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A semana em oito gráficos: Adiamento do Brexit e medidas da China animam bolsas europeias

As bolsas europeias subiram esta semana e continuam em níveis que não se viam desde outubro. Isto depois de o parlamento britânico ter aprovado o adiamento do Brexit e de a China ter garantido "medidas fortes" para travar a desaceleração económica.

Bolsas europeias em máximos de cinco meses

Bolsas europeias em máximos de cinco meses
As principais bolsas do Velho Continente registaram mais uma semana positiva. Depois de entrarem no mês de março a marcarem máximos de cinco meses, esta semana regressaram a esses patamares. O Stoxx 600, o índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, subiu 2,8% no acumulado entre segunda e sexta-feira, naquela que foi a maior subida semanal em um mês. A beneficiar a negociação bolsista esteve o adiamento do Brexit decidido pelos deputados britânicos, depois de terem afastado o cenário de não acordo.

PSI-20 acompanha Velho Continente

PSI-20 acompanha Velho Continente
O índice de referência nacional cedeu terreno na sexta-feira, mas somou 1,14% no cômputo da semana, aumentando para 10,80% a sua valorização desde o início do ano. O PSI-20 foi dos índices da Europa Ocidental que menos subiu mas acumula já quatro semanas consecutivas de ganhos.

Altri foi a cotada que mais valorizou na praça lisboeta

Altri foi a cotada que mais valorizou na praça lisboeta
A Altri foi a cotada do PSI-20 que mais subiu na semana, com uma valorização acumulada de 3,87%, apesar de na sexta-feira ter caído mais de 3% a corrigir dos ganhos da sessão anterior. A produtora de pasta de papel subiu mais de 8% na quinta-feira, a reagir ao anúncio, na véspera, de um aumento dos lucros em 2018 e uma subida de 140% do dividendo.

Spie com o melhor desempenho do Stoxx600

Spie com o melhor desempenho do Stoxx600
A francesa Spie foi a cotada do índice de referência europeu Stoxx600 que mais ganhou no agregado da semana, ao somar 19,13%. A empresa, que presta serviços na área da energia e comunicações, esteve a ter um bom desempenho depois de reportar os lucros do ano passado, que ficaram acima do esperado.

Nvidia anima S&P 500

Nvidia anima S&P 500
A empresa norte-americana Nvidia – especialista em produzir hardware para consolas de jogos vídeo e mineração de moedas digitais – escalou 12,82% esta semana, tendo sido o título do Standard & Poor’s 500 que mais terreno ganhou. A Nvidia foi sustentada, logo no início da semana, pelo acordo para comprar a sua concorrente Mellanox por 6,9 mil milhões de dólares. No final da semana esteve a beneficiar do maior otimismo relativamente às conversações entre Washington e Pequim, já que a China é um importante mercado para as suas receitas.

Libra com melhor semana desde janeiro

Libra com melhor semana desde janeiro
A divisa britânica valorizou no acumulado entre segunda e sexta-feira, tendo registado a melhor semana desde janeiro. A libra foi animada pelo adiamento do Brexit (oficialmente marcado para dia 29 de março) depois de os deputados britânicos terem chumbado uma saída desordenada da União Europeia – o que poderia ter consequências sérias para a economia do Reino Unido. Já a moeda norte-americana esteve a desvalorizar face às principais divisas, com os investidores a incorporarem as mais recentes expectativas em relação à atuação da Fed. Um inquérito da Reuters divulgado ontem mostra que o mercado espera um aumento dos juros no terceiro trimestre deste ano, seguido de um período de paragem.

Arábia Saudita impulsiona petróleo

Arábia Saudita impulsiona petróleo
O petróleo, apesar de na sexta-feira ter cedido terreno devido ao atraso nas negociações comerciais EUA-China (o que deixa recear uma diminuição da procura por parte da segunda maior economia do mundo), registou a melhor semana em um mês. Os investidores aguardavam com expectativa uma reunião agendada para este fim de semana, em que deverá ser discutida a proposta da Arábia Saudita de prolongar para a segunda metade do ano os cortes de produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) – o que, a verificar-se, deverá impulsionar ainda mais as cotações.

Juros portugueses em território de mínimos

Juros portugueses em território de mínimos
Os juros das obrigações portuguesas a 10 anos negociaram na sexta-feira perto de mínimos históricos, nos 1,306%, na expectativa da avaliação da dívida soberana de Portugal pela Standard & Poor’s e à espera de uma possível subida do rating. As “yields” da dívida a 10 anos estiveram assim a ‘flirtar’ com os mínimos históricos de 1,304% atingidos na segunda-feira.
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 16 de Março de 2019 às 09:30
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O adiamento do Brexit decidido pelos deputados britânicos, depois de terem afastado o cenário de não acordo, prolonga a incerteza sobre os termos do divórcio com a União Europeia mas também aumenta a expectativa de poder ser alcançado um acordo mais favorável com as autoridades europeias.

 

Isto contribuiu para animar esta semana as praças do Velho Continente, que registaram a maior valorização semanal do último mês. Além disso, voltaram a marcar máximos de cinco meses, ao negociarem em valores de 5 de outubro.

 

A ajudar ao movimento positivo estiveram as declarações do primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, que disse na sexta-feira que o país vai adotar "medidas fortes" para contrariar o abrandamento económico, sugerindo reformas orientadas para o mercado, em detrimento de mais crédito e gastos públicos deficitários.

Já os juros da dívida portuguesa a 10 anos mantiveram-se em território de mínimos, ao passo que o petróleo registou o melhor ganho semanal em um mês.

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