais, avança 4,81% para 41,16 dólares por barril. Na primeira valorização em cinco sessões, o Brent recupera do mínimo de 16 de junho ontem registado.

Já em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) soma 5,34% para 39,03 dólares por barril, uma valorização que acontece depois de duas quedas consecutivas e que permite ao WTI avançar face ao mínimo de 9 de setembro verificado na passada sexta-feira.

A valorização do preço do crude está a ser impulsionada pela indicações de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que se encontra internado por ter sido infetado pelo novo coronavírus, poderá sair do hospital ainda nesta segunda-feira.

Esta indicação dada pela equipa médica do presidente contraria as notícias que durante o fim de semana apontavam para uma deterioração do estado de saúde de Trump, circunstância que causou receio nos mercados por poder limitar a ação presidencial num contexto de crise decorrente da pandemia.

Também a contribuir para a valorização da matéria-prima está o facto de a Noruega ter decidido cortar cerca de 330 mil barris à produção diária de barris, o que representa cerca de um terço da respetiva produção petrolífera. A queda do nível de oferta de crude implica a valorização do preço do barril de petróleo.

05.10.2020

Melhoras de Trump deixam Wall Street a subir 1%

A bolsa nova-iorquina abriu em alta, num dia em que a expectativa é a de que o presidente Donald Trump poderá sair do hospital em breve.

O generalista S&P500 avança 0,92% para os 3.379,39 pontos, o industrial Dow Jones soma 1,02% para os 27.964,44 pontos e o tecnológico Nasdaq sobe os mesmos 1,02% para os 11.187,52 pontos.

 "As notícias em torno de Trump deverão continuar a causar uma volatilidade extra", defendem os analistas da Merck Finck Privatbankiers, citados pela Bloomberg. Os mesmos especialistas acreditam que um "progresso claro ou mesmo um acordo" no que toca aos estímulos orçamentais nos Estados Unidos será o que mais fará "disparar o apetite para o risco".

Durante o fim-de-semana, o líder da Casa Branca fez uma publicação no Twitter na qual defendia que era "necessário" chegar a um acordo acerca de um novo pacote de estímulos, alimentando as esperanças dos investidores de que republicanos e democratas cheguem a um entendimento. 

No mundo empresarial, a Regeneron Pharmaceuticals disparou depois de um dos seus tratamentos experimentais de anticorpos ter sido aplicado no presidente dos Estados Unidos de forma a contrariar a infeção por covid-19.

05.10.2020

Europa soma pela terceira sessão com estímulos e melhoras de Trump na mira

A Europa segue sólida no verde, numa altura em que o estado de saúde de Trump continua a dominar o sentimento dos mercados, ao mesmo tempo que o presidente alimenta as esperanças quanto ao lançamento de novos estímulos à economia.

O Stoxx600 segue a subir 0,58% para os 364,75 pontos, avançando pela terceira sessão consecutiva. As praças europeias reúnem-se em torno desta fasquia, todas com ganhos acima de 0,5%. No Velho Continente, as maiores cotadas dos setores do turismo e das telecomunicações são as que mais impulsionam o índice. 

A equipa médica de Trump permite o otimismo depois de anunciar que o líder da Casa Branca poderá abandonar o hospital já esta segunda-feira. Mas o próprio presidente deu um motivo de alegria aos mercados, ao publicar no Twitter, durante o fim de semana, que "é necessário" chegar a um acordo para um novo pacote de estímulos - uma iniciativa que tem sido travada pela falta de entendimento entre democratas e republicanos.

05.10.2020

Ouro vacila perante perspetivas de novos estímulos

O ouro segue a descer 0,59% para os 1.888,62 dólares, seguindo a mesma tendência da última sessão, de sexta-feira, apesar de no acumulado da semana anterior mostrar ganhos.

O sentimento deteriora-se em relação ao metal amarelo, que atrai as atenções sobretudo como ativo de refúgio, numa altura em que se reduzem as incertezas quanto à possibilidade de que os Estados Unidos lancem um novo pacote orçamental de estímulos.

