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Ao minuto01.06.2020

Bolsas animam com desconfinamentos e BCE. Euro e ouro avançam mas petróleo cai

Acompanhe aqui o dia dos mercados.

As bolsas registaram uma recuperação acentuada em abril. O índice PSI-20 subiu mais de 5%, o melhor mês em mais de um ano.
Justin Lane/EPA
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 01 de Junho de 2020 às 17:15
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01.06.2020

Juros da Zona Euro regressam às subidas antes de BCE

Os juros da dívida dos países da Zona Euro seguem hoje em alta, depois de uma série de sessões consecutivas a negociar em queda, numa semana marcada por uma nova reunião do Banco Central Europeu. 

A taxa de referência da Alemanha lidera os ganhos, com uma subida de 4,4 pontos base para os -0,407%. Na periferia, os juros de Itália avançam 1,1 pontos base, enquanto que os de Portugal sobem 1 ponto base para os 0,510%, terminando com um ciclo de dez sessões consecutivas a conhecer quedas. 

Na próxima quinta-feira, o Banco Central Europeu vai pronunciar-se sobre os atuais apoios monetários fornecidos à economia da região e espera-se um aumento de 500 mil milhões de euros do seu programa especial de ataque ao impacto da pandemia, de 750 mil milhões de euros, de acordo com a Bloomberg. 

01.06.2020

Petróleo recua com intensificar de tensões EUA-China

As cotações do crude seguem em baixa nos principais mercados internacionais, pressionadas pelo agudizar das tensões entre Washington e Pequim. Ainda assim, os relatos de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e a Rússia estão perto de um acordo para prolongarem os cortes de produção está a travar maiores quedas.

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em julho recua 0,79% para 34,70 dólares por barril.

Já o contrato de julho do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, segue a perder 0,55% para 37,63 dólares.

Os investidores mostram-se mais cautelosos depois de Pequim ter ameaçado os EUA de retaliação devido à sua condenação da lei de segurança nacional da China para Hong Kong.

A China indicou às empresas estatais do país que devem suspender as compras de soja e carne de porco aos EUA, referiram à Reuters duas fontes próximas do processo.

Isto depois de Washington ter dito que a nova lei da China restringe a liberdade de Hong Kong e que, por isso, serão tomadas medidas para revogar o tratamento preferencial [as isenções especiais] dado àquele território chinês – algo que já era receado por Hong Kong.

"Hong Kong já não é um território suficientemente autónomo para garantir um estatuto especial nos termos da legislação norte-americana", frisou a Administração Trump na passada sexta-feira, 29 de maio.

"A possibilidade de renovadas tensões é um risco para a recente subida dos preços do petróleo", comentou à Reuters o diretor do departamento de análise de matérias-primas do BNP Paribas, Harry Tchilinguirian.

Os receios em torno do impacto económico da pandemia de covid-19 também pesam na evolução dos preços.

No entanto, os investidores encontram algum conforto nas notícias de que a OPEP e seus aliados (o chamado grupo OPEP+, onde se inclui a Rússia) estão perto de um compromisso para prolongarem as atuais reduções da oferta.

Desde 1 de maio que está em vigor um corte de produção de 9,7 milhões de barris por dia, delineado pela OPEP+ para maio e junho.

Esta semana está prevista nova reunião para decidir sobre o alargamento desta medida para lá de junho.

A Argélia, que está com a presidência rotativa da OPEP, propôs que a reunião se realize a 4 de junho em vez de ocorrer nos dias anteriormente agendados (9 e 10 de junho).

01.06.2020

Bolsas animam com desconfinamentos e BCE

As principais bolsas europeias regressaram aos ganhos na sessão desta segunda-feira, 1 de junho.

As medidas de desconfinamento e reabertura da atividade económica que vêm sendo adotadas pela generalidade dos países europeus contribuiu para animar o sentimento na Europa.

A que se juntou a expectativa de que o Banco Central Europeu (BCE) posse reforçar em 500 mil milhões de euros o respetivo programa de compra de dívida.

Assim, o índice lisboeta fechou a somar 2,20% para 4.425,86 pontos, o que permitiu ao PSI-20 renovar máximos de 10 de março, em especial apoiado na valorização de 4,62% para 11,21 euros obtida pela Galp Energia.

