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Banco de Inglaterra castiga bolsas europeias. Euro sobe e ouro e prata brilham

Acompanhe aqui o dia nos mercados.

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Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 06 de Agosto de 2020 às 19:38
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Futuros da Europa em queda com tensões entre China e EUA a escalar
Os futuros do europeu Stoxx 50 - que agrupa as 50 maiores cotadas do continente - seguem a perder 0,5%, apontando para uma abertura de sessão em queda nesta quinta-feira, numa altura em que a tensão entre a China e os Estados Unidos volta a escalar.

Ontem, o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, disse que a Casa Branca poderia banir outras aplicações chinesas que considere que ponham em causa a segurança nacional do país, para além da TikTok. O único nome para já avançado foi o da aplicação de mensagens WeChat.

Ambos os países têm encontro marcado para o próximo dia 15 de agosto, para reverem o seu acordo comercial atualmente em vigor. 

Os investidores continuam de olho nas conversações no Congresso norte-americano, sobre o novo pacote de estímulos à economia local, inicialmente avaliado em 1 bilião de dólares. Steven Mnuchin, secretário do Tesouro dos Estados Unidos, disse que o entendimento iria ficar selado esta semana, mas parece ainda não haver acordo entre Democratas e Republicanos. 

Ontem, em Wall Street, o tecnológico Nasdaq Composite conseguiu ultrapassar pela primeira vez na sua história a barreira dos 11.000 pontos, atingindo assim um máximo histórico.

Durante a madrugada em Lisboa, a negociação asiática fez-se de forma mista. Enquanto que Japão (-0,4%), Hong Kong (-1,5%) e China (-0,6%) registaram quedas, o índice da Coreia do Sul avançou 1,2%.
Ouro sobe pela quinta sessão consecutiva

O ouro está a valorizar esta quinta-feira pela quinta sessão consecutiva, depois de ter atingido ontem um máximo de sempre nos 2.055,79 dólares.

O metal precioso continua a ser impulsionado pela crescente tensão entre os Estados Unidos e a China e os sinais de falta de entendimento no Congresso entre democratas e republicanos para um novo pacote de estímulos à economia.

Por outro lado, foi divulgado ontem que as contratações pelo setor privado nos Estados Unidos abrandaram, sugerindo que o aumento dos casos de covid-19 está a travar o mercado de trabalho e a recuperação económica.

Neste contexto, os investidores continuam a procurar refúgio em ativos considerados mais seguros, como é o caso do ouro, que valoriza nesta altura 0,29% para 2.043,99 dólares.

Também a prata segue em máximos de 2013 a negociar acima dos 27 dólares.

Petróleo recua de máximos de cinco meses

O petróleo está a negociar em queda nos mercados internacionais, depois de ter atingido ontem o nível mais alto em cinco meses, impulsionado pela descida das reservas de crude nos Estados Unidos.

Segundo os dados revelados na quarta-feira, as reservas de crude caíram para o nível mais baixo desde abril, numa descida que foi mais do dobro do esperado pelos analistas consultados pela Bloomberg.

Ainda assim, os dados do governo dos EUA também mostraram que os inventários de gasolina e destilados aumentaram em 2 milhões de barris na semana passada.

Nesta altura, o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, desce 1% para 41,77 dólares, enquanto o Brent, transacionado em Londres, recua 0,38% para 45 dólares.

Europa perde com rol de resultados negativos e tensões sino-americanas
Europa perde com rol de resultados negativos e tensões sino-americanas
As principais praças europeias seguem hoje em queda, com os investidores a saírem dos ativos de maior risco, numa altura de resultados negativos entre algumas das maiores empresas do "velho continente" e de agudizar de tensões entre os Estados Unidos e a China. 

A Glencore está a liderar as perdas no britânico FTSE 100, depois de anunciar que iria cancelar o pagamento de dividendos sobre este ano. A estação britânica ITV disse que não iria fazer previsões económicas para o resto do ano, depois de a pandemia ter levado a uma queda histórica nas receitas com publicidade.

Por outro lado, a Adidas mostrou uma subida nas vendas durante estes seis meses maior do que o esperado. 

O índice de referência para a Europa, o Stoxx 600, segue por esta altura a desvalorizar 0,28% para os 364,13 pontos, com os índices europeus a oscilarem entre uma queda de 1,3% em Londres e um ganho ligeiro de 0,16% em Frankfurt. 

Para além dos resultados empresariais, os investidores estão atentos ao desenrolar da disputa entre os Estados Unidos e a China. Ontem, o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, disse que a Casa Branca poderia banir outras aplicações chinesas que considere que ponham em causa a segurança nacional do país, para além da TikTok. O único nome para já avançado foi o da aplicação de mensagens WeChat.

