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BCE fica-se pelos 53,8 mil milhões no mês de estreia da dívida soberana

A instituição liderada por Mario Draghi comprou 14,7 mil milhões de euros de activos do sector público na passada semana. Um valor elevado, mas que não chegou para alcançar o objectivo total de 60 mil milhões de euros.

Reuters
André Tanque Jesus andrejesus@negocios.pt 30 de Março de 2015 às 15:11
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O Banco Central Europeu (BCE) ficou aquém do objectivo por si traçado. A instituição monetária comprou um total de 53,837 mil milhões de euros em activos, menos que os 60 mil milhões anunciados pelo presidente Mario Draghi (na foto). A aquisição de dívida soberana acelerou, mas não foi suficiente.

 

Foram 14,7 mil milhões de euros que o BCE aplicou em activos do sector público (nos quais se inclui a dívida soberana) na passada semana. Um valor elevado, mas inferior aos 16,5 mil milhões registados na semana anterior. Já os programas de compra de "covered bonds" e instrumentos de dívida titularizados resultaram num aumento de 3,5 mil milhões do balanço do banco central.

 

Feitas as contas, a instituição monetária comprou um total de 53,8 mil milhões de euros em activos, ao longo do mês de Março. Naquele que foi o mês de arranque das compras de activos do sector público, o objectivo de alcançar os 60 mil milhões ficou, assim, por cumprir. Contudo, é de realçar que o BCE apenas iniciou a intervenção nos mercados de títulos públicos a 9 de Março.

 

Até agora, o banco central conta com mais 41 mil milhões de euros em títulos do sector público no seu balanço. Um valor alcançado em três semanas, que contrasta com os 62,9 mil milhões de "covered bonds" adquiridos ao longo de pouco mais de cinco meses. Apesar de ter falhado o objectivo no primeiro mês, este ritmo de compra de activos garantirá ao BCE mais que o montante mensal pretendido.

 

Mais pormenores relativamente aos dados finais do mês de Março serão conhecidos no dia 7 de Abril, disse ao Negócios fonte oficial do BCE. Aqui, a instituição irá apontar a maturidade média residual dos activos detidos, distinguindo as organizações internacionais e os bancos de desenvolvimento multilaterais dos países e agências governamentais. Além disto, o banco central faz a distinção também consoante a residência das instituições.

 

(Notícia em actualizada às 15h40, com mais informação)

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