Já o índice de referência Stoxx600 somou 1,10% para 354,20 pontos com todos os setores do velho continente em alta. No entanto, foram os setores turístico, dos media e da banca europeia que mais impulsionaram as praças do velho continente.

01.06.2020

Euro encabeça maior ciclo de ganhos frente ao dólar este ano

O euro está a apreciar face à divisa norte-americana pelo quinto dia consecutivo, naquele que é o maior ciclo de ganhos desde dezembro do ano passado, que se estendeu até aos primeiros dias de janeiro deste ano. 

Assim, o euro ganha 0,14% para os 1,1117 dólares, o que representa um máximo desde o dia 17 de março deste ano. 

Os analistas do Goldman Sachs estão a apostar na queda do dólar, fixando posições curtas na divisa norte-americana, numa altura em que se espera que a reabertura das economias do país mova os investidores para ativos de maior risco, como o mercado de ações, segundo uma nota divulgada no fim-de-semana. 

Na disputa com a libra, o cenário é idêntico. A moeda britânica ganha 0,97% ao dólar e sobe pelo terceiro dia consecutivo. 

01.06.2020

Tensão EUA/China leva investidores para o ouro

O ouro está a valorizar esta segunda-feira pela terceira sessão consecutiva, refletindo o receio dos investidores perante a nova escalada da tensão entre os Estados Unidos e a China, e a onda de protestos a que se assiste na maior economia do mundo.

Segundo a Bloomberg, as autoridades chinesas ordenaram às empresas estatais que suspendessem a compra de alguns bens agrícolas aos Estados Unidos, o que poderá pôr em risco o acordo comercial alcançado entre as duas potências no início deste ano.

Esta medida terá sido imposta por Pequim depois de Donald Trump ter ameaçado sanções contra o país na sequência da controversa legislação que ameaça a autonomia de Hong Kong.

Com esta incerteza sobre o futuro da relação entre os dois países, os investidores estão a procurar refúgio no ouro, que segue próximo de máximos de sete anos, com uma subida de 0,38% para 1.736,84 dólares.

"O que os mercados estão a ver agora são as crescentes tensões na Grande China, a resposta norte-americana e a agitação nos Estados Unidos a espalhar-se por mais de 70 cidades", disse Rhona O'Connell, analista do INTL FCStone, citada pela Bloomberg.

01.06.2020

China trava compras agrícolas aos Estados Unidos e Wall Street ressente-se

A bolsa nova-iorquina abriu em terreno negativo face a uma nova investida da China, que atinge as empresas agrícolas norte-americanas e volta a colocar o foco nas tensões entre as duas maiores economias do mundo.

O generalista S&P500 desce 0,23% para os 3.037,34 pontos, o industrial Dow Jones trava 0,45% para os 25.269,96 pontos e o tecnológico Nasdaq cede 0,15% para os 9.475,46 pontos.

A China ordenou que algumas das suas empresas cessassem a compra de bens agrícolas com origem nos Estados Unidos, como soja. Esta decisão é tomada depois de Donald Trump, na passada sexta-feira, ter explicado que pretende sancionar a China em reação à nova lei de segurança que este país quer aplicar na região autónoma de Hong Kong. Uma medida que os Estados Unidos veem como uma ameaça à liberdade da região. Contudo, Trump não avançou medidas concretas o que, até agora, estava a descansar os investidores.

O golpe do Governo chinês é infligido numa economia americana que, apesar dos sinais de melhoria em altura de desconfinamento, prepara-se para abraçar pesados números do desemprego e teme o regresso em força da pandemia.

Esta sexta-feira, os dados do mercado de trabalho nos Estados Unidos devem mostrar, de acordo com as previsões, um salto para os 19,6% no número de cidadãos que fizeram pedidos de subsídio de desemprego, a percentagem mais alta desde a Grande Depressão dos anos 30.

Outra ameaça à recuperação são os protestos relacionados com a morte do cidadão negro George Floyd, que foi asfixiado por um agente da autoridade. Os ajuntamentos que as manifestações implicam aumentam o receio de que exista, em breve, uma segunda onda de covid-19 que venha fragilizar mais as contas do país.

01.06.2020

Europa forte de olhos nos estímulos

As principais praças europeias alinham-se no verde, animadas pela perspetiva do anúncio de novos estímulos que deve chegar esta quinta-feira, 4 de junho.

