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Centeno defende que taxas de juro de 10% são coisa do passado

O ministro das Finanças não antecipa que sejam necessárias medidas adicionais e espera que o Novo Banco seja vendido num prazo de 12 meses.

Bloomberg
Negócios com Bloomberg 01 de Março de 2016 às 18:11
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Mário Centeno acredita que os tempos em que as taxas de juro da dívida portuguesa estavam em valores proibitivos fazem parte do passado. Numa entrevista à Bloomberg, o ministro das Finanças garantiu que as taxas de juro acima de 10% são algo do passado. E defendeu que "o trabalho do Governo é tranquilizar os mercados quanto ao facto de que o compromisso de deixar esses tempos para trás é muito firme".

O ministro das Finanças defendeu que tem de existir um esforço conjunto entre os governos e os bancos centrais para conter a subida das taxas de juro. Isto após em Fevereiro os juros implícitos das obrigações nacionais terem vivido dias de volatilidade, com a taxa a superar os 4,5%. No entanto, essa pressão abrandou, com a "yield" a transaccionar em torno de 3% esta terça-feira.

Mário Centeno voltou a afastar a necessidade de renegociar a dívida, dizendo que Portugal não iniciará esse debate: "É uma matéria para ser tomada a nível europeu e não iremos promover esse processo".

Plano B não será necessário

Após a aprovação do Orçamento do Estado para este ano, Mário Centeno não espera que sejam necessárias medidas extraordinárias para atingir as metas definidas, apesar de a Comissão Europeia defender que Portugal precisará de tomar novas medidas.

"Não pensamos que seja necessário. O plano A é muito exigente, mas grande parte desse plano depende das nossas acções e pensamos que conseguiremos corresponder", disse o ministro das Finanças. Centeno afirmou ainda que a aprovação do Orçamento do Estado foi um sinal de que o Governo mostrou que os partidos políticos se podem comprometer.

Centeno reiterou que o Governo "continua bastante empenhado no processo de consolidação, para refrear o nível da dívida face ao PIB". Nesse sentido, considera que as reformas estruturais são necessárias para o crescimento.

Governo segue de perto processo do Novo Banco

Outra das questões abordadas por Mário Centeno na entrevista à Bloomberg esteve relacionada com o Novo Banco. O ministro das Finanças considera que uma venda bem sucedida seria "muito importante" para o sistema financeiro e que o atraso no processo não ajuda.

Ainda assim, Centeno apontou um prazo de 12 meses para que o Novo Banco seja vendido e declarou que o Governo está a acompanhar de "muito perto" esse processo.

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