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A semana nos mercados em oito gráficos: Pior semana do PSI-20 no último ano e meio com juros a dispararem

Esta semana, as bolsas caíram e por cá o PSI-20 registou o pior desempenho desde Setembro de 2016. A ajudar a pressionar os mercados accionistas esteve a escalada dos juros da dívida na Europa e EUA. Veja o resumo da semana nos mercados em oito gráficos.

S&P 500: do melhor ao pior desempenho bolsista

S&P 500: do melhor ao pior desempenho bolsista
Na semana passada, o índice norte-americano S&P 500 foi o que teve melhor desempenho. Esta semana, as sessões foram de correcção, muito à conta da escalada dos juros das obrigações dos EUA, movimento que penaliza as acções. Apesar das descidas ao longo das últimas cinco sessões, o Standard & Poor’s 500 ainda apresenta um saldo positivo de 3,31% no acumulado do ano, mas no cômputo da semana perdeu 3,7%, naquela que foi a pior performance de segunda a sexta-feira desde inícios de 2016.

PSI-20 tem pior semana desde Setembro de 2016

PSI-20 tem pior semana desde Setembro de 2016
O índice de referência da bolsa nacional fechou no vermelho ao longo das últimas cinco sessões, a marcar a maior queda semanal (4,36%) desde há perto de um ano e meio. O PSI-20 acompanhou a tendência das principais praças europeias e a subida das “yields” das obrigações foi um dos principais factores de pressão, à semelhança do que aconteceu em Wall Street.

Pharol cai perto de 13% na semana

Pharol cai perto de 13% na semana
A cotada que mais pressionou a bolsa nacional foi a Pharol, que afundou 12,85% no acumulado da semana. Na sexta-feira caiu 5,13%, no quarto dia seguido em terreno negativo e numa sessão em que tocou no valor mais baixo (0,20 euros) desde Dezembro de 2016. A queda da Pharol aconteceu depois de a Oi ter cancelado a assembleia geral de accionistas que estava marcada para a próxima quarta-feira, 7 de Fevereiro.

Capita plc afunda 54,5%

Capita plc afunda 54,5%
A tecnológica britânica Capita plc registou a pior performance da semana entre as cotadas que integram o índice de referência europeu Stoxx 600, tendo este também recuado cinco sessões seguidas, para mínimos de 2 de Janeiro. O índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias teve a pior semana (caiu 3%) desde a série semanal finda em 4 de Novembro de 2016. A Capita plc afundou 54,56% na semana, depois de fazer uma quarta revisão em baixa, em 16 meses, dos seus lucros – o que intensificou os receios de que a empresa, actualmente em apuros financeiros, possa colapsar como a Carillion.

Metlife cede terreno com investigação da SEC

Metlife cede terreno com investigação da SEC
A norte-americana Metlife esteve esta semana entre os piores registos do S&P 500, a afundar 12,45% no cômputo das cinco sessões, depois de ser noticiado que a Securities and Exchange Commission (SEC – órgão regulador do mercado de capitais dos EUA equivalente à CMVM em Portugal) está a investigar o facto de a seguradora não ter pago as pensões de alguns trabalhadores.

Dólar recupera com perspectiva de subida de juros

Dólar recupera com perspectiva de subida de juros
O relatório do emprego nos EUA, na sexta-feira, que deu conta do maior aumento desde 2009 dos postos de trabalho no país, teve forte impacto no mercado cambial, já que aumentaram as expectativas de que a Reserva Federal suba os juros já em Março, o que contribuiu para uma recuperação acentuada do dólar. No acumulado da semana, a nota verde ganhou terreno face às principais moedas, com excepção do euro que negociou durante várias sessões perto de máximos de Dezembro de 2014 no seu câmbio com a divisa americana.

Cobre distingue-se pela positiva

Cobre distingue-se pela positiva
No reino das matérias-primas, houve um metal industrial que esta semana se destacou pela positiva: o cobre. No acumulado das cinco sessões valorizou 0,48%, quando outras commodities, como o petróleo e o ouro, cederam terreno. O cobre esteve a ser especialmente impulsionado por um “research” do Goldman Sachs que diz que o actual ciclo de valorizações nas matérias-primas tem pernas para andar e que recomenda aos clientes a aposta em "commodities" como o cobre, carvão e minério de ferro.

Juros da dívida prolongam escalada

Juros da dívida prolongam escalada
As obrigações soberanas aceleraram as quedas na Europa e nos EUA, devido sobretudo às perspectivas de subida da inflação, que levam os bancos centrais a adoptar uma política monetária mais restritiva. A "yield" das bunds a 10 anos subiu 13,4 pontos base para 0,763% na semana, o nível mais elevado desde Setembro de 2015. Nos EUA, o juro dos títulos de dívida soberana a 10 anos estão em máximos de Janeiro de 2014 e acima dos 2,83%. Na dívida portuguesa, a "yield" das obrigações do Tesouro a 10 anos avançou 6,6 pontos base para 2,012% no saldo da semana.
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