Ambos os países têm encontro marcado para o próximo dia 15 de agosto, para reverem o seu acordo comercial atualmente em vigor. 
Libra em máximos de março após reunião do BoE
Libra em máximos de março após reunião do BoE
A libra esterlina vai valorizando 0,31% para os 1,3156 dólares, o que representa um máximo desde o início de março deste ano, antes de a pandemia ter começado a fazer mossa nos mercados em todo o mundo, num dia em que o Banco de Inglaterra (BoE) deixou a ideia de que a contração económica pode ser menor do que o esperado inicialmente.

O banco central britânico, na sua reunião de política monetária de agosto, manteve as taxas de juro e os programas de compra inalterados, alertando que só iria mexer na sua política quando houvesse mais certezas quanto ao ritmo da recuperação económica. 

A contrariar o sentimento da libra está o euro, com a moeda única a perder fôlego frente ao rival norte-americano dólar (-0,17%).
Juros da Zona Euro em queda
As taxas de juro das dívidas soberanas dos países europeus caem nesta quinta-feira cerca de 1 ponto base.

Os juros da dívida portuguesa a 10 anos perdem 1,3 pontos base para os 0,305%, enquanto na dívida espanhola e italiana a queda é de 1 e 1,6 pontos base, para os 0,243% e 0,954%, respetivamente. 

Já os juros das "bunds" alemãs, a referência do mercado, perdem 1 ponto base para -0,519%.
Queda nos subsídios de desemprego não catapulta Wall Street

A bolsa nova-iorquina abriu em queda mesmo após terem sido divulgados os números do mercado de trabalho, que revelaram uma quebra nos pedidos de subsídio de desemprego acima do esperado, colocando-os no nível mais baixo desde que a pandemia começou.

O generalista S&P500 desce 0,17% para os 3.321,88 pontos, o industrial Dow Jones quebra 0,12% para os 27.169,36 pontos e o Nasdaq cede 0,16% para os 10.980,54 pontos.

Os novos pedidos de subsídio de desemprego caíram para os 1,19 milhões na semana que terminou no dia 1 de agosto, quando a média das previsões dos economistas apontava para que estes recuassem apenas até aos 1,4 milhões.

Já os pedidos de subsídio contínuos, isto é, que se têm mantiveram ativos, diminuíram em 844.000 para os 16,1 milhões na semana que terminou a 25 de julho, o que compara a uma estimativa de 16,9 milhões.

Ainda assim, o clima é de cautela numa altura em que os investidores aguardam possíveis desenvolvimentos quanto a um novo pacote de estímulos que estará a ser preparado pela administração de Trump, e o qual tem até esta sexta-feira para ser lançado, já que depois o Senado "vai de férias".

Paralelamente, o Goldman Sachs alertou para a possibilidade de que a descoberta de uma vacina eficaz para curar o coronavírus – um evento há muito aguardado também pelos investidores – pode, na verdade, abalar os mercados. Isto porque pode ter como consequência um selloff nas obrigações e uma rotação de ativos que abandone os títulos das tecnológicas para se focar em ativos mais cíclicos.

Dólar fraco e queda das reservas mantêm petróleo em máximos de cinco meses

As cotações do "ouro negro" negoceiam em alta nos principais mercados internacionais, mantendo-se em máximos de cinco meses.

 

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em setembro avança 0,12% para 42,24 dólares por barril.

 

Já o contrato de outubro do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, regista uma valorização de 0,42% para 45,36 dólares.

 

Os preços continuam a ser impulsionados pela queda superior ao previsto dos inventários norte-americanos de crude na semana passada, informação que foi dada ontem pela API e confirmada hoje pelo Departamento norte-americano da Energia e que colocou a matéria-prima em máximos de 6 de março.

 

A contribuir para as suas está também a depreciação do dólar – o que dá força ao petróleo, que é denominado na nota verde e fica assim mais atrativo como investimento.

 

A travar maiores ganhos está a fraca procura de combustível nos EUA, que ronda os 8,6 milhões de barris por dia, ou seja, 10% abaixo dos níveis de há um ano.

Ouro renova recordes e prata dispara 5%
O rally do ouro não dá sinais de abrandar e esta quinta-feira o metal amarelo continua a bater os máximos históricos. Mas a maior subida do dia pertence à prata que tocou em máximos de mais de sete anos.

O ouro valoriza 1,07%, para os 2.059,91 dólares por onça. Durante a sessão, o ouro tocou os 2.069,79 dólares, o valor mais elevado de sempre.

