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Ao minuto24.07.2020

Tensões EUA-China castigam bolsas e petróleo. Ouro e euro ganham força

Acompanhe o dia nos mercados.

Xi Jinping e Donald Trump têm travado várias batalhas. O novo coronavírus voltou a opor os dois países.
Carlos Barria/Reuters
David Santiago dsantiago@negocios.pt 24 de Julho de 2020 às 17:29
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24.07.2020

Juros de Itália têm a melhor semana em dois meses

Os juros da dívida de Itália protagonizaram a sua melhor semana nos últimos dois meses, depois de terem tocado em mínimos de 4 meses e meio graças a uma queda de 16 pontos base na semana, como resposta ao envelope oriundo do Conselho Europeu, anunciado na madrugada de terça-feira. 

Este sentimento foi reproduzido também no mercado de dívida por todo o sul da Europa, a chamada periferia, com Portugal, Espanha e Grécia a conhecerem perdas semanais. Os juros de Espanha e Portugal caíram 6 pontos base nesta semana e os da Grécia 10 pontos base. 

Contudo, hoje a taxa de referência transalpina sobe 2 pontos bases para os 1,07%. Na quinta-feira chegaram a cair abaixo de 1% pela primeira vez desde março deste ano.

Na Alemanha, os juros escalaram dos mínimos de dois meses após o índice PMI ter registado um máximo desde meados de 2018 nos 54,8 pontos. A taxa germânica subiu hoje 4 pontos base para os -0,44%. 

24.07.2020

Europa recua perante parada e resposta entre Washington e Pequim

As principais praças europeias terminaram o dia de hoje em queda, à medida que a relação entre os Estados Unidos e a China vão ganhando novos obstáculos tenebrosos.

O Stoxx 600 - índice que reúne as 600 maiores cotadas da região - perdeu 1,71% para os 367,29 pontos. 

Esta semana, a China anunciou que foi forçada pelos Estados Unidos a encerrar o seu consulado na cidade norte-americana de Houston, numa medida descrita por Pequim como uma "provocação". Como retaliação, Pequim comunicou que mandou encerrar o consulado americano numa cidade do sul do país.

Com o agudizar de tensões entre as duas maiores economias do mundo, os investidores temem efeitos negativos para o evoluir da economia global, sobretudo num contexto de incerteza decorrente da pandemia

A pressionar a sessão desta sexta-feira esteve também o setor tecnológico, devido aos maus resultados da norte-americana Intel, que hoje cai 17% em bolsa. 
A nova tecnologia da Intel, de chips de 7 nanómetros, está com seis meses de atraso, anunciou a empresa na passada quinta-feira, dia em que reportou também os seus números do segundo trimestre.

24.07.2020

Tensões entre Washington e Pequim voltam a abalar petróleo

As cotações do "ouro negro" seguem a negociar em baixa nos principais mercados internacionais.

 

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em setembro cede 0,15% para 41,01 dólares por barril.

 

Já o contrato de setembro do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, recua 0,05% para 43,29 dólares.

 

Os preços da matéria-prima estão a ser pressionados pelo renovar de tensões entre os Estados Unidos e a China.

 

Depois de ontem Washington ter dado 72 horas a Pequim para fechar o seu consulado em Houston devido a alegações de espionagem, hoje foi a vez de a China ter ordenado aos EUA que encerrem o seu consulado na cidade de Chengdu.

 

O Ministério chinês dos Negócios Estrangeiros tinha salientado ontem que a decisão dos EUA "prejudicou gravemente" as relações entre ambos os países e que a China seria obrigada a retaliar.

 

Entretanto foi avançado esta tarde que um investigador chinês está sob custódia no consulado de São Francisco.

 

Estas fricções estão a ofuscar a fraqueza do dólar, o que estava a dar força ao petróleo, que é denominado na nota verde e fica assim mais atrativo como investimento.

24.07.2020

Ouro supera barreira dos 1.900 dólares pela primeira vez desde 2011

O ouro superou a barreira dos 1.900 dólares por onça pela primeira vez desde agosto de 2011, encaminhando-se para perto de máximos históricos atingidos também nesse ano, numa altura em que a tensão entre os Estados Unidos e a China trazem receios para os mercados e impulsionam o metal precioso, um ativo cuja procura tende a aumentar com a turbulência externa. 