O Banco Central Europeu (BCE) reúne-se na quinta-feira para decidir qual será o rumo da política monetária. De acordo com a Bloomberg, a expectativa dos investidores é a de que o banco liderado por Christine Lagarde deverá aumentar o pacote de estímulo de emergência, de 750 mil milhões de euros.

A Europa resiste assim a pressões relevantes que estão a pesar nos futuros de Wall Street, como é o caso das tensões entre Estados Unidos e China. Para já, Washington não avançou com sanções na sequência da nova lei que Pequim quer aplicar em Hong Kong, mas a administração estará apenas a decidir que autoridade estatal vai impor penalizações. Por outro lado, os protestos que se espalham pelas ruas norte-americanas, em nome da morte de um cidadão negro que faleceu às mãos das autoridades, estão a avivar os receios de que uma segunda onda de covid-19 abale a maior economia do mundo.  

O Stoxx600 avança 0,49% para os 352,09 pontos, rodeado de ganhos semelhantes ou acima de 1% das principais praças europeias. A semana arranca desta forma com um regresso aos ganhos, depois de apenas um deslize na última sexta-feira, num conjunto de seis sessões. O setor que mostra mais pulso é o do turismo, seguido do da banca, ambos a subirem mais de 1%.

01.06.2020

Protestos nos Estados Unidos deixam ouro mais atrativo

Os protestos nos Estados Unidos espoletados pela morte de George Floyd, um cidadão negro que faleceu na sequência de uma detenção violenta pelas autoridades, estão a aumentar a incerteza nos Estados Unidos, sobretudo na ótica de que os ajuntamentos a que as manifestações obrigam podem originar uma nova onda de covid-19 no país.

Ainda a criar algum nervosismo estão as tensões entre os Estados Unidos e a China. Donald Trump não apresentou, para já, com quaisquer sanções a serem aplicadas sobre Pequim, apesar de ter manifestado discordância em relação às políticas anunciadas pelo Governo chinês para Hong Kong.
Neste contexto, o ouro beneficia do estatuto de ativo refúgio, e soma 0,62% para os 1.741,03 dólares por onça, contando a terceira sessão consecutiva no verde.


01.06.2020

Juros quebram alívio de dez sessões

Os juros da dívida portuguesa a dez anos estão a agravar 1,2 pontos base para os 0,511%, voltando a pisar o verde depois de dez sessões consecutivas em que predominou o vermelho. Antes do início deste ciclo de quebras, os juros estavam nos 0,874%, tendo descido mais de 35 pontos base no conjunto das duas últimas semanas.

Em Espanha o dia também é de um ligeiro agravamento, de 0,4 pontos base para os 0,563%. Os juros no país vizinho estão mais altos que os de Portugal desde quarta-feira.

Na referência europeia, a Alemanha, o movimento não difere, e conta-se uma subida de 2,7 pontos base para os -0,422%.

01.06.2020

Petróleo em queda ligeira após ganho mensal recorde

Reuters

O petróleo arrancou a semana em queda ligeira, com as cotações a aliviarem das fortes subidas das últimas semanas, com o a matéria-prima a registar ganhos recorde no mês de maio.

 

Os futuros sobre o Brent para entrega em agosto descem 0,18% para 37,77 dólares. Em Nova Iorque o WTI desce 0,06% para 35,47 dólares.

 

A correção das cotações acontece no arranque de uma semana em que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) deverá reunir para adotar uma decisão sobre se os cortes de produção vão ser alargados além do final de junho.

 

Os países membros do cartel e os seus aliados estão com os níveis de produção mais baixos em duas décadas, sendo que a reabertura gradual de muitas economias em todo o mundo poderá influenciar o que vai ser deliberado pela OPEP.

 

A OPEP+ decidiu em abril efetuar um corte sem precedentes de 9,7 milhões de barris por dia  na produção, que vigora em maio e junho.  

01.06.2020

Dólar recua para mínimos de março

Com os investidores a apostarem em ativos de maior risco, o dólar continua a perder terreno contra as principais divisas mundiais. O índice do dólar está a cair 0,4% para mínimos de março, enquanto o euro valoriza 0,32% para 1,1136 dólares.

 

A moeda europeia avança numa altura em que se reforçam as expetativas de que o Banco Central Europeu vai reforçar as medidas de estímulo na reunião de quinta-feira. Os economistas da Bloomberg Economics estimam que a autoridade monetária vai aumentar o programa de compra de ativos em 500 mil milhões de euros.

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