As incertezas diluem-se depois de Trump ter publicado um tweet no qual considera "necessário" avançar com um acordo para lançar novos estímulos. Antes, já Nancy Pelosi, a líder da oposição, se tinha mostrado otimista ao intuir que o estado de saúde do presidente pudesse mudar a atitude ds Republicanos quanto aos estímulos.

05.10.2020

Libra alivia ganhos depois de conversas inconclusivas sobre Brexit

A moeda britânica valorizou quase 1,5% no conjunto da semana passada, mas segue agora com uma quebra de 0,17% para os 1,2913 dólares.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson (na foto), e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, concordaram no sábado, 3 de outubro, em "trabalhar intensamente" para alcançar um acordo comercial pós-'Brexit'. Isto depois de o principal negociador europeu, Michel Barnier, e o seu homólogo britânico, David Frost, terem tido a última discussão agendada no atual calendário, e terem-se manifestado preocupados com o pouco tempo que resta para alcançar um acordo nos prazos estabelecidos por ambas as partes.

Já o euro leva a melhor face ao dólar, ainda que com uma valorização ligeira, de 0,07% para os 1,1724 dólares. O dólar tem perdido força a medida que o otimismo regressa aos mercados de capitais e afasta os investidores deste ativo-refúgio.  

05.10.2020

Petróleo recupera de mínimo de três semanas

O petróleo está a subir quase 2% nos mercados internacionais, depois de ter atingido mínimos de três semanas, na sessão de sexta-feira, castigado pelo movimento de fuga ao risco por parte dos investidores, e pelas perspetivas de quebra no consumo de combustíveis, devido à forte propagação do novo coronavírus em várias regiões do mundo.

Esta segunda-feira, a matéria-prima já está a recuperar, depois de a equipa médica que acompanha o presidente dos Estados Unidos ter anunciado ontem que Donald Trump deverá deixar o hospital já esta segunda-feira, após ter recebido tratamento para a covid-19.

Nesta altura, o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, ganha 1,94% para 37,77 dólares, enquanto o Brent, transacionado em Londres, valoriza 1,73% para 39,95 dólares.

05.10.2020

Juros em queda ligeira na Zona Euro

Os juros da dívida dos países do euro estão em queda ligeira esta segunda-feira, marcada pelo regresso do apetite dos investidores pelo mercado de ações, devido às notícias positivas sobre o estado de saúde do presidente dos Estados Unidos.

Por cá, os juros das obrigações a dez anos descem 0,1 pontos base para 0,213%, enquanto em Itália, no mesmo prazo, a queda é de 0,4 pontos para 0,779%.

Na Alemanha, a yield recua 0,8 pontos para -0,546% e Espanha contraria a tendência com uma subida ligeira de 0,4 pontos para 0,221%.

05.10.2020

Bolsas recuperam com esperança em melhoras de Trump e em acordo para novos estímulos

As bolsas asiáticas subiram, tal como os futuros das bolsas norte-americanas e das europeias. A animar estão as perspetivas de que Donald Trump abandone o hospital já esta segunda-feira, assim como a indicação, da parte do presidente, de que "é necessário" avançar com um novo pacote de estímulos. 

Japão, Coreia d Sul, Hong Kong e Austrália são algumas das referências asiáticas onde os mercados se pintaram de verde, depois de uma sexta-feira de alta volatilidade, ditada pelas notícias acerca do estado de saúde de Trump, após ter sido divulgado que o presidente dos Estados Unidos testou positivo para a covid-19.

Um membro da equipa médica que está a acompanhar o presidente Trump anunciou que o líder da Casa Branca poderia abandonar o hospital já esta segunda-feira, depois de receber tratamento para a covid-19. Contudo, o estado clínico de Trump mantém-se envolto numa certa confusão, dadas as versões contraditórias que foram sendo avançadas pelos médicos.

"Por agora, o mercado parece estar animado pelo tratamento e recuperação de Trump", apontam os analistas do Commerzbank.

Paralelamente, o presidente dos Estados Unidos fez uma publicação na rede social Twitter, a partir do hospital, dizendo que "é necessário fechar um acordo" para um pacote de estímulos, já depois de a líder da oposição, Nancy Pelosi, se ter mostrado otimista quanto a esta possibilidade.

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