Por esta altura, o ouro valoriza 0,83% para os 1.903,05 dólares por onça e alarga o ciclo de ganhos pelo sexto dia consecutivo. Para se verificar uma série tão longa de ganhos é preciso recuar até à primeira semana de janeiro deste ano, quando o metal esteve sete sessões seguidas a conhecer o sabor da vitória. 

"Os comentários de ontem do secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, sobre a necessidade de um dólar estável, não levaram os investidores a mudar de opinião sobre o metal amarelo, e a febre do ouro permanece enorme. Tecnicamente, a primeira zona de suporte podia ser encontrada nos 1.880 dólares, enquanto o preço está a atacar o nível psicológico de 1.900 dólares", escrevia Carlo Alberto de Casa, analista da ActivTrades, minutos antes de o ouro superar esta barreira. 

Esta será também a sétima semana consecutiva em que o metal vai acumular um ganho, naquela que é a maior sequência de subidas semanais desde meados de 2011. Para além do ouro, a prata encaminha-se para o maior ganho semanal das últimas quatro décadas, ao valorizar quase 18%.

24.07.2020

Euro renova máximo de 2018

A moeda única europeia renovou máximos de 2018 esta sessão, com a cotação a ascender a um nível inédito desde o dia 10 de outubro desse ano. Esta é a sexta sessão consecutiva de ganhos para o euro contra a nota verde, que soma 0,24% para os 1,1624 dólares.

Por seu lado, o dólar está a caminho do pior mês desde o início de 2018, e os estrategistas preveem que o sell-off continue. Taxas reais negativas nos Estados Unidos, a proliferação do novo coronavírus no país e um aumento do apetite pelo risco têm afastado os investidores da divisa norte-americana.

O Bloomberg Dollar Spot Index já está a perder 2,5% em julho. Os analistas do Bank of America elevaram o preço alvo do euro face à nota verde para os 1,08 dólares, quando anteriormente apontavam para os 1,05 dólares. Ainda assim, os mesmos analistas consideram que as perspetivas para a divisa norte-americana são positivas, por comparação com o geral das classes de ativos tendo em conta o cenário para a economia global.

24.07.2020

Intel afunda 17% com atraso na nova tecnologia de chips

A nova tecnologia da Intel, de chips de 7 nanómetros, está com seis meses de atraso, anunciou a empresa esta quinta-feira, dia em que reportou também os seus números do segundo trimestre.

 

Esta notícia, a par com uma estimativa para os lucros do terceiro trimestre que desiludiu o mercado, está a pressionar fortemente a cotada na sessão de hoje, com a Intel a perder 16,75% para 50,28 dólares – a maior queda em quatro meses.

 

A fabricante norte-americana de chips anunciou ontem um aumento de 16% dos lucros entre abril e junho, face ao período homólogo do ano passado. O lucro por ação ajustado foi de 1,23 dólares, superior às projeções dos analistas inquiridos pela Refinitiv, que apontavam para 1,11 dólares.

 

Já as receitas ascenderam a 19,73 mil milhões de dólares no segundo trimestre, mais 20% do que no mesmo período do ano passado e acima da estimativa média de 18,55 mil milhões apontada pelo consenso do mercado.

 

No entanto, o "guidance" (estimativas) dos lucros para o trimestre em curso desiludiu os investidores. A Intel prevê um lucro por ação de 1,10 dólares, numa base ajustada, ficando assim aquém do lucro de 1,14 dólares estimado pelos analistas.


Este mau desempenho da Intel está a pressionar o índice tecnológico norte-americano Nasdaq Composite, que recua 1,51% para 10.303,20 pontos.


Também a Apple penaliza o Nasdaq, a cair mais de 3%, depois de ter sido avançado que a empresa adiará para outubro a apresentação dos seus novos produtos, nomeadamente a nova família de iPhones, em vez de realizar o evento em setembro, como é costume.

24.07.2020

Fricções EUA-China penalizam Wall Street

As bolsas do outro lado do Atlântico abriram em baixa, pressionadas pelo recrudescer de fricções entre Washington e Pequim e também pelos dados económicos preocupantes.