A prata, por seu turno, avança 4,82%, cotando nos 28,19 dólares por onça. Mas, o metal branco chegou a cotar nos 28,54 dólares, máximo de mais de sete anos.
Euro afasta-se de máximos

A moeda única europeia segue a descer 0,14% para os 1,1846 dólares, depois de já ter subido a um novo máximo de dois anos durante a sessão.

O euro inverteu a trajetória ascendente depois de a Alemanha, a maior potência do bloco europeu, ter registado o maior número de casos de covid-19 em mais de três meses. Por outro lado, o dólar sai reforçado depois de os dados dos pedidos de subsídio de desemprego nos Estados Unidos terem surpreendido pela positiva face às previsões dos analistas.

 

Juros voltam ao alívio

O dia foi de menos otimismo entre os investidores, que abandonaram os mercados acionistas face a resultados empresariais desapontantes e ao aumento de número de casos de covid-19. Neste sentido, as obrigações acabaram por ganhar, tendo os juros da dívida a dez anos de Portugal notado um alívio de 2,2 pontos base para os 0,3%.

Uma tendência semelhante verificou-se na Alemanha, onde os juros das obrigações com a mesma maturidade recuaram 2,5 pontos base para os -0,532%. Isto, depois de a Alemanha ter registado o maior número de casos de covid-19 em mais de três meses.

Juros voltam ao alívio

O dia foi de menos otimismo entre os investidores, que abandonaram os mercados acionistas face a resultados empresariais desapontantes e ao aumento de número de casos de covid-19. Neste sentido, as obrigações acabaram por ganhar, tendo os juros da dívida a dez anos de Portugal notado um alívio de 2,2 pontos base para os 0,3%.

Uma tendência semelhante verificou-se na Alemanha, onde os juros das obrigações com a mesma maturidade recuaram 2,5 pontos base para os -0,532%. Isto, depois de a Alemanha ter registado o maior número de casos de covid-19 em mais de três meses.

Previsões do Banco de Inglaterra desanimam bolsas europeias

As bolsas europeias negociaram em terreno negativo, com exceção de Atenas, pressionadas pela estimativa de uma lenta retoma económica pós-pandémica no Reino Unido.

 

O Stoxx600, índice que agrega as 600 maiores cotadas do Velho Continente, encerrou a ceder 0,73% para 362,49 pontos.

 

As principais praças da Europa Ocidental fecharam praticamente todas no vermelho, com exceção da bolsa de Atenas, que somou 0,48%.

 

O índice alemão Dax desvalorizou 0,54%, e o britânico FTSE caiu 1,27%.

 

Já o parisiense CAC-30 recuou 0,98%, ao passo que em Madrid o Ibex desceu 1,16% e em Amesterdão o AEX perdeu 0,82%.

 

A penalizar o sentimento dos investidores estiveram as previsões do Banco de Inglaterra (BoE), que apontam para uma retoma mais lenta do que se esperava no período pós-pandemia.

 

O BoE manteve as taxas de juro inalteradas na reunião desta quinta-feira e advertiu para os possíveis riscos de ser baixar os juros diretores para níveis abaixo de zero.

 

"Sabemos, pela experiência do Japão e da Europa, o quão penalizadoras podem ser para o sistema bancário as taxas de juro negativas (…) e estas podem debilitar o setor financeiro britânico ainda mais, desestabilizando também mais a economia do país", comentou à Reuters o analista Michael Hewson, da CMC Markets UK.

 

Também os resultados dececionantes da AXA e da Glencore (esta última afetando o setor mineiro) pesaram no sentimento geral dos investidores europeus.

 

Do lado dos ganhos, destaque para a Adidas e Siemens, que reportaram contas trimestrais que agradaram ao mercado.

 

A Lufthansa teve igualmente um bom desempenho em bolsa – apesar de divulgar uma queda de 96% no número de passageiros transportados entre abril e junho, face ao mesmo período do ano passado.

Euro e libra ganham terreno face ao dólar

O euro inverteu a tendência de descida face à nota verde e segue agora a somar 0,19% para 1,1883 dólares, depois de já ter chegado entretanto a disparar para máximos desde maio de 2018.

 

Segundo um inquérito da Reuters, a tendência de um dólar fraco e um euro forte deverá prosseguir até ao próximo ano. Isto porque se perspetiva uma retoma económica débil nos EUA, especialmente quando comparada com a Europa.

 

Também a libra esterlina ganha terreno face à divisa norte-americana, tendo subido para um máximo de cinco meses depois de o Banco de Inglaterra ter advertido para os possíveis riscos de se colocar os juros diretores abaixo de zero.

 

A moeda nipónica também valoriza no seu câmbio com a nota verde, a subir 0,13% para 105,40 ienes por dólares.

 

O índice do dólar segue a recuar 0,0’91%, sinalizando o estado de fraqueza geral da moeda dos EUA.

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