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Benfica quer passar ao lado dos accionistas na gestão da dívida

A SAD pretende deixar de levar a assembleias-gerais de accionistas a aprovação para emissões de obrigações. Bastará a administração decidir para acelerar a obtenção de novos financiamentos no mercado.

Luís Filipe Vieira é o 43.º Mais Poderoso 2015
Dois campeonatos seguidos vencidos pelo Benfica voltaram a transportar o clube para o tempo glorioso do passado. Mesmo profundamente afectada pela quebra do BES, com o fim do patrocínio da PT/Meo e com uma dívida nutrida, o Benfica parece ter encontrado algumas soluções para contornar os seus problemas e cimentar este crescimento desportivo. Vai apostar na academia, não gastando tanto em reforços. Recebeu um forte impulso com o patrocínio da Emirates. E vê a Benfica TV (BTV) implantar-se.
Paulo Moutinho 05 de Novembro de 2015 às 11:59
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O Benfica convocou os accionistas para aprovarem as contas do último exercício, bem como as remunerações, mas também vai pôr à consideração dos investidores uma proposta em que a administração poderá passar a ser a única responsável pela gestão da dívida. Quer, para tornar o processo mais "expedito", deixar de ter de consultar os accionistas para realizar novas emissões de obrigações.

 

São cinco os pontos na ordem de trabalhos da assembleia-geral convocada para 26 de Novembro, e é exactamente o quinto ponto que defende uma "alteração dos estatutos da sociedade". A proposta do conselho de administração prevê que quaisquer novas emissões de obrigações sejam decididas pela gestão, sem consulta dos accionistas da Sociedade Anónima Desportiva (SAD).

 

"A emissão pode ser deliberada pelo conselho de administração, com o parecer favorável do conselho fiscal", diz a proposta. A anterior redacção afirmava que a "emissão pode ser deliberada pelo conselho de administração, com o parecer favorável do conselho fiscal, mas depende da prévia autorização da assembleia geral e terá de observar o que desta constar".

 

Na convocatória, a SAD justifica a intenção: "tendo em consideração que a emissão de obrigações constitui um importante e regular instrumento de captação de financiamento por parte da sociedade e que é desejável implementar um procedimento mais expedito no contexto de emissões que venham a ser realizadas no futuro".

 

A última vez que a SAD do Benfica recorreu a uma emissão de obrigações para se financiar foi em Julho. Conseguiu, nesta operação, obter os 45 milhões de euros que pretendia, pagando uma taxa de 4,75%. Domingos Soares de Oliveira, administrador financeiro da SAD, esclareceu à data que este dinheiro "Não é para investimento, é para reembolsar parte da dívida com o Novo Banco". 

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