 

O Dow Jones segue a ceder 0,57% para 26.501,68 pontos e o Standard & Poor’s 500 recua 0,67% para 3.214 pontos.

 

Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite desvaloriza 1,49% para 10.305,15 pontos. Já ontem o Nasdaq foi o índice com o pior desempenho.

 

A desanimar os investidores está também o anúncio, feito ontem pelo Departamento norte-americano do Trabalho, de que os pedidos de subsídio de desemprego nos EUA aumentaram na semana passada, face à semana precedente, tendência que não se verificava há 16 semanas.

 

Houve 1,42 milhões de solicitações deste apoio na semana terminada a 17 de julho, quando as estimativas apontavam para 1,3 milhões (número que seria igual ao da semana precedente.  

 

Além disso, o tráfego aéreo está de novo a diminuir, bem como as reservas nos restaurantes, numa altura em que os cinemas se mantêm encerrados, tudo devido ao forte ressurgimento de novos casos de covid-19.

 

A contribuir para a incerteza no mercado, pesando assim no sentimento dos investidores, está o renovar de tensões entre os Estados Unidos e a China.

 

Depois de ontem Washington ter dado 72 horas a Pequim para fechar o seu consultado em Houston devido a alegações de espionagem, hoje foi a vez de a China ter ordenado aos EUA que encerrem o seu consulado na cidade de Chengdu.

 

O Ministério chinês dos Negócios Estrangeiros tinha salientado ontem que a decisão dos EUA "prejudicou gravemente" as relações entre ambos os países e que a China seria obrigada a retaliar.

 

Estas pressões surgem numa altura em que os investidores estão a digerir o que se espera ser uma das piores épocas de apresentação de resultados da história das cotadas norte-americanas.

24.07.2020

Juros continuam em queda e periféricos renovam mínimos

Os juros das dívidas públicas dos países periféricos da Zona Euro estão uma vez mais a aliviar no mercado secundário, assim renovando mínimos do início de março.

A taxa de juro referente à dívida de Portugal com prazo a 10 anos cai 0,6 pontos base para 0,312%, a quinta queda seguida que permite à "yield" lusa renovar mínimos de 6 de março.

O mesmo para a "yield" associada às obrigações soberanas da Espanha com maturidade a 10 anos, que recua 0,4 pontos base para 0,314%. Trata-se da terceira queda consecutiva dos juros espanhóis, que a 10 anos transacionam no valor mais baixo desde 11 de março.

Também a taxa de juro correspondente às obrigações alemãs (bunds) a 10 anos cede 0,7 pontos base para -0,490%.

Em sentido inverso, e após oito dias seguidos a aliviar, a "yield" referente aos títulos da Itália a 10 anos sobe ligeiros 0,1 pontos base para 0,982%, mantendo-se contudo próximo do mínimo de 25 de fevereiro ontem atingido.

24.07.2020

Ouro mantém série de valorizações

O metal precioso dourado está a apreciar pelo sexto dia consecutivo ao subir 0,41% para 1.895,19 dólares por onça. Com esta subida, o ouro está caminho de fechar a sétima semana seguida a ganhar valor.

Ainda assim, a matéria-prima segue com ganhos mais moderados, tendo-se assim afastado ligeiramente do máximo de setembro de 2011 verificado esta quinta-feira.

O ouro continua assim a transacionar muito perto dos 1.900 dólares por onça, para o que contribui o reforço do apetite dos investidores por ativos considerados de refúgio devido às dúvidas quanto à evolução da economia mundial devido às consequências da crise sanitária.

24.07.2020

Petróleo recua com agudizar da tensão Washington-Pequim

O preço do petróleo está a desvalorizar pelo terceiro dia seguido nos mercados internacionais. Em Londres, o Brent do Mar do Norte, que é usado como valor de referência para as importações nacionais, deprecia 0,58% para 43,06 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), transacionado em Nova Iorque, cai 0,73% para 40,77 dólares por barril.

O regresso da tensão entre as duas maiores potências económicas mundiais faz regressar o receio dos investidores quanto a uma redução dos níveis de procura pela matéria-prima.

Por outro lado, os Estados Unidos registaram o primeiro aumento de pedidos de subsídio de desemprego desde março, um fator que também contribui para elevar a apreensão quanto a uma menor procura de crude.

