Obrigações BlackRock: “Obrigações portuguesas estão demasiado baratas”

BlackRock: “Obrigações portuguesas estão demasiado baratas”

Após os mínimos históricos de 2015, este ano tem sido de subidas nos juros da dívida. Uma tendência contrária ao resto da Zona Euro, o que leva a maior gestora de activos do mundo a considerar que a dívida portuguesa está atractiva.
André Tanque Jesus 09 de junho de 2016 às 11:35

2015 foi um ano tranquilo para a dívida portuguesa. Atingiu mínimos históricos em todas as maturidades, estimulados pela compra de activos do Banco Central Europeu (BCE). Mas a turbulência em torno da mudança de Governo e das negociações com Bruxelas fizeram aumentar a pressão. De tal forma, que os juros disparam e o preço das obrigações afundou. Já recuperaram, mas a BlackRock diz que continuam atractivas.

"As obrigações portuguesas estão demasiado baratas", disse Owen Murfin, numa conferência de imprensa em Londres. Citado pela Bloomberg, o administrador financeiro da BlackRock, a maior gestora de activos do mundo, acrescentou até que considera surpreendente o fraco desempenho que a dívida portuguesa tem registado face aos pares da união monetária.

De facto, a evolução dos juros da dívida este ano tem ficado muito aquém do registado no resto da Zona Euro. As "yields" de Portugal sobem em todas as maturidades desde Janeiro, ao passo que os juros da Alemanha, Espanha e Itália registam uma tendência oposta, em grande parte devido ao reforço dos estímulos apresentado pelo BCE.

Isso mesmo reflecte-se nos prémios de risco face a estes países. Se no final de 2015 Portugal tinha um "spread" de 189 pontos face à Alemanha, agora este ascende a 300 pontos. Já na comparação com Espanha, o prémio de risco nacional passou de 75 pontos para 166 pontos. Igualmente acentuada foi a diferença face a Itália, que antes ascendia a 92 pontos e, actualmente, está nos 168 pontos.




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