24.07.2020

Euro sobe pelo sexto dia mas afasta-se de máximos

A moeda única europeia mantém a tendência de ganhos das últimas sessões, estando mesmo a apreciar nos mercados cambiais pelo sexto dia consecutivo contra o dólar. Segue nesta altura a ganhar ténues 0,02% para 1,1598 dólares, encaminhando-se assim para a quinta semana seguida a ganhar terreno relativamente à divisa norte-americana.

No entanto, depois de já ter estado a recuar no início da sessão, o euro afastou-se do máximo de outubro de 2018 ontem registado. O euro tem vindo a beneficiar da maior confiança dos investidores quanto à capacidade das economias do bloco da moeda única reagiram aos efeitos da crise pandémica, isto depois de os líderes europeus terem chegado a acordo para uma resposta global no valor de 1,8 biliões de euros.

24.07.2020

Bolsas europeias caem com tensão EUA-China

As principais bolsas europeias transacionam no vermelho no arranque da sessão desta sexta-feira, 24 de julho. O índice de referência europeu Stoxx600 perde 1,44% para 368,28 pontos, penalizado pela queda de todos os setores mas em especial das cotadas tecnológicas e das matérias-primas. O Stoxx600 transaciona em mínimos de 14 de julho.

O setor tecnológico está a ser pressionado pelos maus resultados da norte-americana Intel. No entanto, a penalizar o sentimento nas bolsas europeias está o ressurgir de tensão entre os Estados Unidos e a China.

Depois de as autoridades norte-americanas terem ordenado o encerramento do consulado chinês na cidade texana de Houston, esta sexta-feira Pequim retaliou na mesma moeda ao fechar o consulado americano numa cidade do sul do país.

Com a desconfiança entre as duas maiores economias mundiais em nova fase de crescendo, os investidores temem o reagravar da tensão comercial e consequentes efeitos para o evoluir da economia global, sobretudo num contexto de incerteza decorrente da pandemia.

Apesar de a generalidade das principais praças europeias estar a negociar com fortes perdas, superiores a 1%, o lisboeta PSI-20 segue com uma queda mais moderada ao recuar 0,78% para 4.503,29 pontos, penalizado pelas desvalorizações do BCP e do grupo EDP. A bolsa holandesa liderada as quedas no velho continente com o índice de Amesterdão a cair acima de 2%.

24.07.2020

Tensões EUA-China castigam bolsas  

As bolsas asiáticas fecharam em queda e os futuros seguem em terreno negativo na Europa e nos Estados Unidos devido ao agravar das tensões entre os Estados Unidos e a China, numa altura em que os resultados também contribuem para o sentimento negativo.

A bolsa chinesa liderou as quedas, com o CSI a afundar 3,6%. O Hang Seng de Hong Kong cedeu 2,4% e o australiano S&P/ASX 200 caiu mais de 1%. Os futuros sobre o S&P500 descem 0,5% e os futuros sobre o Euro Stoxx descem 1,3%.

O Governo chinês ordenou o encerramento do consulado dos EUA na cidade de Chengdu, no sudoeste da China, retaliando contra a decisão de Washington de encerrar o consulado chinês em Houston. A decisão constitui "uma resposta legítima e necessária às medidas irracionais dos Estados Unidos", defendeu em comunicado o Ministério dos Negócios Estrangeiros da China.

O agudizar das relações entre as duas maiores economias do mundo se fez sentir após o mais recente discurso do Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, que continuou a mostrar uma posição firme em relação à China.

Os resultados da Intel contribuem para a queda das bolsas, já que a tecnológica afundou mais de 10% depois de anunciar que a sua tecnologia de chips de 7 nanómetros está com seis meses de atraso.

As ações dos EUA tinham recuado na quinta-feira após a primeira subida semanal nos pedidos iniciais de subsídio de desemprego desde março ter aumentado os receios de que o aumento dos casos de coronavírus e uma nova vaga de confinamentos podem abrandar a recuperação económica.

O Congresso dos EUA prepara-se para aprovar uma segunda ronda de pagamentos no âmbito das medidas de estímulo para as famílias dos EUA e o dinheiro pode chegar a muitos norte-americanos mais rápido desta vez.

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